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COMUNICADO - Novo Site

Nota de Esclarecimento

Importante:

Memória: em 8 setembro 2007, começamos as atividades deste Blog, sob o título Blog da UNR e nossos objetivos estão bem destacados no nosso primeiro post, título 'início das atividades...' .

De imediato, constatamos que estando a esquerda no governo, uma dificuldade se apresentava: contar os erros, as traições, as covardias, os assassinatos, as falcatruas cometidos pela esquerda durante o Governo Militar OU contar os crimes que a esquerda, a petralhada à frente, continua cometendo nos dias atuais? (apesar de fragorosamente derrotada pelos militares a esquerda aproveitou-se da generosidade dos vencedores e voltou tal qual serpente e conseguiu PERDER A GUERRA e vencer a Batalha da Comunicação, passando de vilão a heroína).

A famigerada esquerda conseguiu o poder - agindo disfarçada de democrata - e passou a mostrar, de forma descarada, ser pior que antes.

Diversos motivos, que não vem ao caso aqui detalhar, tornaram conveniente alterar o nome do Blog da UNR, que passou a denominação de BLOG PRONTIDÃO, mantendo a URL.

Apesar de ser um Blog pequeno, fruto de um trabalho amadorístico, porém de muita dedicação, contando com poucos seguidores, alguns visitantes fiéis, outros eventuais, tivemos a imensa alegria de constatar que incomodávamos a petralhada - o que foi fácil perceber pela necessidade de 'moderar comentários', pelos xingamentos que recebemos a cada postagem, tentativas de invasão (parcialmente exitosas, com modificações de postagens {o mais odioso foram as vezes que conseguiram mudar palavras, trechos de postagens, títulos, e passar a idéia que defendíamos o desgoverno petralha}).

Para tornar mais dificil que os guerrilheiros da informática à serviço do desgoverno - o ministro da Secom, Traumann, foi demitido por admitir publicamente que o desgoverno Dilma, a exemplo do seu antecessor $talinácio Lula, usam a guerrilha virtual - continuassem a nos incomodar, decidimos suspender, temporariamente, a veiculação de POSTs no Blog Prontidão, passando a veicular no Blog PRONTIDÃO TOTAL, usando outra URL.

Claro que alguns leitores não acessaram o Blog Prontidão Total - o que atribuímos a alguma falta de comunicação da nossa parte - porém, de tudo concluímos que podemos e VAMOS PERMANECER firmes e fortes, protegidos da sanha 'assassina' dos guerrilheiros virtuais do desgoverno, contando a verdade, tudo o que soubermos e o nosso amadorismo permitir, do muito de ruim, de nocivo, de pernicioso, que o atual desgoverno pratica, estimula, esconde e apoia.

Voltar ao Blog PRONTIDÃO seria pretender que nossos poucos leitores ficassem pulando de galho em galho - a manutenção da nossa 'linha editorial', que vem desde 2007, é eloquente e fiel aos fatos ao provar que nossos ideais permanecem firmes, estamos apenas mais fortes.

Vamos continuar com a denominação Blog PRONTIDÃO TOTAL, na URL que atualmente atende àquele Blog, mantendo nossa postura de apresentar sempre a VERDADE - verdade que representa os fatos (aliás, não podemos esquecer, verdade e fato são unos)e não a verdade conveniente (tática usada pela esquerda petralha).

Felizmente, temos dois leitores, afinal, escrevemos e vamos continuar escrevendo para dois leitores: "Ninguém" e "Todo Mundo".

Por favor, nos honre com sua visita, clicando aqui: Blog Prontidão Total ou em qualquer link disponível, em azul, neste texto

ou colando em seu navegador: http://brasil-ameoudeixe.blogspot.com.br/

ou Blog Prontidão Total

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sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Cômico para não dizer R...

FELIZ NATAL e PRÓSPERO 2008

21 dezembro 2007.
Estamos chegando ao final de mais um ano e apesar do meu inimigo, que também é o inimigo do Blog da União Nacional Republicana e de muitos que prestigiam o nosso Blog sendo também, com certeza, inimigo do Brasil, não ter sido derrotado, temos fé que tal objetivo não tarda - todos sabem que o inimigo citado é representado pelas esquerdas e pela nomenklatura petista e seus cúmplices, muitos deles homiziados na organização criminosa FORO DE SÃO PAULO.

Enquanto isso não ocorre, podemos, já que não somos de aço, relaxar um pouco e desviar nossa atenção para assuntos mais amenos - o (des)governo e toda a trupe petista diminuíram o ritmo de trabalho passando do quase parando para parada total e assim procedendo ficam impossibilitados de mais danos causarem ao nosso BRASIL. Com certeza o consumo de álcool, notadamente a 51 - uma das razões do empenho do "Nosso guia" em transformar terras de cultivo de alimentos em área para cultivo da caninha - aumentará - da condição de quase embriagado passarão ão status de embriaguez total.

Vou tirar alguns dias de férias - e para meus deslocamentos pensei no avião, mas o CAOS AÉREO está voltando com força total, decidi ir de carro e estimei o tempo da viagem no dobro que gastava no final do século passado (e lembrem que os carros de agora são bem melhores, mais potentes e mais seguros do que os daquela época) = fruto da eficiência petista. Ficarei pelo Goiás mesmo - felizmente uma fazendinha que possuo não foi alvo da sanha invasora dos facínoras do MST e espero, para o bem deles, que nunca seja.

Com a graça de DEUS o Blog voltará a postar no inicio de 2008, que espero seja bem melhor para todos os brasileiros - incluindo os inocentes úteis que são os bolsistas do apedeuta; tenho a esperança de que em 2008, 40 anos transcorridos desde 1968, a história se repita e seja colocado um freio na bagunça que as esquerdas estão fazendo ao nosso BRASIL.
Incluo também entre minhas esperanças a de que surja em 2008 um verdadeiro partido político em condições de enfrentar, em todos os campos, a esquerda nojenta e suas milícias.

FELIZ NATAL e PRÓSPERO 2008, são os sinceros votos que expresso em nome do Blog da UNIÃO NACIONAL REPUBLICANA.

Que
DEUS CUIDE DO BRASIL

Embustes e embustes

CPMF e outros embustes

Produzido pelo Ternuma Regional Brasília
Por Paulo Carvalho Espíndola, Cel Reformado

Sejamos honestos: isso não foi característica de um só governo, pois Fernando Henrique Cardoso desmandou no Brasil durante oito anos, legando a Lula a “herança maldita”, que nada mais é senão a competência em extorquir, lograr e levar ao extremo a máxima de que se “a farinha é pouca, meu pirão primeiro”.

O governo Lula, aliás, esmerou-se no aprendizado do mestre, superando-o em gênero, número e grau.
Gênero, pela desavergonhada intenção de levar o país ao socialismo-petista-locupleratório, muito diferente daquele propugnado por uma social-democracia fajuta de um fernandohenriquismo hipócrita e corrupto (coisas absolutamente iguais, porém mascaradas por discursos absolutamente demagógicos).
Número, porque os desmandos do governo atual extrapolaram o limite do suportável para cidadãos, os quais, ao contrário do supremo mandatário, sabem ler, escrever e interpretar o que lêem e vêem (só não sabem votar).
Grau, já que a roubalheira alcançou níveis nunca dantes conhecidos, tornando a todos nós conluiados com tanta patifaria, pela omissão e consentido silêncio.



