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COMUNICADO - Novo Site

Nota de Esclarecimento

Importante:

Memória: em 8 setembro 2007, começamos as atividades deste Blog, sob o título Blog da UNR e nossos objetivos estão bem destacados no nosso primeiro post, título 'início das atividades...' .

De imediato, constatamos que estando a esquerda no governo, uma dificuldade se apresentava: contar os erros, as traições, as covardias, os assassinatos, as falcatruas cometidos pela esquerda durante o Governo Militar OU contar os crimes que a esquerda, a petralhada à frente, continua cometendo nos dias atuais? (apesar de fragorosamente derrotada pelos militares a esquerda aproveitou-se da generosidade dos vencedores e voltou tal qual serpente e conseguiu PERDER A GUERRA e vencer a Batalha da Comunicação, passando de vilão a heroína).

A famigerada esquerda conseguiu o poder - agindo disfarçada de democrata - e passou a mostrar, de forma descarada, ser pior que antes.

Diversos motivos, que não vem ao caso aqui detalhar, tornaram conveniente alterar o nome do Blog da UNR, que passou a denominação de BLOG PRONTIDÃO, mantendo a URL.

Apesar de ser um Blog pequeno, fruto de um trabalho amadorístico, porém de muita dedicação, contando com poucos seguidores, alguns visitantes fiéis, outros eventuais, tivemos a imensa alegria de constatar que incomodávamos a petralhada - o que foi fácil perceber pela necessidade de 'moderar comentários', pelos xingamentos que recebemos a cada postagem, tentativas de invasão (parcialmente exitosas, com modificações de postagens {o mais odioso foram as vezes que conseguiram mudar palavras, trechos de postagens, títulos, e passar a idéia que defendíamos o desgoverno petralha}).

Para tornar mais dificil que os guerrilheiros da informática à serviço do desgoverno - o ministro da Secom, Traumann, foi demitido por admitir publicamente que o desgoverno Dilma, a exemplo do seu antecessor $talinácio Lula, usam a guerrilha virtual - continuassem a nos incomodar, decidimos suspender, temporariamente, a veiculação de POSTs no Blog Prontidão, passando a veicular no Blog PRONTIDÃO TOTAL, usando outra URL.

Claro que alguns leitores não acessaram o Blog Prontidão Total - o que atribuímos a alguma falta de comunicação da nossa parte - porém, de tudo concluímos que podemos e VAMOS PERMANECER firmes e fortes, protegidos da sanha 'assassina' dos guerrilheiros virtuais do desgoverno, contando a verdade, tudo o que soubermos e o nosso amadorismo permitir, do muito de ruim, de nocivo, de pernicioso, que o atual desgoverno pratica, estimula, esconde e apoia.

Voltar ao Blog PRONTIDÃO seria pretender que nossos poucos leitores ficassem pulando de galho em galho - a manutenção da nossa 'linha editorial', que vem desde 2007, é eloquente e fiel aos fatos ao provar que nossos ideais permanecem firmes, estamos apenas mais fortes.

Vamos continuar com a denominação Blog PRONTIDÃO TOTAL, na URL que atualmente atende àquele Blog, mantendo nossa postura de apresentar sempre a VERDADE - verdade que representa os fatos (aliás, não podemos esquecer, verdade e fato são unos)e não a verdade conveniente (tática usada pela esquerda petralha).

Felizmente, temos dois leitores, afinal, escrevemos e vamos continuar escrevendo para dois leitores: "Ninguém" e "Todo Mundo".

Por favor, nos honre com sua visita, clicando aqui: Blog Prontidão Total ou em qualquer link disponível, em azul, neste texto

ou colando em seu navegador: http://brasil-ameoudeixe.blogspot.com.br/

ou Blog Prontidão Total

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segunda-feira, 30 de junho de 2008

Nada absolve a promotora

Após morte de jovem, Promotoria do Rio avalia mudança na proteção a promotores

LUISA BELCHIOR
Colaboração para a Folha Online, no Rio

Por causa da morte de Daniel Duque, 18, baleado na zona sul do Rio por um policial que fazia proteção ao filho de uma promotora de Justiça, o Ministério Público do Rio estuda mudanças de regras nas concessões de segurança e proteção a promotores do Estado. A Promotoria instaurou nesta segunda-feira procedimento próprio para investigar se houve "excesso" por parte do policial militar que fez os disparos.

Duque foi morto ao ser baleado em uma briga na saída da boate Baronneti, em Ipanema (zona sul), pelo soldado da Polícia Militar Marcos Parreira, que fazia a segurança do filho da promotora de Justiça Márcia Velasco. Velasco é responsável por denúncias à Justiça contra o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, que cumpre pena no presídio federal de Campo Grande (MS) e, segundo a Promotoria, já ameaçou de morte a promotora.

Parreira fazia a segurança pessoal de Velasco e de sua família há sete anos, período em que ele estava emprestado dos quadros da Polícia Militar para a Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público do Rio. A polícia ainda investiga se houve envolvimento de Duque na briga e se Parreira agiu em legítima defesa, como ele alegou em depoimento.

Atualmente, há 250 policiais militares à disposição do Ministério Público do Rio. Doze deles fazem a segurança de cinco promotores que recebem ou receberam algum tipo de ameaça. Outros seis fazem a segurança do procurador-geral de Justiça no Rio, Marfan Vieira.

O episódio da morte do estudante foi o primeiro desvio de conduta de policiais que estão cedidos ao Ministério Público, segundo Vieira. Ele afirmou que, com o crime, a Promotoria deve estabelecer novos limites de conduta dos policiais que fazem a segurança de promotores.

"Acho que vamos ter que estabelecer determinados limites para o exercício efetivo dessa segurança. O que se busca é sempre alterar minimamente a rotina das pessoas [que estão sob proteção] e talvez tenhamos, a partir desse fato, que fixar e definir alguns balizamentos", declarou Vieira.

Para o procurador-geral, o fato de o segurança ter acompanhado o filho da procuradora não constitui desvio de conduta. O que pode constituir uma irregularidade, para ele, é um possível "excesso" do policial, que alegou em depoimento à polícia ter disparado duas vezes para cima e uma, acidentalmente para o chão, atingindo Duque.

"Esse é o grande questionamento, se a atitude do policial estava adequada para a função que ele exercia", disse o coordenador de Segurança e Inteligência do MP do Rio, o promotor Dimitrius Viveiros Gonçalves.

Para apurar a conduta do policial, o Ministério Público instaurou procedimento próprio. A investigação tem prazo de dez dias para ser concluída. Vieira quer saber se "se houve ou não excessos praticados pelo policial, se ele teria condições de ter conjurado a situação de outra forma que não com o emprego de arma de fogo".

O soldado, que está preso desde domingo (29), já está afastado temporariamente da função de segurança da promotora. Se a Promotoria julgar que sua atitude foi ilícita, ele voltará à Polícia Militar, onde responderá por inquérito administrativo que pode culminar na perda de seu cargo. Na Justiça, ele pode ser julgado por homicídio doloso, com até 30 anos de reclusão, segundo o Vieira.

O inquérito da Polícia Civil sobre o caso deve ser enviado ainda nesta segunda-feira ao Ministério Público.

(é até aceitável que o policial acompanhasse o filho da promotora - desde que este acompanhamento não fosse fazendo um circuito pelas boates do Rio;

começa a ser dito pela defesa do policial que tentaram tomar a arma do mesmo e ocorreu o disparo. Supondo que tal argumento venha a ser considerado verdade está descaracterizado, no mínimo, o caráter doloso do homicídio - o que favorece o policial.

Mas, a responsabilidade da promotora permanece, tanto no aspecto prevaricação - já que permitiu que uma ilegalidade ocorresse [um policial de sua segurança acompanhar seu filho em um giro pela noite do Rio] e isto é delito previsto no artigo 319 do Código Penal - quanto ao do uso ilegal de recursos públicos).

Os militares estavam em serviço, o crime foi MILITAR

JUSTIÇA ACEITA DENÚNCIA CONTRA MILITARES

Tá dominado, tá tudo dominado.

De forma açodada e contaminados pelas manifestações de populares, instigados (ou mesmo coagidos) pelo tráfico, muitos já defendiam abertamente a retirada do Exército do morro, mas que a retirada, a essa altura, equivaleria a uma vitória do tráfico? Que significaria simbolicamente a rendição do Estado Brasileiro ao poder paralelo?

Pois é. Após a retirada das tropas os traficantes já circulam livremente pelas vielas, fortemente armados. Já picharam as casas reformadas com as iniciais da facção criminosa que domina a comunidade. Quem conhece os meandros do submundo sabe que isso significa a "marcação de território". As casas reformadas pertencem aos traficantes e podem ser exigidas a qualquer tempo. O morro todo pertence. "Tá dominado, tá tudo dominado".

Onde estão os moradores que protestaram contra a presença do Exército? Nenhum deles se atreve a fazer manifestação para protestar contra a volta dos traficantes, não é mesmo? É óbvio. Os traficantes são os verdadeiros donos do morro e só uma ação militar será capaz de acabar com isso. Uma ação militar que não se limite a ocupar o morro, mas invadir as matas próximas, cercar os traficantes e prendê-los a todo custo. As forças policiais estaduais, seja a Polícia Civil, seja a Polícia Militar, não têm mais condições de fazer operações desse tipo.

