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COMUNICADO - Novo Site

Nota de Esclarecimento

Importante:

Memória: em 8 setembro 2007, começamos as atividades deste Blog, sob o título Blog da UNR e nossos objetivos estão bem destacados no nosso primeiro post, título 'início das atividades...' .

De imediato, constatamos que estando a esquerda no governo, uma dificuldade se apresentava: contar os erros, as traições, as covardias, os assassinatos, as falcatruas cometidos pela esquerda durante o Governo Militar OU contar os crimes que a esquerda, a petralhada à frente, continua cometendo nos dias atuais? (apesar de fragorosamente derrotada pelos militares a esquerda aproveitou-se da generosidade dos vencedores e voltou tal qual serpente e conseguiu PERDER A GUERRA e vencer a Batalha da Comunicação, passando de vilão a heroína).

A famigerada esquerda conseguiu o poder - agindo disfarçada de democrata - e passou a mostrar, de forma descarada, ser pior que antes.

Diversos motivos, que não vem ao caso aqui detalhar, tornaram conveniente alterar o nome do Blog da UNR, que passou a denominação de BLOG PRONTIDÃO, mantendo a URL.

Apesar de ser um Blog pequeno, fruto de um trabalho amadorístico, porém de muita dedicação, contando com poucos seguidores, alguns visitantes fiéis, outros eventuais, tivemos a imensa alegria de constatar que incomodávamos a petralhada - o que foi fácil perceber pela necessidade de 'moderar comentários', pelos xingamentos que recebemos a cada postagem, tentativas de invasão (parcialmente exitosas, com modificações de postagens {o mais odioso foram as vezes que conseguiram mudar palavras, trechos de postagens, títulos, e passar a idéia que defendíamos o desgoverno petralha}).

Para tornar mais dificil que os guerrilheiros da informática à serviço do desgoverno - o ministro da Secom, Traumann, foi demitido por admitir publicamente que o desgoverno Dilma, a exemplo do seu antecessor $talinácio Lula, usam a guerrilha virtual - continuassem a nos incomodar, decidimos suspender, temporariamente, a veiculação de POSTs no Blog Prontidão, passando a veicular no Blog PRONTIDÃO TOTAL, usando outra URL.

Claro que alguns leitores não acessaram o Blog Prontidão Total - o que atribuímos a alguma falta de comunicação da nossa parte - porém, de tudo concluímos que podemos e VAMOS PERMANECER firmes e fortes, protegidos da sanha 'assassina' dos guerrilheiros virtuais do desgoverno, contando a verdade, tudo o que soubermos e o nosso amadorismo permitir, do muito de ruim, de nocivo, de pernicioso, que o atual desgoverno pratica, estimula, esconde e apoia.

Voltar ao Blog PRONTIDÃO seria pretender que nossos poucos leitores ficassem pulando de galho em galho - a manutenção da nossa 'linha editorial', que vem desde 2007, é eloquente e fiel aos fatos ao provar que nossos ideais permanecem firmes, estamos apenas mais fortes.

Vamos continuar com a denominação Blog PRONTIDÃO TOTAL, na URL que atualmente atende àquele Blog, mantendo nossa postura de apresentar sempre a VERDADE - verdade que representa os fatos (aliás, não podemos esquecer, verdade e fato são unos)e não a verdade conveniente (tática usada pela esquerda petralha).

Felizmente, temos dois leitores, afinal, escrevemos e vamos continuar escrevendo para dois leitores: "Ninguém" e "Todo Mundo".

Por favor, nos honre com sua visita, clicando aqui: Blog Prontidão Total ou em qualquer link disponível, em azul, neste texto

ou colando em seu navegador: http://brasil-ameoudeixe.blogspot.com.br/

ou Blog Prontidão Total

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terça-feira, 30 de setembro de 2008

Governo estuda socorro ao exportador

Plano é neutralizar a falta de linhas de crédito internacionais

Adriana Fernandes e Beatriz Abreu, o Estadão

O governo está analisando a adoção de novas "medidas de emergência" para socorrer empresas do setor exportador que estejam encontrando dificuldades para captar recursos no mercado externo. A situação dos exportadores foi apresentada ontem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que liberou a equipe econômica para apresentar alternativas capazes de neutralizar a forte restrição nas linhas de crédito externas desde o agravamento da crise financeira nos Estados Unidos, há duas semanas.

Os ministros identificaram que o bloqueio do crédito é o que está afetando a economia real do País neste momento. Por isso, o Banco Central (BC) agiu pontualmente e decidiu oferecer dólares ao mercado para desobstruir as operações, por meio da venda associada à compra futura da moeda americana. A medida é importante, mas seu alcance é relativo quando a intenção é garantir crédito para os exportadores.

Como definiu o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, trata-se de uma medida transitória e temporária para restabelecer a liquidez do mercado. Mais: o BC não pode substituir as instituições privadas de crédito e tampouco se converter em um banco de fomento.

O raciocínio que prevaleceu na reunião de ontem com o presidente Lula e os ministros da Fazenda, Guido Mantega, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, foi na direção de se montar uma "engenharia financeira" para garantir os recursos aos exportadores até que a situação nos mercados mundiais volte à normalidade. "É preciso construir uma ponte para esse momento de transição", disse uma fonte.

Os ministros deixaram o gabinete de Lula com a tarefa de identificar quais os canais disponíveis para que o setor possa captar recursos, mesmo que a um custo um pouco mais elevado do que estavam pagando pelas linhas externas.

A preocupação do governo é com o caixa das empresas, embora a orientação seja de se fazer distinção da situação das empresas, separando, por exemplo, casos como o da Sadia e da Aracruz, que se envolveram em operações no mercado de derivativos e amargaram sérios prejuízos com a valorização do dólar.

ESPECULAÇÃO
Até ontem, a moeda norte-americana se valorizou 20,45%. Os técnicos consideram a possibilidade de que muitas empresas estavam se beneficiando do dinheiro obtido com os contratos de Antecipação de Contrato de Câmbio (ACC), geralmente utilizado como capital de giro, para especular no mercado financeiro.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), endossando as preocupações do setor, apresentou ao governo a proposta de utilização de cerca de US$ 20 bilhões das reservas cambiais para nutrir as linhas de crédito comercial.

"É preciso ver de que ACC se está faltando", disse uma fonte do Ministério da Fazenda, se referindo aos casos em que a linha foi utilizada para a especulação financeira. No entanto, há o reconhecimento de que o governo "não pode deixar o mercado parar". O diretor de Política Econômica do Banco Central, Mário Mesquita, evitou comentar a proposta da Fiesp. "O BC não comenta nem antecipa medidas", disse.

Os ministros estudam a viabilidade da medida e alternativas, incluindo recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para assegurar crédito aos exportadores. Maior financiador do comércio exterior, o Banco do Brasil (BB) também sofre com as restrições de linhas externas.

Ao longo dos últimas semanas, o banco teve de reduzir o valor dos lotes de financiamento para as empresas. Dessa forma, com o mesmo volume de recursos disponíveis, o BB consegue atender a um número maior de empresas, mas com taxas mais caras e prazos mais curtos.

REAÇÕES

Aloizio Mercadante, Senador (PT-SP)
"O Congresso dos Estados Unidos cometeu um harakiri ao rejeitar o pacote de socorro financeiro proposto pelo presidente George W. Bush. Já tivemos a mais completa irracionalidade econômica e agora estamos tendo a irracionalidade política, com incapacidade de dialogar"

Almir Barbassa, Diretor financeiro da Petrobrás
"Acredito que a crise já terá se solucionado antes de três anos, quando realmente precisaremos buscar recursos"

Tarso Genro, Ministro da Justiça
"A crise é um mal porque desequilibra a situação financeira mundial, mas também é um bem porque denuncia o artificialismo do capital financeiro. O Brasil, graças às políticas que vêm sendo desenvolvidas atualmente tem boas condições de navegar nesse mar intranqüilo"
[notícia triste para os leitores do Blog: diante da inteligência apresentada, contida e demonstrada no comentário extremamente inteligente do Tarso Genro - que sempre despreza as oportunidades de ficar calado - vou continuar fazendo comentários sobre economia aqui no Blog.
Não se aborreçam comigo e sim com o Tarso Genro, que me estimulou.]

