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sábado, 28 de novembro de 2009

Governador Arruda, o chorão; também conhecido nos tempos de CEB como "Arruda 10%"

Impeachment de Arruda já é considerado
OAB-DF e oposição já consideram pedir impeachment de Arruda

Corrupção documentada

Mensalinho - DF - Oposição e OAB-DF já falam em impeachment de governador do DEM; Arruda não se manifesta

A OAB-DF estuda a possibilidade de pedir impeachment do governador José Roberto Arruda (DEM), acusado de envolvimento no esquema de cobrança de propina de empresas que prestam serviços ao governo do Distrito Federal e pagamento mensal para deputados da base aliada na Câmara Ditrital. Esses pagamentos variavam de R$ 30 mil a R$ 50 mil. Deputados que fazem oposição a Arruda também falam em impeachment.

Com apenas 5 dos 24 integrantes da Câmara Legislativa do Distrito Federal, a oposição vai propor na terça-feira abertura de impeachment contra o governador José Roberto Arruda. Ao todo quatro são do PT: Chico Leite, Érica Kokay, Cabo Patrício, Paulo Tadeu. Apenas um deputado é do PDT, José Antonio Reguffe.

A oposição também quer instalar uma CPI para investigar o escândalo e abrir processos por quebra de decoro contra quatro deputados supostamente envolvidos no caso.

Para abrir processo de impeachment e instalar CPI, a oposição precisará arrebanhar os votos de mais três parlamentares - uma tarefa árdua, já que a Câmara é composta majoritariamente por aliados do governador. Mas pelo menos um voto já está contabilizado: o da deputada Jaqueline Roriz (PSDB), filha do ex-governador Joaquim Roriz, interessado em voltar ao cargo nas eleições de 2010.

O deputado distrital Chico Leite (PT) acredita que será fácil conseguir convencer outros dois colegas:

- Vamos provocar um movimento social. Essa não é uma causa do PT, é da sociedade, dos trabalhadores.

Já o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), disse em seu perfil no Twitter que não concorda com um possível impeachment do governador.

"Não defendo o impeachment do Arruda. Não devemos agir como o DEM. Defendo que as investigações sejam feitas, com serenidade, sem baixaria", escreveu o senador.[ao PT não interessa investigar nenhuma falcatrua, especialmente se a mesma tem o nome de 'mensalinho' que remete ao MENSALÃO do Lula.]

O governador permanece fechado na residência oficial de Águas Claras e não vai se manifestar sobre as denúncias, segundo sua assessoria.

[Arruda, antes de se torna político e mostrar seus dotes de ator melodramático, bom de lágrimas, era funcionário da CEB - Cia. Energética de Brasília e era conhecido entre os demais empregados como 'ARRUDA, DEZ POR CENTO', já que tudo que a CEB compra em termos de material e equipamentos elétricos o distinto levava 10%.
O escândalo de agora apenas reforça a inutilidade do DF ter uma Câmara Legislativa - além da incompetência em 'fabricar' leis absurdas e inconstitucionais é um fóco de desperdicio de dinheiro público e corrupção.]

Cesinha, ex-preso político, fundador do PT acusa Lula de tentativa de estupro

Tentativa de estupro ?

Um artigo com declarações de César Benjamin, publicado hoje, 27/11/2009, no jornal Folha de S.Paulo, está deixando Lula, conforme explicou seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, "triste, abatido e sem entender" o motivo do ataque.

Vejamos as declarações de Cesar Benjamin que levaram o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, a achar que "Isso é uma coisa de psicopata. Para nós é uma coisa que só pode ser explicada pela psicopatia. O presidente está triste e falou que isso é uma loucura".
Para ele , não existe intenção de processar Benjamin, que foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores(PT).
[qualquer pessoa ao ser processada tem o direito de apresentar publicamente a fundamentação do que declarou, oque significa no presente caso dar ao Cesinha Benjamim oportunidade de comprovar o que afirmou; por isso o senhor Lula aceita qualquer coisa, mas jamais processar seu acusador. Vai tentar mais uma vez a tática do negar, negar, dizer que não sabia.]

"Não vamos dar a mínima importância (ao episódio). Vamos nos sujar se fizermos isso. Quando a coisa é séria a gente reage. Quando não é (ignoramos)", disse .
Trechos retirados da reportagem de Laryssa Borges - Portal Terra

"CÉSAR BENJAMIN

ESPECIAL PARA A FOLHA

(…) São Paulo, 1994. Eu estava na casa que servia para a produção dos programas de televisão da campanha de Lula. Com o Plano Real, Fernando Henrique passara à frente, dificultando e confundindo a nossa campanha.

Nesse contexto, deixei trabalho e família no Rio e me instalei na produtora de TV, dormindo em um sofá, para tentar ajudar. Lá pelas tantas, recebi um presente de grego: um grupo de apoiadores trouxe dos Estados Unidos um renomado marqueteiro, cujo nome esqueci. Lula gravava os programas, mais ou menos, duas vezes por semana, de modo que convivi com o americano durante alguns dias sem que ele houvesse ainda visto o candidato.

Dizia-me da importância do primeiro encontro, em que tentaria formatar a psicologia de Lula, saber o que lhe passava na alma, quem era ele, conhecer suas opiniões sobre o Brasil e o momento da campanha, para então propor uma estratégia. Para mim, nada disso fazia sentido, mas eu não queria tratá-lo mal. O primeiro encontro foi no refeitório, durante um almoço.

Na mesa, estávamos eu, o americano ao meu lado, Lula e o publicitário Paulo de Tarso em frente e, nas cabeceiras, Espinoza (segurança de Lula) e outro publicitário brasileiro que trabalhava conosco, cujo nome também esqueci. Lula puxou conversa: “Você esteve preso, não é Cesinha?” “Estive.” “Quanto tempo?” “Alguns anos…”, desconversei (raramente falo nesse assunto). Lula continuou: “Eu não aguentaria. Não vivo sem b...”.

Para comprovar essa afirmação, passou a narrar com fluência como havia tentado subjugar outro preso nos 30 dias em que ficara detido. Chamava-o de “menino do MEP”, em referência a uma organização de esquerda que já deixou de existir. Ficara surpreso com a resistência do “menino”, que frustrara a investida com cotoveladas e socos.

Foi um dos momentos mais kafkianos que vivi. Enquanto ouvia a narrativa do nosso candidato, eu relembrava as vezes em que poderia ter sido, digamos assim, o “menino do MEP” nas mãos de criminosos comuns considerados perigosos, condenados a penas longas, que, não obstante essas condições, sempre me respeitaram.

O marqueteiro americano me cutucava, impaciente, para que eu traduzisse o que Lula falava, dada a importância do primeiro encontro. Eu não sabia o que fazer. Não podia lhe dizer o que estava ouvindo. Depois do almoço, desconversei: Lula só havia dito generalidades sem importância. O americano achou que eu estava boicotando o seu trabalho. Ficou bravo e, felizmente, desapareceu (…)"

Fonte: A Verdade Sufocada

A tentativa de estupro confessada na prisão do Lula

A prisão de Lula no DOPS, em 1980

Luiz Inácio Lula da Silva esteve preso entre 19 de abril e 20 de maio de 1980. Presidia o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, lutava por liberdade e reivindicava melhores condições trabalhistas para os operários, em plena ditadura militar.

Em 1º de abril daquele ano, iniciou-se uma greve histórica que perduraria por 41 dias, envolvendo 140 mil metalúrgicos da região.

O ministro do Trabalho do governo João Figueiredo, Murillo Macêdo, decretou a ilegalidade da paralisação. Em 17 de abril, destituiu Lula da direção do sindicato, que ficou submetido a uma intervenção. Porém, na prática, o futuro presidente da República manteve-se à frente do movimento.

Dois dias depois, em casa, acabou preso, sob alegação de ferir a Lei de Segurança Nacional. Mesma argumentação para a prisão de outros dirigentes sindicais da Grande São Paulo. Ele formava o grupo que fez greve de fome por seis dias, dissuadida após intervenção de Dom Cláudio Hummes - atual prefeito da Congregação do Clero, nomeado pelo papa Bento XVI em 2006.

Nas manifestações pelo Dia Internacional do Trabalhador, imagens de Lula eram exibidas entre as 120 mil pessoas presentes em São Bernardo do Campo. Em 11 de maio, os metalúrgicos voltaram ao trabalho, fortalecidos pelo histórico combate. No dia seguinte, Lula recebeu autorização do então diretor geral do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), o delegado Romeu Tuma - hoje senador pelo PTB paulista -, para deixar a prisão e participar do velório e do enterro de sua mãe, Eurídice Ferreira Mello, dona Lindu. A liberdade definitiva veio em 20 de maio.

Em novembro de 1981, a Justiça Militar condenou Lula a três anos e seis meses de prisão, mas a pena acabaria anulada pelo Superior Tribunal Militar.

Fonte: Portal Terra

[vale lembrar que em função dos 30 dias que passou preso o senhor Lula recebe pensão mensal vitalicia, isenta de Imposto de Renda e qualquer outro desconto, superior a CINCO MIL REAIS.

Enquanto que os familiares do soldado MARIO KOZEL FILHO, cruel e covardemente assassinado pelos porcos terroristas - muitos deles hoje ocupando cargos importantes no (des)governo Lula - quando estava de sentinela no QG IIº Exército, recebem pensão inferior a um salário mínimo.

Já um dos seus assassinos, o DIÓGENES do PT, recebe pensão mensal vitalicia superior a CINCO MIL REAIS e recebeu mais de QUATROCENTOS MIL REAIS de atrasados.]

Lula confessa para Cesinha como tentou subjugar outro preso para fins sexuais

Lula conta para César Benjamin que usou sexualmente outro preso durante o período em que passou 30 dias em cana.

César Benjamin

Os filhos do Brasil

"A PRISÃO na Polícia do Exército da Vila Militar, em setembro de 1971, era especialmente ruim: eu ficava nu em uma cela tão pequena que só conseguia me recostar no chão de ladrilhos usando a diagonal. A cela era nua também, sem nada, a menos de um buraco no chão que os militares chamavam de ‘boi’; a única água disponível era a da descarga do ‘boi’. Permanecia em pé durante as noites, em inúteis tentativas de espantar o frio. Comia com as mãos. Tinha 17 anos de idade.

Um dia a equipe de plantão abriu a porta de bom humor. Conduziram-me por dois corredores e colocaram-me em uma cela maior onde estavam três criminosos comuns, Caveirinha, Português e Nelson, incentivados ali mesmo a me usar como bem entendessem. Os três, porém, foram gentis e solidários comigo. Ofereceram-me logo um lençol, com o qual me cobri, passando a usá-lo nos dias seguintes como uma toga troncha de senador romano.

Oriundos de São Paulo, Caveirinha e Português disseram-me que ‘estavam pedidos’ pelo delegado Sérgio Fleury, que provavelmente iria matá-los. Nelson, um mulato escuro, passava o tempo cantando Beatles, fingindo que sabia inglês e pedindo nossa opinião sobre suas caprichadas interpretações. Repetia uma ideia, pensando alto: ‘O Brasil não dá mais. Aqui só tem gente esperta. Quando sair dessa, vou para o Senegal. Vou ser rei do Senegal’.