Vimos, na última semana, o embate no Senado da votação da famigerada CPMF. Lula, um mês antes, diariamente, nos noticiários vociferava contra os opositores dessa “contribuição”, Dizia ele que os contrários, todos eles, eram agentes da sonegação e que desejavam levar o Brasil à ingovernabilidade. Sua verve de prestidigitador apontava para o caos da economia brasileira, caso o Senado cassasse o tributo do qual foi severo crítico quando Fernando Henrique o pariu. Mudando o discurso, em defesa dessa excrescência, Lula definiu-se como um versátil, ungido pela “metamorfose ambulante” de alguém, que, embora não fosse um grande exemplo de cidadão, era letrado e não confundia a perda do juízo com a extração do ”dente do cisne”. Lula ameaçou, mentiu e acusou a oposição de tentar sepultar os seus programas sociais, notadamente a bolsa-família.


Incluo-me entre os contrários, conquanto eu não seja sonegador. Lembro a Lula que ele não paga imposto de renda sobre os seus ganhos de “perseguido político” e, dizem as más línguas, também não desconta CPMF sobre essa pensão. Pagam-na, todos os brasileiros, até os bolsistas dos programas sociais, pois em tudo o que se compra neste país o desditoso tributo está embutido.

O Senado, entretanto, sepultou a CPMF. Vi, até alta madrugada, os debates da sessão senatorial. Com engulhos, fui testemunha da lamentável posição de um parlamentar, a quem considerava um homem sério, além de um notável tribuno. O senador Pedro Simon, não sei por quais propósitos, tentou levar para o dia seguinte a votação, em um eloqüente discurso no qual concitava os seus pares a refletir sobre “importante e honesto” documento assinado por Lula e dirigido ao Senado. Ocorre que se tratava de duas páginas em que o governo comprometia-se a empregar todos os recursos da CPMF na Saúde. Meras duas páginas que pretendiam mudar todo um cenário. Duas páginas que mudavam tudo e desmascaravam o cinismo da retórica da ingovernabilidade.

Pedro Simon, desonrando um passado do qual se orgulhava, foi instrumento de manobra de uma farsa, do que Artur Virgílio, intrépido representante das hostes fernandohenriquistas, prontamente, se insurgiu, levando à lona o velho tribuno.
Lamentável é que Artur Virgílio, dois dias após o massacre, declarou que seu partido via com bons olhos a reedição de um novo projeto de CPMF.


Guido Mantega, “notável” ministro da Fazenda, prontamente resolveu trabalhar, abrindo a sua caixinha de maldades para o povo brasileiro. Passou-lhe pela prodigiosa cabeça aumentar a carga tributária, cancelar os acordos de aumentos salariais ao funcionalismo público e a deixar mal um travesti de homem de farda, que jurou reaparelhar as Forças Armadas e a reajustar os vencimentos dos combalidos militares.

Lula não deixou para depois. Rapidamente, no seu discurso de camelô, declarou que o mundo não se acabara. Disse que não é irresponsável e que não admite mais carga aos bolsos dos brasileiros. Afinal, o fim da CPMF não era o fim do mundo?

Tudo isso me leva à certeza de que essa malfadada “contribuição” servia para tudo: desde o financiamento das bolsas esmolas eleitoreiras, passando pelo patrocínio da sem-vergonhice dos sem-terra, até os mensalões e outras falcatruas de que Lula não sabe ou não viu. Por que o governo, no último ato da votação do Senado, prometeu investir todos os recursos de uma CPMF na Saúde, coisa que nunca foi feita, apesar de que foi criada para isso por um FHC, o criador, que, como Lula, jamais se importou com a higidez do povo brasileiro. É só ver quantos patrícios há muito tempo morrem em macas de corredores de hospitais públicos sem médicos, sem enfermeiros e sem medicamentos.

Lula, enquanto isso, foi visitar a Venezuela e a Bolívia.
Após mesuras com o ditador Hugo Chávez, o “presidente” brasileiro aconselhou o aprendiz de ditador, Evo Morález, a ter calma, ante a desordem institucional que ameaça incendiar a nação boliviana. Lula, para compensar, prometeu a Morález investir dois bilhões de dólares, no prazo de um ano na Bolívia.
Disse-me alguém que Hugo Chávez teria dito a Lula, diante da recente invasão das “poderosas” forças bolivianas às refinarias da Petrobras no solo desse país: Companheiro: calla te, Bolívia es mia protegida. Assim, o Brasil curvou-se ao boliviarinismo...


Pelo visto, a CPMF não faz falta ao Brasil ou isso é a mais nova e descarada balela desse governo sem rumo. Dois bilhões anuais para a saúde fariam um grande efeito, com ou sem essa coisa que chamam de contribuição.

Vale mais para Lula contribuir para a “causa” da socialização. Ele, consciente ou não, cria a cobra que há de morder-lhe o pescoço, levando a todos nós a um conflito indesejado.

Ficamos na espera de que Papai Noel nos traga paciência e expectativa para uma mudança nisso tudo. Aos venezuelanos, a reação diante da voracidade de um tirano. Aos bolivianos, a esperança de que esse país vença as adversidades e permaneça íntegro, curando as feridas provocadas por um irresponsável cocaleiro.

De tudo, ainda crédulo, associo-me a Lula, quando ele diz que temos de ter paciência.

Só que a nossa, parece-nos, não é a dele.

Nós temos compromisso com o Brasil e não somos afeitos a socialismos de qualquer ordem, ao passo que ele ainda acredita em papais noéis bolivarianos...

E Lula ainda diz que a CPMF é essencial

7 Bilhões para faculdades devedoras - forma do (des)governo Lula comprar a adesão de faculdades ao PROUNI.

Uma canetada do chefão Lula da Silva produziu mais um benefício para sonegadores oficiais de R$ 7 bilhões em impostos no setor educacional. Pelo menos 880 faculdades serão beneficiadas com as recém-baixadas regras para um novo parcelamento de dívidas, impostos atrasados e contribuições não pagas ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A principal exigência para que instituições se beneficiem das facilidades fiscais é a adesão ao Prouni. O Programa Universidade para Todos é o carro-chefe da propaganda estatal na área de educação superior.

A faculdade devedora que aderir ao Prouni terá a possibilidade de parcelar os débitos em até dez anos, com um valor mínimo de R$ 200 a ser pago até o último dia útil de cada mês. O financiamento é reajustado pela taxa Selic, atualmente em 11,25% ao ano. Os votos dos jovens são mais importantes que o rigor fiscal do atual desgoverno. Uma semana depois de reclamar sobre o fim da CPMF, o Ministério da Fazenda vai beneficiar instituições privadas de ensino superior com débitos vencidos até 31 de dezembro do ano passado.

A instituição que aderir ao Prouni fica isenta do Imposto de Renda, CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), PIS (Programa de Integração Social) e Cofins (Contribuição para o Programa de Integração Social). As faculdades devem oferecer 10% de sua receita em vagas para o programa. As instituições sem fins lucrativos devem oferecer 20% de suas vagas para o Prouni – que é um projeto do governo federal com o bondoso objetivo de reservar vagas em instituições privadas de ensino superior para alunos de baixa renda.