Gustavo Loyola, Ex-diretor do Banco Central
"Nenhum governo vai ficar de braços cruzados vendo seu sistema financeiro ruir. Isso tem um custo do ponto de vista do crescimento muito alto"

Flávio Castelo Branco, Coordenador da CNI
"No curto prazo, a utilização da capacidade instalada da indústria não muda com a crise porque o que vai entrar de capacidade nova é investimento que já está em maturação e o lado real da economia ainda não foi afetado"

Paulo Francini, Diretor da Fiesp-Ciesp
"A crise financeira internacional mostrou uma cara feia pior do que a imaginada. O panorama é de densas dúvidas. Hoje há mais razões para estar mais pessimista do que no passado, pois sabemos que a crise é muito grave"

Pedro de Camargo Neto, Presidente da Abipecs
"Compreendo a preocupação dos parlamentares sobre como o contribuinte norte-americano pode reagir, mas o Congresso deve agir de forma racional"

Lula, diante do ChaveS: situação é grave

Com Chavez , Lula muda discurso sobre a crise

Com Chávez, Lula muda discurso, reconhece gravidade da crise financeira mundial e pede confiança aos brasileiros

GloboNews TV

Em entrevista ao lado do presidente venezuelano Hugo Chávez, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mudou o tom do discurso que fez na manhã desta terça-feira, quando voltou a minimizar as implicações no Brasil da crise financeira internacional.

- A crise é muito séria e tão profunda que nós ainda não sabemos o tamanho. Certamente, talvez seja uma das maiores crises econômicas que o mundo já viu. Poderemos correr riscos, porque uma recessão em caráter mundial pode trazer prejuízos para todos nós. Entretanto, estamos mais sólidos, estamos mais precavidos. O nosso sistema financeiro não está envolvido no subprime. Nós fizemos as lições de casa e eles não fizeram - disse Lula, em Manaus, onde participa de reunião de líderes sul-americanos.

Apesar do discurso mais precavido, Lula mantém a confiança no país:

- A mensagem que eu poderia dizer ao povo brasileiro é que é o momento de acreditar neste país, acreditar no mercado interno deste país, acreditar que nós não seremos vítimas como já fomos outras vezes e, ao mesmo tempo, torcer para que os americanos resolvam o problema.

O presidente comparou seu grau de preocupação ao de alguém que tem um amigo no hospital:

- Eu poderia dizer que hoje sou um homem que está tranqüilo. Estou acompanhando com apreensão. Estou apreensivo porque o Brasil é um país exportador e queremos continuar crescendo.

Ao chegar à capital amazonense, na manhã desta terça-feira, Lula respondeu bem-humorado ao ser questionado sobre se estava preocupado com a situação dos mercados:

- Nesse momento, quem está mais preocupado com isso é o Bush - disse.

Lula negou que tenha criado um gabinete especial para acompanhar os desdobramentos da crise financeira e afirmou que conversa freqüentemente sobre o tema com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

- Não criei um gabinete de crise. Tenho me reunido sistematicamente com o ministro Mantega e com o presidente do Banco Central. Não existe uma espécie de gabinete de crise. Tanto o presidente do BC, o ministro da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio precisam conversar entre si para tratar das exportações e da questão do câmbio - afirmou.

Medidas para estimular exportações

Alguns setores, no entanto, já estão se precavendo. Segundo o ministro de Desenvolvimento Indústria e Comércio, Miguel Jorge, uma comissão formada pelo Ministério da Fazenda, Banco Central e Desenvolvimento irá se reunir nos próximos dias para propor medidas ao presidente Lula que estimulem as exportações. De acordo com o ministro, as medidas ainda não foram desenhadas, mas devem ser criativas e fugir do que já é conhecido.

Exportadores de commodities agrícolas do Brasil já reclamam que os juros das operações de crédito atreladas ao fechamento de câmbio (ACC) deram um salto desde que a crise financeira global se acentuou, o que tem atrapalhado os negócios e diminuído o apetite exportador.

Chávez defende integração

Após encontro privado com Lula, em Manaus, o presidente venezuelano disse que nenhum país pode dizer que não será afetado pela crise financeira dos Estados Unidos . Na opinião de Hugo Chávez, é preciso garantir mais integração entre os países latino-americanos para fortalecer as economias dessas nações. O modelo econômico desenvolvido pelos Estados Unidos está terminalmente doente. Tudo isso é culpa do neoliberalismo. Nenhum país poderá dizer que não será atingido. A integração entre os países latino-americanos irá fortalecer nossas economias para salvaguardar a vida de nosso povo.

Evo Morales ironiza pacote americano

Ao chegar para reunião com o presidente Lula, em Manaus, o presidente boliviano Evo Morales fez ataques ao capitalismo e criticou os Estados Unidos pela crise financeira internacional :

- Eu disse na ONU (Organização das Nações Unidas) que onde está o capitalismo há ataques, exploração e pobreza. E não me equivoquei a dizer isso - afirmou Evo - afirmou.

O presidente da Bolívia também reclamou que a crise dos mercados esteja se espalhando e ironizou o pacote de ajuda de US$ 700 bilhões que o governo americano pretende dar às instituições financeiras.

Meirelles admite gravidade da crise

Em São Paulo, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles , também admitiu que a crise nos Estados Unidos é séria, mas garantiu que o Brasil está preparado para agir com serenidade e não adotar "medidas precipitadas, tomadas no calor dos acontecimentos" :

- A situação é severa, é grave. Ontem, a percepção de gravidade era maior do que hoje. Amanhã, vamos ver -reforçou.

Na segunda-feira, Meirelles já havia admitido que a crise financeira americana poderia contaminar o Brasil, mas no máximo com um "resfriado forte" . Segundo ele, o país está em melhores condições para enfrentar os efeitos da turbulência que assola os mercados em Wall Street.

- Hoje em dia, quando os EUA estão aí com uma gripe ameaçando uma pneumonia, nós podemos dizer que, quem sabe, podemos apenas ter um resfriado forte. O que é desagradável, mas certamente não se compara a uma pneumonia ou coisa pior - disse, em palestra a empresários, na capital mineira

Bush apela ao Congresso

Pela manhã, em mais um apelo ao Congresso dos Estados Unidos, o presidente americano, George Bush, disse que as conseqüências da crise serão dramáticas se o pacote de resgate financeiro não for aprovado pelos congressistas . Ele disse ainda que a economia depende de uma ação decisiva para a voltar a crescer.

A Casa Branca começou a considerar "pequenas mudanças" no pacote na expectativa de angariar os votos necessários para aprovação do plano de ajuda de US$ 700 bilhões que foi rejeitado pela Câmara norte-americana na véspera, segundo informou, nesta terça-feira, um assessor do governo.

Há urgência na compra de armas pelo Brasil

A hora de comprar armas
O governo decide: o reaparelhamento das Forças Armadas com
equipamentos de alta tecnologia vai estar vinculado ao desenvolvimento da indústria brasileira

Na última semana, enquanto cerca de dez mil militares do Exército, Marinha e Aeronáutica participavam de treinamento conjunto na praia de Itaoca (ES), o ministro da Defesa, Nelson Jobim, trabalhava para finalizar o plano estratégico que indicará a destinação das Forças Armadas. Por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o projeto deverá ser lançado até o final de outubro. Antes disso, porém, o plano deverá ser apreciado pelos ministérios do Planejamento, Fazenda, Relações Exteriores e Ciência e Tecnologia, e submetido ao Conselho de Defesa Nacional. Mais do que por detalhar a missão dos militares, o plano é importante porque orientará a forma como o Brasil vai investir para reequipar as forças militares. "Os equipamentos adquiridos serão aqueles necessários para dar cumprimento às metas estabelecidas", afirmou Jobim. Além disso, segundo o ministro, o reaparelhamento das Forças Armadas servirá para que o País avance tecnologicamente, permitindo maior desenvolvimento da indústria nacional. "A transferência de tecnologia é um dos principais critérios na definição sobre o que vamos comprar", disse Jobim.

Apesar de o plano estratégico estar em fase final de acabamento, algumas decisões já foram sacramentadas pelo governo. Uma delas diz respeito à substituição dos caças supersônicos da Força Aérea Brasileira. Tanto a Aeronáutica como o Ministério da Defesa concluíram que o País precisa de no mínimo 102 novos caças de última geração. A decisão do governo é que nos próximos 20 anos sejam comprados 36 caças, com total transferência de tecnologia, de maneira que os outros 66 possam ser fabricados no Brasil, por empresas nacionais. "Precisamos ter a tecnologia suficiente para produzir nossos equipamentos e colocar a indústria brasileira em patamares competitivos internacionalmente", afirmou na quarta-feira 24 um dos oficiais da FAB envolvido na seleção dos caças que serão adquiridos. Três aviões disputam esse pacote de aproximadamente US$ 4 bilhões: o francês Rafale, o russo Sukhoi e o sueco Gripen. Os fabricantes já responderam a uma série de quesitos elaborados pelo Brasil e novas questões poderão ser colocadas, principalmente no que diz respeito ao nível de transferência tecnológica.

Sabe-se, por exemplo, que os suecos não podem assegurar a total transferência de tecnologia do Gripen. O avião possui vários componentes de fabricação americana e o governo dos Estados Unidos não permite que essa tecnologia seja vendida a outros países sem o consentimento prévio da Casa Branca. "Isso não interessa ao Brasil", disse o oficial da FAB ouvido por ISTOÉ. Apesar de alguns simpatizantes do avião sueco entenderem que esse é um impasse contornável, registros do Departamento de Estado dos EUA apontam em outra direção. A lei é severa. O descumprimento dela implica em sanções civil e criminal. Com multas de até US$ 1 milhão e prisão de até dez anos. Em 2007, apenas em processos civis, o governo americano distribuiu multas no valor de US$ 60 milhões. Na área criminal, houve 283 prisões, 198 indiciamentos e 166 condenações.