Conforta ler na Folha que o juiz federal Marcello Granado, novo responsável pelo julgamento dos militares, entende que o Rio vive "uma guerra civil" e que ter o Exército à frente da segurança pública é "imprescindível". Segundo o magistrado, titular da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, "nenhum cidadão brasileiro, principalmente carioca, pode ter dúvidas de que a gente vive uma guerra civil".

"Em nenhum outro lugar do mundo, em condições de guerrilha não declarada, se tem as imagens que a gente têm, de fuzil, de grupos organizados nesse nível", disse o juiz Granado. Ele lamentou que a participação de militares na morte dos três moradores do morro da Providência crie dúvidas a respeito da necessidade de as Forças Armadas participarem do combate aos criminosos. Eu também lamento.

A competência é da JUSTIÇA MILITAR

Homicidio doloso?

Do Blog Juridiquês

Dia desses Reinaldo Azevedo escreveu em seu blog, o seguinte:

"Os 11 soldados foram indiciados, alguns deles acusados de homicídio triplamente qualificado. O caso será enviado à Justiça Federal. Até onde se investigou o caso, eles entregaram os três rapazes aos traficantes do Morro da Mineira, o que é gravíssimo, mas não foram os assassinos. Qualquer advogado medianamente competente descaracteriza tal acusação. É a velha história: excesso de rigor pode colaborar com a impunidade."

Recebi um email perguntando se é isso mesmo. A construção retórica de Reinaldo a princípio parece clara, não é mesmo? Se os militares não apertaram o gatilho, não foram eles os homicidas.

Mas não é bem assim. É claro que muitas vezes o excesso de rigor do Ministério Público termina mesmo em impunidade e nesse particular concordo inteiramente com Reinaldo. Porém, se alguns desses militares entregaram os jovens para traficantes de um morro rival, em tese é possível sustentar que eles assumiram o risco de produzir o resultado morte. Esse resultado era previsível, até porque os três jovens teriam implorado por suas vidas e chegado a argumentar com os militares que a entrega no morro rival equivaleria a uma sentença de morte.

Segundo Nelson Hungria, trata-se do chamado dolo eventual. "Para a existência do dolo eventual, basta que o agente, na dúvida sobre se o resultado previsto sobreviria ou não, "atravesse o Rubicão", não se abstendo da ação, pois quem age em tal dúvida assume o risco de quanto possa acontecer."

Portanto, se mesmo em dúvida quanto ao resultado de suas ações os militares foram em frente, na prática assumiram a possibilidade da morte dos três jovens e, por isso, em tese é possível denunciá-los por homicídio doloso, ainda que não tenham diretamente apertado o gatilho.

Movimento Social Terrorista = MST

O MST e o DESGOVERNO

Ternuma Regional Brasília

Por Gen Bda R1 Valmir Fonseca AZEVEDO Pereira

www.ternuma.com.br

A corajosa decisão do Conselho Superior do Ministério Público do RS em acabar naquele estado, o clima de terror patrocinado às escancaras e ao arrepio da lei pelo MST, merece os nossos ardorosos aplausos.

Na América do Sul, os partidos de esquerda adotaram os princípios apregoados por Gramsci para a tomada do poder pela via política - democrática, pois são favorecidos pela permeabilidade e pelas distorções contumazes no exercício da democracia que vige no continente sul - americano.

Instituições de fracas bases, mormente as políticas, mas nas quais podem ser incluídos os demais campos do poder, inclusive o Judiciário, previamente ajustado aos seus interesses, fornecem aos atuais mandatários a capa de legalidade para a consecução de artimanhas que podem, e têm sido manipuladas, em seu benefício.

Contudo, apesar dos flagrantes sucessos alcançados, os neo – socialistas angustiados com a possibilidade, ou mesmo com a hipótese de insucessos futuros de sua linha pacífica para a tomada do poder, não se esquecem de incentivar a criação de grupos de descontentes e de insatisfeitos, através do fomento de diversas divisões no seio da sociedade.

Tais grupos, porém, são mantidos em "estado de alerta", podendo ser acionados a qualquer momento, pois, se necessário, serão forças mobilizáveis com eficácia em favor da "causa". Semelhantes grupos, embora de minorias, possuem grande poder de divulgação e, geralmente, encontram ressonância e eco na mídia

No Brasil, é flagrante que os movimentos campesinos, no qual o MST é a ponta mais visível de uma azeitada estrutura subversiva, poderão tornar - se um braço armado a ser utilizado, tanto na hipótese do insucesso de tais governos e, principalmente, para a manutenção de sua continuidade, nem que para isso seja preciso, como último recurso, o emprego de uma pressão mais efetiva.

Um aspecto a ser considerado, é o de que não basta atingir o poder, pois para a implantação de uma nova ideologia, àqueles governos faz - se necessário um tempo que extrapola a duração de uma ou duas legislaturas. Importa, sim, um tempo mínimo de permanência no governo. Além disso, apesar da sua ocupação "legal" nos cargos governamentais, a verdadeira tomada do poder significa, ainda, a consolidação de uma dupla capacidade: a criação de grupos de "massas" e a possibilidade de sua ativação em prol de seus interesses.

Elas serviriam para se contrapor a qualquer reação, ou mesmo seriam empregadas como eficazes meios de pressão para o atingimento de objetivos intermediários, como por exemplo, a aprovação de leis e de projetos de seu interesse, sendo o inverso também verdadeiro, quando na intenção de obstruir as iniciativas e programas considerados desfavoráveis.

Além daqueles movimentos no campo, nitidamente aptos ao enfrentamento rural das Forças Governamentais, o atual desgoverno petista tem incrementado, inclusive com o aporte de recursos, outras ferramentas de mobilização, como os sindicatos e as classes estudantis, áreas que dominou e continua dominando.

Destarte, podemos admitir que o País, num futuro próximo, poderá defrontar - se, no caso de insucesso das políticas de esquerda em curso, com a realização de ações violentas do MST e congêneres, facções adestradas com o apoio explícito do governo federal, tanto em sua capacidade de mobilização como no seu adestramento armado, claros indícios de sua preparação para algo de maior amplitude e duração.

Seria estultice, acreditar – se, que tais movimentos, que demonstram possuir uma azeitada chefia e um excelente nível de coordenação, sejam meros aspirantes à realização de uma reforma agrária.

Nesse contexto, é admissível que venham a ser utilizados como peças valiosas para a perpetuação do governo sócio – comunista.

Podemos aventar, ainda, que a dimensão de tais movimentos, em particular, os campesinos, cada vez mais fortalecidos e possuidores de reconhecida eficiência e eficácia, adquiram moto próprio e tornem – se incontroláveis, inclusive para os seus atuais propugnadores. Como se já não bastasse a política indigenista caótica e desagregadora da Unidade Nacional, promovida pela Presidência da República, por meio da FUNAI.

E os verdadeiros assassinos ???

Só os militares serão punidos?

Crime

Providência: Justiça aceita denúncia contra militares

O juiz da 7ª Vara Federal Criminal, Marcello Ferreira de Souza Granado, aceitou a denúncia do Ministério Público Federal oferecida nesta segunda-feira e marcou o interrogatório dos 11 militares envolvidos na morte de três jovens do Morro da Providência. Os réus serão ouvidos nos dias 3 e 4, quinta e sexta-feira, às 14 horas. A denúncia ratificou o pedido de prisão preventiva contra os acusados.

No primeiro dia, serão interrogados Vinicius Ghidetti de Moraes Andrade, Leandro Maia Bueno, José Ricardo Rodrigues de Araujo, Bruno Eduardo de Fatima, Renato de Oliveira Alves e Julio Almeida Ré. Na sexta-feira será a vez dos acusados Rafael Cunha da Costa Sa, Sidney de Oliveira Barros, Fabiano Eloi dos Santos, Samuel de Souza Oliveira e Eduardo Pereira de Oliveira.

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou à Justiça os 11 militares do Exército por três crimes de homicídio triplamente qualificado (cometidos cruelmente, sem possibilidade de defesa pelas vítimas e por motivo torpe), contra os jovens do Morro da Providência, Wellington Gonzaga Ferreira, David Wilson da Silva e Marcos Paulo Campos, em 14 de junho. As três vítimas foram entregues pelos militares a traficantes do Morro da Mineira, onde foram torturados e assassinados com 46 tiros. A pena para cada réu varia de 12 a 30 anos.

A denúncia, feita pelos procuradores Patrícia Núñez Weber, Neide Cardoso de Oliveira, José Augusto Vagos e Fábio Seghese, seguiu a linha do inquérito instaurado na 4ª DP (Central do Brasil), que também havia oferecido denúncia à Justiça estadual pelo mesmo crime.

Os onze acusados estão presos preventivamente.

No fim do processo, se os réus não forem absolvidos pela Justiça, serão julgados pelo tribunal federal do júri popular.

O MPF pediu ao juiz Marcelo Granado, da 7ª Vara, a quebra dos sigilos telefônicos dos denunciados, para apurar se houve contato prévio entre os militares e os traficantes do Morro da Mineira. Isso porque os 11 militares entraram em zona hostil de forma amistosa, tendo conversado tranqüilamente com um integrante da facção antes de entregarem as vítimas.