Para ter direito à bolsa integral, a renda per capita familiar (por pessoa da família) do estudante não poderá ser superior a 1,5 salário mínimo (R$ 390). Já a bolsa-parcial poderá ser concedida para estudantes com renda per capita familiar de até três salários mínimos (R$ 780). Além disso, o aluno deve ter cursado todos os anos do ensino médio em escolas públicas ou, ainda, em escolas particulares, mas com bolsas integrais. Os professores da rede pública que desejem cursar licenciatura ou pedagogia também são beneficiados pelo Prouni.

Encalacrados

Enquanto as faculdades mau pagadoras de impostos se beneficiam da generosidade do governo, milhares de estudantes estão encalacrados com o pagamento dos créditos educativos oferecidos por empresas particulares, por intermédio das universidades pagas.

Ampliado deste o primeiro desgoverno Lula, em 2003, o crédito educativo é apenas uma forma de garantir às universidades pagas o preenchimento de vagas financiadas parcialmente por estas empresas que recebem do estudante as mensalidades devidas acrescidas de juros ao final do curso.

Indispensável para o chefão

A Presidência da República reservou cerca de R$ 38 mil para comprar 430 taças em cristal para água, vinho e licor.
A ONG Contas Abertas in forma que o material é de primeira qualidade.
Claro: com um profissional do copo no comando dos trabalhos, não poderia ser diferente.

Mensalão legal

Os publicitários que trabalharam em campanhas de Lula ou com administrações do PT abocanharam pelo menos R$ 983 milhões em verbas publicitárias da Esplanada dos Ministérios e da Petrobras desde a posse do presidente.

O valor representa quase a metade (49,1%) de tudo o que foi gasto por todos os ministérios e a Presidência no período 2004-2007 e pela estatal no período 2003-2007, num total de R$ 2 bilhões.

Em média, as agências ficam com 14% do bolo publicitário, e o restante vai para meios de comunicação, gráficas, produtoras de vídeo e outras empresas terceirizadas voltadas para produção e divulgação das peças.

Ricos e famosos

Três marqueteiros que atuaram em campanhas de Lula estão ligados a agências que receberam R$ 920 milhões desde 2003.

São eles: Duda Mendonça, Paulo de Tarso, da agência Matisse, e Eduardo Godoy, ex-secretário de Comunicação do governador Zeca do PT (MS) entre 1999 e 2000 e presidente da Quê Comunicação.

Calcula-se que as agências deles tenham obtido um faturamento de R$ 137 milhões na Era Lula.

Alopração

A agência presidida por Godoy obteve R$ 339 milhões da Petrobras e cerca de R$ 15 milhões da estatal BR Distribuidora.

Godoy trabalhou na campanha de Lula de 1998 e na de Marta Suplicy (PT) ao governo de São Paulo no mesmo ano.

No ano passado, seu nome apareceu no noticiário durante as investigações sobre os aloprados -assessores da campanha de Lula à reeleição envolvidos numa tentativa de compra de um dossiê contra tucanos.

Comunismo = ateísmo

(qualquer comunista, esquerdista, pode fingir - quando conveniente a interesses sempre sujos - acreditar em DEUS, mas a filosofia comunista, esquerdista, pressupõe o domínio da matéria e o ateísmo como pontos fundamentais).

Lula: “Se o Estado ceder, acaba”

Presidente cobra juízo de Cappio, lembrando que “só Deus pode tirar a vida” e afirma: “Entre a greve de fome e os 12 milhões de nordestinos que serão beneficiados pelo projeto, fico com a população”

Um dia depois de o Supremo Tribunal Federal liberar as obras de transposição do Rio São Francisco e de o bispo de Barra (BA), Luiz Flávio Cappio, ser internado por inanição em função da greve de fome que vinha fazendo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avisou que o projeto não será paralisado. Durante café-da-manhã com jornalistas, Lula disse que não há hipótese de o governo se curvar às exigências do religioso, que liderou protestos contra as obras no Velho Chico fazendo jejum durante 23 dias. “Se o Estado ceder, o Estado acaba”, afirmou.

Lula cobrou “juízo” do bispo, lembrando que ele mesmo abandonou uma greve de fome nos anos 1980, quando estava preso, depois de ser alertado pela Igreja Católica de que só Deus tem poder para dar e tirar a vida. “Espero que a Igreja diga para ele o que disse para mim e que ele cumpra os preceitos cristãos. Espero que ele tenha juízo. A igreja não se envolve em questões técnicas”, afirmou.

Ignorância
O presidente sugeriu que a resistência à transposição decorre da falta de conhecimento das agruras provocadas pela seca. “Entre a greve de fome e os 12 milhões de nordestinos que serão beneficiados pelo projeto, fico com a população”, afirmou. “Só quem carrega lata d’água na cabeça e viu sua cabrinha morrer, sabe o que é o problema da seca. Vamos acabar com a indústria do caminhão-pipa.”

Ontem, o Ministério da Integração Nacional publicou no Diário Oficial da União o resultado da concorrência para execução das obras do Lote 1 do projeto de integração do São Francisco com as bacias do Nordeste setentrional. O Consórcio Águas do São Franscisco, formado pelas empresas Carioca S.A., Paulista e Serveng, saiu vitorioso e vai tocar as obras de instalação, montagem, testes e comissionamento dos equipamentos mecânicos e elétricos. O custo total é estimado em R$ 238,8 milhões. Serão beneficiados nessa etapa municípios localizados nos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. O contrato será assinado nos próximos dias.

Supremo cria polêmica

Alana Rizzo
Do Estado de Minas

Acompanhada de perto por juristas, a liberação das obras de transposição do Rio São Francisco pelo Supremo Tribunal Federal (STF) provocou polêmica entre os magistrados. Ex-ministro do STF, Carlos Velloso acredita que a decisão favorável à proposta não levou em conta o bem maior previsto na Constituição. “O que estava em jogo era a vida do dom Luiz Flávio Cappio”, afirmou.

Velloso se aposentou no ano passado depois de completar 70 anos, mas disse que, se ainda estivesse no Supremo, teria votado a favor do pedido de paralisação das obras do procurador-geral da República, Antônio Fernando Souza. “E se amanhã chegassem a conclusão de que as obras atentam contra o meio ambiente? A questão já estaria prejudicada, além dos gastos imensos com o projeto”, comentou, citando o princípio da irreversibilidade.

Presidente da Comissão de Direito Ambiental da Ordem dos Advogados (OAB-MG), Mário Werneck criticou a decisão. “Faltou sensibilidade aos ministros do STF que não souberam avaliar o estrago que essa transposição irá provocar”, disse. Para ele, a decisão não contempla itens importantes para o projeto, como a questão das terras indígenas e propostas hidrosanitárias.


NÃO SE DEVE NEGOCIAR COM TERRORISTAS E CEDER, JAMAIS

(lembrente aos esquecidos: as FARCs integram o FORO DE SÃO PAULO, organização que tem entre seus fundadores o senhor Lula e outros esquerdistas, comunistas e ditadores na América)


Farc exigem renúncia de URIBE


Comandante da guerrilha diz que permanência de Álvaro Uribe na Presidência impede a libertação das 46 pessoas mantidas em cativeiro. Francês Nicolas Sarkozy discute o impasse com o papa Bento XVI

O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, foi colocado contra a parede ontem, depois da divulgação de declarações do comandante guerrilheiro Raúl Reyes, número dois da Forças Revolucionárias da Colômbia (Farc). Em entrevista publicada pela agência de notícias Anncol, Reyes garante que libertaria 46 reféns em poder da guerrilha se “Uribe e todo seu gabinete” renunciasse imediatamente. Segundo o líder rebelde, “os governos e povos que apóiam o acordo humanitário e a paz na Colômbia seriam então novamente respeitados, e seus esforços reconhecidos”. Ele também denunciou “a obstrução obstinada” do presidente colombiano a qualquer acordo de libertação dos reféns, em referência à resistência do governo em aceitar o estabelecimento de uma zona desmilitarizada para o diálogo de paz.