Outra decisão já tomada pelo governo se refere à Marinha. "O Brasil precisa estar preparado para defender sua costa, principalmente com as novas descobertas de petróleo", avalia o ministro Jobim. A decisão é que o País irá apostar no desenvolvimento de um submarino nuclear. Para tanto, já fechou um acordo com os franceses para a compra de quatro submarinos convencionais. O objetivo é desenvolver em território nacional um casco que permita a acomodação do reator nuclear, já em desenvolvimento no País, até 2020. Segundo o ministro Jobim, a negociação foi consolidada no encontro entre os presidentes Lula e Nicolas Sarkozy (FRA), em fevereiro.

Ao contrário dos alemães, com os quais o Brasil tinha parceria em submarinos, os franceses têm esses equipamentos movidos a energia nuclear e se comprometem a transferir a tecnologia necessária para o desenvolvimento de um novo casco no Brasil, maior que o usado nos submarinos convencionais. Para tanto, o governo terá agora que investir em instalações seguras para a construção dos novos equipamentos. A Marinha comemorou a decisão, mas alguns oficiais estão apreensivos. Querem assegurar um fluxo de recursos para a próxima década, para evitar que o projeto sofra interrupções por causa de questões orçamentárias.

A área é militar; invasores civis, fora!

O exército contra o cidadão
Militares cerceiam direitos básicos de moradores de aldeia em Niterói

A jangada voltou só, quando Arildo Antônio da Silva saiu para pescar nos dias de Carnaval. Não foi o mar revolto que fez o pescador de 53 anos passar dois dias longe de sua família em fevereiro e, sim, o Exército, que o manteve preso, sem justa causa, em um quartel. O episódio é mais um na rotina de 50 famílias de moradores de uma antiga aldeia de pescadores, a Imbuhy, fundada no século XIX em uma praia de Niterói, no Rio de Janeiro.

A aldeia fica dentro do forte do mesmo nome, mas cujo acesso é feito através de outro forte, o Rio Branco. Alegando razões de segurança, desde o início do ano o Exército tem imposto duras medidas de controle a estes moradores. Para entrar em casa a qualquer hora do dia, eles são revistados pelos soldados da guarita de acesso ao forte. Além disso, há a obrigatoriedade de uma carteira de trânsito e eles não podem receber mais do que cinco amigos ou parentes por vez. Com isso, diante da proximidade do Natal, os moradores estão tristes: as tradicionais grandes confraternizações familiares, em Imbuhy, nunca mais.

É mais uma contradição do Rio. Enquanto muitos cariocas pedem a presença do Exército nas ruas como solução contra a violência – e nas favelas para garantir o direito de votar sem a interferência do tráfico –, na colônia de Imbuhy os sentimentos estão invertidos. "Resistimos à ditadura, mas não pudemos resistir a um governo que faz discurso de direitos humanos na ONU, mas não o exerce. Quem consegue sair de lá, não quer mais voltar", diz o presidente da associação de moradores, o artesão Ailton Navega. O caso de Arildo é simbólico.

O pescador saiu para trabalhar na praia restrita e deixou dois documentos numa guarita: a permissão para pesca e a autorização de trânsito. Interpelado por um sargento em patrulha, acabou preso por estar sem documentos, mesmo dizendo onde estavam as permissões. Por oito horas, sua família achou que ele tinha sido engolido pelo mar. Depois deste susto inicial, veio o outro: o pescador ficaria dois dias preso no quartel.

Para os moradores do local, o Exército justifica as atitudes dizendo que é "uma questão de segurança". O pedido de entrevista feito por ISTOÉ na terça-feira 23 e encaminhado para a 5ª. Seção do Comando Militar do Leste não teve resposta. Na sexta-feira 26, a seção de Comunicação Social do Comando Militar do Leste informou que "o caso em pauta encontra-se na esfera judicial". A equipe de reportagem flagrou Navega sendo barrado e submetido ao procedimento de revista, agora obrigatório a todos os moradores que entram de carro na comunidade. Primeiro, ele passa pela guarda do Forte do Rio Branco, que dá acesso à aldeia, é barrado e obrigado a abrir o porta-malas, mesmo mostrando a identificação de morador. "Os soldados não deixam nem entregadores de farmácia levar remédios para a aldeia", afirma ele.

O relacionamento entre o Exército e a pequena comunidade não é bom desde 1986, quando um oficial destruiu a tiros o barco de um pescador. Mas a situação piorou muito desde 28 de maio, data em que o tenente-coronel Adilson Carlos Katibe baixou a "Atualização das Normas de Convivência do 21º GAC com os moradores da área do Forte Imbuhy". O documento tem seis páginas de ordens e restrições para os cidadãos da aldeia. As divergências foram parar na Justiça. Depois de nove anos, os pescadores perderam a causa em segunda instância. O advogado Arão da Providência Araújo Filho, da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil, pretende recorrer. "Fiz uma representação no Ministério Público Federal de Niterói e ela foi negada. O jeito agora é ir a Brasília", diz ele. Já o advogado dos moradores, Arthur Floriano Peixoto, denuncia o que chama de "aberração jurídica": "Se a União quer a área, tem de desapropriar e pagar os moradores." Peixoto diz que o rigor contra quem mora no local não existe para quem paga – um salário mínimo por mês – para freqüentar as praias. "Há privilegiados", garante.

Se tudo isso já não faz muito sentido, o caso de Norma Corrêa Castro beira o surrealismo. Ela pediu ajuda à Associação dos Servidores Ativos e Inativos da Polícia e Bombeiros do Rio (Assinap) para transportar sua mãe que estava passando mal. A ambulância, entretanto, não pôde entrar porque foi barrada na porta. Triste e assustada, Norma suspira: "Todos nós temos muito medo de falar qualquer coisa." Na tentativa de ajudar, o presidente da Assinap, Miguel Cordeiro, tentou ir à casa de Norma, mas também foi impedido. Revoltado, encaminhou denúncia à Polícia Federal. "Parece que o Estado de direito acabou." Cordeiro registrou com um gravador de bolso seu diálogo com um guarda. Ele cedeu a fita à ISTOÉ:

Cordeiro: Bom-dia, eu gostaria de falar com a dona Norma Corrêa Castro, na casa 5.
Guarda: Ela é moradora? O nome do senhor está na lista?
Cordeiro: Que lista é essa?
Guarda: Tem que estar na lista, como eu disse "pro" senhor.
Cordeiro: Nem podem me acompanhar até a casa dela? Se tiver um problema de saúde grave, tem que avisar o comandante do forte para ele autorizar?
Guarda: É, tem que levar ao comandante para ele autorizar.
Cordeiro: Não é possível. Mesmo com problema de saúde? Isso tudo é para forçar o povo a sair logo daí, não é?
Guarda: Ah, sim, pode ser que o Alto Comando tenha orientado sim, a forçar um pouco.

[a área é militar; além de ficar localizada dentro de uma instalação militar – o forte do mesmo nome – o acesso é feito através de outros forte.

A solução mais adequada – que deveria já ter sido adotada - é a remoção dos moradores, com a devida desapropriação, sendo que no próprio interesse das instalações militares a remoção deve ser imediata e eventual indenização discutida, posteriormente, na Justiça.]

Collor, se condenado pode pegar 25 anos de prisão


Será que agora vai?
Processo por peculato contra o ex-presidente Fernando Collor chega ao Supremo Tribunal Federal

Fonte: ISTOÉ Online

Quase 14 anos depois de ser absolvido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello voltará a ser julgado pela corte. O cenário político não é o mesmo. O ex-presidente é hoje apenas um discreto senador do PTB, da base aliada do governo no Congresso. Mas os fantasmas dos tempos em que sofreu o processo de impeachment insistem em assombrá-lo. O novo processo, aberto pelo Ministério Público em 2000, chegou ao STF em outubro de 2007, após Collor ter sido eleito senador, e está em fase conclusiva.


Collor, licenciado do Senado para ajudar na campanha do filho James

Na quinta-feira 18, o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, encaminhou parecer ao Supremo defendendo a condenação do senador por peculato (desviar ou apropriar-se de recursos públicos), corrupção passiva e falsidade ideológica, crimes que teriam sido cometidos em sua passagem pela Presidência da República. Somadas, as penas máximas previstas para esses crimes chegam a 25 anos de prisão. O relator, ministro Carlos Alberto Direito, ainda não marcou a data do julgamento, mas a previsão no Tribunal é de que ele ocorra até o fim do próximo ano. Outras sete pessoas são alvo do processo: Osvaldo Sales, Almir Sales, Claudio Vieira, que era secretário particular do ex-presidente, o advogado Chucre Suaid, e os publicitários Éber de Melo, Homero Fernandes Júnior e José Heliton de Vasconcelos.