- Demonstramos na denúncia a variada participação de cada um dos denunciados na barbárie cometida. Nosso objetivo é que através do processo penal consigamos a responsabilização dos denunciados, na exata medida de suas culpabilidades, a fim de que a flagrante ofensa cometida aos direitos humanos não fique impune - afirma a procuradora Patrícia Núñez.

(digna procuradora Patrícia Nuñez !

perguntar não ofende: quando Vossa Excelência pretende denunciar os verdadeiros assassinos = os TRAFICANTES).

Exército quer saber se militar treinou traficantes

A polícia investiga se o tenente Vinicius Ghidetti colaborou em algum momento no treinamento de traficantes do Rio em táticas de guerrilha e montagem de armamento. Numa operação de busca e apreensão na casa do militar, foram encontrados manuais militares, inclusive um com instruções sobre a montagem de metralhadora antiaérea .50. O tenente é acusado de ter entregue três jovens do Morro da Providência, que é dominado pelo Comando Vermelho, a traficantes do Morro da Mineira, dominado pela facção Amigos dos Amigos (ADA). Os jovens foram brutalmente assassinados.

O tenente mora em Inhaúma, na zona norte, numa espécie de "cabeça-de-porco", entre as favelas Águia de Ouro e Fazendinha.. O assunto vem sendo tratado com cautela pelos policiais que trabalham no caso. Alguns acreditam que, caso o militar tivesse colaborado com o tráfico, não viveria em um local tão humilde.

As investigações apontam que partiu de Ghidetti a decisão de entregar os três moradores da Providência aos traficantes do Morro da Mineira, contrariando a decisão de um capitão de liberá-los. O tenente teria oferecido os três jovens do morro da Providência a traficantes da Mineira (dominado por facção rival) como se fossem "um presentinho", segundo um dos envolvidos no caso.

Segundo relatos dos próprios militares envolvidos no caso, os três rapazes foram detidos na manhã do dia 14 de junho, no alto do Morro da Providência. Uma amiga das vítimas confirmou o relato, contando que eles saíam de um táxi que os havia trazido de um baile funk do Morro da Mangueira, na zona norte. A patrulha militar parou os jovens, que foram revistados. Houve desacato e eles foram levados ao quartel.

Após o incidente em que foi registrado o desacato aos militares, o oficial do quartel não concordou com a decisão do tenente e mandou liberar os jovens. Ele, no entanto, não obedeceu a ordem. Em depoimento, ele admitiu que decidiu entregar os rapazes aos traficantes da Mineira, que são da facção Amigos dos Amigos (ADA), inimigo direto do Comando Vermelho (CV), que atua na Providência.

Segundo os depoimentos, Ghidetti entregou David Wilson Florêncio da Silva, de 24 anos, Marcos Paulo da Silva, de 17, e Wellington Gonzaga Costa, de 19, presos por desacato, aos traficantes como "um presentinho". "Os traficantes não estavam entendendo nada. O tenente disse: 'Está aqui um presentinho para vocês'. Os traficantes perguntaram se eram 'alemães' (de quadrilha inimiga). O oficial respondeu que eram de 'lá da Provi' (Providência)", contou o advogado Walmar Flávio de Jesus.

Medo e proteção
O pai de um dos soldados indiciados - José Ricardo Rodrigues de Araújo -, cujo nome não foi divulgado, teme pela vida de sua família. A informação é da presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ, Margarida Pressburguer. "Ele não recebeu ameaça direta, mas velada. Um rapaz bateu na porta da casa dele com um jornal em punho, perguntou se o soldado Rodrigues era filho dele, o que foi confirmado."

O pai do soldado mora com a mulher, outros filhos pequenos, a irmã e os sobrinhos. "Ele contou que o tenente perguntou se alguém sabia onde era o Morro da Mineira, e ele sabia. E indicou o caminho ao motorista (sem saber o que aconteceria)", relatou Margarida. A Comissão de Direitos Humanos da entidade vai tentar dar proteção à família.

Lembrem-se: Batalha de Argel = com algumas adaptações resolve o problema do Rio

EB NA PROVIDÊNCIA: TUDO MUITO PREVISÍVEL PARA TANTAS SURPRESAS

Por Rebecca Santoro

Esta semana, uma reportagem do jornal Estado de SP revelava surpresa de policiais que investigam o caso e dos próprios repórteres, diante da situação de pobreza em que vivia o Tenente Vinícius Ghidetti Moraes de Andrade, de 25 anos, acusado de comandar grupo de 11 militares que entregaram três indivíduos suspeitos de envolvimento com o tráfico do Morro da Providência para traficantes rivais do Morro da Mineira, onde foram assassinados. Na verdade, o subtítulo da matéria do Estadão revela um certo cinismo. Não acredito em ignorância.

Depois de anos e anos de centenas de relatos na própria mídia sobre a importante questão salarial dos militares das FFAA, com vencimentos que vêm sendo deteriorados a cada ano, nos últimos 20 anos, apesar dos inúmeros dispositivos legais que estão sendo contrariados com essa prática pelos governos civis e que só se justificaria por criminoso revanchismo.

Talvez seja compreensível achar que um salário de R$ 4 mil seja razoável para viver fora das condições de pobreza, para alguém que já tenha casa própria em lugar decente e carro, principalmente levando-se em conta os padrões brasileiros. Mas, para uma pessoa que não tem nada e percebe somente esse montante, por mês, para construir uma vida e de sua família, isso é muito pouco para os custos de quem vive nas grandes cidades do Brasil e que não recebe NADA do governo em troca dos impostos que paga. Basta fazer uma conta simples: somem-se as prestações do carro e da casa própria (isso se houver a sorte de se poder morar no imóvel que está sendo financiado), os custos de plano de saúde (que são de desconto obrigatório no caso dos militares), mais despesas com comida, vestuário, transporte e os descontos de imposto de renda e chega-se à brilhante conclusão de que o salário é insuficiente – ponto final.

Tem sempre os engraçadinhos que vêm com a observação de que as esposas dos militares deveriam (ou teriam que) trabalhar para aumentar a renda da família. Acontece que não é fácil, num país como o Brasil, arranjar emprego diferente, de dois em dois anos, mais ou menos (períodos entre transferências de sede). A não ser que se queira que militares somente se casem com pessoas que não tenham profissão definida e muito menos aspiração a uma carreira. Ou seja, em cada lugar, poderiam trabalhar na venda da esquina ganhando salário mínimo. Isso sem falar no preconceito, justíssimo, por parte de empregadores, que não dão emprego a esposas de militar por saberem que seja investimento que irá fatalmente se perder. Geralmente, essas mulheres costumam procurar se estabelecer profissionalmente, mais tarde, quando a carreira do marido já está na fase final – o que para a maioria dos oficiais acontece quando se chega ao posto de coronel e ao equivalente a este posto na Marinha e na Aeronáutica.

Então, qual a surpresa dos policiais e dos repórteres com a pobreza em que vivia o tenente Vinícius Ghidetti Moraes de Andrade, como disseram, 'para quem ganhava cerca de R$ 4 mil'?

O tenente, aliás, é dos que não tinham nada, tem origens pobres, como revela a reportagem do Estadão, nascido em família que mora em região paupérrima e sujeita a constantes alagamentos no Espírito Santo. A carreira militar, provavelmente, pudesse representar para ele uma chance de ascensão sócio-econômica e de estabilidade.

Seus horizontes, é claro, não poderiam ser os mesmos daqueles que vislumbram os jovens mais bem formados e preparados da sociedade brasileira. E não poderia ser de outro jeito mesmo, diante das perspectivas que a carreira de Oficial das FFAA brasileiras vem oferecendo nos últimos anos – daqui a 15 anos, mais ou menos, o tenente estaria ganhando em torno de R$ 5 mil líquidos e trabalhando com equipamentos velhos!

Qual a surpresa? Milhares de oficiais das FFAA espalhados pelo Brasil são vizinhos, sim, de traficantes. Essa é a realidade dos homens a quem se entrega a defesa do país, por obra, graça e ação criminosa dos governantes que têm passado pelo Palácio do Planalto nos últimos 20 anos.

Governantes que são capazes de atitudes de estarrecedor cinismo como a que se viu do presidente Lula da Silva ao dizer que 'considerava injustificável a presença de homens do Exército em uma obra terceirizada', para os parentes dos três suspeitos de ligação com o tráfico de drogas da Providência que foram assassinados. Logo ele, o presidente, que foi quem autorizou que os ministérios das Cidades e da Defesa entrassem em acordo para a realização do projeto apresentado pelo senador Marcelo Crivela, o que incluía, sabidamente, a utilização de militares das FFAA para dar proteção aos operários que trabalhassem nas reformas dos barracos do morro da Providência.

Pois é, o rapaz passou a vida longe da casa dos pais para poder estudar. Cresceu e conseguiu entrar para a AMAN (Academia Militar das Agulhas Negras). Deu um duro danado para se formar. Casou, teve um filho e foi morar nos fundos da casa do sogro, numa cabeça de porco (cortiço) em Inhaúma (RJ), entre as favelas de Águia de Ouro e Fazendinha. Para os vizinhos, Vinícius era um rapaz reservado, educado e trabalhador.