Voltei para a solitária alguns dias depois. Ainda não sabia que começava então um longo período que me levou ao limite.

Vegetei em silêncio, sem contato humano, vendo só quatro paredes -’sobrevivendo a mim mesmo como um fósforo frio’, para lembrar Fernando Pessoa- durante três anos e meio, em diferentes quartéis, sem saber o que acontecia fora das celas. Até que, num fim de tarde, abriram a porta e colocaram-me em um camburão. Eu estava sendo transferido para fora da Vila Militar. A caçamba do carro era dividida ao meio por uma chapa de ferro, de modo que duas pessoas podiam ser conduzidas sem que conseguissem se ver. A vedação, porém, não era completa. Por uma fresta de alguns centímetros, no canto inferior à minha direita, apareceram dedos que, pelo tato, percebi serem femininos.

Fiquei muito perturbado (preso vive de coisas pequenas). Há anos eu não via, muito menos tocava, uma mulher. Fui desembarcado em um dos presídios do complexo penitenciário de Bangu, para presos comuns, e colocado na galeria F, ‘de alta periculosia’, como se dizia por lá. Havia 30 a 40 homens, sem superlotação, e três eram travestis, a Monique, a Neguinha e a Eva. Revivi o pesadelo de sofrer uma curra, mas, mais uma vez, nada ocorreu. Era Carnaval, e a direção do presídio, excepcionalmente, permitira a entrada de uma televisão para que os detentos pudessem assistir ao desfile.

Estavam todos ocupados, torcendo por suas escolas. Pude então, nessa noite, ter uma longa conversa com as lideranças do novo lugar: Sapo Lee, Sabichão, Neguinho Dois, Formigão, Ari dos Macacos (ou Ari Navalhada, por causa de uma imensa cicatriz que trazia no rosto) e Chinês. Quando o dia amanheceu éramos quase amigos, o que não impediu que, durante algum tempo, eu fosse submetido à tradicional série de ‘provas de fogo’, situações armadas para testar a firmeza de cada novato.

Quando fui rebatizado, estava aceito. Passei a ser o Devagar. Aos poucos, aprendi a ‘língua de congo’, o dialeto que os presos usam entre si para não serem entendidos pelos estranhos ao grupo.

Com a entrada de um novo diretor, mais liberal, consegui reativar as salas de aula do presídio para turmas de primeiro e de segundo grau. Além de dezenas de presos, de todas as galerias, guardas penitenciários e até o chefe de segurança se inscreveram para tentar um diploma do supletivo. Era o que eu faria, também: clandestino desde os 14 anos, preso desde os 17, já estava com 22 e não tinha o segundo grau. Tornei-me o professor de todas as matérias, mas faria as provas junto com eles.

Passei assim a maior parte dos quase dois anos que fiquei em Bangu. Nos intervalos das aulas, traduzia livros para mim mesmo, para aprender línguas, e escrevia petições para advogados dos presos ou cartas de amor que eles enviavam para namoradas reais, supostas ou apenas desejadas, algumas das quais presas no Talavera Bruce, ali ao lado. Quanto mais melosas, melhor.

Como não havia sido levado a julgamento, por causa da menoridade na época da prisão, não cumpria nenhuma pena específica. Por isso era mantido nesse confinamento semiclandestino, segregado dos demais presos políticos. Ignorava quanto tempo ainda permaneceria nessa situação.

Lembro-me com emoção -toda essa trajetória me emociona, a ponto de eu nunca tê-la compartilhado- do dia em que circulou a notícia de que eu seria transferido. Recebi dezenas de catataus, de todas as galerias, trazidos pelos próprios guardas. Catatau, em língua de congo, é uma espécie de bilhete de apresentação em que o signatário afiança a seus conhecidos que o portador é ‘sujeito-homem’ e deve ser ajudado nos outros presídios por onde passar.

Alguns presos propuseram-se a organizar uma rebelião, temendo que a transferência fosse parte de um plano contra a minha vida. A essa altura, já haviam compreendido há muito quem eu era e o que era uma ditadura.

Eu os tranquilizei: na Frei Caneca, para onde iria, estavam os meus antigos companheiros de militância, que reencontraria tantos anos depois. Descumprindo o regulamento, os guardas permitiram que eu entrasse em todas as galerias para me despedir afetuosamente de alunos e amigos. O Devagar ia embora.

São Paulo, 1994. Eu estava na casa que servia para a produção dos programas de televisão da campanha de Lula. Com o Plano Real, Fernando Henrique passara à frente, dificultando e confundindo a nossa campanha.

Nesse contexto, deixei trabalho e família no Rio e me instalei na produtora de TV, dormindo em um sofá, para tentar ajudar. Lá pelas tantas, recebi um presente de grego: um grupo de apoiadores trouxe dos Estados Unidos um renomado marqueteiro, cujo nome esqueci. Lula gravava os programas, mais ou menos, duas vezes por semana, de modo que convivi com o americano durante alguns dias sem que ele houvesse ainda visto o candidato.

Dizia-me da importância do primeiro encontro, em que tentaria formatar a psicologia de Lula, saber o que lhe passava na alma, quem era ele, conhecer suas opiniões sobre o Brasil e o momento da campanha, para então propor uma estratégia. Para mim, nada disso fazia sentido, mas eu não queria tratá-lo mal. O primeiro encontro foi no refeitório, durante um almoço.

Na mesa, estávamos eu, o americano ao meu lado, Lula e o publicitário Paulo de Tarso em frente e, nas cabeceiras, Espinoza (segurança de Lula) e outro publicitário brasileiro que trabalhava conosco, cujo nome também esqueci. Lula puxou conversa: ‘Você esteve preso, não é Cesinha?’ ‘Estive.’ ‘Quanto tempo?’ ‘Alguns anos...’, desconversei (raramente falo nesse assunto). Lula continuou: ‘Eu não aguentaria. Não vivo sem boceta’.

Para comprovar essa afirmação, passou a narrar com fluência como havia tentado subjugar outro preso nos 30 dias em que ficara detido. Chamava-o de ‘menino do MEP’, em referência a uma organização de esquerda que já deixou de existir. Ficara surpreso com a resistência do ‘menino’, que frustrara a investida com cotoveladas e socos.

Foi um dos momentos mais kafkianos que vivi. Enquanto ouvia a narrativa do nosso candidato, eu relembrava as vezes em que poderia ter sido, digamos assim, o ‘menino do MEP’ nas mãos de criminosos comuns considerados perigosos, condenados a penas longas, que, não obstante essas condições, sempre me respeitaram.

O marqueteiro americano me cutucava, impaciente, para que eu traduzisse o que Lula falava, dada a importância do primeiro encontro. Eu não sabia o que fazer. Não podia lhe dizer o que estava ouvindo. Depois do almoço, desconversei: Lula só havia dito generalidades sem importância. O americano achou que eu estava boicotando o seu trabalho. Ficou bravo e, felizmente, desapareceu.

Dias depois de ter retornado para a solitária, ainda na PE da Vila Militar, alguém empurrou por baixo da porta um exemplar do jornal ‘O Dia’. A matéria da primeira página, com direito a manchete principal, anunciava que Caveirinha e Português haviam sido localizados no bairro do Rio Comprido por uma equipe do delegado Fleury e mortos depois de intensa perseguição e tiroteio. Consumara-se o assassinato que eles haviam antevisto.

Nelson, que amava os Beatles, não conseguiu ser o rei do Senegal: transferido para o presídio de Água Santa, liderou uma greve de fome contra os espancamentos de presos e perseverou nela até morrer de inanição, cerca de 60 dias depois. Seu pai, guarda penitenciário, servia naquela unidade.

Neguinho Dois também morreu na prisão. Sapo Lee foi transferido para a Ilha Grande; perdi sua pista quando o presídio de lá foi desativado. Chinês foi solto e conseguiu ser contratado por uma empreiteira que o enviaria para trabalhar em uma obra na Arábia, mas a empresa mudou os planos e o mandou para o Alasca. Na última vez que falei com ele, há mais de 20 anos, estava animado com a perspectiva do embarque: ‘Arábia ou Alasca, Devagar, é tudo as mesmas Alemanhas!’ Ele quis ir embora para escapar do destino de seu melhor amigo, o Sabichão, que também havia sido solto, novamente preso e dessa vez assassinado. Não sei o que aconteceu com o Formigão e o Ari Navalhada.

A todos, autênticos filhos do Brasil, tão castigados, presto homenagem, estejam onde estiverem, mortos ou vivos, pela maneira como trataram um jovem branco de classe média, na casa dos 20 anos, que lhes esteve ao alcance das mãos. Eu nunca soube quem é o ‘menino do MEP’. Suponho que esteja vivo, pois a organização era formada por gente com o meu perfil. Nossa sobrevida, em geral, é bem maior do que a dos pobres e pretos.

O homem que me disse que o atacou é hoje presidente da República. É conciliador e, dizem, faz um bom governo. Ganhou projeção internacional. Afastei-me dele depois daquela conversa na produtora de televisão, mas desejo-lhe sorte, pelo bem do nosso país. Espero que tenha melhorado com o passar dos anos.

Mesmo assim, não pretendo assistir a ‘O Filho do Brasil’, que exala o mau cheiro das mistificações. Li nos jornais que o filme mostra cenas dos 30 dias em que Lula esteve detido e lembrei das passagens que registrei neste texto, que está além da política. Não pretende acusar, rotular ou julgar, mas refletir sobre a complexidade da condição humana, justamente o que um filme assim, a serviço do culto à personalidade, tenta esconder.

CÉSAR BENJAMIN, 55, militou no movimento estudantil secundarista em 1968 e passou para a clandestinidade depois da decretação do Ato Institucional nº 5, em 13 de dezembro desse ano, juntando-se à resistência armada ao regime militar. Foi preso em meados de 1971, com 17 anos, e expulso do país no final de 1976. Retornou em 1978. Ajudou a fundar o PT, do qual se desfiliou em 1995. Em 2006 foi candidato a vice-presidente na chapa liderada pela senadora Heloísa Helena, do PSOL, do qual também se desfiliou. Trabalhou na Fundação Getulio Vargas, na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, na Prefeitura do Rio de Janeiro e na Editora Nova Fronteira. É editor da Editora Contraponto e colunista da Folha."

Fonte: Portal Terra e Observatório da Imprensa


 

Apelo de um leitor ao Coronel Ernesto Caruso

O Blog da UNR postou recentemente artigo de autoria do Coronel Ernesto Caruso e que motivou o apelo de um leitor.

Por entender pertinente o apelo do comentarista o Blog da UNR publica citado apelo em destaque.

Para reler o excelente POST intitulado Estatuto do Preconceito Racial, com o título Excrescências de um Estatuto Racista, autoria do coronel Ernesto Caruso, clique aqui.

Leiam agora o comentário/apelo do leitor Augusto Petter:

"Augusto Petter disse...

Coronel, ensina-nos a nos movimentar.

Muitos de nós somos civis e que queremos a volta da Moralidade Militar Urgente, mas estamos sem ponto de partida de forma efetiva.

