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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Ex-presidente da OAB-DF, Estefânia Viveiros, está sob proteção policial

Mensalão do DEM: ex-presidente da OAB-DF está sob proteção policial

A ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Distrito Federal Estefânia Viveiros está sob proteção policial, após ter recebido duas fotos em que aparece ao lado do ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa, autor das denúncias do chamado mensalão do DEM. Segundo Estefânia, houve uma montagem. As fotos já estão em poder da Polícia Federal.

Por telefone, a ex-presidente disse que não quer gravar entrevista porque teme por sua integridade física. Quando ainda estava à frente da OAB-DF, foi ela quem formalizou um dos primeiros pedidos de impeachment contra o governador José Roberto Arruda, acusado de comandar o suposto esquema de corrupção.

No lugar de Estefânia, assumiu a presidência da OAB Francisco Caputo, que também é advogado do escritório que defende o governador. No dia de sua posse, Caputo garantiu isenção no caso do mensalão do DEM.

Novos vídeos mostram que secretário do DF sabia de suborno

Vídeos gravados pelo jornalista Edimilson Edson dos Santos, o Sombra, revelam que o secretário de Comunicação do DF, Weligton Moraes, sabia do suborno que seria pago a ele (Sombra) em troca de um depoimento favorável a Arruda nas investigações do mensalão do DEM. Testemunha importante no inquérito, Sombra é amigo de Durval.

No diálogo com Weligton, Sombra reclama que Antônio Bento Silva, funcionário aposentado da Companhia Energética de Brasília (CEB) e suposto emissário de Arruda, parou de ligar para falar da propina:

- Hoje deu uma esfriada, o Bento não me ligou hoje de manhã, porque ele vem me ligando todos os dias. Eu liguei pra ele. Ele disse que teve um problema. Ele disse que me ligava já já. Até agora. Das duas uma: ele tem certeza que eu vou fazer o que ele pediu, ou ele tá armando pra me dar um flagrante.

Na quarta-feira da semana passada, Bento foi preso em flagrante pela Polícia Federal tentando subornar Sombra com R$ 200 mil em dinheiro. Foi o próprio jornalista quem avisou a PF e, antes, registrou as negociações em vídeos.

Fonte: DF-TV

Ex-militares gay querem interferir na Justiça Militar da União

Sargentos gays querem impugnação da indicação de general para o STM

[o Blog da UNR entende que o objetivo dos ex-militares gays é aparecer; buscam por todos os meios possíveis ficar sob os holofotes; modestamente, o Blog da UNR, dá sua contriuição para que o intento dos citados fracasse: para tanto não publicará em nenhum POST do Blog o nome dos ex-sargentos.]

Os sargentos F... e L ... pediram nesta terça-feira ao Senado que barre a indicação do general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho para o Superior Tribunal Militar (STM). Em 2008, ao revelar manter relacionamento homossexua, L ... foi detido pelo Exército. Já F ... pediu baixa das Forças Armadas. Na semana passada, ao afirmar, em sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que é contrário à presença de gays nas Forças Armadas, o general causou polêmica.

Em requerimento entregue à Mesa Diretora do Senado, os sargentos afirmam que, se tiver a indicação confirmada, o general vai julgar ação contra Laci que tramita no STM. Ele deixou a farda após revelar o caso amoroso com o colega, mas o processo ainda continua no tribunal.

- Pedimos que o Senado não homologue o nome do general. Sua declaração foi homofóbica e preconceituosa - disse Figueiredo.

O militar também enviou carta ao presidente Lula, responsável pela nomeação do general para uma cadeira no STM. "Se Vossa Excelência decidir pela confirmação (...), estaremos contribuindo para que se torne inócua a Carta que rege a magistratura, uma vez que a demonstração de discriminação injusta ou arbitrária de qualquer pessoa ou instituição é atentatória à dignidade do cargo", diz o texto, também assinado pelas ONGs Tortura Nunca Mais e Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Transexuais e Travestis.

Depois das declarações polêmicas, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) solicitou que o general fosse novamente ouvido pela Casa. Raymundo Cerqueira teve a sua indicação aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas ainda tem que ser aprovado pelo plenário do Senado. [o Blog da UNR exige que havendo nova oitiva do general Raymundo Cerqueira, o senador Suplicy compareça vestindo a sunga vermelha com a qual já desfilou no plenário do Senado Federal.

Fonte: O Globo

TRE/DF exige que DEM peça de volta o mandato do Arruda e OAB pede a prisão

Mensalão do DEM: OAB pede à Procuradoria Geral da República afastamento ou prisão preventiva de Arruda

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, encaminhou nesta terça-feira ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pedido de afastamento imediato ou prisão preventiva do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, sem partido, ex-DEM. Arruda é acusado de comandar o mensalão do DEM, suposto esquema de distribuição de propina para deputados distritais, secretários e aliados do governo do DF. [Arruda não está com sorte; este novo presidente nacional da OAB gosta mais de um holofote do que o seu antecessor - que aliás já esqueci o nome daquele e ainda não decorei o nome do atual. De qualquer forma essa predileção por aparecer do chefão da OAB é benéfica a população do DF, já que dificulmente Arruda vai conseguir sobreviver a pressão e com certeza fica mais dificil, talvez impossível, abafar o caso. Como diria o presidente Lula: Arruda SIFU.]

"Sua permanência no cargo poderá ensejar dano efetivo à instrução processual",
afirma Ophir no ofício que pede o empenho do procurador-geral da República para que providências sejam tomadas.

Além do pedido da OAB, Arruda também é alvo de ação no TRE do DF. Nesta terça, o procurador regional eleitoral, Renato Brill de Góes, ingressou no tribunal com ações de perda de cargo eletivo por infidelidade partidária contra o governador e o deputado distrital Leonardo Prudente, sem partido, ex-DEM, que ficou conhecido por esconder dinheiro na meia. Para o procurador, os argumentos de Arruda e Prudente não configuram justa causa para desfiliação partidária. Arruda e Prudente alegaram razões pessoais para deixarem o partido.[o Prudente é tão cara de tungstênio - cara-de-pau é pouco - que também se juntou com o deputado Júnior Brunelli, pastor evangélico, e o Durval e realizaram um minuculto evangélico agradecendo pelo êxito no recebimento da propina.]

O procurador solicitou prioridade na tramitação das ações, sendo que a previsão é que sejam analisadas em um prazo de 60 dias. De acordo com a resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), se no prazo de 30 dias o partido não entrar com ação [o entendimento é que o mandato, seja de parlamentar seja de governador, pertence ao partido] - como ocorreu no caso do DEM -, cabe ao Ministério Público fazê-lo nos 30 dias subsequentes.

Líder do PT quer ouvir arapongas presos na CPI

O líder do PT na Câmara do DF, deputado Paulo Tadeu (PT), protocolou durante a reunião extraordinária da CPI da Corrupção nesta terça-feira, requerimento para que sejam convocados os policiais civis José Henrique Cardoso e Luiz Henrique Cardoso, presos na semana passada enquanto tentavam instalar aparelhos de escuta próximos aos gabinetes dos parlamentares da oposição, além do servidor Francisco do Nascimento Monteiro. Eles são suspeitos de espionagem na Câmara, onde tramitam vários pedidos de impeachment contra Arruda, acusado de comandar o mensalão do DEM.

O deputado quer também que prestem depoimento na CPI o jornalista Edmilson Edson dos Santos, conhecido como Sombra; Antonio Bento da Silva, ex-funcionário da CEB e conselheiro do Metrô-DF; o deputado Geraldo Naves (DEM); Welington Luiz Moraes, secretário da Agência de Comunicação social do DF, e Rodrigo Diniz Arantes, sobrinho de Arruda, a fim de que esclareçam os fatos relacionados à tentativa de suborno para descaracterizar provas da Operação Caixa de Pandora.

Os requerimentos devem ser discutidos e votados na próxima reunião ordinária da comissão, prevista para quinta-feira. Em outra frente, a Polícia Federal se prepara para interrogar Arruda e os parlamentares acusados de envolvimento no chamado mensalão do DEM.

CPI retoma trabalhos sem eleger novo presidente

A CPI retomou os trabalhos nesta terça sem eleger seu novo presidente. Apesar da reunião extraordinária convocada para a eleição do substituto do deputado Alírio Neto (PPS), que renunciou, a eleição não aconteceu porque apenas três das cinco vagas da CPI estão ocupadas. O suplente Raad Massouh (DEM) que voltou na segunda-feira à Casa para substituir Geraldo Naves (DEM), já deve deixar o posto para o deputado titular Paulo Roriz (DEM), que estava no comando da Secretaria de Habitação.

Naves saiu depois de confirmar que foi o emissário do manuscrito apresentado por Sombra como suposta prova do envolvimento do governador numa tentativa de suborno para frear as denúncias de corrupção no DF. O deputado nega, no entanto, que o bilhete fosse uma tentativa de suborno. Ele também deixou na sexta-feira a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), responsável pela análise dos pedidos de impeachment do governador.[a volta do titular, da turma do Arruda, está sendo interpretada como uma retaliação ao suplente Geraldo Naves por não ter apoiado a tese apresentada pela defesa do Arruda de que havia apanhado o famoso bilhete na mesa do governador do DF, sem o conhecimento do chefão do MENSALÃO.]

A vaga aberta com a saída de Eliana Pedrosa (DEM), ex-secretária do governo Arruda, é do PMDB, seguindo o princípio da proporcionalidade partidária, mas a legenda permanece sem indicar um nome. Em último caso, a indicação deverá ser feita pelo presidente da Câmara, Wilson Lima (PR), como prevê o regimento interno da Casa.