O que será que aqueles três indivíduos que foram detidos e levados para um morro onde agiam traficantes rivais teriam dito para o tenente que o teria feito perder a cabeça daquele jeito, a ponto de conduzir uma ação daquelas, na frente de todo mundo, sem se preocupar com testemunhas e nem com as conseqüências, tanto para os indivíduos que estavam sendo levados para o morro rival quanto para sua própria vida? Talvez ele possa mesmo estar dizendo a verdade quando depôs dizendo que não imaginava que o 'corretivo' fosse ser o assassinato dos três rapazes - tamanho o descuidado com as testemunhas de seu ato. O fato é que nada disso teria acontecido se os militares não tivessem sido expostos àquela situação.

Em sua coluna do Globo de 25/06, Mirian Leitão cita os relatos de dois repórteres do jornal carioca EXTRA que foram para o Haiti para entender o trabalho dos militares brasileiros por lá e que iniciaram a série de reportagens "Exército odiado na Providência; Exército amado no Haiti". Entre as comparações: "Lá, as crianças lançando para os militares brasileiros sorrisos confiantes; aqui, a população de uma favela protestando agressiva na frente do prédio do Comando Militar. É o mesmo Exército! O que foi que aconteceu?".

É no mínimo curioso que jornalistas façam esta questão.

Primeiro, porque todo jornalista que se preze sabe que é óbvia a ligação dos que protestam com o comando do tráfico da região. Imagine se o povo daquela comunidade pode ir pra frente do QG pedindo pelo amor de Deus pra que todos os bandidos sejam despejados do morro pelo Exército!

Segundo, porque o fazem como se não tivessem absolutamente nada a ver com a imagem que não só o Exército, mas as FFAA, tem no Brasil. E não estou aqui a falar de fatos ocorridos nos últimos 20 anos que realmente tivessem contribuído para denegrir a imagem da Força e que não pudessem, é claro, deixar de ser abordados. Estou falando da incessante e intermitente campanha empreendida pelos meios de comunicação para resumir tudo o que as Forças Armadas fizeram pelo Brasil, principalmente depois do contragolpe de 1964 (que a mídia insiste em chamar de golpe), à repressão e à perseguição políticas associadas a torturas e mortes. Coisa absolutamente infiel à realidade, se levarmos em consideração à imensa maioria de brasileiros que foram beneficiados com o período de prosperidade econômica e de desenvolvimento pelo qual atravessou o país (com índices jamais comparáveis até os dias de hoje) em detrimento dos 'perseguidos', entre os quais havia muitos que lutavam para implantar a ditadura comunista no Brasil, praticando atos terroristas, e ainda muitos outros que conseguiram fama e fortuna justamente por 'combater' o regime militar intelectual e culturalmente.

Ou seja, no que se divulga pela mídia sobre os governos militares, resume-se o período em repressão, tortura e mortes e ignora-se solenemente a infinidade de benefícios que estes governos trouxeram ao país. Não é por outra razão que as FFAA, até hoje, contam com a confiança da população – pelo que sempre fizeram e não pelo que a mídia diz que ela teria feito, por exemplo, com pessoas famosas, muitas das quais, hoje se sabe, ganhando fortunas dos cofres públicos e outras ainda, no poder, roubando descaradamente a nação, que está repleta de desorganização, de violência, de desemprego, de ódio entre classes, de subdesenvolvimento e de abandono.

Além da contribuição da mídia, há também os movimentos 'ongueiros' que atuam nas comunidades carentes fazendo o chamado 'trabalho social' que, na maioria dos casos, talvez não passe de um sorvedor de dinheiro, inclusive público, e de cabide de emprego para um sem fim de apadrinhados que só fazem acirrar os conflitos sociais, além de perpetuá-los sob o discurso de estarem trabalhando para eliminá-los. Há, sem dúvida, honrosas exceções, mas que são uma minoria, visto que se este tipo de trabalho fosse solução de fato para o problema da pobreza, e de tudo que a cerca, no país, pela própria quantidade de ONGs que atuam nestas comunidades, todos os problemas já estariam resolvidos. O que resolve problema de pobreza é oportunidade de estudo e de trabalho, garantia de segurança e de saúde e boas perspectivas de melhoria de vida por mérito pessoal. O resto é conversa pra boi dormir e pra esperto enriquecer.

Não entendo a surpresa 'o que será que mudou?' entre os militares que estão Haiti e os que estão por aqui.

Os militares que estão no Haiti são mais bem remunerados do que os que estão aqui. Aliás, para muitos deles, estar no Haiti significa a única, repito: a única, possibilidade de sonhar com a casa própria, ou com um futuro melhor para os filhos, ou com um carro, por exemplo. Lá, eles também têm residência distante dos locais em que vão combater o crime organizado, além de não terem que se preocupar com retaliações a seus familiares. E, é óbvio que as crianças e toda a comunidade que não faz parte das gangues de criminosos só vê motivos para idolatrar aqueles homens que estão lá para protegê-los, para colocar um fim na criminalidade e quem sabe trazer a esperança de um futuro digno. Sem falar, é claro, no bombardeio de informações midiáticas anti-militaristas do qual eles não foram vítimas nos últimos 20 anos.

As diferenças de condições para a atuação de militares das FFAA no combate ao crime organizado urbano lá no Haiti e aqui no Brasil são tão gritantes que o que surpreende não é o sucesso de lá e um fracasso daqui, mas sim o fato de haver gente que se diz bem informada supostamente espantada com essa realidade.

1) Quem defende o emprego das FFAA no combate ao crime organizado sob a coordenação de um governo civil mais do que provadamente revanchista, fora a atuação de outras autoridades e instituições que se dizem independentes e que são igualmente revanchistas, só pode estar interessado no fracasso retumbante de uma operação dessa envergadura, que, é óbvio, teria que envolver uma série de outras medidas conjuntas necessárias e que teriam que estar coordenadas sob um único comando e que JAMAIS, eu digo sem medo de errar, seria permitido por nenhum governante civil que esteja dentro do Palácio, hoje, ou que esteja entre os possíveis candidatos a adentrá-lo. Hoje não existe um só possível candidato à Presidência que tivesse honestidade de princípios, coragem e patriotismo suficientes para assumir uma missão destas e que sabidamente teria que contar com comando militar atuante. Não vou entrar em detalhes, mas quem entende do assunto sabe exatamente do que eu estou falando – e que não se trata de meia dúzia de regrinhas legislativas que impedissem militares de serem processados ou de cometerem excessos não.

2) Só para dar uma idéia remota, a ação militar teria que ser abrangente e atuante, e os militares envolvidos, por exemplo, teriam que ter poder de polícia, com autoridade para prender e levar os criminosos para serem julgados em tribunais especializados, criados especialmente para este fim, de forma que os processos fossem rápidos e promovessem penas de exceção, como prisão perpétua e de trabalhos, que tivessem renda revertida para as comunidades carentes as quais estes criminosos tivessem escravizado, por exemplo. As populações das comunidades carentes seriam consideradas reféns dos criminosos no planejamento das ações de ataque, de modo que táticas de resgate teriam que se associar às de combate à guerrilha. Segundo esse mesmo raciocínio, já no início da ação, seriam cortados todos os tipos de serviços prestados a estas comunidades, principalmente luz, gás, telefone e água. Durante o período de combate armado, toque de recolher e paralisação das atividades rotineiras da cidade, onde somente os serviços de exceção e emergência continuariam funcionando. A ação contaria com o apoio de hospitais de campanha instalados em diversos pontos da cidade, bem como postos de distribuição de drogas aos viciados, que seriam cadastrados e encaminhados a clínicas e instalações de tratamento. Em seguida, entrariam em execução os planos de recuperação e reintegração. As comunidades teriam seus lares e sua dignidade de volta, assim como também os outros setores da sociedade. Uma sociedade que vive sem medo produz e cria melhor. O Estado do Rio de Janeiro, por exemplo, poderia ser o maior pólo turístico do mundo. Shows, praias, restaurantes, passeios públicos, emprego, trabalho – a economia tomaria novo fôlego.

Numa batalha como essa, com um fim definido, não poderia haver, de cinco em cinco minutos, um grupo de ONGs, de comissões e de advogados entrando com ações disso e daquilo, pedindo isso, impetrando aquilo. Seria preciso, também, encarar o fato de que injustiças poderiam ser cometidas, pessoas inocentes poderiam vir a sofrer até a morte, principalmente porque o crime as utiliza como escudo. Ou seja, precisaríamos todos, governo e sociedade, estarmos cientes dos riscos, trabalhando o máximo para que fossem evitados, mas verdadeiramente empenhados em assumir uma posição firme na completa reversão deste quadro de crime e de Estado paralelo atuante e forte na nossa vida cotidiana.