Apesar de pedir a renúncia do atual governo, Reyes não menciona a convocação de novas eleições ou exige a libertação de centenas de guerrilheiros detidos por Bogotá. A acusação contra Uribe surgiu dois dias depois de a guerrilha anunciar a libertação de três reféns: a ex-parlamentar Consuelo González, a ex-assessora de campanha de Ingrid Betancourt, Clara Rojas, e seu filho Emanuel, nascido em cativeiro. Segundo o jornal El Nacional, de Caracas, Rodrigo Granda — considerado o chanceler das Farc — seria a pessoa designada pelo grupo para acompanhar os reféns. Citando fontes do governo, a revista colombiana Cambio revelou que é frágil o estado de saúde das duas mulheres. “Clara Rojas sofre de uma forte depressão, e Consuelo de hipertensão”, enfermidade que já tinha e que não pôde controlar no cativeiro.

Vários jornais da Venezuela informaram que Betancourt poderia estar na capital venezuelana desde o último fim de semana, sendo tratada de problemas de saúde. O governo Uribe não se pronunciou sobre a exigência das Farc, voltando suas atenções para a denúncia da senadora Piedad Córdoba, de que teria sido ameaçada de morte por um graduado funcionário. O ministro da Defesa, Juan Manuel Santos, afirmou que processará a parlamentar, que teria se referido a ele em conversas privadas. “É uma acusação canalha”, disse Santos, depois de uma longa reunião com Uribe. O ministro exigiu que Córdoba revele o nome da pessoa que supostamente a ameaçou.

A senadora contou à rádio Caracol que alertou sua família sobre as ameaças, identificando seu possível executor. Ela comentou ainda que os familiares dos reféns serão informados assim que a libertação ocorrer e pediu cuidado para a operação não fracassar. Em Washington, Córdoba se comprometeu com parlamentares democratas a seguir trabalhando para alcançar a libertação dos três norte-americanos seqüestrados pelas Farc. No âmbito das gestões para promover internacionalmente o acordo humanitário, a senadora criticou Uribe por ter afastado o presidente venezuelano, Hugo Chávez, das gestões. “Se não tivesse sido interrompida a mediação, neste momento estaríamos trabalhando na logística para a entrega de um grupo significativo de seqüestrados”, observou, estimando em 20 esse número.

Sarkozy
A questão dos reféns na Colômbia foi o tema principal do encontro entre o papa Bento XVI e o presidente francês, Nicolas Sarkozy. Depois da reunião de aproximadamente 25 minutos, Sarkozy disse ter ficado pessoalmente “sensibilizado” com sua primeira audiência no Vaticano desde que assumiu o poder, em maio. Em Paris, uma tela gigante de 40 m² foi instalada em frente à Assembléia Nacional francesa, com um anúncio de apoio a Betancourt e aos reféns das Farc. Mélanie e Fabrice Delloye, filha e ex-marido da franco-colombiana, estiveram presentes à inauguração, junto ao presidente da Assembléia, Bernard Accoyer, e vários parlamentares. O anúncio dura 20 segundos e será divulgado até 26 de dezembro, das 8h à meia-noite. Nele, pode-se ver duas seqüências de Betancourt, uma discutindo com dirigentes das Farc em fevereiro de 2002, nove dias antes de seu seqüestro, e outra cinco anos mais tarde, já como refém.

Na Colômbia, as famílias dos três reféns que serão libertados vivem a expectativa. Em Pitalito, uma cidade do departamento de Huila (sul), de onde vem a ex-congressista Consuelo, a família começou a preparar seu quarto. Patricia Perdomo, filha da refém, disse que o anúncio da libertação foi um bálsamo. Clara González, além de reencontrar a filha Clara Rojas, conhecerá o neto. “Agradeço a Deus por isso que está acontecendo”, afirmou.

O GENÉRICO JOBIM ANDA TÃO CALADO

JANTAR DOS MINISTROS
Esposas de militares protestam no Alvorada

O jantar de confraternização oferecido ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos seus ministros foi marcado por um protesto da União Nacional de Esposas de Militares das Forças Armadas (Unemfa), que estenderam faixas à frente do Palácio do Alvorada e gritavam pelo aumento prometido pelo Ministério da Defesa, que teria sido cancelado em função da extinção da CPMF.

A presidente da instituição, Ivone Luzardo, entrou na frente da carro do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Dulci, quando ele se aproximava do portão principal do palácio. Pouco depois, o gesto foi imitado por outras mulheres, sempre que chegava uma autoridade.

Cerca de 30 ministros, comandantes militares, assessores próximos e o procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza estiveram no jantar. O primeiro a chegar foi Geddel Vieira Lima, da Integração Nacional. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, chegou por volta das 20h30m, mas as mulheres do militares não perceberam, apesar de escoltado por um carro com segurança.

Pouco depois, por causa do protesto que continuava, as autoridades que chegavam entravam por outro portão, onde o número de agentes foi reforçado pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência


Acreditem no Lula

“Pobreza de espírito”
Lula volta ao ataque

Bastou o Senado aprovar na quarta-feira a prorrogação da Desvinculação das Receitas da União (DRU), que permite ao governo gastar livremente 20% da arrecadação, para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva retomar as críticas à oposição pela rejeição da proposta de renovação da CPMF. Em café-da-manhã com jornalistas, realizado ontem no segundo andar do Palácio do Planalto, Lula declarou que senadores derrubaram o imposto do cheque em tentativa de prejudicar seu governo e tirar dele força para eleger o sucessor.

Deixado de lado no início da semana, durante as negociações com PSDB e DEM, o estilo agressivo reapareceu ontem momentos antes de os presidentes do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), e da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), promulgarem a emenda da DRU. “Alguns acharam que o presidente ia ficar muito forte e fazer o sucessor em 2010. Acho isso uma pobreza de espírito. Me dá pena.” O presidente chegou às 9h30 para o desjejum jornalístico, acompanhado do ministro de Comunicação Social, Franklin Martins.

Em cerca de uma hora e meia de conversa, esbanjou otimismo. Apostou, por exemplo, que a economia brasileira crescerá pelo menos 5% neste ano. Para 2008, previu até 6,5%, numa escalada que não seria interrompida até 2010. Como de costume, o presidente citou dados para amparar o discurso. Caso da criação de dois milhões de empregos com carteira assinada em 2007. “Aqueles que torceram para que o país desse errado estão amargando agora o dissabor de as coisas estarem acontecendo.”

Lula garantiu não estar “nervoso” com o fim da CPMF, fonte de uma receita anual estimada em R$ 40 bilhões. Afirmou ter “ojeriza” a pacotes e recusou responder se haverá aumento de tributos no próximo ano. Segundo o presidente, o único motivo de preocupação hoje é a turbulência no mercado financeiro internacional, devido à crise no setor imobiliário dos Estados Unidos. Por isso, escalou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, para acompanhar diariamente o caso.