Precisamos de um Líder para dar início à derrubada dos comunistas LULA/DILMA e toda a turma que os rodeia.

Quando converso com pessoas populares do meio do povo, vejo que muitos são inocentes e não sabem o que aprontaram esses canalhas de Brasília. E muitos outros ficam admirados e hororizados e revoltados com as Estelas da vida.

É preciso falar abertamente com toda a população e informar a relação dos bancos e as armas usadas pelo bando da Estela guerrilheira, nos assaltos.

O povo humilde e que vota não sabe que o Lula e Dilma gostam dos ditadores, e muitos não sabem nem o que é " ditadura comunista"

Quando explico, muitos dizem que, sendo assim, jamais votarão na Estela.

Vejo então, Coronel, que precisamos e muito mais os Senhores Militares precisam de uma TRIBUNA LEGAL para falarmos a verdade e contar para os brasileiros, urgente, o que fizeram e o que pretende essa turma fazer com o povo quando a ditadura comunista chegar ao Brasil.

Nos Blogs já é alguma coisa, mas precisamos mesmo é UMA TRIBUNA, OU UMA COLUNA DE JORNAL AMPARADA POR LEI, para os militares falarem abertamente o que eles estão sofrendo e morrendo nos campos de treinamento e ficando longe das famílias para fazerem cursos e GANHANDO SALÁRIO BAIXÍSSIMO ENQUANTO O LULA FICA PASSEANDO COM A FAMÍLIA DE JATIM PRA TODOS OS LADOS E EMPRESTANDO DINHEIRO PARA O FMI E FANTASMAS NO CONGRESSO E ATOS SECRETOS PRA TODOS OS LADOS.

E também devem os Militares e nós civis falarmos publicamente quantas plásticas no rosto os guerrilheiros fizeram para se desfigurarem para fugir dos crimes que praticavam E DAR NOME AOS BOIS.

DAR NOMES AOS QUE ASSALTARAM OS QUARTEIS E ROUBARAM ARMAS. enfim, rasgar o verbo.

vamos fazer igual o Lula fazia, subir num caixore e contar tudo. VIVA O BOLSONARO.

Tem muita coisa pra gente contar que o povo não sabe e quando souberem vão excomungar a turma de guerrilheiro que nos ameaça com a ditadura do Fidel Castro e Cheguevara.

Coronel, Parabéns.Boa noite, depois eu converso mais, muito obrigado."


sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Intentona Comunista - Conclusão

Intentona Comunista – Conclusão

Extraído do livro A Verdade Sufocada - A historia que a esquerda não quer que o Brasil conheça - Carlos Alberto Brilhante Ustra

Editoria do site A Verdade sufocada


Em 11 de julho de 1935, o governo Vargas decretou a extinção da ANL e de outras organizações de cunho marxista-leninista. Embora setores mais esclarecidos da sociedade reagissem às principais atividades desenvolvidas pelos comunistas - infiltração, propaganda e aliciamento - e o Brasil não estivesse preparado para uma revolução, os dirigentes da Internacional Comunista não pareciam se preocupar com tais fatos. O Komintern exigia ação. O grupo chefiado por Luís Carlos Prestes tinha a missão de implantar no Brasil uma ditadura comunista. Ordens vieram de Moscou para que o PCB agisse o mais rápido possível. Luís Carlos Prestes concordou com o desencadeamento do movimento armado que vitimou centenas de civis e militares.

Os recursos de Moscou, para o financiamento da revolução, eram destinados a Celestino Paraventi, velho conhecido de Prestes no Café Paraventi, na Rua Barão de Itapetininga, em São Paulo.

A polícia, convencida de que o dinheiro vinha pelo Uruguai, jamais descobriu. Paraventi recebia as remessas regularmente, por sua conta no Banco Francês e Italiano. Próspero industrial e muito rico, Paraventi movimentava grandes somas de dinheiro e se correspondia com o mundo inteiro, sem despertar suspeitas.

O movimento deveria eclodir, simultaneamente, no Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Pernambuco. Por erro de interpretação de um código, a insurreição começou, prematuramente, no dia 23 de novembro de 1935, em Natal, quando dois sargentos, dois cabos e dois soldados do 21º Batalhão de Caçadores (21º BC), cerca de 300 homens da extinta Guarda Civil e poucos civis assumiram o controle da cidade. Foram três dias e três noites de violência e terror. Saques, estupros e arrombamentos foram a tônica das ações desencadeadas pelos revoltosos.

“Vencida a resistência da polícia, a cidade ficou à mercê de uma verdadeira malta que, acéfala, passou a saquear desordenadamente os estabelecimentos comerciais e bancários. Na manhã de 24, sob a alegação de ter sido aclamado pelo povo, um incipiente “Comitê Popular Revolucionário” era dado como governo instituído e entrava em ple

no exercício de mandato. O primeiro ato desse comitê foi a ordem de arrombamento dos cofres dos bancos, as repartições federais e das companhias particulares para financiar a revolução.”


O governador do Rio Grande do Norte refugiou-se no Consulado Italiano e o Consulado Chileno recebeu outras autoridades. A rebelião foi debelada, depois de quatro dias, pela polícia da Paraíba, juntamente com o 20º Batalhão de Caçadores (20ºBC) de Alagoas. Os revoltosos foram presos e responderam, perante a Justiça, por 20 mortes.

Em Pernambuco, o movimento teve início dia 24 de novembro, pela manhã, quando um sargento, comandando um grupo de civis, invadiu a Cadeia Pública e roubou o armamento dos policiais. No Centro de Preparação de Oficiais da Reserva, o sargento Gregório Bezerra, na tentativa de roubar o armamento do quartel, feriu o tenente Aguinaldo Oliveira de Almeida e assassinou o tenente José Sampaio Xavier. Os revoltosos tentaram tomar o Quartel General da 7ª Região Militar e outras unidades do Exército, mas não o conseguiram, porque a antecipação do movimento em Natal prejudicou a surpresa e colocou a guarnição federal em alerta.

As Delegacias de Polícia de Olinda, Torre e Casa Amarela também foram atacadas por centenas de civis e alguns revoltosos. A reação partiu do 29º Batalhão de Caçadores (29ºBC), em Socorro, a 18 km de Recife, auxiliado pelas forças federais de Alagoas e Paraíba e pela Polícia Militar de Pernambuco. Esse foi o mais sangrento de todos os levantes. O número de mortos chegou a algumas centenas. O historiador Glauco Carneiro em Histórias das Revoluções Brasileiras, volume II, página 424, escreveu:

“... dos três levantes comunistas de 1935, foi o de Pernambuco o mais sangrento, recolhendo-se 720 mortos só na operação na frente de Recife.”


Em 26 de novembro, o presidente Vargas, ciente da gravidade da situação, decretou o estado de sítio em todo o País, após autorização do Congresso Nacional.

No Rio de Janeiro, a insurreição eclodiu no momento marcado, dia 27 de novembro, às duas horas da madrugada, na Escola de Aviação, no Campo dos Afonsos.

Segundo o plano, dominada a Escola de Aviação, as células comunistas de outros quartéis deveriam se insurgir, enquanto Prestes daria ordens aos civis, aliciados pelo Partido Comunista, para começar os combates de rua.


Apesar da rigorosa prontidão militar, a ação dos revoltosos, comandados pelos capitães Agliberto Vieira de Azevedo e Sócrates Gonçalves da Silva, teve êxito, inicialmente na Escola de Aviação. O tenente-coronel Eduardo Gomes, que fora ferido, resistiria heroicamente no 1º Regimento de Aviação.

O comandante da Guarnição da Vila Militar, general-de-brigada José Joaquim de Almeida, desencadeou, rapidamente, a reação, controlando o levante.

O capitão Armando de Souza Melo e o tenente Danilo Paladini foram mortos pelo capitão Agliberto Vieira de Azevedo e pelo tenente Ivan Ramos Ribeiro.

O mesmo capitão Agliberto assassinou também o tenente Benedicto Lopes Bragança, depois de preso e desarmado.


No Rio de Janeiro, no 3º Regimento de Infantaria (3ºRI), na Praia Vermelha, o capitão Agildo Barata Ribeiro, que estava preso no Quartel, auxiliado pelo tenente Francisco Antônio Leivas Otero, aliciara inúmeros militares, formando uma célula comunista entre os oficiais e praças da unidade. Portanto, foi fácil para eles iniciar a rebelião na hora marcada. Às duas horas da manhã, apagaram-se as luzes. A escuridão favoreceu os amotinados que, assim, não podiam ser identificados. O tiroteio foi intenso e alguns militares que se opunham aos comunistas morreram ainda dormindo.

A ação determinada dos capitães Alexânio Bittencourt e Álvaro da Silva Braga impediu o sucesso comunista no Quartel da Praia Vermelha. Pela manhã do dia 27 de novembro, o 3ºRI estava cercado pelo Batalhão de Guardas (BG), pelo 2º Batalhão de Caçadores (2º BC) e pelo 1º Grupo de Obuses. Às 13 horas, atendendo a uma intimação do general Eurico Gaspar Dutra, os rebeldes se renderam.

O movimento, se vitorioso, teria duas fases. Na primeira, seria organizado um governo popular de coalizão. Na seguinte, viriam os sovietes, o Exército do Povo e a hegemonia dos comunistas. Derrotados, mudaram o estilo, a técnica e a forma de atuar, mas não se afastaram, jamais, dos seus desígnios de implantar no Brasil um governo marxista-leninista.

Como a direção do PCB não fora atingida, ela continuaria a agir, na clandestinidade e de forma mais cautelosa, visando à instituição de um Governo Popular Nacional Revolucionário. Na Praça General Tibúrcio, na Praia Vermelha, Rio de Janeiro, foi erguido um monumento em homenagem aos mortos pelos comunistas, em 27 de novembro de 1935.

Relação dos oficiais, sargentos, cabos e soldados do Exército Brasileiro mortos pelos comunistas:

Abdiel Ribeiro dos Santos - 3º sargento

Alberto Bernardino de Aragão - 2º cabo

Álvaro de Souza Pereira - soldado

Armando de Souza Mello - major

Benedicto Lopes Bragança - capitão

Clodoaldo Ursulano - 2º cabo

Coriolano Ferreira Santiago - 3º sargento

Danilo Paladini - capitão

Fidelis Batista de Aguiar - 2º cabo

Francisco Alves da Rocha - 2º cabo

Genaro Pedro Lima - soldado

Geraldo de Oliveira - capitão

Gregório Soares - 3º sargento

Jaime Pantaleão de Moraes - 2º sargento

João de Deus Araújo - soldado

João Ribeiro Pinheiro - major

José Bernardo Rosa - 2º sargento

José Hermito de Sá - 2º cabo

José Mário Cavalcanti - soldado

José Menezes Filho - soldado

José Sampaio Xavier - 1º tenente

Laudo Leão de Santa Rosa - 1º tenente

Lino Vitor dos Santos - soldado

Luiz Augusto Pereira - 1º cabo

Luiz Gonzaga - soldado

Manoel Alves da Silva - 2º cabo

Manoel Biré de Agrella - 2º cabo

Misael Mendonça - tenente-coronel

Orlando Henrique - soldado

Pedro Maria Netto - 2º cabo

Péricles Leal Bezerra - soldado

Walter de Souza e Silva - soldado

Wilson França – soldado


Em 1989, a filha do capitão Danilo Paladini deu o seguinte depoimento:

“Vi, tive em mãos, cuidadosamente guardada para mim por minha mãe, a farda que meu pai vestia quando foi morto. Ali estava nítida, a marca do tiro que pelas costas lhe penetrara o pulmão, saindo pelo coração.”