Voltando à coluna de Miriam Leitão, ela se mostra surpresa ao dizer que 'o que choca aqui é a rapidez com que se formou a aliança entre o crime e soldados do Exército. O que dói é a morte de três jovens...' Como assim, 'o que choca'? Até mesmo no caso das armas roubadas de um quartel do Exército, há dois anos, se não me engano, em que tropas foram deslocadas para procurar as armas em favelas do RJ, sabe-se muito bem que houve participação de militares no roubo. Sabe-se que as FFAA sempre tiveram que lidar com criminalidade provocada por motivos ideológicos ou não (quem não lembra do roubo de armas de Lamarca?), fato agora piorado pelas péssimas condições salariais e de trabalho em que se encontram os militares? Da onde essa gente pensa que saem as pessoas que se alistam nos quadros militares? De Marte? Não. As pessoas que entram para as FFAA são o reflexo mais abrangente e democrático daquilo que existe na nossa sociedade como um todo. Por que a surpresa? Ou será que a colunista pensa também que só existem jornalistas bons, honestos ou não viciados em drogas?

Mas, agora, o foco vai ficar no tenente, no processo e o pessoal do morro da Providência, aos poucos vai ficar esquecido, na medida em que tudo volta ao que se chama de normal naquela comunidade.

Depois de a Justiça Eleitoral do Rio ter embargado as obras do projeto Cimento Social e um dia após o Exército ter deixado a Providência, os traficantes voltaram a marcar seu território, fazendo pichações nas casas recém-reformadas pelo projeto com inscrições das iniciais da facção criminosa a que pertencem. Mais pra dentro do morro, eles andavam armados pelas vielas, à vista de todos os moradores. Pronto! Agora está todo mundo satisfeito! Talvez menos alguns operários que trabalhavam nas obras e que fizeram até manifestação dizendo: 'queremos trabalhar'; menos também alguns moradores que, anonimamente, em algumas entrevistas, se atreviam a dizer que achavam que o Exército deveria ficar sempre no morro; menos também o pessoal que teria suas casas reformadas; menos também os cidadãos que gostariam de viver em área segura e com dignidade, longe das garras do tráfico e das de milícias. Mas, essa gente não interessa a Ongs, ao pessoal dos direitos humanos, a mídia. Eles que se danem.

Que se dane também a morte do capitão do 4º Batalhão de Aviação do Exército, Marco Aurélio da Silva Martins, que faleceu no último dia 23, quando o helicóptero em que viajava caiu, durante uma tentativa de pouso forçado na região de Tefé (AM). É que ele não estava fazendo nada de errado e isso não é notícia que se preze. Ele e outros quatro militares, que sobreviveram ao acidente, estavam, desde o dia 19 de abril, cumprindo missão de apoio às ações de saúde da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), na região do Vale do Javari, no meio da selva amazônica, onde vivem aproximadamente 3,7 mil indígenas. E que se dane porque o negócio é falar do tenente que teria agido mal na Providência e ignorar solenemente outros militares que arriscam a vida para salvar a de outros seus compatriotas.

E que se dane porque não convém noticiar com alarde que o EB ajude índios, mas sim que queira 'invadir' a privacidade e as terras 'sagradas' dos silvícolas em nome da integridade nacional – o que, aliás e inclusive, deve ser ridicularizado.

Se a gente para pensar, a única surpresa nesse caso do tenente do EB é a surpreendente quantidade de pessoas que se dizem surpreendidas e por surpresas, senão cínicas, bastante previsíveis. O que ele fez foi horrível mesmo. Pelo menos está preso. E o pessoal que matou os três rapazes, hein?!



Rebecca Santoro

(No tocante aos parágrafos que identifiquei como 1 e 2, a colunista apresenta com brilhantismo e competência um esboço do que seria necessário para restabelecer a Lei e a Ordem em TODO o estado do Rio de Janeiro, começando pela capital.

Sugiro que as autoridades assistam o filme Batalha de Argel, de Giulio Pontecorvo – que mostra com pequenas adaptações o que deve ser feito para eliminar o crime organizado, notadamente o tráfico, naquele estado).

Aumento do Bolsa-família pode ser contestado no TSE

Jornal: Bolsa Família pode ser contestado, diz Britto

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Carlos Ayres Britto, afirmou ontem que o reajuste de 8% no valor do Bolsa-Família em ano eleitoral pode ser contestado na corte. "Eu prefiro aguardar uma possível representação ao TSE para me pronunciar. Não vou me antecipar."


(com certeza os lulistas fanáticos vão dizer que a 'queda' do Lula está dentro da margem de erro; concordo.
mas, embora eu não acredite nessas pesquisas 'programadas' prefiro atribuir o ainda pequeno declínio do favoritismo do senhor Lula e um ínfimo acréscimo no seu desprestígio a uma tendência de queda do "Nosso guia" e que é irreversível.
Cabe agora a oposição questionar judicialmente o uso eleitoreiro do Bolsa-família com um reajuste as vésperas das eleições)

Advogado de bandido quer mudar tentativa de roubo para tentativa de furto

Violência

Presidente do STF sofre tentativa de assalto em Fortaleza

O Globo

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, sofreu uma tentativa de assalto no domingo quando caminhava no calçadão da avenida Beira-Mar, principal cartão postal de Fortaleza. Jefferson Hermínio Coelho Monteiro, de 18 anos, tentou roubar um colar de ouro, mas foi detido imediatamente por dois seguranças do tribunal que estavam poucos metros atrás do ministro, com o apoio de dois policiais militares.

Gilmar Mendes sofreu arranhões leves. Ele está na capital cearense para participar de um evento aproveitava a manhã para fazer uma caminhada. O presidente do STF prestou depoimento ao delegado plantonista do 2 Distrito Policial Franco Pinheiro num apartamento localizado na própria orla. Segundo o policial, o ministro demonstrou surpresa por ter sido vítima de tentativa de assalto na região mais nobre da cidade.

Espaço freqüentado por corredores e turistas, o calçadão virou alvo de criminosos de favelas da vizinhança. Recentemente, o ex-vice-governador Maia Júnior foi assaltado quando $a um restaurante. A segurança dos 3,5 quilômetros do calçadão é feita a pé por poucas duplas de policiais. Para tentar melhorar o policiamento, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social está adquirindo dez patinetes motorizadas (Segway), ao preço unitário de R$ 28,5 mil. Eles atingem até 20 km/h. O equipamento deve chegar em até três meses.

Monteiro foi autuado por tentativa de roubo. No fim da tarde, o advogado dele, Oliveira Brito, informou que iria procurar mudar o registro para tentativa de furto e, com isso, conseguir a liberação do rapaz após pagamento de fiança.

(sou contra qualquer bandido e assim favorável a que os criminosos sejam punidos severamente;

talvez com a tentativa de assalto ao atual presidente do STF - lembro que a presidente anterior do STF também foi assaltada, no Rio - os ministros do STF revejam suas posições liberais e a favor dos criminosos. Afinal, foi do STF a decisão que aliviou a punição para os bandidos condenados por crime hediondo.

Muito provavelmente ao sentir na própria pele as conseqüências da brandura das nossas leis os ministros do STF impeçam que chicanas como as que pretende fazer o advogado do assaltante prospere).

Projeto ORVIL - Parte VII

O DOWNLOAD do ORVIL, na íntegra e gratuito, pode ser efetuado no site: www.averdadesufocada.com

VASCULHANDO O ORVIL

Pela editoria do site: www.averdadesufocada.com
No dia 26/11 o Correio Braziliense, em duas páginas, publicou a matéria de Lucas Figueiredo: “O Retirante que a Ditadura matou por engano”, da qual transcrevemos os trechos em negrito:

“Regime militar
Confundido com um guerrilheiro, o caseiro Joaquim Gonçalves dos Santos foi morto por órgãos da repressão, no município de Cotia (SP), em 1969. O caso foi abafado pelas Forças Armadas.”

Ainda em resposta à reportagem de Lucas Figueiredo, vamos continuar vasculhando o Orvil:

Origem da ALN

Antigo militante do PCB e membro do Comitê Central, eleito sucessivamente, nos Congressos de 1954 e 1960, Carlos Marighela constituía-se num dos maiores líderes da Corrente Revolucionária, que tentava radicalizar a linha política do PCB. Sua maior influência era em São Paulo e seus correligionários diziam pertencer à “ Ala Marighela”.

Em 10 de dezembro de 1966, Marighela já havia enviado uma carta à Executiva do PCB, na qual renunciava à Comissão Executiva e declarava-se a favor de uma postura revolucionária

Convidado em caráter especial e sem pedir autorização ao Comitê Central do PCB, Marighela compareceu à I Conferência da OLAS - Organização Latino- Americana de Solidariedade, realizada em Havana em julho/agosto de 1967.Tomando Ciência de sua viagem, o PCB enviou nota ao PC de Cuba, afirmando que Marighela não estava autorizado a comparecer. Imediatamente, ainda de Havana , Marighela enviou uma carta à Comissão Executiva do PCB na qual afirmava:

“É evidente que compareci sem pedir permissão ao Comitê Central primeiro porque não tenho que pedir licença para praticar atos revolucionários, segundo porque não reconheço nenhuma autoridade revolucionária, neste Comitê Central, para determinar o que devo, ou não, fazer.”