Lula não quer ser surpreendido por notícias negativas. Torce para que os prejuízos econômicos não cheguem ao Brasil. Mantega, por sinal, foi agraciado ontem pela primeira vez com uma manifestação pública de apoio do presidente desde a queda da CPMF. “Ele fica. O Mantega é um companheiro de mais de 30 anos, da mais alta competência, qualificação e credibilidade.” Titular da Cultura, Gilberto Gil também foi afagado. Não à toa. Em jantar que entrou pela madrugada de ontem, o presidente acertou a permanência do ministro na equipe.

“Piripaque”
Lula arrancou gargalhadas ao lembrar do desmaio do ministro da Justiça, Tarso Genro, durante solenidade na Bolívia. “Achei que ele tivesse morrido. Eu mesmo dormi com a porta aberta e a luz acesa naquela noite”, declarou, reconhecendo o medo de ter um “piripaque”. O presidente tomou duas xícaras de café expresso e fumou uma cigarrilha durante o encontro. Em tom de brincadeira, afirmou que os festejos de fim de ano tornarão inútil o regime realizado ao longo do ano.

Reclamou ainda do fato de presidente não ter direito a férias. Nada que o impeça de planejar uma folga de quatro dias em janeiro. O paradeiro é mantido em segredo. Após revisitar fracassos e sucessos, Lula se disse feliz. “O meu grande sonho, ao deixar a Presidência em 2010, é que o Brasil esteja infinitamente melhor do que o país que herdei.”


Análise da Notícia
Trégua teve vida curta

Guitavo Krieger
Da equipe do Correio

Como era de se esperar, não durou muito a trégua verbal entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a oposição. O presidente andava comportado porque precisava da boa vontade dos líderes oposicionistas para aprovar a emenda constitucional que preserva a DRU (Desvinculação das Receitas da União) até 2011. Um dia depois da votação, voltou ao ataque ao falar na “pobreza de espírito” dos adversários.

As declarações de Lula no café-da-manhã com os jornalistas são importantes pelo que revelam abertamente e pelo que não conseguem esconder. O presidente jura que não “perdeu nem meio minuto” de sono depois que o Senado rejeitou a CPMF e privou seu governo de uma arrecadação de R$ 40 bilhões. Mas deixa claro não ter perdoado os adversários que lhe impuseram essa derrota. Negou que vá lançar “pacotes econômicos em dezembro”, mas admitiu “medidas administrativas emergenciais em janeiro”. A entrevista mostra que Lula está recolhido, pensando nos próximos movimentos. Mas não recomenda-se acreditar em suas juras de moderação.

Da mesma forma, é bom ficar de pé atrás sobre outras promessas, como a manutenção de ministros e a de tirar das gavetas as reformas política e tributária. A cada vez que um político faz seu balanço de final de ano e coloca seus planos para o futuro, as duas aparecem como prioridade. E nunca saem do papel.



Melancólico

É o termo mais adequado para definir o final da greve do bispo DOM LUIZ CAPPIO.
Concordo com a decisão do mesmo. Seria inútil continuar com a greve, que diante dos interesses mesquinhos do governo (?) Lula, estava sendo apenas um gesto quixotesco.
O (des)governo Lula precisa desesperadamente de obras e quanto mais vultosas melhores - teremos eleições em 2008.
O mais triste é que com o PAC emPACado e sem chances de desemPACar - por incomPeTência, corrupção, leniência - a obra de transposição (inútil, absurdamente desnecessária) só poderá ter dois desfechos:

a) SER CONCLUÍDA (o mais improvável em face da elevada demanda de recursos e até mesmo da falta de necessidade que será um desestímulo sempre presente a incentivar adiamentos) e se revelar inútil aos milhões de pessoas que necessitam de água, que vivem na miséria [miséria que não interessa ao (des)governo acabar, já que são os miseráveis um 'banco de votos', um 'banco de renda' e o único beneficiado com a improvável conclusão da transposição é o agronegócio;

b) NÃO SER CONCLUÍDA (neste aspecto o senhor Lula não poderá dizer o seu bordão 'NUNCA, NINGUÉM, JAMAIS na história deste páis', pois é habitual obras inconclusas) e ser ativada nos primeiros meses de 2008 [ano eleitoral, dinheiro se faz necessário e a trupe petista já tem experiência, técnica e alopramento na sangria dos cofres públicos = tivemos o MENSALÃO, a TAPA BURACOS e outras falcatruas do gênero]gerar recursos, é suspensa por 'falta de recursos' e em 2010 - novo ano eleitoral - se reinicia.
FÁCIL, estamos no BRASIL, país que elegeu Lula.
Estamos na América do Sul, continente com países que elegeram um ChaveS, um Morales, um Correa, uma Kirchner, um Lula. TODOS OS ABSURDOS COM OS RECURSOS PÚBLICOS SÃO POSSÍVEIS e 'NORMAIS'.

Quem mandou acreditar?

Governo prioriza cortes, mas pode elevar tributos

Na contramão do compromisso que assumira com a oposição no Senado, o governo ainda não excluiu de seus planos a hipótese de elevar as alíquotas de tributos para compensar a perda da CPMF. Por ordem de Lula, passou a dar prioridade aos cortes de despesas. Mas o aumento de impostos continua sobre a mesa.

Há mais: nos subterrâneos, Guido Mantega faz restrições à ação de Romero Jucá e vice-versa. O ministro da Fazenda queixa-se do acordo que Jucá celebrou com PSDB e DEM. O líder de Lula no Senado acha que Mantega fala demais e acaba por causar embaraços para o próprio governo.

Lula informou à sua equipe econômica que deseja voltar a discutir as medidas que vão compensar a extinção do imposto do cheque em meados de janeiro. Embora ainda não haja decisão a respeito, o presidente cogita tirar alguns dias de folga no início do próximo ano. De resto, Lula quer que Guido Mantega e o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) aprofundem os dados que lhe apresentaram no início da semana, ainda sob os efeitos da derrota no Senado.

Para reaver os R$ 40 bilhões que o Senado enterrou, Mantega e Bernardo propuseram a Lula a seguinte formula: R$ 18 bilhões em cortes de despesas; R$ 12 bilhões em elevações de alíquotas de tributos; e R$ 10 bilhões em coleta excesso de arrecadação de impostos que deve ser gerado pelo crescimento da economia.

Lula pediu: 1) revisão dos cortes, para tentar produzir uma economia maior do que os R$ 18 bilhões previstos inicialmente; 2) aprofundamento da previsão de arrecadação do fisco à luz das perspectivas de evolução do PIB.

O problema é que a equipe econômica parece convencida de que a mexida nos impostos é inevitável. Avalia-se que não há muita margem de manobra para alterar os números já expostos ao presidente.

Se dependesse exclusivamente da vontade de Mantega, o governo anunciaria nos primeiros dias de janeiro um aumento da mordida do IOF, do IPI e, talvez, da CSLL. Daí, em parte, as ressalvas do ministro ao acordo celebrado com a oposição por Romero Jucá.