As famílias dos mortos pelos comunistas, tanto civis como militares, jamais receberam qualquer indenização.


A família de Luís Carlos Prestes, que teve a patente de capitão cassada, em abril de 1936, por ter liderado a Intentona Comunista, foi indenizada pela Comissão de Anistia e recebe a pensão equivalente ao posto de general-de-brigada, além de R$ 180.000,00 de atrasados, segundo O Globo de 20/05/2005, 1ª página.


As famílias dos vitimados pelos seguidores de Prestes não tiveram tratamento semelhante do atual governo.

As pensões não são as correspondentes aos postos que eles alcançariam se não tivessem sido assassinados no cumprimento do dever.

Fontes:

- Agência Estado. Aedata - William Waack.

- SOUZA, Aluísio Madruga de Moura e. Guerrilha do Araguaia -Revanchismo.

A esquerda não venceu e nem vencerá - 74 anos da primeira derrota

Há 74 anos os malditos comunistas foram vencidos; em 64 foram novamente e se necessário soferão nova derrota agora ou nos anos vindouros



Muros que não ruíram

A queda do Muro de Berlin foi bastante festejada pelos vinte anos que sucederam de oxigenação nos países comunistas, sob jugo da União Soviética (1917-1989), livrando-os dos grilhões de uma economia de Estado, do partido único, da ditadura do proletariado, do culto à personalidade do ditador, do ser humano ser peça de uma máquina para produzir, despojado da liberdade de ir e vir, de pensar e dizer, de ter a sua crença, sem quem lhes pregasse que a religião é o ópio do povo, de viajar a uma nação vizinha, visitar um parente ou simplesmente fazer turismo.

Inimaginável por um brasileiro que em qualquer tempo cismasse de embarcar no ônibus/caminhão pau-de-arara, sair do nordeste com destino ao sul, pegar um ita no norte e ir para o Rio passear, como na música de Caymmi, ou para morar, trabalhar, sem pedir autorização a quem quer que fosse, e para o destino que lhe aprouvesse.

A despeito das várias tentativas, o Brasil não viveu as agruras do mundo comunista, graças ao espírito religioso do seu povo e às Forças Armadas brasileiras sempre presentes em defesa da democracia.

O primeiro “muro de Berlin” foi concebido no Brasil no alvorecer nebuloso desse regime já em 1922, com o advento do Partido Comunista e intentado sob as armas da traição por Luiz Carlos Prestes em 27 de novembro de 1935, com a morte de brasileiros no silêncio da noite e da covardia rasteira. Fatos que iriam se repetir no entorno de 1964, desarticulados pela Contra-revolução de 31 de março, ainda na fase da preparação, orientada por agentes formados no exterior, e em 1968, com o incremento das atividades de guerrilha, terrorismo e seqüestros em várias partes do mundo, por organizações revolucionárias marxistas – leninistas, orquestradas pelo movimento internacional e não de resistência como mentem e os anistiados de hoje, criminosos de ontem, regiamente premiados por eles próprios.

Nomes e siglas não faltam a lembrar das atrocidades terroristas, como as Brigadas Vermelhas (Itália), Exército Vermelho (Alemanha), Montonero (Argentina), Tupamaros (Uruguai), Sendero Luminoso (Peru), FARC, ainda viva (Colômbia), e no Brasil várias organizações cujos nomes indicam os seus propósitos, como Organização Trotskista Convergência Socialista, Ação Libertadora Nacional (ALN)/Ala Marighela, Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, Comando de Libertação Nacional (COLINA), Política Operária (POLOP), MR-8, etc

Na Alemanha e na Itália vários desses criminosos foram condenados à prisão perpétua, como Cesare Battisti, da organização “Proletari Armati per il Comunismo" (PAC). De forma semelhante e bem recente no Japão, em 2006, Fusako Shigenobu, de 60 anos, fundadora do Exército Vermelho, foi condenada a 20 anos de prisão por ter organizado a ação terrorista na embaixada da França em Haia, 1974, embora a promotoria tenha pedido prisão perpétua pelo ferimento de dois oficiais da polícia, mantendo como reféns o embaixador e membros do corpo diplomático, para exigir a libertação de comparsas. Shigenobu viveu durante quase 30 anos no Líbano, e que ao regressar, foi presa e julgada.

Terroristas de lá não foram anistiados e nem muito menos indenizados, como nesta Terra de Santa Cruz, que não conseguem apagar das suas mentes o muro que quiseram construir e que mantêm no pedestal dos seus ideais o ditador Fidel Castro, carrasco da ilha presídio. Não justificam crimes políticos contra o cidadão, na maioria das vezes desarmado, assassinado covardemente, expl

Uns fazem dos muros sonhos no convívio com aqueles que os têm como vendas nos olhos, ou com aqueles do ego e superego intramuros.

Aqueles que aplaudem a queda do muro de Berlin devem imaginar os resultados de uma vitória dos que estudaram guerrilha e terrorismo em Cuba, URSS, Argélia, as praticaram no Brasil, mas felizmente não venceram.

O exemplo do Khmer Vermelho, do regime maoísta de Pol Pot, no Camboja, é constrangedor. O comunista Kaing Gueg Eav está sendo julgado pelo Tribunal Internacional pela execução de quase 13 mil pessoas em uma única prisão, que chefiava, durante o “afago” comunista entre 1975 e 1979. Medo dos superiores, lembrou dos expurgos internos e que a política do partido era de matar os inimigos. Mortos: 380 mil.

Vendas nos olhos/muros encobrem o 17 mil executados em Cuba, de Fidel/Raul Castro/Che Guevara e milhares de afogados nas tentavas de fuga do “paraíso” comunista, o mesmo que Dilma, Minc, Dirceu, Genoino, Palocci, etc, queriam implantar no Brasil.

Muros que não viraram pó na concepção de tantos quantos da Câmara Municipal de São Paulo concederam a Carlos Marighella, em homenagem póstuma, o título de cidadão paulistano, que cedo fizera a opção política pelo comunismo e via de regra, chegar ao poder pela luta armada, na mesma época dos demais movimentos empreendidos na Europa, Ásia e América, empregando o terrorismo seletivo e indiscriminado para semear o medo, obter apoio popular, concatenando assaltos e sequestros para conseguir dinheiro, armamento e outros suprimentos. Foi o fundador da Ação Libertadora Nacional (ALN).

Terra da histórica cidade, ensanguentada pela morte do soldado Mário Kozel Filho, de 18 anos, que estava de sentinela na entrada do QG do II Exército, em São Paulo, e que teve o corpo em pedaços pelo carro bomba explodido pelos fanáticos da facção comunista Vanguarda Popular Revolucionária, lhe outorga tão dignificante título.

Muro de Berlin que ainda vive na pompa e plumas de ministros do STF que no julgamento da extradição de Cesare Battisti, não se conformando com a derrota por 5 a 4 dos votos, “viraram a mesa” incorporando um julgamento fora da pauta a respeito do poder discricionário do presidente da República — fato nunca dantes ocorrido — avalizando um ato sem que se possa questioná-lo posteriormente.

Ora, o Executivo detém as prerrogativas de prosseguir na análise da extradição do condenado pela Justiça italiana, tomando providências administrativas à luz dos preceitos legais, que não o fazendo corretamente, pode suscitar uma justa reação da outra parte litigantel. No entanto, o STF já demonstrou à sociedade o seu posicionamento, concedendo uma absolvição prévia ao presidente, sem estar formalizada uma acusação sequer.

Muros do governo Lula/Dilma/Genro que separam os que devem ser repatriados como os pugilistas cubanos, inocentes, não acusados de crime, nem condenados, dos que devem ser protegidos, abrigados, mesmo que condenados, como Cesare Battisti, que recebeu apoio na Penitenciária da Papuda pelos senadores José Nery (PSOL-PA), Eduardo Suplicy (PT-SP) e João Pedro (PT-AM), e os deputados Luis Couto (PT-PB), Ivan Valente (PSOL-SP) e Chico Alencar (PSOL-RJ), como noticiado.

Também não caiu a ficha nem ruiu o muro dos que fizeram um monumento a Prestes em Palma/TO, “cavaleiro da esperança”, “da luz”, dos que se aliam a Lula, desejam Dilma para dar continuidade a esse governo afinado com Fidel Castro, Hugo Chávez, Ahmadinejad, Morales.

“Cavaleiro da esperança”? Quando? Como? Empunhando armas contra o Brasil, a favor da Rússia, como declarou?

Quem dos comunistas/exterroristas Lamarca, Genoino, Marighela, Dirceu, Martins, Dilma, etc, exerceria o papel dos algozes Fidel Castro, Pol Pot, Stalin, caso fossem os vitoriosos?

Superariam os números do mestres?

Ernesto Caruso

Ordem de Lula, decreta silêncio total sobre viagem de Lulinha

Por ordem de Lula, Presidência, Defesa, GSI e FAB não divulgam quem passeou com Lulinha no voo da alegria



Em mais uma demonstração de que dá mais valor aos seus negócios familiares – e se importa menos com os princípios de democracia, transparência e boa governança -, o chefão $talinácio ordenou que a Presidência da República não divulgue a lista de 15 convidados do filho do filho do Brazil, Fábio Luiz Lula da Silva, que pegaram carona de São Paulo para Brasília em um dos aviões presidenciais, no dia 9 de outubro. O presidente Henrique Meirelles, do Banco Central, estava no voo que teve de desviar a rota para apanhar os parceiros de Lulinha.

O deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP) já apresentou um requerimento para que a Presidência divulgue quem passeou no Boeing da FAB. Ontem, enviou mais dois requerimentos: um para o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e outro para o Ministério da Defesa, exigindo explicações. Se forem identificados os passageiros, corre-se o risco de saber com quem Lula e seu filho fazem, no mínimo, tanto marketing de relacionamento. Daí seria um pequeno voo de observação para se desvendar quem faz bons negócios com os poderosos de plantão.

O Bolcheviquepropagandaminister de Lula já soltou um comunicado classificando tudo de “nornal”: "A possibilidade de o presidente da República convidar pessoas para deslocamentos em aviões oficiais baseia-se numa prerrogativa tradicionalmente exercida no Brasil: foi assim em governos anteriores, tem sido assim no atual".

E PT saudações... Ao jornal O Globo, a Secretaria de Imprensa da Presidência da República admitiu que não há qualquer legislação que respalde a utilização de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para transportar convidados do presidente para a capital federal.