“(... ) prosseguirei pelo caminho da luta armada, reafirmando minha atitude revolucionária (...) “

Ao retornar ao Brasil, impregnado das concepções foquistas ( teoria cubana de pequenos grupos de guerrilheiros agindo em várias partes e com certa independência) e contando com os dólares cubanos, Marighela denominou o seu grupo, a “Ala Marighela", de Agrupamento Comunista de São Paulo – AC/SP, que iria dar origem a Ação Libertadora Nacional – ALN

Em setembro de 1967, Marighela enviou a primeira turma de militantes para fazer curso de guerrilha em Cuba, o chamado, posteriormente, I Exército da ALN.

Componentes do I Exército da ALN:

José Nonato Mendes*, Adilson Ferreira da Silva, Aton Fon Filho, Epitácio Remígio de Araújo, Hans Rudolf Jacob Menz, Otávio Ângelo e Vírgilio Gomes da Silva.

A escolha do “Partidão” ( PCB), de tomada do poder pela linha pacífica, tornou o AC/SP um pólo de atração para os grupos dissidentes que tinham feito opção da tomada do poder pela luta armada . A organização ganhou adeptos entre os dissidentes do PCB e de grupos de jovens marxistas oriundos do meio estudantil.

Em fevereiro de 1968, Marighela expunha suas diretrizes no documento “Pronunciamento do Agrupamento Comunista de São Paulo “

A guerrilha, segundo o documento seria o “embrião do Exército revolucionário”

O trabalho inicial seria nas cidades mas, o movimento para se tornar vitorioso teria de se estender ao campo para criar o apoio do núcleo armado operário e camponês.

Três seriam os princípios básicos adotados pelos revolucionários :

a- O dever de todo revolucionário é fazer a revolução;

b- Não se pede licença para praticar atos revolucionários; e

c- A organização só tem compromisso com a revolução.

Esta seria a semente de uma das organizações mais violentas que atuariam no Brasil nas décadas de 60 e 70.

Em março de 1968, seguindo suas próprias diretrizes, Marighela chefiou o assalto ao carro pagador do Banco Francês e Italiano, na avenida Santo Amaro, em São Paulo.

A partir de julho de 1968 os militantes ( I Exército da ALN) retornavam de Cuba, depois de fazer o curso de guerrilha e iniciavam , já treinados militarmente, suas ações criminosas. Marighela investia em sua organização. À mesma época , iniciava-se o envio de mais um grupo ( II Exército da ALN), que reunido em Cuba, realizaria o treinamento militar entre março e setembro de 1969.

Faziam parte do II Exército da ALN :

Agostinho Fiordelísio, Alex de Paula Xavier Pereira, Antonio Carlos Bicalho Lana, ,Antônio Espiridião Neto, Benjamin de Oliveira Torres Neto, Darcy Toshiko Miaki, Guilherme Otávio Lessin Rodrigues, Isis Dias de Oliveira, José Júlio de Araújo, José Luiz Paz Fernandes, José da Silva Tavares, Luiz Almeida de Araújo, Luiz José da Cunha, Márcio Leite Toledo, Maria Amélia de Araújo Silva, Norberto Nhering , Paulo de Tarso Celestino, Renato Leonardo Martinelli, Ricardo Apgaua Paulo Guilherme, Sérgio Ribeiro Granja, Viriato Xavier de Melo Filho, Waldemar Rodrigues de Menezes, Washington Adalberto Mastrocinque Martins, Yuri Xavier Pereira e Zelik Traj Ber.

continua...

O PM e a promotora dvem ser punidos

O uso da arma pelo policial e a morte na porta da boate

Por Milton Corrêa da Costa

Ainda que a experiência recomende aguardarmos a devida apuração legal dos fatos, na busca e obtenção das provas e sobre a dinâmica e circunstâncias que envolveram determinado crime, cabendo ao Ministério Público e a Justiça se pronunciarem posteriormente, o lamentável episódio que redundou na trágica morte do jovem Daniel Duque, de apenas 18 anos, na madrugada de 28/06, na porta de uma boate em Ipanema, na Zona Sul do Rio, requer reflexões e precisa produzir ensinamentos.

Em primeiro lugar, um policial, estando ou não em missão direta de preservação da ordem pública, só pode fazer uso de sua arma na legítima defesa de sua vida e da dos concidadãos, devidamente caracterizada a situação de perigo real e risco iminente. Em situação de agressão física (luta corporal) entre duas ou grupos de partes, ele deve procurar intervir de forma seletiva, com técnica e equilíbrio, no emprego progressivo da força, única e exclusivamente para pôr fim ou neutralizar a ação dos oponentes e conduzi-los ou providenciar que sejam conduzidas as partes à Delegacia Policial.

A missão secundária de proteção pessoal ou de segurança privada, seja a quem for que se preste os serviços, não afasta nunca o agente da autoridade de sua missão principal que lhe reserva, primeiramente, a defesa da sociedade e a de todos os concidadãos, independentemente de cor, raça, credo, sexo, sexualidade, religião e condição social. Todos são iguais perante a lei ou pelo menos, no país do "sabe com quem está falando", deveriam ser. A igualdade perante a lei, que o policial deve sempre observar, está prevista na Constituição (cidadã) de 1988. O policial é o primeiro defensor da sociedade e como tal deve agir. Alguns deveriam pelo menos aprender tal postulado.

Excesso no uso da força invariavelmente redunda em tragédia. Há meios de atuação técnica e equilibrada em casos semelhantes, onde o uso da arma, de modo seletivo e progressivo, só pode ser justificado de forma dissuasiva, tantas vezes quantas necessárias, visando desencorajar oponentes, sem que se precise alvejar órgãos vitais de um ser humano, como no caso da morte do jovem Daniel Duque, atingido a curta distância na região do tórax. Há informações, a serem confirmadas no laudo cadavérico, de que Daniel tenha sido atingido pelas costas, o que pode determinar que o tiro foi disparado de forma inconseqüente para um profissional de polícia. Ainda que a vítima fatal pudesse estar se comportando de forma agressiva - a investigação saberá dizer isso - o uso da força para contê-la deveria ser o necessário e na medida necessária para repelir a agressão. Nada mais do que isso.

Há que se ressaltar, e é bem verdade, que na guerra do Rio, de ambiência de extrema violência, muitas vezes não resta ao policial outra alternativa senão matar para não morrer. O caso presente não se caracterizava de confronto bélico. É preciso entender que a profissão policial é diferenciada, um verdadeiro sacerdócio, que lida com os maiores bens tutelados, vida e liberdade, numa linha de atuação às vezes muito tênue, mas que o profissional de polícia tem que saber discernir. Não cabia o uso da força máxima naquele momento, na porta daquela casa noturna. Quem atira a queima roupa no tórax sabe que pode produzir resultado extremamente danoso. A arma que a sociedade confere ao policial, lhe dando direito ao porte, não pode voltar-se contra a própria sociedade.

Aos pais e responsáveis, entre os quais me incluo, fica também o ensinamento de que no mundo atual, mais do que nunca, precisamos estar atentos sobre o comportamento de nossos filhos também da porta pra fora, ainda que os jovens, em período de formação social e de auto-afirmação tenham por característica a impulsividade e o desafio ao perigo. Se associada a imaturidade com um pouco de bebida alcoólica e energético, mistura explosiva hoje muito em moda entre a juventude, as conseqüências às vezes não são das melhores, vide por exemplo as tragédias no trânsito brasileiro nas madrugadas dos finais de semana. Que o lamentável episódio, que envolveu a perda de mais uma vida preciosa, traga pelo menos reflexões e ensinamentos para todos nós.

Milton Corrêa da Costa é tenente-coronel da PM do Rio e estudioso em violência urbana

Morte em Ipanema

Família de estudante morto em porta de boate está inconformada com versão de PM

O Globo e O Globo Online

A família do estudante Daniel Duque, 18 anos, assassinado na madrugada de sábado em uma briga na porta da boate Baronetti , em Ipanema, Zona Sul do Rio, não se conforma com a versão de legítima defesa apresentada pelo soldado da PM Marcos Parreira do Carmo, autor do tiro que matou o rapaz. Daniela Duque, mãe da vítima, contesta a presença do policial no local àquela hora da manhã e o fato de ele ser a única pessoa envolvida no incidente que estava armada. O PM fazia a segurança de Pedro Velasco, filho da promotora Márcia Velasco, quando ocorreu o crime.

- É muito bonito chamar alguém para briga e se esconder atrás de um PM armado. Se o policial estava protegendo a família da promotora ameaçada, por que ele estava numa boate àquela hora? Como um PM diz que agiu em legítima defesa quando apenas ele estava armado? - disse Daniela.

A família de Daniel afirma que o jovem foi morto com um tiro à queima-roupa e pelas costas e, quando já estava ferido caído no chão, foi agredido com socos e pontapés. O engenheiro Sérgio Coelho, padrasto do rapaz, disse que o enteado foi atingido quando corria do tumulto. Segundo a mãe, o jovem morreu no local.

- O Daniel foi brutalmente agredido com pontapés no rosto. Ele caiu no chão, depois levantou. Quando tentava correr foi atingido pelas costas, na altura da omoplata. Foi uma covardia - contou Sérgio.