"Nós concordamos em aprovar a DRU [Desvinculação das Receitas da União] porque houve um acordo", lembra José Agripino Maia (RN), líder do DEM. "O governo nos deu a sua palavra, pela voz de Romero Jucá, de que não haverá aumento da carga tributária. Se vierem com a conversa de aumento de IOF, de IPI ou de qualquer outro imposto, a guerra estará declarada".

Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB, vai no mesmo diapasão: "Nenhuma força nos levará a aumentar a carga tributária neste país. A vitória contra a CPMF não foi vitória individual de quem quer que seja, ou coletiva de partidos quaisquer. Foi vitória do contribuinte brasileiro".

Por ora, há dois governos em Brasília.
Há o governo que, pela voz de Romero Jucá, pactuou com os partidos de oposição a negociação, a partir de fevereiro, de cortes de gastos públicos e da busca de fontes de recursos para a saúde. E há o governo da Esplanada dos ministérios, que continua ruminando a idéia de elevar tributos. Em algum momento Lula terá de dizer de que lado, afinal, está. (vai chegar o momento em que o "Nosso guia" vai ser forçado a parar com a metamorfose)

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Lula quebra acordo com a Oposição sobre a DRU

Não foi necessário sequer o tempo de 24 horas para o senhor Lula 'escorregar' e soltar o primeiro 'balão de ensaio' sobre sua intenção de não honrar o acordo que fez com a Oposição - ONTEM, 19 dez - para aprovar a DRU - que reforçará os cofres do executivo federal com algo em torno de 90 BILHÕES.
Em linhas gerais no acordo o (des)governo se comprometeu a não adotar nenhuma medida que implicasse em aumento de impostos para compensar o SUPOSTO deficit com a rejeição da CPMF e que o assunto seria estudado até fevereiro buscando alternativas de compensar a ALEGADA queda de arrecadação.
Acreditem, embora seja dificil, mas hoje - 20 dez - o senhor Lula em conversa com a imprensa já admitiu a possibilidade de aumento de impostos antes da data acordada.
Ou a Oposição alterna períodos de dignidade e sabedoria - o que ocorreu quando rejeitou a MP que criava o ministério dos aloprados (que o senhor Lula, desrespeitando decisão soberana do Poder Legislativo, recriou por Decreto) e semana passada quando rejeitou a CPMF - com períodos de subserviência e burrice quando faz acordo nos moldes do que fez para aprovar a CPMF.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Notícia vencida

A notícia abaixo, infelizmente e graças a falta de descotino da Oposição, perdeu o sentido. A DRU foi aprovada e a Oposição abriu mão da chance única de dar mais mais um soco no (des)governo e o mais absurdo é que votaram na DRU por acreditar que o governo (?)Lula vai honrar a palavra empenhada.

Aguardem o inicio de 2008 e verão que os compromissos assumidos pelo atual governo mudam já que seguem o exemplo do "estadista-mor" que declarou em alto e bom tom ser METAMORFOSE AMBULANTE.


A DRU TEM QUE SER DERRUBADA

A Oposição tem agido, desde o episódio da rejeição da CPMF, de forma corajosa, digna. Deu uma pequena escorregada quando aprovou, mesmo que apenas em primeiro turno, a DRU.

Faltou aos líderes da Oposição, especialmente ao senador Arthur Virgilio, a percepção de que o governo do senhor Lula é inimigo do Brasil e deve ser derrotado por todos os meios.

E só com um ataque cerrado e implacável é que conseguiremos extirpar do mundo político o Apedeuta e todos os 'companheiros".

Nesta batalha não pode ser esquecido que a abundância de recursos públicos, que a DRU propicia, possibilita desvio de recursos públicos em prol da prorrogação do terceiro mandato do "Nosso guia".

Metamorfose esquecida

O Fim da Metamorfose

Temos, ainda, viva, na memória, a decisão imprudente e desastrosa da Oposição de tirar Severino Cavalcante da Presidência da Câmara dos Deputados, sem ter a certeza de poder eleger-lhe o sucessor, o que colocou aquele cargo no colo de Aldo Rebelo, e ajudou a salvar o Governo da crise em que se havia metido, por falta de caráter de seus próprios membros e de filiados aos partidos que o apóiam.

Desta vez, porém, ela agiu com rara competência em todo o processo que culminou na sessão de julgamento da PEC que prorrogaria a CPMF.

Diante da derrota iminente, o Presidente ainda "quis salvar o doente na hora do enterro", como muito bem disse o Professor de Ética e Filosofia da Unicamp, Roberto Romano (O Globo, 14/12/2007, 2ª edição, página 9).

Conforme era de se esperar, fracassou.

– As mentiras do Governo

Incapazes de lidar com a perda, os integrantes do Governo, muitos dos quais foram terroristas armados ou simpatizantes destes no passado, agora, dedicam-se à prática do terrorismo verbal.

Acusam a Oposição de cortar quarenta bilhões de reais do Orçamento da União. Como se poderiam cortar esses recursos, se, simplesmente, não existiam?! Por imperativo constitucional, a CPMF termina no dia 31 de dezembro próximo. Os governistas é que pretendiam modificar a Constituição, para angariar mais fundos. Se contaram , como diz a sabedoria popular, "com o ovo antes de ser posto", mais uma vez, foram eles os irresponsáveis.

E, ao contrário do que propalam, a destinação do tributo não seria a Saúde ou os programas sociais, senão financiar os seus projetos de perpetuação no poder, por meio de um golpe de Estado pela via da reeleição indefinida.

Somente um ingênuo não perceberia que o desespero com que o Presidente e os seus defenderam a aprovação dessa PEC reside em que a CPMF os ajudaria a tirar o passaporte para o terceiro mandato. Boa parte dos quarenta bilhões (dizem que eram muitos mais) seria desviada para o caixa partidário, e o restante serviria para comprar o voto dos eleitores carentespor meio de programas assistencialistas – e a consciência de congressistas corruptos – mediante a liberação de emendas parlamentares, a distribuição de cargos, ou mesmo, o pagamento de mensalões. Esse foi sempre o "modus operandi" em situações semelhantes anteriores

Dizem que "a derrota não foi do Governo", que "a vitória da Oposição foi contra o povo". A Oposição fez o que deveria. Desde quando rejeitar emenda constitucional lesiva aos interesses da sociedade é derrotar o povo? Somente na visão desse Governo tão incompetente quanto arrogante, maniqueísta, excludente e sectário, que confunde os seus interesses com os dos sofridos brasileiros, cada vez mais, massacrados pelos agentes governamentais.

Também não são os sonegadores os únicos vitoriosos, como gritam as vozes oficiais. Estes sempre estiveram a salvo, desde que fossem partidários do Governo ou contribuíssem com "recursos não-contabilizados" para o caixa dos partidos aliados. Se assim não fosse, os desvios de dinheiro público feitos por intermédio do Banco Rural teriam sido descobertos antes, e não teriam ficado impunes, até agora. A cobrança da CPMF estava em toda a sua plenitude naquela época, e a Delegacia da Receita Federal, como o Presidente da República, nada viu, nada fez.