Mas a lei joga contra os segredos de Lula.
O decreto 4.244 não estabelece regras para o presidente da República usar aviões da FAB. Mas tem um detalhe: as autoridades devem informar à FAB quem são as pessoas que as acompanham na viagem. A regra, em vigor desde 2002, faz referência apenas ao vice e aos ministros do governo, presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal. Para eles é assegurado o direito de usar os aviões para viajar a trabalho e ir para casa nos fins de semana. Os aviões também podem ser usados "por motivo de segurança e emergência médica".

O decreto 4.244 foi editado no governo Fernando Henrique, depois que ministros de seu governo foram acusados de ir passear em Fernando de Noronha em jatinhos da Força Aérea. Alguns deles foram processados pelo Ministério Público Federal por conta disso. Ronaldo Sardenberg foi condenado em 2001 pela Justiça Federal por ter usado inadequadamente aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para viagens a passeio. O ex-ministro teria viajado, com a família, em jatinhos da FAB para Salvador e Ilhéus (BA), em seis ocasiões, nos feriados de carnaval, Natal e ano novo, em 1996 e 1997.

Sardenberg não foi o único integrante do alto escalão do governo FHC a ser acusado de usar avião da FAB em passeios. Também houve denúncia semelhante contra o então chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Alberto Cardoso, e os ex-ministros Paulo Renato de Souza (Educação) e Sérgio Amaral (Indústria e Comércio Exterior). Até o então procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, também foi acusado de voar para Fernando de Noronha em avião da Força Aérea Brasileira.

Edição do Alerta Total -
Por Jorge Serrão

Suprema Corte de Honduras ratifica deposição do Zelaya

Suprema Corte de Honduras apoia deposição de Zelaya

A Suprema Corte de Honduras afirmou que o presidente deposto, Manuel Zelaya, não pode legalmente voltar ao poder, o que diminui as chances de restituição dele na Presidência após um golpe em junho, informaram fontes do tribunal. O tribunal não divulgou o texto de sua decisão, que não é de cumprimento obrigatório, mas uma fonte ligada à corte e um advogado relacionado ao processo disseram que a sentença segue de perto decisões feitas anteriormente que apoiavam a deposição após Zelaya tentar mudar a Constituição.

Nessa quinta-feira, o presidente interino, Roberto Micheletti, iniciou o afastamento temporário do cargo para a realização das eleições presidenciais marcadas para domingo. O governo de Honduras, segundo um acordo aceito por Micheletti para viabilizar um processo eleitoral pacífico, ficaria a cargo de um conselho de ministros até o dia 2 de dezembro.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse na quarta-feira que a realização das eleições sem a restituição do presidente deposto, Manuel Zelaya, não é a melhor solução para a crise política no país.

- Todos os países da América Latina e do Caribe já declararam que não reconhecerão o novo governo. Eu não sei, no futuro, o que vai acontecer com os outros países, mas o Brasil continuará firme nessa posição - ressaltou.

Em 28 de junho, soldados retiraram Zelaya do palácio e o enviaram para o exílio por determinação da Suprema Corte. O Congresso empossou Roberto Micheletti na Presidência, mas a comunidade internacional denunciou a medida e se recusou a reconhecer o governo de facto.

A opinião do tribunal foi repassada aos parlamentares como parte de um acordo apoiado pelos Estados Unidos entre os dois lados para decidir se Zelaya voltaria ou não ao poder.

A opinião deve influenciar uma votação no Congresso hondurenho marcada para 2 de dezembro contra Zelaya, que voltou ao país em setembro e se refugiou na embaixada brasileira. Soldados hondurenhos cercaram a embaixada.

Zelaya se retirou do acordo apoiado por Washington neste mês e disse que se recusaria a voltar ao poder.

Honduras realizará no domingo uma eleição presidencial, que estava marcada bem antes do golpe acontecer.

Nem Zelaya nem Micheletti irão concorrer e os Estados Unidos veem a votação como possível solução para o impasse.

[só a trupe esquerdista, comandada pelo Foro de São Paulo - FSP e imbecis da estirpe de alguns citados na matéria é que ainda insistem em insistir na volta do golpista Zelaya. É totalmente sem sentido, até mesmo sem objetvo insistir em que o golpista volte para que as eleições tenham validade.

VEJAMOS:

- as eleições estavam marcadas para 29 de novembro próximo bem antes da tentativa de go9lpe do Zelaya e sua deposição;

- a deposição do Zelaya ocorreu em estrito cumprimento da legislação constitucional e infraconstitucional de Honduras, foi decidida pela Suprema Corte de Honduras e respaldada pelo Congresso Nacional;

- o Roberto Micheletti é o substituto constitucional do golpista Zelaya.

Portanto, insistir no absurdo do Zelaya ser reempossado apenas para estar na presidência durante as eleições e em 2 de janeiro entregar o cargo ao presidente eleito - não há a menor possibilidade legal do Zelaya, vindo a ser reempossado, continuar no governo após 2 de janeiro p.f., - é apenas um pretexto da turma do Foro de São Paulo para institucionalizar a instabilidade em Honduras levando aquela Nação a uma guerra civil.

São tão inconsequentes os que apóiam a volta do golpista que um deles, o Marco Aurélio TOP TOP Garcia, aplaudiu com gestos obscenos a queda do avião da TAM ocorrida em 2007, no aeroporto de Congonhas com 199 mortos.]

Maluf ocultava dinheiro e cadáveres. A tentativa de revanche continua. E o Battisti, vira nome de rua

Maluf e Tuma responderão por ocultar mortos na ditadura

[das duas, uma: ou essa procuradora Eugênia Augusta Gonzaga Fávero se candidata a um cargo público ou então caminha a passos largos para se ter o mesmo destino daquele procurador de Brasília, um tal de José Francisco, que era um modelo de perfeição e o tempo mostrou que até envolvimento com foragidos politicos ele tinha.

Agora o Maluf já foi acusado, inúmeras vezes, de ocultar dinheiro. Essa de ocultar cadáveres, é inédita. O MPF-SP se superou.]

Maluf acusado de ocultar dinheiro e agora morto. Também é acusado de quando prefeito de São Paulo mandar construir um cemitério na capital paulista.

O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) ofereceu hoje denúncia à Justiça Federal contra o ex-governador de São Paulo, deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), e o senador Romeu Tuma (PTB-SP) por ocultação de cadáveres durante o período da ditadura militar no Brasil (1964-1985). Além dos dois parlamentares, foram denunciados em duas ações civis públicas o ex-prefeito da capital paulista Miguel Colasuonno, o médico legista e ex-chefe do necrotério do Instituto Médico Legal (IML) de São Paulo Harry Shibata, e o ex-diretor do Serviço Funerário Municipal Fábio Pereira Bueno.

O MPF-SP requer na Justiça que os cinco percam suas funções públicas e o direito à aposentadoria, bem como sejam condenados a reparar danos morais coletivos, mediante indenização de, no mínimo, 10% do patrimônio pessoal de cada um. Por se tratar de ações civis públicas, a iniciativa não ameaça os mandatos de Tuma e Maluf, protegidos pela Constituição Federal. A procuradora responsável pelo caso, Eugênia Augusta Gonzaga Fávero, propôs que as indenizações sejam revertidas em medidas que preservem a memória das vítimas da ditadura.

Nas ações entregues à Justiça, o MPF-SP afirma que desaparecidos políticos foram sepultados nos cemitérios de Perus e Vila Formosa, na capital paulista, de forma "ilegal" e "clandestina", com a participação do IML e da Prefeitura de São Paulo. Segundo a procuradora, ambos contribuíram para que as ossadas permanecessem sem identificação em valas comuns dos cemitérios e atestaram falsos motivos de morte a vítimas de tortura. De acordo com a denúncia, o legista Harry Shibata teria ocultado os reais motivos dos óbitos de inúmeros militantes políticos, como, por exemplo, do jornalista Vladimir Herzog.

O MPF-SP aponta que Paulo Maluf, quando era prefeito, ordenou a construção do cemitério de Perus. De acordo com as ações, algumas valas do recinto tinham quadras marcadas específicas para receber a ossada de "terroristas". Os documentos entregues à Justiça apontam ainda que o projeto original do cemitério previa um crematório, mas a Prefeitura desistiu após a empresa contratada ter estranhado o plano, que não previa um hall para orações. De acordo com o MPF-SP, o governo municipal chegou a fazer sugestões buscando mudar a legislação para dispensar a autorização da família para realizar procedimento, o que possibilitaria que indigentes fossem cremados.

As denúncias salientam ainda a participação nas operações de agentes do Departamento Estadual de Ordem Política e Social, o Deops, órgão estadual de repressão que teve como chefe o atual senador Romeu Tuma. Segundo o MPF-SP, há documentos que comprovam a ocorrência de interrogatórios "sob tortura" na instituição e que demonstram que Tuma tinha conhecimento das várias mortes ocorridas sob a tutela de policiais do Deops, mas não as comunicou aos familiares dos mortos.

As ações civis públicas oferecidas hoje pelo MPF não são as primeiras que procuram responsabilizar o Estado pela ocultação da ossada de perseguidos políticos. No Distrito Federal tramita ação, com atuação do MPF-DF e do MPF-PA, para identificar guerrilheiros e moradores da região do Araguaia, mortos na ofensiva do governo para exterminar a guerrilha na década de 1970. No Rio Grande do Sul, o MPF pediu a abertura de inquérito para que sejam apuradas as reais circunstâncias da morte do presidente João Goulart, na Argentina, em 1976.

"Depois de 39 anos, abordar de forma leviana um assunto dessa natureza é no mínimo uma acusação ridícula", disse Maluf, em nota. A reportagem procurou Tuma, mas o senador estava em voo. Segundo sua assessoria, Tuma ainda não recebeu informações sobre a denúncia.

Fonte: Agência Estado

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Qual importância tem o grupinho de esquerdistas, liderados pelo apedeuta, reconhecerem ou não o governo de Honduras, eleito pelo povo hondurenho?

CRISE EM TEGUCIGALPA

Brasil diz que não reconhecerá o governo a ser eleito em Honduras

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, já antecipou a posição do governo brasileiro de não reconhecer o presidente que será eleito nas eleições de domingo em Honduras, numa conversa que teve nesta quinta-feira pela manhã com a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton.

- Um golpe de Estado não pode ser legitimado como forma de mudança política - disse Amorim em Manaus, onde participa de cúpula sobre clima envolvendo países amazônicos e a França.

O ministro deixou claro à principal auxiliar do presidente Barack Obama que o governo brasileiro não aceitará qualquer que seja o resultado das eleições presidenciais em Honduras. Barack Obama condenou o golpe do inicio da crise, mas por pressão de parlamentares republicanos decidiu apoiar as eleições, mesmo com Zelaya ainda fora da presidência. O Brasil chegou a pedir que o pleito fosse adiado.

- Nós discutimos muito educadamente. Nós discordamos. Vamos ver como as coisas evoluem - disse Amorim ao mencionar parte da conversa que teve com Hillary.

No mesmo tom do ministro, Marco Aurélio TOP TOP Garcia fez previsões pessimistas sobre o futuro caso o processo eleitoral em Honduras seja levado adiante como se Zelaya não tivesse sido vitima de um golpe. Para ele, a consagração da aventura de Michelleti poderá estimular a derrubada de outros governos e aumentar a instabilidade na região. O assessor acha que a comunidade internacional, principalmente os Estados Unidos, tem que estar cientes disso antes de qualquer decisão em relação ao pleito de domingo.