Com o troca-troca de membros, o trabalho da CPI não anda. O presidente interino da comissão, Batista das Cooperativas (PRP), e o relator, Raimundo Ribeiro (PSDB), votaram a favor de a comissão iniciar os depoimentos pelos diretores das empresas prestadoras de serviço ao governo distrital, como as do setor de informática, de onde sairia o dinheiro para abastecer o esquema de corrupção.

Fonte: Agência Brasil

França bate recorde em venda de armas: 8 bilhões de euros e caças RAFALE bancam MENSALÃO para campanha da Dilma

Viva o contribuinte brasileiro

As olimpíadas Rio 2016 nem começaram, mas a França quebrou um recorde. A razão não é o bom desempenho dos seus atletas, mas sobretudo a formidável generosidade dos contribuintes brasileiros que pagam impostos ao governo Lula - a despeito deles, diga-se en passant.

Devido às encomendas militares nacionais - 4 submarinos e 50 helicópteros - a França chegou à marca histórica de 8 bilhões de euros em vendas de armamentos no ano passado — um aumento de 21% em relação a 2008.

O país deverá subir ao pódio em 2010 ano quando concluir a venda dos 36 aviões de combate Rafale ao Brasil, tornando-se o terceiro maior exportador de armas do mundo. O Ministério da Defesa francês estima que irá vender entre 10 e 12 bilhões de euros em armas este ano, mais da metade só para o Brasil. [no mínimo, boa parte da grana para o CAIXA 2 da trupe lulo-petista destinado ao custeio da campanha da Dilmona e companhia já está garantida.]

Ares de maracutaia

A compra de 36 caças Rafale, fabricados pela francesa Dassault Aviation, para substituir os modelos obsoletos da Força Aérea Brasileira (FAB), está decidida e sacramentada desde julho de 2009. Lula, quem decide, manifestou a escolha por três vezes. Nos últimos 6 meses, acompanhou-se um jogo de cartas marcadas. Veio junto a tentativa oficial, primitiva e enfadonha, de manter aparências do que nunca foi uma licitação pública.

A questão mais interessante agora não é qual será o avião de combate do projeto FX-2, mas por que Lula escolheu o Rafale?

O governo deixa entender tratar-se de escolha política do executivo. É verdade. Justifica a opção como parte de celebrada parceria estratégica com a França cuja estampa mais colorida é manifesto anti-americanismo e na qual, envolve a compra de helicópteros, submarinos convencionais e o casco do primeiro deles de fabricação nacional à propulsão nuclear. Em horizonte mais distante, cogita-se também a construção de um porta-aviões com caças Rafale equipados de trens de pouso reforçados e por que não, perguntam eles, a substituição dos 120 caças restantes da FAB, uma vez que o avião de combate francês se presta ao serviço. O Rafale foi projetado para o desempenho de multiplas funções.

Em contrapartida ao maior gasto da história militar do país e o mais longo, 10 bilhões de reais a serem pagos durante 7 mandatos presidenciais, a França seria forte aliada às ambições brasileiras nos foros internacionais, em questões financeiras, comerciais, de segurança e ambientais. A cereja em cima do bolo proposto na bandeja francesa é o apoio à velha reivindicação brasileira de uma cadeira verde amarela e cativa no Conselho de Segurança da ONU - custa apenas retórica e mais zero euro.

A moeda de troca francesa lembra o queijo camembert - duro por fora e mole no interior - é de difícil aferição, mas sobretudo, tem valor incerto. A transação dos Rafale seria como se decidissem comprar um apartamento à beira-mar do vizinho onde o preço do imóvel é mero detalhe e a motivação da aquisição estaria baseada na promessa de que, sempre que houvesse uma disputa na reunião de condomínio, o vendedor faria campanha para o voto no lado do comprador.

Portanto, não é por acaso que o governo Lula reforça a argumentação em favor dos franceses evidenciando a transferência de tecnologias críticas, aspecto da concorrência, no qual os felizardos eleitos por antecipação seriam os melhores candidatos. Infla-se o peito quando referem à entrega do código fonte, o cérebro do caça francês, mas há silêncio absoluto sobre o motor do avião. O Brasil não receberá nem o desenho de parafuso, porca ou ruela que integra o sistema de propulsão do Rafale, o M88 fabricado pela francesa Snecma. Sabe-se que existem mais países que possuem a bomba atômica do que aqueles que fabricam motores de aeronaves de combate.

Causa bastante estranheza o resultado de uma licitação ser anunciado antes da hora. É sem dúvida muito pouco convencional encomendar parecer técnico a quem realmente entende - e que será o usuário final - para depois considerar o estudo mero aspecto cosmético. Pior: exigir alterações no relatório para não causar constrangimentos.

Se a opinião da FAB não tem influência, por que ela foi consultada? Se uma avaliação não hierarquiza os concorrentes em uma licitação, para que ela serve? Chamaram a FAB para participar do processo à condição de que os brigadeiros sonegassem a sua opinião a quem vai pagar a conta, o contribuinte brasileiro. Perguntem se a França compraria do Brasil sequer um cartucho de carabina para caçar esquilos em gramado de base aérea sem o aval de seus militares?

Adicione a prática freqüentee regulamentada pela legislação!de pagamentos de comissões pelo governo francês para facilitar a venda de seus armamentos. O Rafale está exposto na prateleira há mais de uma década; salvo a França, onde é fabricado, não foi comprado por ninguém. O Brasil inicia ano eleitoral, época em que os partidos políticos procuram melhorar a tesouraria.

Pode até ser uma dessas raríssimas exceções da história onde procedimentos pouco ortodoxos e a falta de transparência esconde um processo lícito. Mas desta vez, ninguém pode ser cobrado por tomar emprestado um termo sonoro do colorido vocabulário lulês. A licitação dos caças para FAB não é só umfechem o bico, quem manda sou eu”, ela tem ares de maracutaia.”

Por: Antonio Ribeiro – Revista VEJA

Coronel Ustra, os BRASILEIROS do BEM estão firmes ao seu lado

A Ditadura de Segurança Nacional no RS

Por meio da página que o jornalista Políbio Braga mantém na rede mundial, tomei conhecimento do lançamento, pela Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, da coletânea "A Ditadura de Segurança Nacional no RS".

Interessado pelo assunto, busquei a coletânea na página da AL/RS. Trata-se de quatro volumes onde seus autores pretendem contar "a verdade" sobre o período do governo militar e seus reflexos no Estado gaúcho.

O primeiro volume, "Da Campanha da Legalidade ao Golpe de 1964", com 272 páginas, se propõe a descrever a situação no RS no período que precedeu a Contra-Revolução de 1964.
O segundo volume
"Repressão e Resistência nos anos de Chumbo",
com 302 páginas contém, como diz seu título versões de pessoas atuantes no combate ao governo implantado em 1964.
O terceiro volume, com 290 páginas trata sobre
"Conexão Repressiva e Operação Condor", com textos sobre a interação entre organismos de segurança dos países do chamado Cone Sul, objetivando o combate aos grupos terroristas que agiam na região.
O quarto e último volume,
"O Fim da Ditadura e o Processo de Redemocratização", com 262 páginas, contém textos sobre o início da abertura política e o processo que levou à Lei de Anistia.


À primeira vista, o conjunto é visto como uma obra que procura ajudar o esclarecimento de pontos ainda obscuros na história brasileira. Porém, olhando-se com maior atenção já ficamos em dúvida. A lista de escritores, pesquisadores, historiadores e outros profissionais que trabalharam na elaboração da obra não contempla algum nome que possa ser considerado pelo menos isento quanto aos militares.
São todos expoentes do que se denominou "esquerda", contra quem lutaram os militares e outros órgãos de segurança do Estado.


Minha incapacidade e a extensão das obras impediram que eu lesse os quatro tomos. Porém, movido pela curiosidade, dei uma atenção especial ao segundo volume, e fui atraído pelo Anexo II denominado "RS: militantes mortos e desaparecidos". Tal apêndice, organizado pela sra Suzana Lisboa, viuva de um dos citados, relaciona 42 pessoas tidas como mortas pelos organismos de repressão ou simplesmente "desaparecidas".


Dos 42 nomes citados, verifiquei que nove se referem a pessoas que não nasceram nem morreram no RS, e destas, dois são casos oficialmente considerados suicídio. Assim como
suicídio é a causa atribuída a outros oito casos citados de forma a induzir o leitor a "reinterpretar" tais casos como como assassinatos, sem que se faça referência a alguma prova além dos já costumeiros "depoimentos de outros presos políticos" - de difícil explicação essa versão de que os presos políticos eram mantidos em total incomunicabilidade, mas podiam assistir à morte de seus companheiros "sob tortura".


É interessante também a citação, no rol, de uma pessoa morta em acidente de automóvel. Teria sido mais um "assassinato"? Ficou-me uma dúvida: generalizando o conteúdo do citado anexo também se pode inferir a seriedade do total da obra? Assim indago em função de outra constatação.


Houvesse algum escritor, pesquisador, historiador, revisor ou mesmo outro colaborador da "Coletânea" se dado ao trabalho de tentar aperfeiçoar a obra lendo alguma coisa "do outro lado", como
o livro escrito pelo Coronel do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra denominado "A Verdade Sufocada" (já em sua 5ª Edição), poderia encontrar a verdadeira história sobre a morte do Cel Alfeu Monteiro ("Diz o inquérito que Alfeu teria atirado primeiro e atingido o comandante, mas nunca apresentaram provas dos fatos." - Pág 268 do Anexo II)
No livro do militar, essa história e contada e contém um sugestivo comentário do autor, do qual trancrevo parte
: "Para a esquerda o IPM, o processo Judicial, os depoimentos das testemunhas em Juízo, o laudo do exame cadavérico do coronel Alfeu, as sentenças dos Magistrados, os ferimentos do major brigadeiro Lavanére Wanderley, o ato heróico do coronel Hipólito, não tem valor algum, pois 'tudo foi forjado pela ditadura'. ... Certamente, as mentiras desse Dossiê são infinitamente maiores do que os dezesseis projéteis inventados." (USTRA, Carlos Alberto Brilhante. A Verdade Sufocada. Brasília, Editora Ser, 2007. Pág 502-503).