De acordo com a denúncia, Collor e os demais réus recebiam propinas de empresários beneficiados por licitações públicas fraudulentas. O dinheiro era depositado em contas de "laranjas", mas administradas pelos réus para pagar despesas pessoais, faturas de cartões de crédito e pensões a filhos de relacionamentos extraconjugais. "Os recursos arrecadados por meio de propina eram depositados em contas fantasmas e utilizados para pagamento de gastos pessoais de Fernando Collor, Osvaldo Mero Sales e Claudio Vieira", diz a denúncia da subprocuradora da República, Cláudia Sampaio Marques. Ainda segundo o MP, Collor comandava as operações por meio do "testa-de-ferro" Sales, dono da empresa DQV Publicidade Ltda., que, segundo a denúncia, pagava a propina.

Licenciado desde o início do mês para ajudar na campanha do filho James Collor, que disputa a Prefeitura de Rio Largo (AL), o ex-presidente tem preferido não comentar o assunto. Dos ministros que absolveram o ex-presidente há quase 14 anos, apenas Celso de Mello ainda permanece no Supremo. Será que agora vai?

Tragédia vôo 3054, da TAM, não foi a pista

Brasil

Não foi a pista
Istoé revela o que diz a perícia final sobre a tragédia do vôo TAM 3054, que matou 199 pessoas, no maior acidente aéreo do País

Fonte: Revista ISTOÉ

Um relatório confidencial guardado no Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), em Brasília, mostra as conclusões finais da investigação sobre o maior acidente aéreo do Brasil. Mantido sob segredo de Justiça, o documento número 2007.61.81.008823-6 aponta as causas que provocaram a tragédia do vôo 3054, da TAM, em 17 de julho de 2007.

Naquele final de tarde chuvoso, 199 pessoas morreram depois que o Airbus A-320 não conseguiu frear na pista 17R/35L do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e explodiu após colidir contra um prédio da própria companhia. As investigações conduzidas por técnicos do Instituto Nacional de Criminalística, às quais ISTOÉ teve acesso, desmentem o que nos últimos 14 meses foi apontado por especialistas como uma das principais causas do acidente. "A pista molhada e sem grooving (ranhuras no asfalto que ajudam o escoamento da água) não teve peso decisivo no acidente", registra o relatório. "Mesmo que houvesse mais 250 metros de pista, não pouparia a tragédia."

Segundo o relatório, o Airbus tocou o solo com uma velocidade de 270 km/h e atravessou os 1.940 metros de asfalto molhado a 240 km/h.

Não houve derrapagem ou aquaplanagem. "Houve uma resposta inesperada do sistema automático de frenagem da aeronave nos momentos iniciais em solo, o que aconteceu por conseqüência da não abertura dos spoilers durante o pouso", diz o documento do Cenipa.

"Pode-se afirmar que o não funcionamento dos spoilers e problemas no autobreck (freio automático), certamente, estiveram entre os fatores determinantes que inibiram a desaceleração da aeronave." O documento, no entanto, não é conclusivo quando analisa as causas do não funcionamento dos sistemas de frenagem do avião. Esses sistemas podem ter falhado por razões mecânicas e/ou eletrônicas ou por erro humano. Para saber exatamente como se comportaram os pilotos do avião, os técnicos precisam comparar os dados digitais, armazenados no computador de bordo, com o posicionamento físico das manetes, operadas manualmente pelos pilotos para determinar a frenagem ou a aceleração da aeronave.

Os dados digitais apontam que o motor do lado direito do avião estava acelerado em potência máxima, enquanto o esquerdo estava em reverso. O problema é que essas informações só podem ser dadas como absolutamente verdadeiras caso a posição das manetes as confirmem.

No caso do vôo 3054, os especialistas submeteram o que sobrou dos comandos de cabine a laboratórios franceses, onde foram feitos mais de 200 testes de ressonância magnética. O objetivo era saber a exata posição das manetes. Mas isso foi impossível de determinar. Os comandos ficaram expostos a uma temperatura superior a 2000 graus centígrados e chegaram aos laboratórios completamente derretidos.

Apesar do relatório do Cenipa, a tragédia do vôo 3054 está longe de ser encerrada. Ainda em outubro, o delegado Antônio Carlos Barbosa, que conduz em São Paulo um inquérito policial sobre o caso, encaminhará ao Ministério Público o resultado de suas investigações. "Vou apontar de sete a dez pessoas como responsáveis por homicídio culposo (sem intenção de matar)", diz Barbosa, sem antecipar os nomes. Ele avalia que tanto o governo federal como as empresas envolvidas poderiam ter evitado o desastre. Barbosa sustenta que em dezembro de 2006, sete meses antes do acidente, em uma reunião na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Infraero e as maiores companhias aéreas brasileiras, entre elas a TAM, foram informadas sobre o risco de se pousar em Congonhas em dias de chuva com aeronaves com o reverso travado.

Na reunião, segundo ata obtida por ISTOÉ, ficou acertado entre as empresas e os organismos que gerenciam a aviação comercial no Brasil que não seriam usados aviões com quaisquer limitação no sistema de freios no aeroporto de Congonhas em dias de chuva.

Nas cinco folhas da ata, os representantes das companhias aéreas assumem o compromisso de distribuir a orientação para todos os seus pilotos. O Airbus da TAM que fazia o vôo 3054 pousou com o reverso pinado. O delegado agora questiona de quem é a responsabilidade pelo fato de não ter sido praticado o que fora pactuado na reunião. Ele também questiona o fato de os gerentes da Anac não terem transformado em regra ou em norma aquilo que fora acertado na reunião. Na tarde da quinta-feira 24, a assessoria da TAM informou que a empresa "não vai comentar investigações ainda em andamento".

ULTRADIREITA AUSTRÍACA TEM ÓTIMA VOTAÇÃO

ÁUSTRIA Ultradireita tenta voltar ao governo

Com a melhor votação desde 1999, o Partido da Liberdade e os aliados da BZÖ têm poder suficiente para barganhar espaço no futuro gabinete


Heinz-Christian Strache, líder do FPÖ: projetos antiimigração
Com o pior resultado nas urnas desde a Segunda Guerra Mundial, os social-democratas, maior formação política da Áustria, foram alcançados pela aliança de dois partidos de extrema direita nas eleições antecipadas de domingo, provocando uma reviravolta na política da Áustria. De acordo com os resultados preliminares, a ruptura da coalizão de governo entre conservadores e social-democratas, depois de apenas 18 meses, fortaleceu as forças nacionalistas opositoras. Somando-se os votos do Partido da Liberdade (FPÖ) e da populista Aliança para o Futuro da Áustria (BZÖ), a extrema direita chegou, com 29%, ao nível do Partido Social-Democrata (SPÖ), que obteve 29,7%.

O desempenho da extrema direita nas eleições foi o melhor desde 1999, quando o Partido da Liberdade conquistou 27% dos votos e garantiu um lugar na coalizão de governo com os conservadores. No entanto, por trás dos números, está a manifestação de descontentamento geral dos austríacos, testemunhas das disputas intermináveis dos dois partidos tradicionais — SPÖ e o Partido Popular —, incapazes de lançar a tão esperada reforma fiscal, um dos principais pilares da sua campanha eleitoral em 2006. “É muito simples, os eleitores protestaram contra os péssimos desempenhos dos parceiros da antiga grande coalizão de esquerda-direita, que jogaram a toalha em julho após 18 meses de paralisia no governo”, explicou o cientista político austríaco Peter Hofer.

Como o líder do SPÖ, Werner Faymann, anunciou que não fará alianças com os ultradireitistas Partido da Liberdade e Aliança para o Futuro da Áustria. Dessa forma, o impasse para a formação da maioria no Parlamento deve durar semanas. O FPÖ e o BZÖ, por sua vez, devem aproveitar a boa votação para fazer exigências, principalmente na economia — a redução do desemprego e o controle mais rígido da inflação. Os resultados finais da eleição só serão divulgados na segunda-feira, depois de apurados os votos enviados por correio.

Pactos
A extrema direita pode voltar a integrar o governo, mas só depois que todas as demais hipóteses se esgotarem. Entre elas, estão uma renovada coalizão esquerda-direita — opção que desagrada à maioria dos austríacos — ou a formação de pactos com o Partido Verde ou partidos menores. As votações comprovam ainda um sentimento contrário à integração européia e à imigração.

O discurso nacionalista e xenofóbico, além do slogan “Viena não pode se tornar Istambul”, deram a Heinz-Christian Strache, líder do FPÖ, 18,2% dos votos. As promessas de mais direitos, bem-estar e seguridade social “somente para cidadãos austríacos” parecem ter surtido efeito. Ironicamente, a perspectiva é de que um grande número de imigrantes de segunda geração que se consideram austríacos tenham votado em Strache, identificando-se como contrários à chegada de mais estrangeiros.