- Vamos ter um período de grande instabilidade política em Honduras. O golpe produziu outro efeito. Pode animar outros golpistas na região - disse Marco Aurélio.

Para ele, a tendência é que Honduras fique de fora da OEA.

Zelaya continua refugiado desde setembro na Embaixada brasileira em Tegucigalpa. Nesta quinta-feira, a Suprema Corte de Honduras afirmou que o presidente deposto não pode legalmente voltar ao poder , o que diminui as chances de restituição dele na Presidência após um golpe em junho, informaram fontes do tribunal.

Ainda nesta quinta-feira, o presidente interino, Roberto Micheletti, iniciou o afastamento temporário do cargo para a realização das eleições presidenciais marcadas para domingo.

[Será que o "Noço guia" pretende mandar facínoras do MST invadir a República de Honduras?
Afinal aqueles marginais são o embrião das milicias populares do Stalinácio.]

Estatuto do Preconceito Racial

Excrescências de um estatuto racista

Artigo no Alerta Total

Por Ernesto Caruso

A inclusão social não pode ser preconceituosa, nem seletiva pela cor da pele dentre os mais necessitados.

1
. É racista porquanto é excludente dos outros semelhantes da mesma espécie humana, quando a grande maioria dos nacionais tem o DNA da miscigenação de índios, brancos, e negros.

2.
É injusto, pois à guisa de obter tratamento privilegiado para compensar perdas do passado, cujos “condenados” pelos “crimes”, que não eram crimes à época, não estão vivos, punindo todo o povo brasileiro presente e futuro não classificado como negro pelos comitês raciais que serão implantados de acordo o Estatuto da Igualdade Racial. Sim, a sociedade atual que paga os seus impostos, será apenada por um tribunal fora dos parâmetros judiciais, através lei ordinária que impõe um ressarcimento aos classificados como negros, ferindo um principio básico de que não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal.

3
. É radical quando impõe uma regra abrangente em todos os campos da atividade humana, beneficiando uns em detrimento dos outros, na educação, no trabalho e na assistência médica, abominando o universalismo que representa a equidade como o ser humano deve observado e assistido.

4. O brasileiro desprovido de recursos de toda ordem necessita de assistência do Estado, ampla, geral e irrestrita. Homenagear Zumbi dos Palmares, que se insurgiu contra a escravidão e, portanto, merece os maiores louros pela luta contra o domínio de uns sobre outros, é um sólido ponto de apoio, mas
chamar de consciência negra é uma confrontação à expressão consciência branca, substituta da consciência ariana hitlerista, repudiada, abjeta e condenada.

5. Assim, o
Estado por norma constitucional se obriga a “erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;” bem como “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.”

6. O Art. 6º da CF determina que “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição”

7. A
CF já impõe a “proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil;” e cria uma “proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos específicos”, mas não para a mulher de cor tal e tal. Quando o Estado estipula um atendimento especial ao deficiente físico, o faz genericamente sem considerar a cor da pele, etc; idem quanto a mulher, mantendo o universo amplo de cobertura.

8.
Aclara que “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.

9.
Dá atenção ao passado no sentido de proteger “as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e das de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional.”, afirmando que “O ensino da História do Brasil levará em conta as contribuições das diferentes culturas e etnias para a formação do povo brasileiro.”

10. Por outro lado, o
Estatuto em pauta, já no seu Art. 1º, é acintosamente excludente ao instituir uma norma destinada “a garantir à população negra a efetivação da igualdade de oportunidades”, excluindo os outros.

11. O Parágrafo único/Art. 1º EIR
define discriminação racial, já considerada crime de acordo com a CF, bem como o que vem a ser população negra: “o conjunto de pessoas que se autodeclaram pretas e pardas, ...”, extinguindo o conceito de mestiço, a grande maioria da população brasileira.

12. O seu Art. 6º
não tem propósito universal: “O direito à saúde da população negra será garantido pelo Poder Público mediante políticas universais, ....

13. Propõe que o segmento da população negra vinculada aos seguros privados de saúde seja tratado sem discriminação, que redução da mortalidade materna entre as mulheres negras; redução de mortalidade infantil, de adolescentes, jovens e de adultos negros; redução de mortes violentas entre jovens negros.
E os que não serão classificados como negros???????

14. Até nos esportes com grande participação de negros por dom e competência, o seu Art. 23, dispõe “O Poder Público fomentará o pleno acesso da população negra às práticas desportivas, ...”, repete o consagrado “É inviolável a liberdade de consciência e de crença..”

15.
Pretende assegurar à população negra a assistência técnica rural, a simplificação do acesso ao crédito agrícola e o fortalecimento da infra-estrutura de logística para a comercialização da produção.

16.
Ofende os demais necessitados, favelados iguais brancos e negros, quando atribui prioridade aos negros no direito à moradia: “Art. 37. O Poder Público garantirá a implementação de políticas públicas para assegurar o direito à moradia adequada da população negra que vive nas favelas, ...”,

17.
Determina a inclusão de negros na composição dos conselhos constituídos para fins de aplicação do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS).

18.
Assegura o acesso ao crédito, nos meios rural e urbano, com ações afirmativas para mulheres negras e financiamento para a constituição e ampliação de empresas, com estímulo à promoção de empresários negros.

19.
Induz a criação de critérios para provimento de cargos em comissão e funções de confiança a fim de ampliar a participação de negros, proporcional à distribuição racial.

20. Concede incentivos fiscais às empresas com mais de 20 empregados que mantenham uma cota de, no mínimo, 20% de trabalhadores negros, claro que com comissões e mais
comissões disseminadas pelo Brasil para designação de negros e não negros.

21.
Determina que os órgãos públicos deverão incluir cláusulas de participação de negros nos contratos de produção de filmes, programas e peças publicitárias.

22. Institui o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial - SINAPIR como forma de organização e articulação voltado à implementação do conjunto de políticas e serviços,
naturalmente com mais servidores, chefes, DAS, secretárias, etc, etc..., estendendo a Estados e Municípios e ditando que o Poder Público vai incentivar a participação das entidades privadas no Sistema.

23.
O Poder Executivo priorizará o repasse dos recursos referentes aos programas e atividades previstos na Lei aos estados, Distrito Federal e municípios que tenham criado conselhos de promoção da igualdade racial. E institui no âmbito dos Poderes Legislativo e Executivo, Ouvidorias Permanentes em Defesa da Igualdade Racial.

24. O Estado assegurará
atenção às mulheres negras em situação de violência, garantida a assistência física, psíquica, social e jurídica.

25
. Pretende a adoção de medidas especiais para coibir a violência policial incidente sobre a população negra, que por justo deve ser para todo o cidadão, sem considerar que em certos Estados, como o Rio de Janeiro, o componente negro é muito presente nos efetivos policiais.

26.
Adota medidas discriminatórias para a elaboração de planos plurianuais e orçamentos como para financiamento de pesquisas nas áreas de educação, saúde e emprego, para a melhoria da qualidade de vida da população negra, incentivo à criação de programas e veículos de comunicação, destinados à divulgação de matérias relacionadas aos interesses da população negra, incentivo à criação e manutenção de microempresas administradas por pessoas autodeclaradas negras, iniciativas que incrementem o acesso e a permanência das pessoas negras na educação fundamental, média, técnica e superior, apoio a programas e projetos dos governos estaduais, distrital e municipais e de entidades da sociedade civil voltados para a promoção da igualdade de oportunidades para a população negra.

27.
É minucioso no controle de verbas, pois garante que durante os cinco primeiros anos a contar da publicação do Estatuto, os órgãos do Poder Executivo Federal que desenvolvem políticas e programas as discriminarão em seus orçamentos anuais a participação nos programas de ação afirmativa. Prevê a utilização de recursos advindos da seguridade social, isto é de todos para alguns.

28. À semelhança do que ocorre como incentivo à participação das mulheres na política, mas de forma geral, sem considerar cor da pele, o Estatuto prescreve que cada partido ou coligação
deverá reservar o mínimo de 10% para candidaturas de representantes da população negra. Mais uma descabida discriminação, se levarmos em conta a participação nos vários níveis do Legislativo, de afrodescendentes, nitidamente vistos pelos caracteres externos, ou apurados pelo DNA.

29.
A escravidão não pode ser o argumento, não ocorria pela cor da pele. Os vencidos, quando não sacrificados, serviam os vencedores. A Bíblia relata. A História escreve. Os negros que saíram da África eram os vencidos, aprisionados e vendidos. Embora o Brasil tenha sido o último na abolição da escravatura pela luta de brancos e negros, na América do Norte, na década de 60 ainda nos ônibus, os brancos sentavam nos bancos da frente e os negros nos de trás. Lá o cadinho do amor não existiu com cá, gerando o mestiço brasileiro. Não se pode repudiar um dos lados da ascendência.

30.
O Estatuto agride as religiões, quando dá uma atenção diferenciada a uns e outros ou um tratamento diferenciado a determinados doentes pela cor da pele que os tinge. O benefício a uns não pode se transformar em intolerância aos seus semelhantes. Não é cristão, não é humanista.

Por derradeiro
, é incrível como essa proposta, inconstitucional, que nasceu no Senado, lá foi aprovada, sofreu emendas na Câmara do Deputados, e retorna à Casa de origem, de forma sutil, sem divulgação maior nos pormenores, no bojo de 70 artigos, muitos dos quais repetitivos das normas constitucionais, propositadamente inseridos, mas onde se encontram imiscuídos artigos altamente nocivos, verdadeiras ameaças à unidade nacional mestiça, que irão onerar sobremaneira os cofres públicos, com aumento de efetivos de servidores, com reflexos desagregadores em outras áreas, como já observados nas universidades devido às cotas e geradores de inúmeros processos judiciais no congestionado Poder Judiciário.

Ernesto Caruso é Coronel da Reserva do EB.

Ao “Nosso guia” com carinho

UMA PEQUENA COLABORAÇÃO

Prestes a decidir o destino do Cesare Battisti, gratuitamente, oferecemos ao “Mestre”com carinho, como se fosse preciso, alguns argumentos pelo “fica meu herói” ou pelo “vai desgraçado”. Destarte, dependendo da sua opção, é convocar uma coletiva com a imprensa nacional e a internacional, e soltar o verbo:

-1ª hipótesePOR QUE EU QUERO e o STF bobeou. A “Gringa” simpatiza com ele. O Tarso gosta dele. O pessoal do “Foro” me enche o saco com telefonemas, e – mail e um monte de recadinhos, sempre insistindo, que como porta - voz da esquerda na América Latina, eu tenho um dever a cumprir, de quebrar o galho de um velho “cumpanheiro”.