No mesmo livro do Cel Ustra ainda pode ser lida a história do suicídio do 2º Sgt Venaldino Saraiva em 12 Mai 64 (e não Bernardino Saraiva "Assassinado em 14 de abril de 1964, segundo denúncia do livro Torturas e Torturados, de Márcio Moreira Alves." - Pág 271 do Anexo II) após ferir a tiros dois oficiais e atirado contra outros dois. É emocionante a descrição feita pelo hoje General R1 Flávio Oscar Maurer, atingido gravemente pelo sargento criminoso antes de morrer. (USTRA, op cit., Pág 504-506).


Não posso deixar de citar algo que me pareceu positivo na Coletânea recém lançada. É significativa a dedicatória constante no início de cada volume:
"Dedicamos esta obra aos que ontem lutaram contra a ditadura e, também, aos que hoje lutam por Verdade e Justiça". A leitura que faço é a de que também são homenageados pela obra os que se dedicaram à luta contra a ditadura do proletariado, de modelo soviético-cubano, que alguns maus brasileiros queriam implantar no Brasil e hoje também se esforçam em prol de que sejam estabelecidas a Verdade e a Justiça, tanto às pretensas vítimas inocentes que dedicaram-se àquela derrotada implantação, quanto aos que os derrotaram na luta armada, forma de luta que aqueles escolheram.
Mas o que efetivamente macula o caráter da coletânea lançada é verificar-se que a sra Suzana Lisboa, organizadora do tal
Anexo II ao segundo Volume, não poderia deixar passar mais uma oportunidade para agredir o Coronel Ustra.


Diferentemente de alguns outros militares que também participaram ativamente na luta contra a subversão no Brasil, o Coronel Ustra, talvez por sua aparência tímida, de pessoa humilde, afável, tornou-se o alvo predileto dos vencidos que pretendem reescrever a história de sua derrota. Prejudicado profissionalmente pela pantomima de Bete Mendes - e a falta de atitude dos chefes da instituição que lhe deviam ter proporcionado o necessário respaldo, de acordo com os princípios de chefia e liderança -
a cada vez que se faz necessário o avivamento da fogueira de vaidades de militantes "de esquerda", o nome do Cel Ustra é lembrado para preencher o papel de saco de pancadas.


Dessa forma, foi
"descoberto mais um crime" daquele militar.
A ele é atribuída a responsabilidade sobre
um "preso em Belém do Pará pelo então major Carlos Alberto Brilhante Ustra e desaparecido em circunstâncias totalmente desconhecidas ... não resta nem ao menos uma foto ou sequer seu nome é conhecido. A vida e a morte de Baiano permanecem ocultas desde 2 de dezembro de 1973, data de sua prisão em Belém."
(Pág 270 do Anexo II)
Bastaria uma olhada na contracapa da obra do Cel Ustra para saber que ele comandou o DOI-CODI de São Paulo/SP no período de
setembro de 1970 a 23 Jan 74. Militares tem sua atuação limtada ao Comando a que se acham subordinados. Qualquer um que olhe o mapa do Brasil verificará que Belém/PA não pode estar sob a mesma jurisdição que o Comando de São Paulo/SP. Como teria, então, o Maj Ustra prendido "Baiano", um militante cujo "sequer seu nome é conhecido", atuando fora de sua jurisdição?


De onde teria surgido tal "estória"? Em tempos de indenizações a anistiados políticos, me parece um bom caso de processo judicial exigindo indenização por "danos morais" ao ilustre Coronel.


Ou uma acusação totalmente sem embasamento como essa pode ser feita e publicada sem o mínimo de responsabilidade por parte do acusador, no caso, a organizadora da tal relação, respaldada pela Assembléia Legislativa gaúcha?
É assim que são utilizadas verbas públicas orçamentariamente destinadas à "divulgação da verdade" e educação da sociedade?
O povo pagante dessa farra está ciente do que acontece ou se deixa enganar por escritores, pesquisadores, historiadores e outros farsantes desse jaez?
Povinho de merda!!!!!!!!!!

Em números absolutos o número de homicidios no RJ aumentou. E o número de policiais mortos também

SEGURANÇA PÚBLICA

'Taxa de homicídios no Rio não é nada a comemorar'

Ainda que a taxa de homicídios no estado do Rio de Janeiro - não em números absolutos - tenha caído, conforme agora noticiado, comparativamente aos anos de 2009 e 2008, o número de assassinatos nos últimos dez anos no estado chega à impressionante soma de 60 mil, numa média aproximada de 6 mil homicídios/ano.

Tal quantitativo, e registre-se que neste total não estão computados os desaparecidos, só é comparável ao número de mortos em violentas guerras, tal e qual a Guerra do Vietnã, onde 57 mil soldados americanos foram mortos em mais de uma década de intensos combates.

Note-se que somente agora registrou-se, graças ao início do trabalho integrado da Secretaria de Segurança e as polícias Civil e Militar, a menor taxa de homicídios nos últimos dez anos. O índice de assassinatos em 2009 foi de 34,6 casos para cada grupo de 100 mil habitantes, contra 34,7 em 2008.

Observe-se que o número de homicídios entre os anos comparados subiu em números absolutos, com crescimento de 1,3%, saindo de 5.717 em 2008 para 5.794 para 2009, o que significa dizer que foram registrados mais 77 assassinatos no ano passado no estado do que no ano anterior.

Comparativamente ao estado de São Paulo, onde foi registrado em 2009 aumento do número roubos, homicídios, latrocínios, furtos e sequestros - que o governador José Serra atribuiu à crise econômica -, no Rio de Janeiro mata-se três vezes mais do que no estado vizinho, apesar de São Paulo ter o dobro da população. A taxa atual de homicídios lá é de 10,9 por cem mil habitantes. Taxa esta que se compara a países e cidades no mundo ditas pouca violentas. Há que se considerar, no entanto, que aqui há mais armas de guerrra em mãos de perigosos traficantes ainda encastelados em morros e favelas.

A violência do Rio de Janeiro pode ser observada inclusive pelo total de policias militares assassinados nos últimos dez anos, conforme matéria publicada no GLOBO de 12/05/09, numa série de reportagens sobre os 200 anos da PM. A matéria, diga-se de passagem impressionante, mostra que entre janeiro de 1999 e março de 2009 foram mortos no estado 1.458 policiais militares (um efetivo maior do que o de um batalhão classe A da PM). Desse total, 78% encontravam-se de folga.

Somente este ano, no período de duas semanas, entre 15 e 24 de janeiro, (pasmem) o banditismo, em ação do elemento surpresa na maioria dos casos (tática de guerrilha urbana), matou sete policiais no Rio em situação de serviço, sendo quatro policiais miltares e três civis. Extrema ousadia contra quem, naquele momento, exercia a nobre missão de defesa da sociedade. Uma autêntica chacina em conta-gotas.

Tal quantitativo de policiais militares mortos é inédito em qualquer instituição policial do mundo, mesmo em corporações de países estão ou estiveram envoltos em violentas guerras. Possuir uma arma e a carteira de policial no Rio significa ter em mãos um passaporte pré-carimbado para a morte. Registre-se que infelizmente algumas dessas mortes foram fruto do envolvimento de pseudoprofissionais de polícia com o crime.

Portanto, tais números de guerra continuam a impressionar a tudo e a todos. Há, porém, registros significativos de queda em alguns tipos de delito, como o roubo de veículos (caiu 10,1% entre 2008 e 2009). Os números de dezembro de 2009, comparativamente ao mesmo mês de 2008, também foram positivos. Os homicídios caíram 6,1%, o roubo de veículos 21,7%, assaltos a transeuntes, 10,4%, e roubos de celular, 12,2%. Ressalte-se que nos dois últimos delitos tipificados não está inclusa a chamada mancha cinzenta, ou seja, os crimes ocorridos e que não chegaram ao conhecimento da autoridade policial, onde as vítimas acharam por bem não comparecer à delegacia policial para registro.

O aparelho policial tem agora, pois, metas governamentais ousadas para cumprir, principalmente até os Jogos Olímpicos de 2016, no que tange à redução dos crimes considerados determinantes para a maior ou menor sensação de segurança: homicídios, latrocínios (roubo seguido de morte), roubos de veículos e roubos a transeuntes, aí incluídos os assaltos a ônibus. Por enquanto nada há a comemorar. Como bem disse o secretário de Segurança do Rio, José Beltrame: "Não é hora de festejar a queda, mas de trabalhar para manter a política de gestão e controle".

Portanto, mãos à obra. Há muita arma e droga a ser apreendida e bandidos a serem trancafiados. A polícia pró-ativa, a que não espera acontecer para reagir, deve ser a grande meta, e um Rio de Janeiro mais humano e menos violento, com mais e mais Unidades de Polícia Pacificadora a serem implantadas, o objetivo final a ser alcançado. Por ora, os números da violenta guerra continuam a impressionar.

Por: Milton Corrêa da Costa - tenente coronel da PM do Rio na reserva

[o mais desanimador é que aparecem umas ONGs de m ... e criticam quando a PMERJ e a Polícia Civil agem de forma enérgica e abatem marginais. Esquecem aquelas porcarias de defensores dos direitos humanos de bandidos que em dez anos foram mortos PMs em número superior ao efetivo de um batalhão.

Isso nenhuma dessas ONGs porcarias registram.]