A BZÖ, uma dissidência do FPÖ liderada pelo extremista Jorg Haider, conseguiu 11,18% dos votos. Sua plataforma política inclui projetos para ajudar as classes médias e populares a enfrentar a vida cara no país, mas sem insistir no tema da imigração.

[qualquer País que se preze, qualquer cidadão que seja digno, qualquer governo que cumpra seus juramentos colocam os interesses do SEU País e dos SEUS cidadãos ANTES de qualquer outro]

O 'trio' estréia em Manaus - não serão cobrados ingressos

América do Sul
O “trio” em Manaus

Lula se reúne com os colegas da Venezuela, Bolívia e Equador, que formam o “eixo bolivariano” no continente. Na pauta, integração regional e questões bilaterais, como os ataques à empreiteira Odebrecht

Em mais um momento de tensões e instabilidade na região, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarca hoje em Manaus para uma visita inteiramente tomada por encontros com os três vizinhos que formam o “eixo bolivariano”. Lula vai almoçar com os colegas Hugo Chávez (Venezuela), Evo Morales (Bolívia) e Rafael Correa (Equador). Também terá encontros bilaterais com delegações dos três visitantes, começando com Chávez logo pela manhã. Projetos de integração energética e o ambicioso plano de uma ligação intermodal entre os oceanos Atlântico e Pacífico estarão na agenda, mas o anfitrião deve aproveitar a ocasião para tratar de questões políticas, como o mal-estar entre o governo equatoriano e a construtora brasileira Odebrecht, o impasse entre governo e oposição na Bolívia e a aproximação militar entre a Venezuela e a Rússia.

Na reunião reservada que terá com Chávez, Lula transmitirá o recado de que o Brasil vê com reserva as manobras navais conjuntas que trarão ao litoral venezuelano do Caribe, em novembro, uma esquadra russa comandada pelo suprecruzador Pedro, o Grande. Sem questionar a normalidade dos exercícios, o presidente deverá “aconselhar” o vizinho a não “importar” para a região as tensões entre Rússia e Estados Unidos. Lula e Chávez assinarão um conjunto de acordos, inclusive um de cooperação entre a Caixa Econômica Federal e o Banco Nacional de Habitação da Venezuela para construção de casas populares.

Com Evo Morales, a expectativa é de que o presidente reafirme o apoio do Brasil e da União de Nações Sul-Americanas ao governo central boliviano na disputa com os governadores que lideram a oposição regionalista. No início do mês, a crise resultou na suspensão parcial do bombeamento de gás natural da Bolívia para o Brasil, por causa de bloqueios e sabotagens promovidos por setores da oposição.

Embargo
Um assunto não deve escapar durante a conversa privada entre Lula e Rafael Correa. O desconforto provocado pelo embargo aos bens da construtora brasileira Odebrecht no Equador e a proibição de deixar o país imposta a quatro funcionários da empresa. “Com certeza, conversaremos sobre esse tema, mas Lula conhece muito bem a nossa posição”, [só que a empresa é brasileira e os funcionários que estão 'sequestrados' no Equador são cidadãos brasileiros e a URSAL ainda não existe, situação em que o Brasil seria apenas um estado da URSAL], adiantou Correa durante seu programa de rádio, no sábado passado. Desde que assinou o decreto contra a Odebrecht, o presidente equatoriano cuida de evitar um contencioso com o governo brasileiro — embora tenha ameaçado calote de um crédito de US$ 243 milhões liberado pelo BNDES para um projeto da empreiteira no Equador.

Lula se diz preocupado com o problema, principalmente com a situação dos funcionários refugiados na embaixada brasileira em Quito. Mas, ao contrário do que declarara Correa, o porta-voz do Planalto, Marcelo Baumbach, afirmou que o presidente “não vai entrar no mérito da discussão, pois se trata de um tema a ser resolvido entre a empresa e o governo equatoriano”. Baumbach disse que as negociações “têm avançado de maneira positiva”, e que o presidente aposta em “uma solução satisfatória para ambas as partes”.

Lula convidou Correa para ir à capital amazonense discutir com os colegas Chávez e Morales o Plano de Conexão Multimodal entre o porto equatoriano de Manta, no Pacífico, e o de Manaus. O projeto de conexão interoceânica também passa pelo território peruano e boliviano. “Já foram realizadas três reuniões da Comissão do Eixo Multimodal, e a previsão é de que as obras sejam iniciadas em agosto de 2009 e concluídas entre junho e agosto de 2011”, afirmou o porta-voz do Planalto. “Todos estamos interessados no projeto”, garantiu Correa no programa de rádio. O plano prevê a construção de estradas, aeroportos, portos e vias fluviais.

Lula também quer conversar com Correa sobre a nova Constituição aprovada no domingo pelos equatorianos. “O presidente tem acompanhado com interesse o processo de reinstitucionalização do Equador, e espera que esse processo tenha reflexos positivos nas relações entre os dois países”, revelou Baumbach. O texto da nova Carta Magna dá prioridade à integração sul-americana.

O Brasil humilhado, provocado

Arreganhos contra o imperialismo

Jarbas Passarinho
Foi ministro de Estado, governador e senador

O presidente da Venezuela está transformando seu país no provedor de polpudos auxílios financeiros de caráter político a hispano-americanos deste subcontinente, cis e pós-andino. Ao receberem, assumem compromisso que os expõem a certo grau de dependência. Na área andina, os fartos petrodólares, produzidos pela alta do petróleo, ajudaram a vencer eleições presidenciais na Bolívia e no Equador.

No Peru, o candidato de Chávez foi derrotado. Na Colômbia, o presidente Uribe está vencendo as Farc, enfant gaté do vizinho. Da Argentina, fez-se aliado do colega Nestor Kirchner, adquirindo-lhe títulos desvalorizados por efeito do calote de 75% da dívida externa. No momento em que redijo este artigo, leio a confissão do empresário venezuelano Guido Antonini ao FBI, que o investigava. Teve, em plena campanha presidencial argentina, apresada certa maleta pesada, em Buenos Aires. Flagrado pela aduana, disse que a maleta levava livros. Aberta, os livros transformaram-se em US$ 790 mil destinados a ajudar a propaganda eleitoral da hoje presidenta Cristina Kirchner.

Portador de nacionalidade dupla, venezuelana e norte-americana, o prestimoso emissário Antonini, que mora em Miami faz mais de 15 anos, pressionado pelo FBI, confirmou que os dólares eram parte da contribuição da empresa venezuelana estatal de petróleo PDVSA. Adiantou que a ajuda não se limitava ao que continha a maleta. Outras remessas, mais bem-sucedidas, teriam atingido US$ 6 milhões. A admiração que tenho pela Argentina fez-me inicialmente desacreditar da notícia.

Igualmente me recusei a admitir verdadeira a versão da suposta contribuição de Fidel Castro, de US$ 4 milhões, para a campanha de nosso preclaro presidente [também não foi devidamente investigada a contribuição das FARC para a eleição do Lula - US$ 5 milhões, prometidos pelo 'padre' Olivério Medina em reunião do PT; a TV Globo iniciou uma 'série' de reportagens para apurar o assunto e a 'série' se transformou em série de uma única reportagem; por sua vez o 'padre' vive no Brasil sob a proteção direta do presidente Lula]. Claro que a eficiente e isenta Polícia Federal, do delegado Lacerda, teria prontamente averiguado, posto que até hoje não haja esclarecido o famoso dossiê flagrado em São Paulo, nas últimas eleições para governador. A confissão de Antonini, porém, é tão comprometedora que está residindo em lugar secreto, protegido pelo FBI, pois criou inimigos poderosos, que vão da Patagônia a Maracaíbo.

A revolução bolivariana está em curso. O sonho de Bolívar era unir todo o território sul-americano sob um mesmo governo, embora na Carta da Jamaica reconhecesse a impossibilidade prática de realizá-lo. A pedra no caminho era o Brasil. “Por desgraça, o Brasil limita com todos nossos estados. Tem, por isso, facilidades muitas para fazer-nos a guerra, com sucesso, como o quer a Santa Aliança”,
[e o presidente Lula honrando os compromissos assumidos no/pelo FORO de SÃO PAULO, do qual é um dos fundadores, está envidando todos os esforços para remover a 'pedra', ou, no mínimo, transformar em areia]
escreveu Bolívar na carta de Lima, de 1825. Mal informado, desconfiava que, monarquia após a independência, o Brasil seria um instrumento da Santa Aliança para restaurar o domínio da Espanha, perdido na guerra de descolonização.