O Battisti fica por ser um homem integro. Persistente como um carrapato, aferrou-se às suas convicções levando-as às últimas conseqüências. Acredito que um cabra desse “tamanho” merece o nosso reconhecimento. Me identifico com ele. É pena que ele não seja brasileiro, para que o País pudesse indenizá–lo monetariamente, caso que pretendo propor em Medida Provisória. Acreditamos que este infortunado perseguido pela ditadura italiana, fascista, conforme denunciado merece mais do que a liberdade. Acreditamos que a sociedade brasileira clama por chamá-lo irmão e, conceder seu nome a uma praça, rua, avenida é um dever do Estado e da própria Nação (qual a diferença do Marighela?).

Não descarto a possibilidade de nomear a próxima reserva indígena de “Santuário do Battisti” (deve ser lá pelos lados de Caxias do Sul e adjacências). Com a medida, eu não endosso a idéia de uns e outros de que a anistia no Brasil é ampla e irrestrita. Os torturadores têm de pagar. Reafirmo perante o mundo a nossa Soberania, não importa o que o mundo pense a respeito...........

2ª hipótese - POR QUE EU QUERO e o STF bobeou. A “Gringa” não simpatiza com ele. O Tarso é gente nossa e vai compreender que este é um gesto de boa vontade para com a italianada e a colônia italiana no Brasil. A “Gringa” também é italiana, por opção, e se acontecer algum revertério, e tivermos que fugir para a Itália, pelo menos nossa barra não estará tão suja. O Battisti não inspira confiança, tem cara de terrorista da pior espécie, assim é melhor que vá perturbar lá longe.

Mandei fazer uma pesquisa na moita, e 110 % votaram pela expulsão, logo rendo–me à vontade popular. Ao extraditar Battisti estou seguindo o meu ideário pendular de um prego no cravo e outro na ferradura. Como apoiei o Zelaya, não sei se o prego foi no cravo, parece que foi, é lógico que agora seja na ferradura, ou seja, pró–embromação democrática.

Cerro mais com o PMDB, e com o “fora de série” Sarney, que também quer ver o desinfeliz longe do Brasil e, assim, reforço a campanha da Dilma (que francamente está um pouco por baixo).

Além do mais, terrorista por terrorista, nós já temos os nossos, com muito orgulho. E, finalmente, por que as nossas cadeias estão cheias.

Fonte: Ternuma Regional Brasília

Por: Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

(técnico em melifluidades semânticas)

Leis do Trânsito precisam endurecer

Neonazismo ilegal: reforma do código de trânsito criminaliza quem se recusa a fazer teste do bafômetro


Os deputados praticam mais um atentado ao direito individual no Brasil. O crime da vez agora é cometido no meio das
alterações no Código de Trânsito Brasileiro – cujos artigos servem mais para gerar controle e tensão social, e menos para disciplinar ou educar os condutores de veículos. A principal novidade – digna do mais refinado neonazismo legal – é criminalizar o motorista que estiver com sinais notórios de embriaguez, mesmo que ele se recuse a fazer o questionável teste do bafômetro.


Além de obrigar o cidadão a produzir provas contra si mesmo – o que contraria os princípios legais e democráticos - o projeto de lei de alteração do CTB, que começou a ser votado ontem na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados,
endurece a legislação de trânsito e aumenta o valor das multas para algumas infrações, como ultrapassagem e dirigir falando ao telefone celular.

O caso da punição por suposta embriaguez é um exemplo do mais puro neonazismo. Além da multa e da perda da habilitação, o motorista punido terá de cumprir pena de detenção de 6 meses a 3 anos. Atualmente, quem é flagrado em uma blitz com sintomas de embriaguez e não quer fazer o exame do bafômetro, tem o carro e a carteira de habilitação apreendidos, mas ainda pode ir para casa.

Os legisladores também querem impor uma medida inviável na (realidade prática ) cidade de São Paulo:
proibir que os motociclistas trafeguem nos corredores entre os carros. Pela proposta, os motociclistas poderão trafegar entre os carros quando o trânsito estiver parado. A velocidade terá, no entanto, de ser reduzida, sem colocar em risco a segurança dos demais veículos e pedestres. Ou seja, na prática, nada muda. Apenas a lei enche o saco do cidadão-motorista e o ameaça no bolso, em favor da indústria das multas. Quem burlar a proibição vai cometer uma infração gravíssima, com multa hoje de R$ 191,54.

A restrição na circulação de motos entre os veículos estava prevista no texto original do CTB, aprovado no Congresso. Na época, o artigo proibia o trafego de motos entre os veículos, mesmo em trânsito parado. A regra foi vetada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso que conhece a realidade do trânsito de São Paulo – onde tal medida é inaplicável, na prática. Mais fácil seria que os legisladores propusessem a revogação da lei da gravidade. Ou que fizessem uma lei obrigando políticos a serem honestos, sob pena de terem o cérebro arrancado, em caso de descumprimento.


[o Código de Processo Penal abriga o principio de que ninguém é obrigado a fornecer prova contra si mesmo. Parece, a principio, um posicionamento justo que, melhor analisado, se percebe que dependendo do potencial ofensivo do crime cometido o interesse coletivo tem que prevalecer sobre o individual.

O elemento que ingere bebida alcoólica e dirige está pondo em risco não só sua própria integridade física e mesmo sua vida, coloca em risco a integridade física e a vida de outros. Ao beber e dirigir o elemento assume, conscientemente, o risco de causar sérios acidentes com danos físicos, incluindo a morte, e materiais a terceiros.

É inconcebível que em nome de um principio legal, que visa evitar uma possível injustiça, se dê um salvo conduto a tal elemento. Portanto, é justa e legal a medida que considera criminoso e penaliza o elemento que recusa se submeter ao teste do bafômetro. Se o individuo apresenta sintomas de embriaguez e se nega efetuar o teste do bafômetro, deve ser considero em estado de embriaguez e punido. A fundamentação é simples: quem não deve, não teme. O motorista pode, por diversas razões, parecer embriagado – até mesmo algum excesso da autoridade que exige a realização do aludido teste – e a forma mais prática dele provar que não está alcoolizado é realizar o teste. A negativa deve ser considerada prova de culpa e seu fundamento está na necessidade de preservar o bem maior, o interesse da sociedade.

A irresponsabilidade dos motoqueiros justifica a proibição prevista e deve se ter em conta o risco que os motoqueiros representam para os pedestres quando circulam em velocidade excessiva entre os carros parados.

Só através de severas punições é que se conscientiza o cidadão motorizado de que o ato de dirigir exige atenção de quem o realiza.]

Por: Jorge Serrão
Fonte: Blog Alerta Total

Intentona Comunista - Parte III

Histórico da Intentona Comunista III

Extraído do Projeto Orvil pela Editoria do site A Verdade Sufocada

CAPITULO III

Preparativos para a Intentona Comunista

1. A mudança da linha da Internacional comunista - IC

Induzido pela Internacional Comunista, o Partido Comunista- Seção Brasileira da Internacional Comunista - PC-SBIC - esforçara-se por se inserir no processo revolucionário brasileiro, que teve início no ano de sua fundação e que passa por 1924/26 e vai desaguar em 1930. Esse período de revoltas e revoluções tinha, porém, como motivação, uma problemática interna voltada para os problemas estruturais e sociais, mas essencialmente brasileiros.


Talvez por isso mesmo é que as direções do PC-SBIC jamais foram capazes de entendê-los. Suas análises estereotipadas viam, em cada ocasião, apenas uma luta entre os "imperialismos" inglês e norte-americano. Com esse dualismo mecanicista explicam também a revolução de 1932. Deste modo, por construírem suas análises sobre abstrações de caráter ideológico, não conseguiram sintonizar o Partido com o processo revolucionário em curso e acabaram por perder o "bonde da história". Essa frustração iria fazê-los desembocar na Intentona de 1935.

Vimos, no capitulo anterior, que a URSS, em 1934, mudara Sua política externa do isolamento .para o diálogo com o ocidente.


As ameaças nazistas e fascistas contribuíram para alterar a linha política da IC. A política de "classe contra classe" não dera resultados e levara ao ostracismo diversos partidos comunistas. Quase que num "retorno às origens", a política da "frente" foi retomada, modificando-se o termo "Única" pelo "popular".

De um modo geral, a frente popular pretendia englobar todos os individuos e grupos numa luta contra o fascismo, indepedentemente de suas ideologias. E, é claro, aproveitar essa frente para tomar o poder.

2. A vinda dos estrangeiros

Concluindo que no Brasil já amadurecia uma situação revolucionária e que a nova politica de "frente popular" desencadearia a revolução, a curto prazo, a IC decidiu enviar diversos "delegados", todos especialistas, a fim de acelerar o processo. Com isso pretendia suprir a falta de quadros dirigentes do PC-SBlC que pudessem levar a tarefa a bom termo. Na realidade, a lC enviou um selecionado grupo de espiões e agitadores profissionais.

No inicio de 1934, chegou ao Brasil o ex-deputado alemão Arthur Ernsf Ewert, mais conhecido com "Harry Berger". Tendo atuado nos Estados Unidos, a soldo de Moscou, Berger veio acompanhado de sua mulher, a comunista alemã Elise Saborowski, que entrou no Pais com o nome falso de Machla Lenczycki. Berger acreditava que a revolução comunista teria inicio com a criação de uma "vasta frente popular antiimperialista" composta por operários, camponeses e uma parcela da burguesia nacionalista. A ação de derrubada do governo seria efetuada pelas "partes revolucionárias infiltradas no Exército" e pelos' "operários e camponeses articulados em formações armadas", embrião de um futuro "Exército Revolucionário do Povo".

O governo a ser instituído seria um "Governo Popular Nacional Revolucionário", com Prestes a frente.

O mirabolante pIano de Berger, tirado dos compêndios doutrinários do marxismo-leninismo, não levava em conta, apenas, um pequenino detalhe: a política brasileira, aquinhoada com uma nova Constituição de fundo liberal e populista, estava cansada dos mais de 10 anos de crise e ansiava por um pouco de paz e estabilidade.

Outros agitadores profissionais vieram para o Brasil, a mando de Moscou, durante o ano de 1934. Rodolfo Ghioldi e Carmen, um casal de argentinos, vieram como jornalistas. Ghioldi, na realidade, pertencia ao Comitê Executivo da lC, era dirigente do PC argentino e escondia-se sob o nome falso de "Luciano Busteros". O casal León-Jules Valée e Alphonsine veio da Bélgica para cuidar das finanças. A esposa de Augusto Guralsk, secretário do Bureau Sul-Americano que a IC mantinha em Montevidéu veio para dar instrução aos quadros do PC-SBlC.

Para comunicar-se clandestinamente com o grupo, foi enviado um jovem comunista norte-americano, Victor Allen Barron. O especialista em sabotagens e explosivos não foi esquecido: Paul Franz Gruber, alemão, veio com sua mulher Erika, que poderia servir como motorista e datilógrafa.

O grupo de espiões instalou-se no Rio de Janeiro. De acordo com o insuspeito Fernando Morais: "Uma identidade comum os unia : eram todos comunistas, todos revolucionários profissionais a serviço do Comintern e vinham todos ao Barsil fazer a revolução " " Moraes, F : "Olga", Ed Alfa-ômega, São Paulo, 1985 pagina 67

Faltava, entretanto, o líder "brasileiro", aquele que estaria.à frente do novo governo comunista. Havia já alguns anos que Prestes vinha namorando os marxistas-Ieninistas. Desde os anos da Coluna, procurava uma ideologia que complementasse o seu espírito revolucionário. Entretanto, seus contatos com os dirigentes do PC-SBIC o desencantaram. Ou melhor, julgando-se acima deles, procurava uma visão do mundo mais perfeita e mais elaborada. Tentara, até, criar o seu próprio movimento, através do LAR.