Duro não é o racionamento de energia. Duro mesmo é aguentar o ChaveS falando

Chávez decreta estado de emergência na Venezuela
Por causa da crise energética vivida pela Venezuela nas últimas semanas, o presidente Hugo Chávez declarou ontem estado de emergência no país.

O decreto assinado por Chávez permitirá que o governo acelere a compra de equipamentos para enfrentar a crise na Venezuela por causa da seca da represa Guri, principal geradora de energia do país.

Segundo reportagem do Estadão, para compensar o déficit os venezuelanos convivem desde o mês passado com racionamento de energia.

Chávez decreta emergência elétrica

Medida permitirá ao governo acelerar a compra de equipamentos para enfrentar a crise de escassez de energia

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, emitiu ontem um decreto de emergência elétrica que permitirá ao governo acelerar a compra de equipamentos para enfrentar a crise na Venezuela por causa da seca da Represa Guri, que é a principal geradora de energia do país.

"Aqui está o decreto", disse Chávez em um programa de rádio ao anunciar a medida que facilitará a adoção dos planos de manutenção para melhorar a capacidade de geração de energia.

O governo venezuelano lançou no mês passado um plano de racionamento a nível nacional para compensar o déficit de energia. Por causa de problemas de operação na capital com a aplicação de cortes de luz escalonados de quatro horas, Chávez suspendeu a medida em Caracas, mas manteve o racionamento no restante do país.

O governo também impôs uma redução no horário de funcionamento das lojas dos shopping centers e obrigou setores industriais, residenciais e comerciais a reduzir em 20% o consumo mensal de energia.

[para o povo venezuelano o racionamento é ruim; mas pior do que o racionamento é aguentar o discurso do ChaveS justificando, já que foram duas horas de falatório antes de ler o decreto, uma hora lendo o decreto e tentanto justificar cada vírgula e mais duas para completar a justificativa.
Lembro ainda que o povo venezuelano já aguenta um bombardeio de discursos do semiditador ChaveS em torno de seis hora por semana e mais longas entrevistas, sempre transmitidas, obrigatoriamente, pelo Rádio e TV.]

HAITI. Deve ter petista do MENSALÃO por lá dando mau exemplo

Hospitais haitianos estariam cobrando por remédios doados
Em meio ao caos vivido pelo Haiti após o terremoto que atingiu o país no último dia 12, denúncia feita pela Organização das Nações Unidas (ONU) ontem alerta para mais um problema vivido pelas vítimas do tremor. Segundo a organização, hospitais públicos e particulares estariam cobrando para fornecer aos haitianos remédios doados ao país.

Reportagem da Folha afirma que a ONU cortará a entrega de suprimentos médicos e remédios gratuitos aos hospitais no Haiti que forem flagrados cobrando por medicar pacientes.

ONU denuncia hospitais que cobram por remédios doados no Haiti

A ONU (Organização das Nações Unidas) alertou nesta segunda-feira que cortará a entrega de suprimentos médicos e remédios gratuitos aos hospitais no Haiti que estão cobrando para entregar os medicamentos aos pacientes. Quando o terremoto devastador do último dia 12 atingiu o país, as autoridades decidiram tornar gratuito todo o tratamento médico. As estimativas mais recentes do governo indicam que mais de 300 mil ficaram feridos no tremor.

Mais de 200 grupos de ajuda humanitária enviaram equipes para ajudar e milhões de dólares em doações de medicamentos chegaram ao país caribenho. Funcionários da ONU disseram à agência de notícias Associated Press que têm informação de que dezenas de hospitais - públicos e privados - começaram a cobrar os remédios entregues aos pacientes.

Os funcionários não quiseram dar os nomes dos hospitais, mas disseram que ficam em várias partes do país, incluindo a capital Porto Príncipe.

"O dinheiro veio em grande quantidade", disse Christophe Rerat, da Organização Pan-americana de Saúde, agência da ONU para a região. Ele diz que cerca de US$ 1 milhão em remédios foram enviados somente de armazéns da ONU aos hospitais haitianos nas últimas três semanas. Os hospitais, segundo Rerat, não precisam cobrar pelo atendimento porque os funcionários do Ministério de Saúde estão sendo pagos com dinheiro de doações.

A partir de agora, alertaram os funcionários da ONU, qualquer hospital que cobrar taxas pelos medicamentos será cortado da lista de doações. Eles disseram ainda que a ONU deve manter o envio de suprimentos a ONGs que trabalham em hospitais privados, se eles conseguirem provar que nenhum paciente está sendo cobrado.

O médico Jean Hugues Henry, da equipe criada após o tremor para lidar com a crise de saúde, disse não ter conhecimento de nenhum hospital que cobra pelo atendimento ou pelos medicamentos. "Amanhã, esclareceremos que o governo nunca deu permissão para cobrar por remédios e serviços", disse.

O Haiti tem cerca de 90 hospitais, incluindo públicos e privados e os hospitais de campanha montados após a tragédia causada pelo tremor.

FHC, quase octagenário, tem mais lucidez que a Dilma Apagão

FHC volta a atacar pré-candidatura de Dilma Rousseff
Ocupando de forma mais incisiva o papel de porta-voz das críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de defensor de sua gestão, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso voltou ontem a atacar a pré-candidata à presidência Dilma Rousseff.

Após chamá-la de boneco e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de seu “ventríloquo”, segundo o Estadão, FHC disse durante inauguração da Biblioteca São Paulo, que Rousseff “não inspira confiança”.

“O governo atual tem um líder, o meu governo teve um líder, o governador José Serra é um líder. Infelizmente, pela história da ministra Dilma, ela ainda não teve essa oportunidade. Não estou condenando. Para mim, está provado que Serra tem competência, é um líder e inspira confiança. A outra, para mim, ainda não”, disse.

Dilma não é líder, ataca FHC

Como contraponto, ex-presidente destaca que Serra tem competência, liderança e 'inspira confiança'

Um dia após a publicação de artigo no Estado, no qual disse que Lula tem "impulsos toscos" e "enuncia inverdades", o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tomou as rédeas das críticas à candidata governista, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e voltou ao ataque ao dizer que ela ainda "não inspira confiança". Para o tucano, Dilma é o "reflexo de um líder".

"O governo atual tem um líder, o meu governo teve um líder, o governador José Serra é um líder. Infelizmente, pela história da ministra Dilma, ela ainda não teve essa oportunidade. Não estou condenando. Para mim, está provado que Serra tem competência, é um líder e inspira confiança. A outra, para mim, ainda não",
disse FHC.

O ex-presidente fez as declarações ontem durante inauguração da Biblioteca de São Paulo, fundada no Parque da Juventude, onde funcionou a Casa de Detenção do Carandiru. A cerimônia foi uma demonstração de união dos tucanos, num momento em que a temperatura do debate eleitoral tem aumentado. Secretários de Serra e ex-ministros de FHC foram ao evento, dando coro à estratégia de usar a gestão paulista como vitrine na eleição deste ano. A biblioteca é considerada uma das principais iniciativas na área cultural do governo Serra.

FHC tem ocupado de forma mais incisiva o papel de porta-voz das críticas a Lula e de defensor de sua gestão. Serra, por sua vez, evita falar publicamente de política e critica o governo só em determinados temas, como política monetária. "Dilma pode ser que venha a ser (líder) mas, por enquanto não é. Por enquanto é reflexo de um líder. Serra, não. Tem liderança. Mostrou que faz", atacou FHC, que foi embora do evento antes do governador, que estava atrasado, chegar. Questionado se Lula era um líder, afirmou: "Sem dúvida, acha que sou bobo?"


O ex-presidente disse que o País precisa de "gente competente, que não roube e que inspire confiança". Defendeu a tese de que eleição deve "discutir o futuro" e, embora tenha dito que não há o que "temer", chamou de "picuinha" comparações entre sua gestão e a de Lula. "Estamos construindo um País. Não tem de estar na coisa mesquinha."

O ex-presidente disse que é "fofoca" a informação de que ele não estaria satisfeito com a apatia dos tucanos em defender seu governo. "Não estou muito preocupado em defender meu governo, para ser sincero. Fiz o que pude. E acho que a história acabará por reconhecer que mudamos o Brasil.


Questionado sobre a chapa puro-sangue com Serra e o governador de Minas, Aécio Neves, FHC, um dos maiores defensores da tese, desconversou. "Acho prematuro, até deselegante, dizer que o Aécio tem de ser isso ou aquilo. Ele vai decidir de acordo com o interesse de Minas, do Brasil e dele." Já sobre o candidato tucano em São Paulo, foi categórico: "Pelo que vejo, se desenha uma candidatura a favor de Alckmin."

Dilma a candidata dos sonhos de qualquer adversário

Com Dilma Apagão o país é reapresentado ao espetáculo aflitivo do orador sem rumo

[Dilma não assusta;Dilma é incompetente, Dilma é falsária, Dilma é grossa, Dilma não tem carisma e com certeza Dilma não será beneficiária dos votos que o senhor Lula diz ter.
Assim, Dilma é inofensiva como candidata - foi mais perigosa quando guerrilheira e terrorista. E ainda hoje oferece perigo, já que mesmo usando como arma a caneta e não mais a INA ou granadas, Dilma tem pensamentos funestos e sinistros para o Brasil.
Mas o ASSUSTADOR MESMO é a Oposição não ter candidato a presidente da República para disputar com a Dilma Apagão nas próximas eleições.
Não considero que o FHC tenha feito um bom governo, mas diante da absoluta ausência de alternativas - pelo menos que a Oposição queira apresentar - o ex-presidente FHC é um adversário em condições de vencer a Dilma e interromper os planos da NOMENKLATURA petista de transformar o Brasil em um Cuba.]