O boliviarismo de Chávez não deve chegar ao sonhado por Bolívar, mas já comanda, como fanal a indicar o rumo do “socialismo do século 21”, a Bolívia e o Equador. Evo Morales divide a Bolívia e Chávez trombeteia: “Se quiserem depor meu amigo, minhas tropas impedirão”. Fala como senhor, passando carão: “O ministro da Defesa boliviano não cumpre as ordens de seu presidente”. Se Evo expulsa o embaixador americano, logo o imita, usando a linguagem escatológica, que lhe é própria: “Fuera, yankees de mierda”.
Compra dispendioso e moderno material bélico na Rússia e na China, prevenindo-se contra a sempre anunciada invasão da Venezuela pelas tropas do “império”, a quem vende milhões de barris de petróleo por dia. Com isso, falseia sua intenção de tornar suas Forças Armadas as mais bem equipadas deste continente. Associa-se a Putin e responde aos Estados Unidos, que restauraram a Esquadra Naval do Caribe. Fará manobras com a Marinha Russa, com suas mais poderosas belonaves, no Caribe.

Nossa política internacional de “ajudar o irmão mais pobre” da Bolívia virou “ajudar o irmão menor” do Equador. Já sofremos, resignados, o desafio armado de Evo Morales, que vê com maus olhos o Brasil desde que aprendeu termos como “comprado o Acre por um cavalo”. Para mostrar o grau de adestramento de seu Exército, atacou e conquistou duas refinarias da Petrobras e nos seus mastros hasteou a bandeira boliviana.

Seu exemplo fez doutrina. Citou-lhe a receita nacionalista o bispo licenciado Fernando Lugo, em campanha bem-sucedida para eleger-se presidente do Paraguai: “Se o Evo enfrentou o Brasil, por que não nós, em Itaipu?” O presidente do Equador rompeu com a Odebrecht, ocupou militarmente as obras e dependências administrativas da empresa, obrigando os funcionários a continuarem o trabalho, mas com sentinelas armadas, à vista. Não parou aí. Suspendeu os “direitos constitucionais” dos executivos brasileiros, enquanto outros se homiziaram na embaixada brasileira em Quito. Declarou ilícito o empréstimo de US$ 200 milhões tomado no BNDES.

Dir-se-á que é normal sanção a uma empresa privada coincidentemente brasileira, por execução da cara obra defeituosa. Nesse caso, por que hostilizar a Petrobras, que lá descobriu petróleo, a ponto que se vê obrigada a deixar o Equador? A provocação é clara. Lula disse ter certeza de que receberia imediata chamada telefônica de Correa, a respeito. Não precisa. Nosso chanceler já disse que o Equador só tomou medidas preventivas! Saudades de Pizarro!

Estamos substituindo, nestas latitudes, a obsessão antiamericana, pela obsessão antibrasileira. Há um adágio local que diz: “Da ameaça ao fato há um grande caminho”. Caiu em desuso.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Prefiro optar pelo fato = criação de DEUS

Cá entre nós
Percival Puggina
Mídia sem Máscara

            Em certo lugar da Suíça, 100 metros abaixo do chão, um grupo de cientistas começou a operar a maior máquina já criada pelo ser humano - o LHC (Large Hadron Collider, ou, em português, Grande Colisor de Hádrons) - que pretende encontrar explicações para a origem e o funcionamento do universo.

            Não subscrevo nem renego a teoria do Big Bang porque desconheço seus fundamentos, coisas como o "bóson de Higgs" ou o "modelo padrão das partículas elementares". Meu interesse sobre o tema é de outra natureza. Diz respeito a um universo autocriado ou criado por Deus. A sofisticadíssima investigação sobre o que ocorreu no primeiro trilionésimo de segundo da existência do universo e sobre sua evolução ao longo dos recentes 14 bilhões de anos avança sobre erros e correções de erros. No entanto, convenhamos: conceber toda a não-criada massa do universo concentrada num único não-criado ponto, do tamanho de uma moeda, explodindo em um não-criado espaço-tempo, e dando origem a tudo, por conta própria, implica um ato de fé. Temos, então, a fé em Deus (fé em um ente criador) e a fé em não-deus (fé em uma criação produzida por um não-ser). Ambas são de natureza e de conseqüências distintas e estão à disposição do leitor.

            Pessoalmente, fico com a primeira porque me resolve, e resolve bem, tanto a questão do pontapé inicial quanto inúmeros outros problemas existenciais relevantes, ao passo que a segunda hipótese não me ajuda em coisa alguma. Por outro lado, enquanto a idéia do não-deus serve ao relativismo moral e à permissividade, a idéia de Deus se encaixa perfeitamente com a de que existe uma lei natural, uma ordem moral, a incidir sobre as ações humanas. É ela que nos faz, por exemplo, reprovar a covardia, a traição, a mentira e as várias formas de desonestidade, e a valorizar coisas como o amor, a solidariedade, a justiça, a paz, a ordem e a liberdade. É essa ordem moral que leva a condenar o roubo e a cobiça às coisas alheias, o assassinato, a inveja, a luxúria e o adultério, a avareza e a preguiça. É dessa lei natural que decorrem, também, a repulsa a toda agressão à dignidade da pessoa humana e a sua vida, da tortura ao aborto.

            Por que escrevo sobre coisas assim, quase óbvias? Porque estão se tornando cada vez mais insistentes as investidas no sentido de suprimir do nosso direito certos preceitos alinhados com essa lei natural. Ter convicções fundadas na sua existência, ou coincidentes com orientações teístas ou religiosas, é tido como intromissão indevida em matérias perante as quais só se aceitam palpites com geração espontânea num big banguezinho ocorrido na cachola de quem os emite. É como se uma suposta inexistência de convicção e uma falta de fundamento das opiniões compusessem a exclusiva senha para ingresso no privilegiado espaço das deliberações de interesse geral.
            Insistem, para além da mera estultice e da simples teimosia, que apenas suas opiniões, em virtude de serem "neutras" e "não contaminadas" por qualquer ordem moral, ou escala de valores pré-existentes a eles próprios, merecem contar com a atenção de todos, configurar o Direito e orientar a Justiça. Cá entre nós: alegação tão descabelada, ou tamanho desvirtuamento ético, só se compreendem como expressão de profunda desonestidade intelectual.

Lula é favorável à censura

Explicando o inexplicável
Ipojuca Pontes

            O cuidado é excessivo. De fato, o governo, por meios diversos, já domina cerca de 80% do noticiário, obtendo, no caso do jornalismo opinativo, a submissão de uns 90% (ou mais) dos chamados "formadores de opinião". Mas para o governo petista a "quase totalidade" é pouco - ele quer o controle total da informação.
            Agora mesmo, diante do escândalo que aponta a ABIN (Agência Brasileira de Inteligência, órgão subordinado ao Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República) como responsável pelo grampeamento de aparelho telefônico de Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro da Defesa, Nelson Jobim (em depoimento prestado na CPI do Grampo, no Congresso) sugeriu nova legislação para punir os responsáveis pelo vazamento de informações obtidas em escutas telefônicas - entre eles, os jornalistas que as tornem públicas.

            Ao provocar os parlamentares, o Ministro da Defesa foi explícito: "Os senhores terão de prestar atenção não só ao interceptador ilícito, mas também no vazador de informações. Se os senhores não fecharem as duas pontas, vai continuar a acontecer o que está acontecendo".
            O tresvariado Jobim não faz por menos: com a adesão do próprio Lula, agora dotado de poderes extraterrestres, pretende liquidar o sigilo da fonte, instrumento básico não só para a consecução do direito de informar à opinião pública, mas da própria sobrevivência da democracia. Na ordem prática das coisas, extinta na atividade jornalística a inviolabilidade do sigilo da fonte prevista na Constituição, só haverá punição para aqueles que divulguem, por imperativo do ofício, os crimes e as falcatruas cometidos (em abundância) pelos que governam o país.

            Mas a coisa não fica por aí. Como resposta ao julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) de uma ação em que a atual Lei de Imprensa tem sua constitucionalidade contestada, por excessiva, o governo, por intermédio do seu Ministério da Justiça, enviou ao Congresso projeto de lei para punir jornalistas e órgãos da imprensa que tornem público o conteúdo de escutas telefônicas. Ou seja: a máquina totalitária do governo, reincidindo nas propostas anteriores levadas a efeito pelo Conselho Federal de Jornalismo e pela Ancinav, em vez da enaltecida transparência, quer estabelecer o silêncio pelo ato nefando da  intimidação e censura.
            Desde que se instalou em Brasília, em 2003, o governo Lula tem sido um colossal repositório de escândalos, sempre envolvido na armação de falsos dossiês, escutas telefônicas, dezenas de denúncias de fraudes, roubos, desfalques, argüição de falsidade ideológica, desvios de verbas oficiais, peculato - na generalidade dos casos sem nenhuma punição aparente. Os intermináveis processos de investigação que arrolam os acusados caminham, em geral, a passo de tartaruga, sendo que um número considerável de denunciados, em vez de castigo, ganha elogios, tapinhas nas costas, homenagens e, segundo o "expert" Anthony Garotinho, generosas "boquinhas ricas" no entorno dos fartos negócios oficiais.