Outro recurso usado para impor à Nação as medidas de interesse do Governo é a manipulação das pesquisas de opinião. Como elas já estão muito inflacionadas, não seria possível, simplesmente, aumentar os índices de aceitação. Caso o fizessem, a estas alturas, já teriam elevado a aprovação dos eleitores a algumas centenas por cento. Vejamos, então, como é feita a manobra. Quando os estrategistas governamentais prevêem que precisarão alegar o crescimento da popularidade do Presidente, um pouco antes, anunciam pequena queda, para, nas vésperas do momento crítico, retornarem ao patamar anterior. Assim, podem alardear o fato como crescimento, e usá-lo em defesa dos seus objetivos. Foi o que aconteceu agora, mais uma vez. Segundo pesquisa do IBOPE liberada recentemente, em junho, a avaliação do Governo como ótimo ou bom estava em 50%, em setembro, "caiu" para 48% e, agora, em dezembro, "subiu" para 51%. A imprensa divulgou o "crescimento" com grande alarido, e não faltou quem, referindo-se à defesa da prorrogação da CPMF, ridiculamente, perguntasse aos brados: "Como pode estar errado o Presidente, se a sua popularidade não pára de crescer ?". Ora, mesmo que os números fossem verdadeiros, no que não cremos, as variações estão, virtualmente, dentro da faixa de erro da pesquisa, indicando, apenas, estabilidade. Por que será que ninguém diz isso?

Mas a torpeza não termina aí. Cinicamente, procuram intrigar os diversos segmentos da sociedade com a Oposição, a ela transferindo a culpa pelos seus próprios desmandos, incompetências e ações hostis. Mentem descaradamente, espalhando que o corte da CPMF promoverá o caos no sistema de Saúde e impedirá o aumento dos Funcionários Públicos e dos Militares.

Nada mais falso. Nunca houve intenção de investir mais em saúde, caso contrário, mais dinheiro teria sido canalizado para esse setor, durante todos esses anos em que a CPMF esteve disponível, e os poucos recursos orçamentários não teriam sido, sistematicamente, contingenciados, levando o sistema ao estado de inoperância em que se encontra.

Sobre a referência a aumentos salariais dos Funcionários Públicos, trata-se de um grosseiro desrespeito a esses trabalhadores. Aumento, há décadas, essa categoria não recebe. Depois de anos sem qualquer atualização, os reajustes, sempre ridículos e insuficientes para repor as últimas perdas, somente saíram nas proximidades de eleições. Parece que esse Governo deletério já se esqueceu de foi ele mesmo que deu a seus Funcionários 0,01% de reajuste, meramente para cumprir a obrigação formal de fazê-lo (um escárnio imperdoável, que somente poderia vir de quem veio). Mas as vítimas, essas sim, lembram-se disso perfeitamente.

Quanto a nós militares, sabemos, muito bem, quem são os responsáveis por todas as nossas mazelas e quem são os que estão infelicitando a Pátria que juramos defender. É inútil, pois, tentar enganar-nos.

– Como se financia a ditadura lulista

As fontes de financiamento da subversão parecem ser inesgotáveis. A CPMF seria, apenas, uma gota d'água no oceano que abastece o Governo. O golpe de Estado em gestação para perpetuar a ditadura lulista conta, ainda, além do dinheiro público desviado pelos meios tradicionais, com os recursos da DRU, que a Oposição não conseguiu ou não quis estancar, e com a injeção dos petrodólares bolivarianos do caudilho venezuelano, que, cada vez com maior desenvoltura, interfere na nossa política interna, com a cumplicidade do Presidente da República e do Ministério das Relações Exteriores, ademais de vários outros integrantes do Poder Executivo. Se o bom senso prevalecer entre os oposicionistas, eles denunciarão energicamente os avanços chavistas e procurarão derrubar a DRU em segundo turno. É uma questão de sobrevivência.

– Quem ganhou e quem perdeu

Em linhas gerais, foi o Brasil que mais ganhou com o fim da CPMF, e o grande derrotado foi o próprio Presidente Luiz Inácio da Silva.

Mas uma verdade que não se pode negar é que quem também se saiu muito mal de todo esse processo foram alguns políticos que vinham conseguindo enganar os eleitores, apresentando-se como pessoas sérias, confiáveis e de grande respeitabilidade. Uma observação um pouco mais atenta lhes teria, porém, revelado a verdadeira face oculta.

O Senador Pedro Simon, que propôs o adiamento da sessão para que o Governo tivesse mais tempo para cooptar Senadores, apresentava-se tão desconfortável e soava tão artificial, que dava pena, na tentativa de "explicar a inexplicabilidade" da mudança do voto que anunciara publica e ostensivamente, poucos dias antes, para apoiar aqueles que, por duas vezes, o substituíram na Comissão de Justiça, com o fim de alterar a correlação de forças naquele colegiado. Um homem sério não mereceria prestar-se a esse papel. Mas o que esperar de quem elogia Che Guevara e condena uma reportagem em que se criticava o guerrilheiro terrorista?

O Senador Jefferson Péres, que aparentava estar inteiramente perdido e fora da realidade, quando procurava justificar voto favorável à CPMF, sob a alegação de que o Ministro Guido Mantega havia prometido redução gradual da alíquota de 0,38%, a partir de 2008, e adoção de um mecanismo para limitar os gastos correntes do Governo (sem mencionar valores ou dizer que mecanismo). Muito conveniente essa ingenuidade de quem parece não ter percebido que, como a experiência sugere, a palavra do Ministro não vale mais do que um tostão furado. Não é de se estranhar . O Senador já nos tinha dado prova do seu grande mimetismo político em palestra realizada no Clube de Aeronáutica, em 17 de maio deste ano.

O Senador Cristóvão Buarque, outro "ingênuo", que parecia querer mostrar uma inocência que não tem, ao fingir acreditar, mais uma vez, naquele que o demitiu pelos jornais. Não obstante, ele já apoiara o seu demissor no segundo turno das eleições presidenciais, em troca de "promessas" (também não cumpridas) relacionadas com a Educação, paradoxalmente, mesmo depois das críticas e denúncias arrasadoras que fizera no primeiro turno.

O prefeito José Serra (que, tudo indica, participou do conchavo de que resultou a carta presidencial e a atuação patética do Senador Pedro Simon) e o Governador Aécio Neves, que, juntamente com a Governadora Yeda Crusius, pressionaram os seus Senadores para que traíssem os compromissos assumidos e apoiassem o Governo em troca das promessas de que teriam mais recursos em seus Estados, para embalar os respectivos projetos políticos pessoais, mesmo tendo o seu partido, consoante a vontade da maior parte da sociedade brasileira, fechado questão contra a CPMF. Todavia, parece que os dois primeiros entendem muito bem de traição, pois, durante a última campanha eleitoral, era evidente o desconforto com que, tímida e tardiamente, "apoiaram" o seu correligionário, enquanto o eleitor atento via, claramente, que investiam na reeleição do adversário, cada um pensando, tão somente, em candidatar-se quatro anos depois.

Os grandes vitoriosos desse embate foram, mesmo, os bravos Senadores da Oposição e aqueles que a eles aderiram, assim como os políticos que os apoiaram. Todos resistiram aos mais violentos tipos de pressão, aí incluídas as sistemáticas tentativas de corrupção e de chantagem (para o Governo, negociar é, simplesmente, ameaçar ou comprar políticos), além dos apelos emocionais que sempre acontecem nesses casos. Cometerão o suicídio, contudo, se renunciarem ao aproveitamento do êxito para, timidamente, tratarem de compor-se com o Governo, esquecidos de seus compromissos com os eleitores, para lhe dar, amanhã, o que lhe tiraram ontem, em troca de "seja lá o que for".