O eleitorado brasileiro merece ver um debate entre FHC e Lula

Por: Augusto Nunes

Nos comícios agora diários, além de aprenderem que demissão por abandono de emprego não vale para presidente da República, os brasileiros ficam sabendo que o Dia da Criação só deu as caras por aqui bilhões de anos mais tarde. Mais precisamente em 1º de janeiro de 2003, quando o maior governante desde o tempo das cavernas começou a cumprir a missão que a Divina Providência lhe confiou: construir um país.

Antes de Fernando Henrique Cardoso, recita o pregador, o que havia era pouco. Depois, restou o nada. Foi Lula quem fez o Brasil. Teria feito em sete dias se não existissem o Tribunal de Contas da União, o Ministério Público e o IBAMA. Só por isso a mais grandiosa das obras do PACo demorou sete anos. O atraso foi compensado pelo resultado.

O Brasil do Terceiro Milênio é uma beleza, deslumbram-se os ministros de Estado e a base alugada. Até frequenta o Clube das Potências como sócio-convidado, celebram os Altos Companheiros. E o que está bom demais vai ficar ainda melhor no governo de Dilma Rousseff, berra o resto do rebanho. Com a vitória da Mãe do PACo, berra o palanqueiro compulsivo, o milagre brasileiro vai deixar boquiabertos até chineses e americanos. americanos. Sem Dilma na gerência, o país irá submergir no buraco negro de onde Lula o tirou.

Neste domingo, com 968 palavras, Fernando Henrique enterrou no jazigo das malandragens eleitoreiras a fantasia costurada durante sete anos. O artigo ensina que o Brasil existia antes de Lula e existirá depois dele, seja quem for o sucessor. Incisivo, contundente e veraz, o texto exibe o legado de um estadista onde Lula finge enxergar a herança maldita.

“Gostaria que a eleição fosse no estilo nós contra eles, pão-pão-queijo-queijo”, repete o presidente desde outubro. Quem o conhece sabe que “nós” quer dizer Lula e que “eles” é o codinome de FHC no código do Planalto. No último parágrafo do artigo, Fernando Henrique primeiro reitera uma lição elementar (Eleições não se ganham com o retrovisor: o eleitor vota em quem confia e lhe abre um horizonte de esperanças” para em seguida apanhar a luva atirada pelo sucessor: “Se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer”.

Não é difícil descobrir quem tem razão, avisou Sebastião Silveira num comentário aqui publicado. Basta promover um debate público entre os dois. Encampada pela coluna e por VEJA.com, que cuidarão de convidar os contendores, a ideia não tem contra-indicações ─ e os possíveis efeitos colaterais são todos positivos. Um foi presidente, outro logo deixará o cargo. Nenhum deles é candidato. O embate ajudará o eleitorado a escolher com mais segurança o próximo chefe de governo.

O fecho do artigo informa que FHC está pronto para o duelo. Lula vive dizendo que sonha com o debate que não pôde travar em 1994 e 1998. Duas vezes derrotado por FHC, o atual presidente não deve perder a chance de provar que o desfecho de um terceiro confronto seria diferente.

O Brasil merece conhecer a verdade. E precisa saber quem está mentindo. [só os 'cumpanhêro' petista é que não sabem que quem está mentindo é o atual; o anterior mentiu, mentir é inerente aos políticos, mas Lula é mentiroso nato, compulsivo.

Agora que venha Serra, que venha Aécio ou mesmo FHC, mas que a Oposição encontre um candidato e comece a campanha - Lula e Dilmona já começaram; persistindo esta indecisão, este retardo desnecessário, a coisa pode complicar para o Brasil.

Uma sugestão: a senadora Kátia Abreu - a heroína do sepultamento da maldita CPMF e com coragem para enfrentar a gang do 'movimento social terrorista' - MST, é um nome a ser sempre lembrado para vice-presidente em uma chapa realmente da Oposição que queira ganhar e não apenas tumultuar.]

Impunidade. Querem acabar com o Disque-denúncia

Os Caminhos da Impunidade. O disque denúncia pode acabar.

No ano passado, um acadêmico de Direito perguntou-me se é eficiente o serviço de “disque-denúncia” do Rio de Janeiro. É, sim. Com base em denúncias anônimas, a polícia carioca consegue realizar apreensões de drogas proibidas, prender traficantes perigosos, foragidos da Justiça etc. O “disque-denúncia” funciona bem em várias outras unidades federativas e há, por parte da sociedade, a certeza de que o denunciante jamais será identificado.

Como perdi contato, não posso informar ao acadêmico que neste 2010 e em todo o Brasil o serviço de “disque-denúncia” corre risco de desativação. Isto por ilegitimidade constitucional e caso prevaleça o entendimento do presidente do Superior Tribunal de Justiça, Cesar Asfor Rocha.

O ministro Rocha concedeu liminar em habeas corpus a favorecer diretores da empreiteira Camargo Corrêa, acusados, em face da Operação Castelo de Areia realizada pela Polícia Federal e acompanhada pelo Ministério Público, de manter conta corrente bilionária em Andorra, conhecido paraíso fiscal.

Essa conta corrente seria abastecida com valores obtidos em empreitadas superfaturadas no Brasil. Da conta bancária teriam sido sacadas importâncias para corromper agentes públicos, que obtiveram indevidas vantagens patrimoniais.

Rocha concedeu liminar sem pedir informações ao juiz do caso, apontado como autoridade coatora. Mais ainda: não havia risco de prisão cautelar dos diretores da empreiteira. A propósito, nem o ministro Gilmar Mendes, com Daniel Dantas na cadeia, precipitou-se como o presidente do STJ a ponto de deixar de pedir informações ao juiz Fausto De Sanctis antes de decidir liminarmente. Talvez Rocha, que entrou para a magistratura sem concurso público e pela classe dos advogados, tenha confiado demais no seu ex-colega advogado que elaborou o habeas corpus. Em regra e por força de lei, a presunção de legalidade do ato é sempre a favor da autoridade pública e não da versão do advogado subscritor do pedido de HC.

O principal fundamento da decisão do ministro prende-se ao fato de as persecuções criminais contra os diretores da Camargo Corrêa serem nulas, porque iniciadas por meio de denúncia anônima. E a denúncia anônima ensejou escutas telefônicas, buscas e apreensões em domicílios e escritórios. Ou melhor, formou-se, com vício de origem, um grande acervo probatório sobre graves crimes financeiros contra determinados diretores da empreiteira.

A liminar de Rocha colocou num “freezer” paralisante dois processos criminais, 19 inquéritos policiais e 32 representações feitas pelo Ministério Público. Num outro megacongelador, por determinação do ministro Eros Grau, do Supremo Tribunal Federal, encontram-se todos os documentos da Operação Satiagraha. Até o processo condenatório contra o banqueiro Daniel Dantas, por consumada corrupção, está suspenso, num “frigobar Brastemp”.

Como nosso ordenamento jurídico vem sendo objeto de interpretações novas, parece que a busca da verdade real não mais é prioridade na Justiça criminal, quer na investigação, quer nos processos. Os magistrados não mais podem aplicar a lei processual penal, que garante ao juiz a iniciativa de determinar diligências voltadas para a busca da verdade.

Se uma denúncia anônima, por carta ou telefone, indicar onde fica um armazém com toneladas de cocaína e sob guarda de traficante internacional, não adianta nada, à luz da decisão do presidente do STJ, tentar iniciar-se um processo contra o traficante. Ou será que a decisão só vale para casos de denúncia anônima contra os diretores da Camargo Corrêa?

Na Itália, Silvio Berlusconi deve frustrar-se com o fato de os tribunais italianos não terem a criatividade interpretativa das cortes brasileiras. Por isso, e em decorrência da condenação do advogado inglês David Mills por corrupção e falso testemunho a favorecê-lo, Berlusconi (que depositou na Suíça 600 mil dólares para Mills) bate-se por mudanças nas leis. Sua bancada no Congresso, a disfarçar uma espécie de anistia e prescrição, apresentou um projeto de processo breve. Tudo para colocar fim na ação contra Berlusconi, em face do caso Mills.

O processo breve significa estabelecer prazo de conclusão: dois anos para tramitação em primeiro grau. Não concluído no prazo, ocorre arquivamento. No caso Berlusconi-Mills, o processo seria arquivado, pois, em primeiro grau, tramita há mais de quatro anos.

Na quarta-feira 3, a Câmara aprovou um projeto (vai ao Senado) para suspender, por 18 meses, os processos criminais contra o premier e os ministros. O argumento é que eles precisam governar. Não podem ter a atenção desviada para atender a Justiça. Em breve, a Corte Constitucional poderá ser acionada para, mais uma vez, cassar essa lei ad personam, chamada de “legítimo impedimento”. Sobre “processo breve” e “legítimo impedimento”, nada se sabe a respeito das opiniões de Rocha, Mendes ou Eros Grau.

Por: Wálter Fanganiello Maierovitch

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Desfazendo alguns equívocos sobre Direitos humanos

ALGUNS EQUÍVOCOS SOBRE DIREITOS HUMANOS


Por: Percival Puggina

Em recente artigo publicado por Zero Hora sob o título “Que mundo é este?”, o presidente da Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul questiona as consequências da lei que proibiu a construção de novos hospitais psiquiátricos no Estado. Como resultado dessas políticas, que remontam aos anos 90, cerca de 10% dos moradores de rua, hoje, são doentes mentais. Esses infelizes, quando não acabam nas prisões, vivem sob o risco de moléstias como hepatite C, tuberculose e AIDS. Sabem o que gerou essa situação desumana? Uma equivocada política de direitos humanos.