            Diante de um quadro assim, tão vergonhoso quanto patético, o que resta à opinião pública nacional mais consciente? Bem, invocando o Dr. Sacher Masoch, respondo: o sofrido, porém necessário direito de saber o que está se passando às suas barbas, se possível pela informação, ainda que incompleta, dos jornais. Claro, o saber-se dos delitos das autoridades governamentais não é uma solução, mas, quando menos, consola. E, por vezes, leva à inconformidade e, daí, à insubordinação.
            Pois muito bem: é justamente o restrito consolo de conhecer a triste realidade dos fatos que a máquina do governo quer ver por terra, a partir da ação de Tarso Genro e as palavras de Nelson Jobim. Teria a máquina do governo, de posse de quase todos os instrumentos de repressão, inclusive os fiscais, algum medo (primitivo) da insubordinação do homem comum?

            No mesmo instante em que o Ministério da Justiça enviava ao Congresso o seu projeto de lei contra a liberdade de imprensa, o relatório anual da Organização Transparência Internacional dava conta de que o Brasil continua sendo um dos países mais corruptos do planeta, ocupando posição elevada no ranking mundial na decomposição dos negócios públicos. Na variação entre o número zero (muito corrupto) e dez (livre de corrupção), que escalona o grau de corrupção global, o Brasil aparece com 3, 5 pontos, numa lista em que a Somália está catalogada na classificação inversa como dos mais corruptos, com 1 ponto.
            Serão necessários mais argumentos para esclarecer a razão pela qual se pretende quebrar o sigilo da fonte e punir jornalistas e órgãos de imprensa que veiculem denúncias captadas nas escutas telefônicas?
 
PS - Os comunistas, que viviam condenando o PROER criado pelo social-democrata Fernando Henrique Cardoso, o "bom de bico", agora aplaudem, pela mesma razão, o "pacote de Bush" para socorrer os bancos americanos. Os comunistas são capazes de tudo, inclusive de justificar a expropriação do dinheiro dos contribuintes pelos banqueiros enriquecidos a partir da ultra-regulação e a vontade dos burocratas do FED - caso das seguradoras Fannie Mae e Freddie Mac, protegidas pelo paternalismo do Estado ianque. Mas qual é a lógica que explica o cidadão contribuinte pagar pela oferta de crédito fácil dos banqueiros em conluio com burocratas sabichões e compradores irresponsáveis?

A crise, imperceptível segundo Lula, chega ao Brasil

MERCADOS

Bovespa cai mais de 10% e pregão pára com rejeição ao pacote anticrise proposto pelo governo dos EUA

 

O Globo, com agências internacionais


A rejeição ao pacote de ajuda ao mercado financeiro na Câmara dos Representantes do Congresso americano interrompeu o pregão da Bolsa da Valores de São Paulo (Bovespa). A bolsa brasileira passou a cair mais de 10% tão logo a informação foi divulgada. A Bovespa, que já abrira em queda intensa, passou registrar desvalorização de 10,2%, quando o mecanismo de circuit breaker - que interrompe as operações da Bovespa toda vez que o principal índice apresenta queda acima de 10% - foi acionado. No momento da parada, o Ibovespa estava a 45.623 pontos. O dólar subia 6,31%, negociado a R$ 1,971.

A última vez que as operações na Bovespa pararam durante o pregão foi em 14 de janeiro de 1999, no ápice da maxidesvalorização do real. Por volta das 15h30m o Ibovespa voltou a operar, registrando queda de 9,12%, aos 45.455 pontos.

No pregão de Nova York o índice Dow Jones caía mais de 5%; o Nasdaq recuava acima dos 6%; e o S&P500 baixava além dos 6%.

O acordo entre o Governo dos Estados Unidos e o Congresso americano sobre o pacote anticrise era a grande esperança para a recuperação dos mercado nesta segunda-feira. Agora os investidores e analistas se perguntam o que será feito a partirda decisão de não aceitar os US$ 700 bilhões para a compra dos títulos podres das instituições financeiras americanas. Na parte da manhã (pelo horário de Brasília) ainda chegaram novas notícias de abalo na estrutura de grandes instituições financeiras na Europa e nos Estados Unidos abafaram qualquer possibilidade de otimismo. Por volta das 14h30m, a derrocada final veio para derrubar de vez os mercados no mundo todo.

As principais ações do Ibovespa caíam fortemente no pregão de hoje e acentuaram-se ainda mais quando o pacote foi vetado. O petróleo rompe a casa dos US$ 100 e afeta a negociação dos papéis da Petrobras. As ações preferenciais da estatal brasileira apresentam queda de 12%, cotadas a R$ 30,80. A segunda ação de maior peso do Ibovespa, Vale PNA, caía 12,8%, negociada a R$ 30,80. O barril de petróleo WTI é negociado a US$ 97,54, em queda de 8,75%. O barril do tipo Brent é cotado em Londres a US$ 93,71, em baixa de 9,49%.O recuo na cotação das commodities metálicas no mercado externo e o impasse em relação ao aumento do preço do minério de ferro pela siderúrgica chinesa Shougang, também pesam no comportamento do papel no dia.

O risco de recuo na demanda, em função do desquecimento na economia global, afeta em cheio o preço das commodities.

CSN cai mesmo com anúncio de recompra de ações

Na parte da manhã também foi anunciada a reabertura do programa de recompra de ações de emissão da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). A CSN se propõe a comprar até 10.800.000 ações entre 29 de setembro e 29 de outubro. Esse volume representa 2,37% do total de 455.343.843 ações da companhia em circulação no mercado.

 

A operação poderia dar um fôlego na cotação do papel no dia, mas a notícia acabou sendo ofuscada pelo pessimismo, especialmente em relação às ações fortemente voltadas para exportação. As ações ordinárias da CSN caíam 10,907%, a R$ 39,20, na quarta posição entre as ações que mais caem no dia.

O mercado estima que a CSN possa registrar perdas de até 700 milhões de dólares com derivativos. Assim como Aracruz e Sadia, a empresa mantinha investimentos ligados à variação cambial e pode ter prejuízos com a inesperada alta do dólar registrada nas últimas semanas.

Para o banco JPMorgan, a CSN pode ter perdido 600 milhões de dólares com contratos de derivativos ligados à cotação de suas ADRs (papéis da empresa negociados nos Estados Unidos). As ações da empresa - e também suas ADRs - têm despencado nos últimos meses com a expectativa de que a crise financeira nos EUA e Europa prejudique a demanda e os preços das commodities. No caso das ADRs, o valor dos papéis também está atrelado ao dólar - e varia com as flutuações cambiais.

As tentativas de salvar as instituições financeiras prosseguiam durante o dia. com novas propostas de injeção de capital anunciadas pelo Fed . Mas o mercado internacional continuou a intensificar as quedas.

Europa fecha em forte queda, mesmo antes da rejeição das medidas anticrise

Na Europa, o índice FTSE da Bolsa de Londres fechou no menor patamar desde 2005, quando Londres foi alvo de um atentado terrorista. O índice FTSE fechou em baixa de 5,3% hoje. O CAC40, da Bolsa de Paris, encerrou o dia em baixa de 5,04%; eo DAX, da Bolsa de Frankfurt, também recuou, 4,23%.

 

Nem o apelo do presidente americano, que mais cedo se pronunciou e pediu para o Congresso se apressar a aprovação do pacote, foi suficiente para acalmar os ânimos.

As principais bolsas da Ásia fecharam em queda nesta segunda-feira em meio às dúvidas dos investidores sobre a efetividade do plano de resgate financeiro dos Estados Unidos e a possibilidade de que a crise se estenda na Europa.

 

A Bolsa de Hong Kong registrou a baixa de 4,29%. O índice Hang Seng perdeu 801,41 pontos e encerrou o pregão com 17.880,68 unidades. A Bolsa de Tóquio fechou em queda de 1,26% e a Bolsa de Seul apresentou baixa de 1,35%.

A Bolsa de Xangai não abriu nesta segunda por causa da festa de uma semana pelo Dia Nacional da China (1º de outubro). A atividade será retomada no próximo dia 6 de outubro. Em Taiwan, os mercados financeiros não operaram devido à passagem do tufão Jangmi. 

Eleições 2008

Ensinando a anular o voto

Nessas eleições de 2008 o eleitor vai ter que dar apenas dois votos: para prefeito e para vereador.

 

Acontece que, no Brasil, o voto é obrigatório. Por isso mesmo, precisamos pensar também naquelas pessoas que querem votar em branco ou anular o voto.

Na eleição para prefeito, que é uma eleição majoritária, só existe um cargo em disputa: quem tiver mais votos válidos, leva. O restante dos votos é jogado no lixo.

Mas na eleição para vereador, que é uma eleição proporcional, vários vereadores são eleitos. E para isso é preciso calcular o quociente eleitoral.