Mas na versão apresentada pelo PM à 14ª DP (Leblon), à qual "O Globo" teve acesso, ele alegou legítima defesa, afirmando ainda que o tiro foi acidental. Parreira disse que na sexta-feira assumiu o serviço às 15h, chamado pelo filho da promotora. O policial contou que na madrugada de sábado entraram na boate Baronetti após passarem pela boate Boox, que fica ao lado. O PM disse ainda que, com o filho da promotora, estava o jogador de futebol Diguinho, do Botafogo. Segundo o policial, o grupo deixou a boate às 5h30. Foi nesse instante, contou o PM, que um dos amigos do filho da promotora se envolveu numa confusão e pediu ajuda, alegando que um grupo de 12 rapazes queria agredi-lo. O policial afirmou ter sido cercado e ameaçado. Ele disse que, nesse momento, fez dois disparos para o alto com uma pistola Taurus calibre 380. O PM alega que o terceiro tiro foi acidental e para o chão.

Por sua vez, o estudante Gustavo Neves, amigo de Daniel, disse que aconteceu uma discussão com um dos seguranças da casa noturna dentro da boate. Gustavo afirmou que Daniel não participou da confusão, mas confirmou que na saída, por volta das 5h30, apareceram cerca de dez rapazes tentando agredi-los. Eles reagiram e começaram a brigar. Gustavo disse ter ouvido três tiros e que viu Daniel cair com o rosto ensangüentado. Mesmo no chão, ferido, contou Gustavo, o jovem foi agredido com dois chutes no rosto pelo grupo de rapazes que acompanhava o filho da promotora.

Com receio de que os responsáveis pelo assassinato do estudante não sejam punidos, a família de Daniel vai pedir ao consulado americano que acompanhe as investigações. Daniel tinha dupla nacionalidade (o pai dele mora em Washington).

- Apenas o policial que atirou prestou depoimento. O filho da promotora, o jogador do Botafogo Diguinho, que também estava no momento da briga, e os outros envolvidos não foram ouvidos pela polícia. Apenas os amigos do Daniel falaram até agora - disse Sérgio Coelho, padrasto de Daniel, lembrando que o policial e os outros jovens deixaram o local do crime num BMW: "Eles saíram cantando pneu e com as portas abertas".

Usando no pescoço o escapulário que Daniel levava quando morreu, Daniela Duque não consegue conter o choro e a revolta ao falar da morte do filho. Amparados pela família, Daniela e Sérgio cobram a punição de todos os envolvidos.

- Tiraram meu filho de mim. Quero justiça. Não vou deixar o assassinato no esquecimento - disse Daniela.

(o PM deve ser severamente punido, haja vista que agiu de forma precicipitada, irresponsável e covarde - exceto se as investigações mostrarem que os fatos ocorreram de forma diversa da única versão até agora apresentada;

mas a promotora Márcia Velasco também deve ser punida. Sendo membro do Ministério Público - FISCAL DA LEI - jamais deveria aceitar que um policial militar colocado a seu serviço, para sua segurança funcional, prestasse serviço a seu filho para farras noturnas.

A promotora, no mínimo, prevaricou.

Agora é INACEITÁVEL a família da vítima pretender que a embaixada dos EUA intervenha nas investigações. O Brasil ainda é, e continuará sendo, um País independente - exceto quando quem viola nossa soberania é a Bolívia com a conivência do presidente da República).

domingo, 29 de junho de 2008

Até quando a paz no Oriente Médio irá depender de Israel?


Perigo à vista


No momento em que os preços do petróleo estão em alta e logo quando o Iraque começa a conquistar sua estabilidade, a hipótese aparentemente improvável de uma piora no cenário do Oriente Médio pode virar realidade.

Nas últimas semanas aumentaram as possibilidades de um ataque israelense às instalações nucleares do Irã. Israel tem realizado ostensivos exercícios militares aéreos no Mediterrâneo, e uma ex-autoridade do país disse que o ataque será inevitável caso Teerã insista em levar seu programa nuclear adiante. Poderia ser apenas um blefe para intimidar os iranianos, a fim de que se ponha fim ao enriquecimento de urânio no país.

Mas os esforços diplomáticos não vêm apresentando resultados e em Israel há o entendimento de que o melhor momento para atacar o Irã seria durante a transição de poder nos EUA -- seria demasiado tarde para o país ser acusado de influenciar a eleição norte-americana, e Israel não precisaria esperar pela luz verde do novo presidente.

(não existem razões que justifiquem Israel atacar o Irão; não pode prosperar o conceito de ataque preventivo, o mundo não pode aceitar isto).

Entrevista
‘Mensalão foi o pior momento’
Gilberto Carvalho
A sombra de Lula

O chefe-de-gabinete fala dos bastidores do governo, das crises e do dia em que o presidente pensou em mudar a economia

Otávio Cabral

"Lula sabe que o principal mérito do governo é a economia. Assim, se o banqueiro tiver lucro, tudo bem. Ele diz: ‘Eu prefiro que esses caras tenham lucro agora do que fazer um Proer para eles’"

O chefe-de-gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, é testemunha privilegiada de tudo o que se passa nos bastidores do governo. As crises, as conversas, as intrigas palacianas, as reações do presidente. Nada disso escapa aos olhos e ouvidos de Gilberto – o único assessor autorizado a entrar na sala do presidente sem prévia autorização, o que ele faz dezenas de vezes ao dia utilizando um acesso reservado.

Gilberto recebe Lula na porta do gabinete, quase sempre por volta das 9 horas, e participa de todas as audiências. Seu expediente só termina à noite, quando o presidente deixa o Palácio do Planalto. Amigo de Lula há mais de trinta anos, Gilberto também é o responsável pela organização da agenda, supervisiona os trabalhos da segurança, organiza as viagens, cuida do cerimonial e ainda exerce a função de conselheiro. "A gente construiu uma liberdade muito grande. Claro que não vou dar bronca nele na frente de ministros. Mas depois, no particular, falo: ‘Cara, você errou nisso aqui’", diz. Não existe, ao que parece, muita formalidade entre os dois. O presidente chama Gilberto de "Baixinho" (ele tem 1,60 metro de altura), e Gilberto, quase sempre, o chama de Lula. "Mas ele prefere mesmo ser tratado de presidente", afirma o assessor.

Normalmente reservado, esse ex-seminarista, de 56 anos, recebeu VEJA na segunda-feira passada em seu gabinete, decorado com imagens de santos e fotos da família e do presidente. Na entrevista, Gilberto conta histórias reveladoras. Decepcionado com os resultados iniciais da política econômica, Lula pensou em mudá-la radicalmente, o que só não ocorreu por causa do escândalo do mensalão. No pior momento do governo, ele confirma que o presidente foi aconselhado por dois de seus principais ministros a fazer um acordo com a oposição e não disputar a reeleição para evitar um provável impeachment.

Veja – Há um grande debate sobre o impacto que a volta da inflação pode ter no Brasil. O presidente Lula se preocupa muito com isso?
Gilberto – A inflação é hoje a maior preocupação do presidente. Em uma escala de zero a 10, está no grau 9. Lula sabe que o principal mérito do governo é a melhora da economia, é a comida no prato. Isso significa 90% da popularidade do presidente. Só os outros 10% vêm do carisma. Há alguns dias, Guido Mantega (ministro da Fazenda) disse ao presidente que não era preciso ficar tão preocupado com a inflação porque ela estaria restrita aos alimentos. Lula, irritado com o comentário, reagiu de forma ríspida à afirmação do ministro.

Veja – É comum o presidente irritar-se quando as coisas ameaçam sair do controle?
Gilberto – A cabeça de Lula é a do peão do ABC. O núcleo da preocupação do presidente é com emprego e salário. Vejo isso todo dia. Assim, se o banqueiro tiver lucro, tudo bem. Ele diz: "Eu prefiro que esses caras tenham lucro do que fazer um Proer para eles depois". Mesmo em relação à reforma agrária, eu não sinto que ele se empenhe tanto quanto por salário e emprego. Nem quanto ao ambiente. Vou ser bem claro aqui: ele acha importante a preservação, mas, entre um cerradinho e a soja, ele é soja. O ambiente é uma questão importante, mas não é decisiva. O que é decisivo é a economia.

Veja – Lula delega muitas funções ou é centralizador?
Gilberto – Aquela visão que havia de que José Dirceu ou Palocci mandavam no governo é equivocada. Ele é um sujeito que controla tudo com mão-de-ferro o tempo todo. O presidente concentra muito o poder, quer ver a coisa acontecer, usa bastante o telefone. Na mesa dele há um computador com notícias on-line. É só ele ler alguma coisa para ir para cima dos assessores, dos ministros.

Veja – O senhor também é responsável pela coordenação da segurança do presidente. O estilo dele, de aparecer sempre em público, preocupa?
Gilberto – Conciliar a proteção com a flexibilidade necessária para que ele vá ao povo, abraçar, é muito difícil. Além disso, existem as ameaças veladas, principalmente contra a família do presidente. De concreto mesmo, a única coisa anormal que aconteceu até hoje foi num evento em Campinas, em 2006, quando a segurança prendeu um cara armado. Se tinha intenção ou não de usar a arma, a gente não sabe, mas ele estava próximo do local onde o presidente passaria.