Não bastassem os milhares de fetos desentranhados aos pedaços e jogados nas lixeiras (se fossem de macaco-guariba, a prática seria considerada um escândalo!), não passa um dia sem que alguém venha a público propor a liberação do aborto. Sabem o que gera essa pretensão profundamente desumana? Uma idéia desajuizada sobre direitos humanos, à qual a Dra. Zilda Arns se opunha com firmeza.

O governo gaúcho está empenhado em enorme ampliação das vagas prisionais, envolvendo novos padrões construtivos e a atração de investimentos privados (muito embora os autodenominados defensores dos direitos humanos sejam contra). Mas é fato: a situação ficou caótica. Amontoam-se presos em depósitos. Pois bem, qualquer pessoa com meio grama de juízo, mesmo na ausência de qualquer restrição moral, olhando imagens do Presídio Central, trata de se manter dentro da lei e fora daquelas grades.

Os bandidos, contudo, parecem não dar bola para isso e avançam ferozmente sobre os direitos humanos dos cidadãos de bem. E há magistrados, então, que mandam soltar presos, liberando-os para o crime, em vista da “desumana situação dos estabelecimentos penais”. Tudo por quê? Por causa de uma equivocada visão sobre direitos humanos.

Agora, o PNDH-3 (aquele calhamaço no qual o que é bom não é novo e o que é novo não é bom) quer impor ao proprietário invadido e esbulhado a desumana obrigação de sentar junto com seus agressores para um conselho de mediação. Em nome do quê? Dos direitos humanos? Ora, por favor! Amanhã, estaremos fraternizando, em “mediações”, o assaltante e o assaltado, o estuprador e a estuprada, a viúva e o assassino do marido. Direitos humanos? Balela! Pura maluquice esquerdista.

Para concluir, uma das jóias do PNDH-3: a tal Comissão Nacional da Verdade. Proponho duas questões:

1ª) estaria ela, mesmo, interessada na verdade, só na verdade e em nada mais do que na verdade?

2ª) estaria ela, mesmo, preocupada com Direitos Humanos?

Apenas alguém ingênuo crerá que a esquerda se interesse em “verdade” diferente das lorotas que recheiam os livros e filmes que produziu. Idealistas, lutando pela democracia e pela liberdade? Quem, cara pálida? Esses que ainda hoje, tanto quanto ontem, se emocionam diante de Fidel? Que lutavam pelo totalitarismo comunista e sonhavam com o paredón e com o massacre da “burguesia”?

Desse moinho dos fatos não espere um farelo de verdade. Dele não virá, tampouco, algo que sirva aos direitos humanos. Direitos humanos, leitor, inspiraram a anistia (que eles efetivamente não querem revogar porque, revogada, encarceraria boa parte do governo Lula). Escarafunchar no lixo da história desserve aos direitos humanos! Ou alguém dirá que exibir terroristas e torturadores, bandidos e vítimas, estabelecer um duelo de ressentimentos, desejos de vingança e insuflar malquerenças, serve melhor à promoção dos direitos humanos e à boa política do que a pacificação nacional e o perdão?

Percival Puggina (65) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org articulista de Zero Hora e de dezena de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo e de Cuba, a tragédia da utopia.

Bandeira do Brasil, infelizmente, a cada dia menos varonil

A CADA DIA, MENOS VARONIL

A construção de uma nação depende, desde os seus primórdios no despontar de seus próceres e no desenrolar de eventos que vivenciou e a forjaram, mesmo antes que aquele pedaço de chão pudesse ser remotamente, alcunhado de pátria. Depois juntam-se ao território, o povo, e a vontade política e eis uma nação.

Criada pelos nativos como a mãe-pátria, no seu histórico serão agregados outros homens singulares e outros marcantes acontecimentos, concedendo àquela empírica entidade foros peculiares e permanentes, entre eles, a Soberania.

Nada mais natural, como reforço à identidade nacional do que revestí-la de sacralidade, de respeito e de inabalável amor à pátria.

Dessa forma, o homem–idealista, adotou o lábaro nacional como um de seus símbolos. De fato, a Bandeira seria o farol para os seus guerreiros nos campos de batalha ou nas grandes empreitadas.

Assim, além da Bandeira, o Selo, o Hino Nacional e as Armas da República foram incorporados como símbolos da Nação. Eles traduzem, em essência, nas últimas décadas, a grandeza, o respeito e a soberania.

Tudo ia bem, até que surgiu a antipatriótica esquerda do desgoverno, e sem mais aquela, a não ser em um desusado desrespeito ao pendão nacional, guindou a Bandeira do MERCOSUL, a título de emprestar àquela mambembe agremiação, foros de entidade ímpar e soberana, o mesmo nível de pompa e circunstância da idolatrada Bandeira Nacional.

Engolimos mais uma patacoada do socialismo bolivariano.

No passado, tentaram subverter a lei e a ordem, não conseguiram. Hoje, donos do poder se comprazem em deturpar, não apenas àquelas, pois açulam dicotomias e patrocinam movimentos sediciosos, porém, insatisfeitos deturpam ou apequenam o mais significativo símbolo da Pátria.

Todos sabem que a determinação presidencial para que a Bandeira do MERCOSUL seja hasteada, juntamente, com a Bandeira Nacional, é do ano passado (final de 2009).

Na ocasião, escrevemos o presente texto, mas perdemos a oportunidade de divulgá-lo, contudo, ao ler que foi instituído em 14 de janeiro, “O DIA NACIONAL DE COMBATE E PREVENÇÃO AO ESCALPAMENTO”, a ser comemorado anualmente em 28 de agosto, e que pela Lei Nº 12.206, DE 19 de janeiro de 2010 no DOU 20.01.2010, foi instituído o DIA NACIONAL DA BAIANA DE ACARAJÉ, a ser comemorado, anualmente, no dia 25 de novembro, ato festejado por um dileto amigo, como a “lei que faltava para transformar o Brasil em potencia mundial”, enchemo-nos de brios para retirar da gaveta o texto acima, e confirmar seu título, de que a cada dia está menos varonil a nossa Bandeira e, por via das conseqüências, maior a nossa falta de vergonha. Isso para não falar no execrável e totalitário PNDH-3.

Na verdade, perdemos o siso, a dignidade e o senso do ridículo.

Fonte: Ternuma Regional Brasília

Por: Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Solidariedade ampla, geral e irrestrita ao Gen Ex Raymundo Nonato

Posição firme, clara, expressa e oportuna


Em solidariedade à posição assumida pelo Gen Ex Raymundo Nonato perante a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, retransmitimos a matéria abaixo. Para quem ao longo da vida militar viveu as dificuldades criadas pelos homossexuais no dia a dia nos quartéis sabe que o general tem razão.

No entanto, não querem que expresse o seu pensamento como militar pertencente ao Alto Comando do Exército, exercendo um direito constitucional, com a concordância de outros generais que podem se manifestar, sem que tal fato se caracterize como indisciplina.

Pouco se divulgou que o general não tem nada contra a conduta ou o fato de ser homossexual, respeitando a consciência de cada um no modo de viver, como todos nós, por amor ao próximo, como seres humanos, por ser uma presença em qualquer família, que deve ser respeitado, amado como filho, como irmão em Cristo.

Não se revelou homofóbico como a imprensa e outros órgãos o pretenderam rotular, e agora cobram do plenário do Senado que o reprovem para ministro do STM. Pena que não percebeu a casca de banana do senador ao lhe fazer uma pergunta sobre o ingresso dos gays nas FA. Se ficasse no sim ou não, talvez a polêmica fosse de menor vulto. Foi sincero e puro.

Parabéns pela posição. E não que seja desconsiderada, como opinião desprezível, como disse o MD, nos estudos que estão em marcha sobre o assunto. Que outros generais lhe emprestem total solidariedade.

“Descoberto um capitão que anda aliciando soldados, que os coloca na sua barraca, ou caçando homens pela cidade, surge uma reação imediata de repulsa dos tenentes que nem a continência — sinal de respeito ao superior — querem lhe prestar, por obrigação regulamentar. Caco, fragmentação, ruptura que não pode ser incorporada.”

Vale lembrar o que se escrevem em 14/06/2008:

Foi assim com a questão indígena abordada pelo Gen Augusto Heleno, Comandante Militar da Amazônia, posição firme, clara, expressa e oportuna.

Tanto deu certo que o governo Lula em simultânea e hábil orquestração afinada com a imprensa cativa, tem feito de tudo para superar a forte e incisiva ação do Exército, nas palavras daquele oficial-general, porquanto identificada com o Alto-Comando dirigente da Força. Exceção feita para o telejornal da Band, que mantém vivas a imagem e as palavras daquele líder militar, exemplo que deve ser seguido, principalmente pelas entidades militares.

O dito governo, caracterizado por aberrações administrativas de toda a ordem e escândalos sucessivos, nauseantes e repulsivos mesmo, substituiu a ministra do Meio Ambiente, criou um Plano Amazônia Sustentável (PAS), teatralizou com índios e cocares, discursos, palanques e festas, com reprodução exaustiva e televisiva, para enfumaçar, esvaziar e retirar da mídia a reprimendanão há dúvida de que o foi e a sociedade assim entendeuda cúpula do Exército à caótica política indigenista, agora, um tanto tardiamente, trazida a público, pela demarcação e homologação da reserva de Raposa Serra do Sol, em Roraima, que já tem quase a metade do seu território com repetida destinação. É bom lembrar esse despautério, verdadeira dilaceração provocada pela incúria de governos irresponsáveis.

Mas, as coincidências continuam e a última foi patrocinada pelos fatos e fotos tristes e desencontrados do gênero a gaiola das loucas, mesclando drama, música, imitação, plumas, transformação e mistério tão a gosto da platéia anestesiada pelo tema novelista ou patrulha-balanço-urgente-polícia-ladrão. Deram início pela publicação na revista Época e depois foi só aguardar o desdobramento, que veio sem plumas e brilhos, mas com farda pela metade, sem garbo, nem pompa, mas com gritos e histeria.