– Benditas bengaladas

Às vésperas do julgamento do então Deputado José Dirceu, o Escritor Yves Hublet (*), encarnando a ira nacional, desferiu-lhe emblemáticas bengaladas. Isso foi suficiente para mudar o ânimo daqueles que fariam o julgamento político, levando à condenação do réu e poupando-nos do espetáculo grotesco em que se transformaram os outros processos.

A sessão que decidiu o destino da CPMF também foi precedida por uma bengalada metafórica de grande valor, a derrota do ditador venezuelano no referendo que convocara para decidir, entre outros absurdos, a sua reeleição ilimitada. Essa vitória mostrou que, mesmo em situações extremamente desfavoráveis, os oposicionistas podem reagir contra as ditaduras que procuram instalar-se em seus países, utilizando-se dos mais variados disfarces de democracia para enganar os tolos.

A oposição de lá reagiu, como pôde, aos avanços totalitários do tiranete local. O passo foi pequeno, mas de extraordinária importância simbólica.

A nossa, sequer, parece ter-se dado conta, claramente, da ditadura que se agiganta e nos sufoca, mas também já ensaiou um passinho, ainda que muito menor.

– O princípio do fim da metamorfose

Em meio a tudo isso, agride-nos todos os dias a caricatura de um Presidente da República que se diz uma metamorfose ambulante. E por que não uma metamorfose volante, já que não sai do Aerolula? Pessoalmente, achamos que metamorfose f alante lhe fica melhor, uma vez que Sua Excelência não deixa de dizer bobagens. Mas pouco importa se é ambulante, volante ou falante. O que o Brasil menos precisa neste momento é de uma metamorfose presidencial.

Até quando nós nos sujeitaremos a conviver com essa tragédia evitável?

Apesar da apatia generalizada que tomou conta dos brasileiros, a situação começa a reverter-se.

Dissemos, acima, que dois pequenos passos foram dados, um aqui e outro na Venezuela.

Que tenham sido os primeiros da marcha que varrerá, para sempre, a epidemia de ditaduras de esquerdas do continente sul-americano!

Luís Mauro Ferreira Gomes é Coronel-Aviador Reformado.


Qual a confiabilidade do Lula?

Fim da metamorfose

Jarbas Passarinho

Foi ministro de Estado, governador e senador

O presidente Lula, citando versos do cantor Raul Seixas, disse ser "uma metamorfose ambulante".

Pedro Malan, em artigo em O Estado de S.Paulo, de 8 do corrente, sob o título "Metamorfoses", começa por salientar que o verso todo é: "Prefiro ser metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo". Pleno de citações que mostram erudição, o autor começa por lembrar a frase de Keynes: "Quando mudam as circunstâncias de forma significativa, eu mudo de opinião. Você o que faz?"

Os políticos mais lidos, para justificar a mudança de partido ou de convicção de doutrina política, servem-se do grande estadista do Segundo Império, o ilustre mineiro Bernardo Pereira de Vasconcelos, pilastra do Partido Liberal. Aos que o alcunhavam de trânsfuga, porque se passara para o Partido Conservador, defendeu-se: "Fui liberal; então a liberdade era nova no país, estava na aspiração de todos, mas não nas leis; o poder era tudo. Hoje, é diverso o aspecto da sociedade; os princípios democráticos tudo ganharam e muito comprometeram; a sociedade que corria pelo poder, corre agora o risco pela desorganização e anarquia e por isso sou regressista. Não sou trânsfuga".

O sumo de seu argumento é que se antes lutara contra o despotismo, agora passara a ver o perigo da anarquia. Raul Seixas devia ser o patrono dos que desrespeitam a fidelidade partidária e mudam constantemente de partido por não mais quererem "ter aquela velha opinião formada sobre tudo". Malan adverte que "há riscos em ser a metamorfose excessivamente ambulante".

O presidente, reiteradamente, disse que não era de esquerda. Decepcionou petistas "históricos", do sociólogo Francisco de Oliveira à brava senadora Heloísa Helena, passando pelo consultor de empresas José Danon, que usou esta frase, entre ironia e lástima: "Acho que votamos no Lula que não era, aí veio o Lula que era e nos pegou". A frase engloba os que pensaram que Lula seria o símbolo da virada socialista da América Latina, de par com os burgueses que entendem de socialismo tanto quanto minha velha avó entendia de logaritmo neperiano ou física quântica.

Hábil, fez a primeira de muitas metamorfoses, aderindo aos mandamentos do populismo, tão bem analisados pelo historiador mexicano Enrique Krause, especialmente aquele mandamento que diz: "O populista não só usa da palavra. Ele se apropria dela, veículo específico de seu carisma". Ele, as pesquisas de opinião consagram. Já a sua aprovação chega a 65%, o que não teria alcançado se os pensadores esquerdistas históricos lhe fizessem prisioneiro das velhas opiniões de Marx e os servos da ética o fizessem Catão, o Antigo, a impedir o assalto aos cofres da viúva chamada República.

Se houvesse pesquisa, não popular, mas entre os parlamentares brasileiros, aposto que mais de 90% não saberiam dizer o que foi — e continua a ser — o Foro de São Paulo, fundado em 1990, espécie de convenção das esquerdas sul-americanas, iniciativa do Partido Comunista de Cuba . A ilustre companhia reunida na capital de São Paulo tinha todas as alternativas revolucionárias da práxis leninista, a partir dos guerrilheiros das Farc, comunistas da Colômbia, que são financiados pelos traficantes de cocaína, fazem milhares de seqüestros para receberem resgates, exceto dos muitos mantidos como moeda de troca pelos 500 guerrilheiros presos, o que não se deu até agora, e há mais de 44 anos não se deixam abater pelos governos democráticos locais.

Comparsas foram também, no Foro de São Paulo, os extremistas comunistas chilenos, que combatem o socialismo democrático, e a caterva dos revolucionários argentinos, venezuelanos e bolivianos que tinham como lema "fazer dar certo o que não deu no Leste Europeu". Basta isso para definir o Foro no espectro das esquerdas. Dele participou, com destaque, o então líder sindical presidente do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, derrotado candidato à Presidência em 1989. Ele era, por dedução lógica, um homem de esquerda acolitado pelo extremista Marco Aurélio Garcia, hoje seu assessor especial para política externa.

Na comemoração dos 15 anos do Foro, o orador principal foi Lula. Recordou, saudoso e feliz, a criação do Foro e exemplificou as conquistas na Venezuela, Bolívia e Uruguai. Muito aplaudido, exortou os companheiros: "O que nós precisamos é trabalhar para consolidar, para que a gente não permita que haja qualquer retrocesso nessas conquistas ". Recentemente, em Belém do Pará, enlevou-o a reminiscência da fundação e das conquistas do Foro de São Paulo, o que prova que todas as metamorfoses anteriores disfarçaram, camufladas, a verdadeira imagem reiterada no calor do portal da Amazônia, o que por si só desnuda a articulação ideológica com os caribenhos e os andinos, a ocupação militar de nossas refinarias na Bolívia e a leniência com os insultos do caudilho da Venezuela. Tudo subordinadamente aceito, pelo bem da causa do "socialismo do século 21", a matriz que marca o fim das metamorfoses já desnecessárias.

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