Veja – Qual foi o pior momento do governo?
Gilberto – Não há dúvida de que foi a crise de 2005, quando havia muita gente convicta de que o governo tinha acabado, de que o impeachment do presidente era iminente. Houve a famosa noite em que Palocci (ex-ministro da Fazenda) e Márcio Thomaz Bastos (ex-ministro da Justiça) foram aconselhá-lo a entrar em acordo com a oposição. Lula abriria mão da reeleição em troca do restante do mandato. Aquela noite foi muito difícil para todos nós. Outra noite trágica foi a do dólar na cueca (um petista foi preso com dinheiro dentro da cueca). Ao saber da história, o presidente botou as mãos na cabeça e falou: "Meu Deus, onde é que nós vamos parar?". Era uma sucessão inacreditável de picaretagens. Para completar, além da crise política, a economia também apresentava problemas. O PIB não crescia como prometemos.

Veja – O presidente pensou em aceitar o acordo?
Gilberto – Lula sempre demonstrou serenidade, mesmo nos piores momentos. Mandava a gente continuar trabalhando normalmente. O único instante em que o vi realmente deprimido foi às vésperas da crise política, quando ele estava irritado com a falta de resultados na economia. Lembro de um diálogo amargo dele com o Palocci. O presidente disse assim: "Poxa, eu confiei em você, eu confiei no Meirelles (presidente do Banco Central) contra tudo e contra todos. Vocês falaram que a economia ia bombar e não bombou coisa nenhuma". Aquele momento foi muito duro. Ele parecia arrasado.

Veja – O presidente pensou em mudar a política econômica?
Gilberto – Muitas vezes, até porque nunca faltou quem falasse que ela estava errada e era preciso mudar tudo. Hoje ele avalia como um fato muito positivo ter confiado no Palocci e no Meirelles. Todo o carinho que Lula tem pelo Palocci e o respeito que tem pelo Meirelles decorrem de eles terem atravessado juntos o período das vacas magras.

Veja – Sem resultados e com tanta gente pressionando, o que levou Lula a manter a política econômica intacta?
Gilberto – Foi o receio de que a mexida pudesse piorar as coisas, que já estavam muito ruins no plano político. Naquelas circunstâncias, o governo não tinha apoio parlamentar para promover mudanças. Lula vivia repetindo que "o que eles querem é que a gente pare o governo, e o governo não pode parar". Em uma hora de crise, a tendência é só pensar na defesa e esquecer o trabalho. Lula impediu isso, o que se mostrou de grande sabedoria, porque, quando a crise política amainou, a situação econômica tinha dado a volta. A gente deve muito à intuição dele.

Veja – Qual foi a reação do presidente quando o irmão dele, Vavá, foi investigado por tráfico de influência e por pedir dinheiro a um lobista?
Gilberto – Primeiro, ficou muito irritado. Depois o Vavá conversou com ele e deu explicações. Lula sempre achou o Vavá incapaz de fazer qualquer coisa importante. Ele é de uma simploriedade ímpar, deve ter sido enrolado por alguém. Lula ficou um tempo sem falar com o Vavá, mas depois se acertaram.

Veja – O presidente vive reclamando da imprensa, e alguns de seus assessores já chegaram a acusar a Polícia Federal de vazar documentos para constranger o governo.
Gilberto – A matriz de análise do presidente é sempre a mesma: dar um pau em quem faz bobagem. Ele sempre fala que o papel da polícia e da imprensa é esse. As reações contrárias surgem em momentos em que ele enxerga uma carga de preconceito nas críticas. No governo passado, Fernando Henrique Cardoso também levou um pau danado da imprensa, não podemos esquecer. O problema é quando isso caminha para o preconceito, quando fica evidente que certas coisas que se escrevem sobre Lula não seriam escritas sobre outros presidentes.

Veja – O senhor se refere às críticas feitas a respeito da associação entre o filho do presidente e a Telemar, uma concessionária pública?
Gilberto – O presidente não vê nada de errado naquela coisa do Lulinha. Ele tem consciência de que o Fábio tomou uma iniciativa pessoal e está batalhando. Ele nunca pediu nada pelo Lulinha. É bem diferente do Vavá. O Vavá cometeu um ato ilícito, o Lulinha não. Mas ele acha que o Fábio está exposto mesmo pelo fato de ser filho do presidente. Sabe que é natural, do jogo.

Veja – As maiores crises do governo foram provocadas por petistas. Lula está descontente com o PT?
Gilberto – Ele já fez vários desabafos. Em relação aos problemas éticos, o presidente não os atribui ao partido, mas às pessoas. Não acha que a corrupção seja uma coisa intrínseca ao PT. A ligação de Lula com o PT é de criatura e criador, de pai e filho. Não passa pela cabeça dele nenhuma possibilidade de afastamento do PT.

Veja – Como o presidente viu o envolvimento do ex-ministro José Dirceu, um de seus mais próximos e poderosos assessores, com Waldomiro Diniz e o escândalo do mensalão?
Gilberto – Primeiro, José Dirceu e Lula não são tão íntimos assim, nunca tiveram relação de amizade. No caso Waldomiro, Lula criticou o Zé por ter confiado em um cara que não era confiável. O capítulo mensalão é tratado aqui de um modo diferente. O Zé era chefe da Casa Civil e o Delúbio Soares, tesoureiro do PT. Foi repassado dinheiro aos partidos como ajuda de campanha, não para os caras votarem com o governo. Quando a gente fala que não teve mensalão, é nesse sentido. Não é que eu concorde com isso, mas é diferente da história de que o governo dava mesada aos deputados. Então, o presidente não atribui ao Zé a responsabilidade de ter sido o operador desse esquema. Mesmo assim, na avaliação do presidente, era melhor que o Zé tivesse renunciado, passado um tempo submerso e reconquistado os direitos políticos. Um caminho mais ou menos como o do Palocci.

Veja – No caso do dossiê dos gastos do governo do PSDB com cartões, qual é a visão do presidente?
Gilberto – O governo estava se preparando para uma CPI e orientou a Casa Civil para que fizesse um trabalho de levantamento dos gastos. Num certo momento, pegaram amostras desse levantamento e vazaram inconseqüentemente. Essa é a visão. Porque se fosse para prejudicar não pegariam aqueles dados, que não criam constrangimento a ninguém. Aquilo é um atestado de que o presidente Fernando Henrique levava uma vida de classe média alta como a que o presidente Lula leva no Palácio da Alvorada.

Veja – Como o presidente avalia a acusação feita por Denise Abreu, ex-diretora da Anac, de que Dilma beneficiou o grupo que comprou a Varig?
Gilberto – Só quem viveu o começo do governo sabe da pressão para resolver o caso da Varig. A regra aqui dentro era fazer de tudo para impedir que a Varig quebrasse. E a ação da Dilma foi exatamente essa. Governo é assim: se você deixa um processo caminhar normalmente, ele tem uma demora que nem sempre os fatos podem esperar. Era o caso, a empresa podia quebrar. Por isso, houve uma mão forte da Dilma empurrando para que tudo fosse feito de maneira acelerada. Como a gente faz também com outras coisas importantes. Caso da guerra da Dilma com a Marina Silva para que houvesse o leilão das hidrelétricas do rio Madeira. Sem elas, o país ficaria sem energia em 2013. Pode-se falar o que quiser da Dilma, que ela é dura, que não tem diálogo. Agora, quem apostar que a Dilma se mete em negociata vai quebrar a cara.

Veja – Mas não é estranho que, de novo, apareça uma pessoa próxima ao presidente envolvida na operação, como é o caso do advogado Roberto Teixeira, amigo e compadre de Lula?
Gilberto – Aí é mais difícil, porque permeia uma relação particular que ele tem com o presidente. Mas eu estou tranqüilo em relação ao governo, porque nós estabelecemos uma regra com todos os chefes-de-gabinete do governo: tudo o que vier de amigo ou parente de Lula é preciso analisar com lupa e com rede de fio duplo. Porque, no começo, parentes muito simples do presidente começaram a ser utilizados por lobistas. Por isso se acendeu um alerta. Agora, a relação que o Roberto mantém com esse grupo que negociou a Varig é um problema dele. Se ele cobrou mais ou menos, é um problema dele. Se ele vendeu alguma facilidade, se dizia que falava por Deus, eu não posso fazer nada. Mas dizer que o governo fez alguma coisa para beneficiá-lo é uma inverdade.

Veja – O presidente aceitaria candidatar-se a um terceiro mandato?
Gilberto – De jeito nenhum, isso é um assunto que não tem nenhuma possibilidade de prosperar. Se ele fosse a favor, não se empenharia tanto em procurar um candidato. Essa aposta na Dilma é séria, é real. Já o terceiro mandato não existe. É lógico que é muito melhor ouvir "Fica, Lula" do que "Fora, Lula". Isso dá condição para ele fazer o sucessor, não para continuar. Olhando a história, quem prorrogou mandato só arrumou problema. O presidente até pode tentar voltar em 2014. Mas ficar agora, definitivamente não.

Veja – Um fantasma que continua assombrando o PT é o assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, de quem o senhor era o principal assessor. Qual a sua versão para o crime?
Gilberto – A versão que eu tenho para a morte do Celso é a de dois inquéritos da Polícia Civil de São Paulo. Um crime comum, um assassinato em uma tentativa de assalto. Todo o resto é teoria levantada pela família dele que ninguém jamais conseguiu provar.

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