O momento é intrigante. A parada gay, o seminário com a presença do presidente e senhora, bandeiras, bonés e arco-íris. Mais um palanque político. Próceres do PT são convocados, como se estivessem na cochia. Dias e dias alimentando e curtindo o assunto. Entrevistas com especialistas em direito e direitos humanos, mais políticos e autoridades civis, se sucedem para ditar regras ao segmento militar da sociedade.

Claro que o escândalo Varig-log perde espaço, não como o governo esperaria, pois Câmara e Senado não fazem outra coisa do que digladiar por CPI escorregadia, ficando em segundo plano a fragmentação do país pela partilha indígena-quilombola e venda de terras a estrangeiros nas barbas desse alienado parlamento.

Alguém há de perguntar, porque não há movimento de rua face a esse mar de esgoto. Muito simples, os movimentos estudantil e sindical estão no governo e o MST substituiu o protesto do passado pela invasão no presente, em grande escala como adestramento militar com esmerada ação de coordenação e controle no nível nacional. Exceto para governadores de outros partidos, como p.ex., da governadora Yeda Crusius do Rio Grande do Sul, onde se viu a bandeira da CUT em profusão nas ruas de Porto Alegre, por conta de um escândalo local muito menor do que todos os somados por gente próxima ao presidente da República, a partir do ex-ministro Dirceu.

Não apareceram bandeiras das entidades contra Lula
, mas invasões até do Congresso, cujas comemorações não se realizam (é bom levantar e divulgar a cada ano). Como deve estar dizendo o espírito de Ulisses Guimarães: Tenho nojo dessa gente que invade o Congresso.

O caso dos sargentos gays não pode ser melhor para ser explorado. Além de dar trabalho à mídia no desvio da atenção popular sobre os escândalos do governo central, pretende desqualificar o Exército como perseguidor das minorias.

Como se sabe, o crime e as transgressões disciplinares estão previstos nas leis e regulamentos, a começar pelo Art. 5°, LXI, da CF/88, assim
"ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei".
Lá no Art. 243/CPPM:
"Qualquer pessoa poderá e os militares deverão prender quem for insubmisso ou desertor, ou seja encontrado em flagrante delito."

Do Regulamento Disciplinar do Exército (RDE), Dec nº 4.346/2002, já o assinado pelo ex-presidente Fernando Henrique, com alterações do que era tradição, expõe no Art. 14: “Transgressão disciplinar é toda ação praticada pelo militar contrária aos preceitos estatuídos no ordenamento jurídico pátrio ofensiva à ética, aos deveres e às obrigações militares, mesmo na sua manifestação elementar e simples, ou, ainda, que afete a honra pessoal, o pundonor militar e o decoro da classe.”

Assim, independentemente da acusação do crime de deserção, o fato de se assumir um efetivo convívio homossexual afeta a honra, o pundonor e o decoro da classe. Fere a coesão, imprescindível elo nas ações de combate, e solapa o alicerce da disciplina. Só entende quem é da caserna. Descoberto um capitão que anda aliciando soldados, que os coloca na sua barraca, ou caçando homens pela cidade, surge uma reação imediata de repulsa dos tenentes que nem a continênciasinal de respeito ao superiorquerem lhe prestar, por obrigação regulamentar.
Caco, fragmentação, ruptura que não pode ser incorporada.

Nem que políticos no afã de auferir votos, queiram mudar a lei ou fazer média para livrar os transgressores, os GENERAIS com letra maiúscula, poderão aceitar. Nem os CORONÉIS com letra maiúscula deverão aceitar. Nem os CAPITÃES com letra maiúscula irão aceitar.
Cumprirão sim, com a obrigação moral e legal de punir o infrator.

O Art. 32 desse RDE é peremptório: “Licenciamento e exclusão a bem da disciplina consistem no afastamento, ex officio, do militar das fileiras do Exército, conforme prescrito no Estatuto dos Militares. § 1º O licenciamento a bem da disciplina será aplicado pelo Comandante do Exército ou comandante, chefe ou diretor de OM à praça sem estabilidade assegurada, após concluída a devida sindicância, quando: I - a transgressão afete a honra pessoal, o pundonor militar ou o decoro da classe e, como repressão imediata, se torne absolutamente necessário à disciplina;”

Também não é só o caso dos sargentos. Circula pela Internet a foto de um major em trajes sumários na parada gay, juntamente com a sua foto, fardado com nome e sobrenome; fato que deveria ser apurado e esclarecido pelas autoridades militares. A coesão é mais ameaçada se os comandantes, senhores da ordem, são poupados e acobertados. Se verdade, o tal major deveria ser punido por falta de decoro, para não ficar patente uma perseguição às praças.

A relação das transgressões vincula o desvio disciplinar a delitos com tipificação quer como crime ou contravenção penal:
9, “Deixar de cumprir prescrições expressamente estabelecidas no Estatuto dos Militares ou em outras leis e regulamentos, desde que não haja tipificação como crime ou contravenção penal, cuja violação afete os preceitos da hierarquia e disciplina, a ética militar, a honra pessoal, o pundonor militar ou o decoro da classe;”; 40, “Portar-se de maneira inconveniente ou sem compostura;”... 68, “Usar o militar da ativa, em via pública, uniforme inadequado,”; ...86, “Desconsiderar ou desrespeitar autoridade constituída;”... 98, “Desacreditar, dirigir-se, referir-se ou responder de maneira desatenciosa a superior hierárquico;” 99, “Censurar ato de superior hierárquico ou procurar desconsiderá-lo seja entre militares, seja entre civis;” 100, “Ofender, provocar, desafiar, desconsiderar ou procurar desacreditar outro militar, por atos, gestos ou palavras, mesmo entre civis.” 101, “Ofender a moral, os costumes ou as instituições nacionais ou do país estrangeiro em que se encontrar, por atos, gestos ou palavras;”; 112, “Exercer a praça, quando na ativa, qualquer atividade comercial ou industrial, ressalvadas as permitidas pelo Estatuto dos Militares;”

Por outro lado, o ser militar é sacramentado em COMPROMISSO, previsto em lei, como dita o Estatuto do Militar no seu Art. 32, “Todo cidadão, após ingressar em uma das Forças Armadas mediante incorporação, matrícula ou nomeação, prestará compromisso de honra, no qual afirmará a sua aceitação consciente das obrigações e dos deveres militares e manifestará a sua firme disposição de bem cumpri-los.”

A grande nação do norte, da Estatua da Liberdade, sem dúvida, beligerante e com poder militar incomparável, não teve as Forças Armadas enfraquecidas pela aceitação da homossexualidade a despeito das campanhas do candidato Bill Clinton e posterior ascensão à presidência dos Estados Unidos.
Lá, com toda a pregação da liberdade é assim,
a homossexualidade é incompatível com o serviço militar:

- “Under “don’t ask, don’t tell,” any servicemember who acknowledges his or her homosexuality by word or deed is discharged.
Between 1994 and the end of 2001, more than 7,800 servicemembers were forced out of the military because of the policy.” (www hrw org )

A lei que Obama e os Clinton querem revogar:

- Pub. L. No. 103-160, § 546, 107 Stat. 1670 (1993) (codified at 10 U.S.C. A. § 654 (West Supp. 1995)).
The statute provides: § 654. Policy concerning homosexuality in the armed forces (4) The primary purpose of the armed forces is to prepare for and to prevail in combat should the need arise. (5) The conduct of military operations requires members of the armed forces to make extraordinary sacrifices, including the ultimate sacrifice, in order to provide for the common defense. (6) Success in combat requires military units that are characterized by high morale, good order and discipline, and unit cohesion. (7) One of the most critical elements in combat capability is unit cohesion, that is, the bonds of trust among individual service members that make the combat effectiveness of a military unit greater than the sum of the combat effectiveness of the individual unit members. (8) Military life is fundamentally different from civilian life in that- (A) the extraordinary responsibilities of the armed forces, the unique conditions of military service, and the critical role of unit cohesion, require that the military community, while subject to civilian control, exist as a specialized society; and (B) the military society is characterized by its own laws, rules, customs, and traditions, including numerous restrictions on personal behavior, that would not be acceptable in civilian society. (9) The standards of conduct for members of the armed forces regulate a member's life for 24 hours each day beginning at the moment the member enters military status and not ending until that person is discharged or otherwise separated from the armed forces. (10) Those standards of conduct, including the Uniform Code of Military Justice, apply to a member of the armed forces at all times that the member has a military status, whether the member is on base or off base, and whether the member is on duty or off duty. (11) The pervasive application of the standards of conduct is necessary because members of the armed forces must be ready at all times for worldwide deployment to a combat environment. (12) The worldwide deployment of United States military forces, the international responsibilities of the United States, and the potential for involvement of the armed forces in actual combat routinely make it necessary for members of the armed forces involuntarily to accept living conditions and working conditions that are often spartan, primitive, and characterized by forced intimacy with little or no privacy. (13) The prohibition against homosexual conduct is a long-standing element of military law that continues to be necessary in the unique circumstances of military service.
Desfile gay é para militar?

As nossas leis não podem ser revogadas, nem as autoridades militares podem se omitir.
Se assim não for, com posição firme, clara, expressa e oportuna, podemos antever o que repudiamos com veemência e repugnância, até de escrever, uma mixórdia com almirantes, brigadeiros, generais, capitães, sargentos e soldados, etc, nos espetáculos teatrais, fazendo mágica, como dragqueens (com todo o respeito que merece o artista e a pessoa), dublando cantoras, quem sabe com fio dental, com sorriso alegre e sentimento do dever cumprido, e tudo será considerado normal.