A possibilidade de ir para a URSS, conversar com os próprios dirigentes do Kremlin, satisfez seus ambições. Em novembro de 1931, Prestes desembarcava em Moscou, com sua família, onde, durante três anos, aprenderia como fazer a revolução.

Em abril de 1935, o "Cavaleiro da Esperança" estava de volta ao Brasil, pronto para assumir a direção do PC e da revolução comunista. A insólita solução concretizava-se: o novo líder dos comunistas brasileiros seria imposto de cima para baixo, da cúpula da IC às células do PC-SBIC.

A tiracolo, Prestes trazia sua jovem esposa, Olga Benário, ativa comunista alemã, de confiança dos soviéticos. A IC não poderia entragar, sem controle, a revolução comunista brasileira a um homem que, até aqule momento, ainda não pertencia aos quadros do PC.

Olga seria a sombra de Prestes, criada pela luz de Moscou.

3. O Partido Comunista do Brasil (PCB)


O ano de 1934 marcou o início de uma nova fase para o PC- SBIC.

Em julho, a sua I Conferência Nacional reelegeu, como secretário-geral, Antonio Maciel Bonfim, mais conhecido como "Miranda", antigo sargento da polícia militar baiana. Para minorar os efeitos aparentes de sua subordinação à IC, o PC-SBlC mudou seu nome para Partido Comunista do Brasil (Seção da Internacional Comunista), usando a sigla PC B.

Esse conclave mudou a linha politica do Partido, segundo os ditames da sua matriz.


A luta era antifascista e deveria ser formada uma "frente popular contra os integralistas".

O PCB, radicalizando-se, passou a considerar-se como a "vanguarda na transformação da atual crise econômica em .crise revolucionária - que já se processa -- encaminhando todas as lutas para a revoiução operária e camponesa". Conclamou os camponeses à tomada violenta das terras e à sua defesa pelas armas. Exortou a luta das massas "em ampla frente´´unica, para transformação da guerra imperialista em guerra civil, em luta armada das massas laboriosas pela derrubada do feudalismo e do capitalismo".


A luta, segundo o PCB, deveria ser elevada "até a tornada do poder, instaurando o Governo Operário e Camponês, a Ditadura Democrática baseada nos Conselhos de operários, camponeses, soldados e marinheiros".

Com relação ao marxismo-leninismo, jactava-se o Partido de que era o "único neste pais que está baseado· nessa ideologia, a qual já levou.à vitória o proletariado e as massas populares da sexta parte do mundo, a União Soviética" .( Pubicado em "A Classe Operária", jornal do PCB , de 1º de agosto de 1934)


Em documento dado a público logo depois da Conferência, o PCB, vislumbrando as eleiçôes de outubro, criticou a via parlamentar, sob qualquer forma ou rótulo com que se apresentàsse, afirmando que "de modo algum resolve a situação das massas; situação que só poderá ser resolvida pela derrubada víolenta desse governo e sua substituição pelo governo dos· soviets (conselho) de operários, camponeses, soldados e marinheiros" . ( Carone, E: "O PCB - 1922 a 1943 " , Difel S.A , RJ, 1982 - Páginas 143 a 159.


A. nova linha politica do "novo PCB", em agosto de 1934, .passou a ser a da insurreição armada para a derrubada do governo e a tomada do poder. Os fatos ocorridos no ano seguinte mostrariam se estava preparado para isso e se iria alcançar seu objetivo.

Doença do Lula é diagnosticada: LOGORRÉIA

Logorréia, o mal do Lula

Demorou, mas o diagnóstico foi feito. Você sabe como é, a ciência tem dessas coisas. Às vezes, o(s) sintoma(s) é(são) claro(s) como água, mas os analistas se perdem, os médicos se confundem, os pesquisadores se perdem num detalhe, os profissionais certos não são consultados. Além dos mais de vinte anos de uma atuação errática, onde não se concentrou na definição dos sintomas, das causas, e por isso mesmo não se podia chegar a um diagnóstico, o paciente circulou livremente. Só depois de sete anos de mandato, a patologia começou a ser examinada mais de perto. Ele se colocou debaixo do microscópio, por assim dizer. A partir daí, uma detida análise foi inevitável.

O diagnóstico é preciso, insofismável: logorreia. Além da caracterização pejorativa – a da profusão de frases sem sentido e/ou inúteis, de acordo com o dicionário Houaiss, a logorreia é uma psicopatologia, onde o enfermo tem uma “compulsão para falar, loquacidade exagerada que se nota em determinados casos de neurose e psicose, como se o paciente, assim, quisesse dar vazão ao grande número de idéias que passam por sua cabeça.”

A palavra é dicionarizada desde 1873 – logorrhea – o que dá a entender que este é um problema antigo, e de difícil diagnóstico, se não houver um esforço concentrado no sentido de identificar o que se passa.

No caso em tela (para usar uma velha expressão que vem bem a calhar), a confirmação do diagnóstico ocorreu imediatamente após uma entrevista do paciente ao jornal Folha de São Paulo, esta semana. Os espasmos logorreicos do paciente incluíram frases como “Se Jesus Cristo viesse para cá e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria que chamar Judas para fazer coalizão.” A manutenção de José Sarney na presidência do Senado é “uma questão de segurança institucional.”

O paciente, ainda em espasmos logorreicos, declarou que “a imprensa tem que informar, e não fiscalizar o poder.”

Feito o diagnóstico preciso – afinal, o paciente não é qualquer um, o que ele diz causa impacto considerável sobre a opinião pública – passou-se à fase da busca de motivos para tal distúrbio. Por que o paciente fala o que fala? A primeira e óbvia tentativa foi examinar as origens do paciente. Não, as origens dele são exatamente idênticas às de milhões de brasileiros sofridos que, nem por isso – o sofrimento diuturno – se tornaram pessoas amorais, sem princípios, sem apreço por qualquer outra coisa que não seja o poder.

A segunda questão que surgiu foi... “E por que ninguém se insurge com veemência suficiente quando o paciente é acometido desses ataques de logorreia – no seu caso, uma doença crônica?”

A primeira e óbvia alternativa, pena, também foi descartada.

A paciência do público com um coitadinho – qualquer coitadinho – tem limites. A segunda opção, cansaço, foi considerada mais consistente.

O cansaço (em duas vertentes) da opinião pública com a sucessão de governantes safados e com o fato de que praticamente ninguém busca fazer a coisa certa abriu a porta para que o paciente seguisse adiante, recusando tratamento e agindo com escárnio diante daqueles (a minoria) que se preocupam com os destinos do País.

Os pesquisadores, ao fazerem o diagnóstico, também tentaram entender outros ângulos dessa aceitação incomum, por parte da opinião pública, de uma pessoa tão enferma – note bem, o paciente não exibe surtos de imoralidade, mas sim de amoralidade, quase uma psicopatia.

Para isso, foi necessário reunir sociólogos, antropólogos, cientistas políticos e outros, além dos psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais e criminologistas que se debruçavam sobre o caso há algum tempo.

Chegou-se à conclusão de que o paciente é um fruto exclusivo de uma sociedade minada pela Síndrome da Subserviência, um mal enraizado no País desde os tempos do Brasil-Colônia. Não interessa quem esteja no poder, o poderoso está sempre certo. Questionar o poderoso é algo inquestionável, sempre perigoso, muitas vezes letal. Desde que sobre alguma coisa para o resto, estará tudo bem, todos baterão palmas – até mesmo para o “cartesiano raciocínio político” eivado de amoralidade de um apedeuta logorreico.

Por: Cláudio Lessa

Oficiais alemães demitidos após esconder vítimas de ataque
Em um momento em que os Estados Unidos se preparam para pedir mais tropas aos membros da Otan para a guerra no Afeganistão, a Alemanha demitiu dois de seus mais graduados militares.

Como conta o El País, o chefe do Estado Mayor alemão, general Wolfgang Schneiderhan, e o secretário de Estado de Defesa, Peter Wichert, foram mandados embora após a revelação de que teriam escondido do governo a morte de civis em um ataque aéreo em Kunduz, no Afeganistão, em setembro. A notícia deve deixar a opinião pública alemã ainda mais avessa à guerra no Afeganistão, dificultando a arregimentação de tropas pelos EUA.

Releiam a notícia.

Ataque da Otan deixa 80 mortos no Afeganistão

Um avião da Otan destruiu nesta sexta-feira (4) dois caminhões de combustível roubados pelo Talibã na província de Kunduz. Vários civis que estavam no local morreram

Um ataque aéreo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) contra integrantes do Talibã que roubaram dois caminhões-tanque deixou pelo menos 80 mortos, vários deles civis, nesta sexta-feira (4) na pequena vila de Omar Kheil na província de Kunduz, no norte do Afeganistão.

As forças da Otan começaram a busca pelos veículos depois que os insurgentes roubaram os caminhões que carregavam combustível no sul da cidade de Kunduz, capital da província homônima. Segundo relato da Força Internacional de Assistência em Segurança (Isaf), o braço da Otan no Afeganistão, os veículos foram localizados perto do leito do rio Kunduz, a cerca de 24 quilômetros da capital. “Acreditando que não havia civis no local, o comandante local da Isaf autorizou o ataque aéreo”, informou a entidade em uma nota oficial. Os dois caminhões foram destruídos na hora, e dezenas de pessoas morreram.

De acordo com o jornal The New York Times, os insurgentes do
Talibã não conseguiram cruzar o rio com os caminhões e ordenaram que civis ficassem com o combustível. “Entre 80 e 90 pessoas morreram. Alguns civis e alguns membros do Talibã”, disse ao jornal o governador do distrito de Ali Abad, Haji Habibullah. Segundo ele, a vila de Omar Kheil caiu sob controle do Talibã há algum tempo, apesar de o grupo radical islâmico estar concentrado no sul do país, na região da fronteira com o Paquistão.

Na nota oficial, a ISAF informou que “o ataque era direcionado aos insurgentes, mas que vai fazer o que for necessário para ajudar a comunidade, incluindo assistência médica e evacuação do local”. “A Isaf lamenta qualquer perda desnecessária de vida humana e está muito preocupada com o sofrimento que essa ação causou aos nossos amigos afegãos”.

O assassinato de civis inocentes deve prejudicar ainda mais a imagem das tropas ocidentais que ocupam o Afeganistão desde 2001. A incapacidade da Otan de proteger a população afegã dos ataques terroristas do Talibã é cada vez mais clara, e deve ser o ponto central da nova estratégia da Otan e dos Estados Unidos. No início da semana, o general Stanley McChrystal, comandante das tropas ocidentais no país, divulgou dados de sua nova estratégia com foco na proteção do civis, já que a população está ficando cada vez mais ressentida com o aumento da violência.