Por:
Ernesto Caruso - Coronel da Reserva do EB.

O racismo do casal Clinton. Dependesse dos Clinton Obame seria garçom deles

As baixarias do casal Clinton

O livro Game change fornece provas sobre o comportamento chocante dos Clintons durante a campanha eleitoral de 2008. As inevitáveis queixas e os resmungos por causa do uso de citações anônimas neste novo e absorvente livro de John Heilemann e Mark Halperin sobre a campanha eleitoral foram acompanhados de uma admissão geral, mais ou menos relutante, de que até agora ninguém citado nessas páginas reclamou de ter sido mal retratado. Se o livro diz a verdade, eis o que ocorreu:

1) depois que sua mulher ficou em terceiro lugar nas primárias de Iowa, Bill Clinton telefonou para o senador Edward Kennedy em busca de apoio e, de acordo com o relato do próprio Kennedy a um amigo, disse do então senador Barack Obama: “Há alguns anos esse cara estaria buscando café para nós”;

2) em uma conversa subsequente, o ex-presidente Clinton disse a Kennedy: “O único motivo pelo qual você o apoia é porque ele é negro. Sejamos claros”;

3) depois que Obama venceu tão facilmente as primárias da Carolina do Sul, em janeiro de 2008, atraindo mais da metade dos eleitores brancos com menos de 30 anos do Estado, o comentário de Bill Clinton para um repórter foi: “Jesse Jackson ganhou na Carolina do Sul em 1984 e 1988. Jackson fez uma boa campanha. E Obama fez uma boa campanha aqui”. A comparação com Jackson circulou na Clintonlândia na noite anterior, em um e-mail do ex-assistente de Bill na Casa Branca, Sidney Blumenthal, que profetizou: “Depois de 5 de fevereiro, Obama pode mostrar-se uma versão reduzida de Jackson”;

4) a menção a Blumenthal me leva ao próximo ponto chocante da narrativa. Em meados de maio de 2008, a campanha de Clinton estava afundando irremediavelmente e começava a se apoiar nos “superdelegados”. Duas coisas aconteceram então: Bill Clinton passaria a usar a questão do racismo ainda mais descaradamente, e Sidney Blumenthal alegaria que Michelle Obama apareceu em uma gravação usando a palavra branquelo.

Novamente citando Heilemann e Halperin: “A principal tarefa de Clinton era continuar a fazer telefonemas para os superdelegados, que ele pressionava agressivamente a favor de Hillary e contra Obama – às vezes agressivamente demais. A mensagem de Clinton, às vezes implícita, às vezes explicitamente, era que o país não estava pronto para eleger um presidente afro-americano. Blumenthal estava obcecado com a “fita do branquelo”, assim como os Clintons, que acreditavam não apenas que ela existia, como também que apareceria a tempo de salvar Hillary.

Segundo o livro Game change, Bill Clinton disse de Obama:
“Há alguns anos ele nos serviria café”

O material sobre racismo não é de maneira alguma a história toda que o livro conta. Todo mundo se lembra das alegações malucas feitas mais tarde por Sarah Palin sobre Obama “andar com terroristas”. Mas a senadora Clinton aparentemente sabia muitas coisas sobre o ex-radical comunista Bill Ayers e a sua suposta proximidade a Obama (que tinha 8 anos quando Ayers estava envolvido com a repugnante atividade de explodir prédios públicos). “Hillary mencionou informalmente a seus ajudantes que tinha ouvido dizer que a mãe de Obama era comunista”.

O que chama a atenção nos exemplos citados em Game change é como os Clintons são baixos quanto ao tom e ao compromisso que revelam em relação à disseminação de insinuações sub-reptícias por meios sujos, covardes e desonestos.

Eu tive um bate-boca público com Blumenthal quando ele difamou mais de uma testemunha feminina que dizia a verdade contra o então presidente Clinton. Na ocasião, comentaristas liberais e pseudoesquerdistas consideravam Clinton uma vítima. Mas foi a velha gangue formada por Bill, Hillary e Blumenthal que entregou as armas de difamação para os republicanos nos estágios finais da última campanha, e foram eles que ficaram desapontados quando o candidato de seu próprio partido venceu de verdade. Vai haver algum reconhecimento tardio de que um conjunto de truques sujos levou a outro? Claro que não. Por enquanto, registrar o placar é a segunda melhor opção.

Líder iraniano afirma que a destruição de Israel é iminente

Destruição de Israel é iminente, diz o líder supremo do Irã

O líder supremo da República Islâmica do Irã, Ali Khamenei, afirmou neste domingo que a destruição de Israel é "iminente" e lançou um apelo à "resistência" contra o Estado judeu.

"Estou muito otimista quanto ao futuro da Palestina, e penso que Israel está em declínio", declarou o aiatolá iraniano, na presença do líder do movimento radical palestino Jihad Islâmica, Ramadan Abdallah Challah. "Com a vontade de Deus, a destruição de Israel será iminente", insistiu, conclamando os muçulmanos a "continuarem com a resistência" e a "confiar na vitória".

O Irã não reconhece a existência de Israel e apoia os movimentos radicais palestinos. No fim de janeiro, o líder iraniano disse que o Estado de Israel estava "fadado à destruição".

Em 2005, o presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, afirmou que Israel deveria ser "varrido do mapa". Ele ainda qualificou o Holocausto de "mito", suscitando a indignação dos países ocidentais.


A retórica anti-israelense do regime xiita é um dos fatores que elevam a preocupação com o programa nuclear do Irã. Embora não admita abertamente, dá-se por certo que Israel conta com bombas atômicas, e a possível fabricação desse armamento pelo Irã - objetivo negado por Ahmadinejad -, aliada às iniciativas contra o Estado israelense poderiam elevar a tensão na região.

Autoridades israelenses já classificaram o programa nuclear iraniano como uma "ameaça existencial" para Israel.


Fonte: France Presse

Irã parte para o confronto

Irã anuncia construção de novas usinas de enriquecimento de urânio
O Irã anunciou na noite de ontem que planeja construir dez novas usinas de enriquecimento de urânio até 2011.

De acordo com Ali Akbar Salehi, um dos responsáveis pelo programa nuclear iraniano, o país comunicou ontem oficialmente à AIEA (organização nuclear da ONU) que começará a enriquecer urânio a 20% a partir de hoje.

Segundo reportagem da Folha, analistas manifestaram ceticismo em relação à construção das novas usinas, já que o Irã tem problemas na obtenção de materiais e componentes no exterior devido às sanções e por isso não seria capaz de instalar e explorar as 10 novas usinas.

Irã planeja construir 10 novas usinas de enriquecimento de urânio até 2011

Após afirmar que irá avançar no enriquecimento do urânio, o Irã anunciou que planeja construir dez novas usinas de enriquecimento de urânio durante o próximo ano iraniano, segundo Ali Akbar Salehi, um dos responsáveis pelo programa nuclear iraniano, na noite de ontem. O Irã já havia anunciado a construção das novas instalações em novembro, porém não havia especificado a data. O ano iraniano começa no dia 21 de março.

O país comunicou oficialmente a AIEA (organização nuclear da ONU) que começará a enriquecer urânio a 20% a partir de amanhã (8). A notícia já havia sido antecipada ontem por Salehi em pronunciamento ao canal de TV estatal iraniano em língua árabe Al Alam.

Analistas ouvidos pela agência Reuters manifestaram ceticismo em relação a construção das novas usinas, já que o Irã tem problemas na obtenção de materiais e componentes no exterior devido às sanções e por isso não seria capaz de instalar e explorar as 10 novas usinas.

Tensão

Neste domingo (7), o presidente Mahmoud Ahmadinejad anunciou que deve avançar no enriquecimento de urânio, o que levou a uma imediata elevação da pressão internacional sobre o país. O anúncio do Irã elevou a tensão na sua disputa com o Ocidente, mas Ahmadinejad disse que as negociações ainda eram possíveis em relação à possível oferta de troca nuclear feita pelas potências mundiais.

O secretário de Defesa americano, Robert Gates, disse que a resposta do Irã, um grande exportador de petróleo que diz que seu programa nuclear visa principalmente a produzir eletricidade, não bombas, foi muito decepcionante.

"Se a comunidade internacional permanecer unida e fizer pressão sobre o governo iraniano, eu acredito que ainda há tempo para que e sanções e pressões funcionem", disse ele em uma entrevista coletiva durante uma visita à Itália.

Há um consenso internacional para evitar "mais dificuldades do que for absolutamente necessário" para o povo iraniano, disse Gates. A Alemanha também citou a ameaça de sanções, enquanto o reino Unido disse que os novos planos do Irã violam resoluções da ONU.

A AIEA, agência nuclear da ONU, vem trabalhando em um acordo para diminuir as tensões internacionais sobre o programa nuclear iraniano. Em outubro, a ONU propôs que Teerã exportasse seu urânio pouco enriquecido para a Rússia e a França, que iriam devolvê-lo um ano mais tarde, como barras de combustível mais enriquecido, que poderia ser utilizado para alimentar o reator nuclear de pesquisa, mas não poderia ser mais refinado para fazer material bélico.

Ao anunciar que o Irã enriquecerá o combustível por conta própria, Ahmadinejad perece ter rejeitado o acordo, o mesmo que ele parecia aprovar na semana passada.

O Irã quer enriquecer seu estoque de urânio para 20%, acima dos atuais 3,5%, para alimentar um reator de pesquisa para produzir isótopos médicos. Mas a comunidade internacional exigiu a suspensão de todas as atividades de enriquecimento, pois o mesmo processo é usado para produzir grau de material bélico, suscetível de utilização em bombas.

Fonte: Folha OnLine