 

E como é que se calcula isso? Divide-se o número de votos válidos, isto é, fora brancos e nulos, pelo número de cadeiras em disputa. Assim, se uma determinada cidade vai eleger 50 vereadores, por exemplo, divide-se o número de votos válidos por 50. O resultado é o quociente eleitoral, mínimo que um candidato tem que atingir para ser considerado eleito.

 

Por isso, uma grande quantidade de votos brancos e nulos diminui o quociente eleitoral, permitindo a eleição de vereadores com um número menor de votos.

A situação contrária, ou seja, de poucos votos nulos e brancos, eleva o quociente eleitoral, exigindo um número maior de votos para considerar vitorioso um candidato a vereador. 

Para ser inteiramente isenta, a Justiça Eleitoral deve ensinar o eleitor a votar em branco e a anular o voto.
Na urna eletrônica, quando se vota em branco, aparece no terminal: "Você está votando em branco", e o eleitor pode confirmar ou corrigir.

Mas quando se digita um número inexistente para anular o voto, o terminal diz: "Número incorreto, corrija seu voto", desencorajando o voto nulo.

 

Tanto o voto em branco quanto o voto nulo são manifestações absolutamente legítimas e democráticas da vontade do eleitor.

Ensinando como votar em branco e como anular o voto, a Justiça Eleitoral dará uma poderosa contribuição para o aperfeiçoamento do ato de votar e justificará sua própria existência.

Pois o que cabe a uma Justiça Eleitoral é garantir eleições limpas e o respeito à vontade do eleitor.

 

Propagando de Lula fere a Constituição

Procuradoria quer tirar do ar a propaganda de Lula "É mais arroz, é mais feijão" que fere a Constituição ainda em vigor


Blog Alerta Total


A equipe do Bolcheviquepropagandaminister do chefão Lula tem tudo para sofrer uma derrota na Justiça. O ministério Público Federal em Mato Grosso decidiu questionar a "campanha publicitária" do desgoverno federal que usa o slogan "É mais arroz, é mais feijão". O MPF quer a suspensão da propaganda oficial.

Os procuradores denunciam que a propaganda, que divulga o volume da produção de alimentos no Brasil,
contraria os requisitos constitucionais da publicidade no setor público. O artigo 37, parágrafo primeiro, da Constituição (ainda em vigor, embora alguns petistas pensem o contrário) deixa claro que a publicidade oficial deve ter caráter educativo, informativo ou de orientação social. A Constituição estabelece esses requisitos para impedir a promoção pessoal de autoridades e funcionários públicos.

O procurador da República em Mato Grosso, Fernando Amorim Lavieri, reclama que o jingle da campanha promove de maneira direta o governo federal e, de forma indireta, os atuais mandatários. A peça publicitária fala sobre os investimentos governamentais na agricultura. O procurador argumenta que a peça "simplesmente pretende formar no público uma opinião favorável ao governo federal", além de atingir os princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa.

 

Quem não reage, rasteja

A União Soviética é aqui e agora. Até quando?

 

Por Jorge Serrão

do Alerta Total            

 

A dita-dura não é mole! O espectro do totalitarismo toma conta do Brasil. Sua marca evidente é a ação ostensiva do Governo Ideológico do Crime Organizado. Suas manifestações objetivas são os seguidos atentados terroristas praticados pelos três poderes contra a Segurança do Direito Natural. A Democracia precisa ser defendida e praticada contra o desgoverno do crime e seus tentáculos subterrâneos.

O Estado Policialesco, com a conivência da Injustiça, tenta infernizar, psicologicamente, a vida de seus inimigos. Infelizmente, consegue intimidar quem tem rabo preso com o crime. Mas quem tem independência, liberdade e honradez para combater o mal não se curva a ameaças rasteiras, de cobras criadas no submundo do autoritarismo, como legítimos filhotes das ditaduras que sempre assombraram o Brasil.

Agora, na
Era Petralha, o entulho ditatorial aposta que vai se ampliar. Até porque acredita que não sofre reação. Baseados nesta crença, os déspotas de plantão avaliam que o terreno é fértil para seus abusos. O Boi deles vai para o brejo exatamente por confiar que pode agir impunemente, como se fosse um mero dedo-duro (alcagüete) de outros tempos que se borra de medo que seu "protetor" vaze a verdadeira história do filhote da ditadura. Popularidade (fabricada por pesquisas bem pagas e por ação de mídias amestradas) não garante impunidade a ninguém.

Pode até parecer. Mas o Brasil não é um grande Bangu I. Os cidadãos de bem são pessoas comuns que trabalham honestamente e querem ser felizes. A turma do bem não suporta mais ser vítima da ação sistemática dos criminosos no poder. Ninguém em sã consciência suporta mais os efeitos perversos da corrupção, dos impostos elevadíssimos, dos juros absurdos, dos abusos de autoridade, da falta de educação e saúde – junto com o descontrole total da sociedade sobre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Os aparelhos ideológicos, repressivos e terroristas do Estado agem impunemente. O
Governo Ideológico do Crime Organizado usa e abusa de cinco instrumentos de poder. 1) Ideologias ou Ideocracias. 2) Corrupção, Violência ou Terror. 3) Legislações ou regras globais. 4) Diferenças: Regionais, Políticas, Econômicas, Sociais, Religiosas, Raciais etc. 5) Controle e Gestão Global da Comunicação de Massa.

Quando não conseguem controlar a mídia, os criminosos no poder apelam para a ignorância jurídica e cometem abusos legais. Agem nos subterrâneos do poder policialesco, e iludem o Judiciário para intimidar a atividade jornalística, através de inquéritos e inquisições de bastidor.
Praticam um crime hediondo contra a liberdade de expressão prevista na Constituição em vigor.

Como editor-chefe deste humilde Alerta Total faço questão de repetir. Em meus 25 anos de jornalismo diário, nunca me curvei a intimidações, quaisquer que fossem. Aviso novamente aos navegantes e aos bandidos de tocaia nos podres poderes que não faço parte do partido político no poder, não trabalho para o governo formal em nenhum de seus poderes, não corroboro com a mídia amestrada e nem faço parte de máfias ou facções criminosas. Portanto, não faço parte do Governo Ideológico do Crime Organizado. Aliás, sou seu inimigo figadal.

Na minha infância, morei e fui criado em pé de favela. Por sorte, meus pais me deram educação e me ensinaram que não valia a pena ser bandido (como seria o destino fatal de alguns de mais colegas de infância). Desde criança, aprendi que o crime só produz infelicidade, violência e medo. Por isso nunca tive medo de enfrentar o crime, em suas mais variadas facetas, ao longo de minha vida jornalística.

Agora, o crime comete abusos contra o meu trabalho. Tenta interferir em minha vida privada, causando prejuízos morais para algumas pessoas próximas a mim.
Como não sou filho de chocadeira e nem tenho vocação para babaca, vou reagir dentro da legalidade, da democracia e da liberdade de expressão.

Em meu passado profissional, aprendi que, para combater e superar a patrulha ideológica do crime organizado, é preciso aplicar o lema de um antigo e famoso programa policial da Super Rádio Tupi do Rio de Janeiro – onde fui editor. Na "Patrulha da Cidade", no combate ao crime, a vinheta sorturna, criada pelo falecido Samuel Corrêa e por Juarez Gentirana, sempre lembra:
"Quem não reage rasteja"...

Os segmentos (que se espera) esclarecidos não podem mais deitar eternamente, em berço esplêndido, esperando pelo pior ainda por vir, enquanto
a democracia sofre ação criminosa dos terroristas no poder. A União Soviética é aqui e agora. Mas os brasileiros de bem, patriotas, não deixarão que o totalitarismo aqui se instale por muito tempo. A reação já começou. Por isso, o governo do crime anda tão apavorado.

 

Bolsa da besta

Esteatopigia Patológica

Produzido pelo TERNUMA Regional Brasília

Por Paulo Carvalho Espíndola, Cel Reformado

 

Vi hoje que o governo brasileiro sancionou uma lei de grande alcance social.

            Agora, moça nenhuma menor de dezesseis anos pode trabalhar como empregada doméstica. Para misteres outros, pode... Xô trabalho infantil, xô prostituição, xô meninas-de-rua, xô pedofilia, todas desconhecidas da diligência prática da lei. 

 

           Auricleide, a diarista lá de casa, comentou comigo essa decisão, inconformada. Dizia ela não saber como a sua irmã vai poder contribuir com a renda familiar dos seus pais, sem os cinqüenta reais que o patrão lhe paga, semanalmente, descontada a condução.

 

            - "Seu Paulo, o patrão é funcionarão do guverno, é do PT e ganha muito bem. Ele é muito exigente e até passa o dedo em cima dus armariu para ver se tem sujeira. Cleidogênia tem que deixar tudo limpinho. De noite, é claro que dispois que minha irmã sai, ele faz festinhas no apartamento, com muito visque e meninas petistas peladas, deixando tudo sujo para ela limpar no dia seguinte.  

            - Isso é bom ou ruim, Seu Paulo? Ele trata ela com rispeitu. Num tenho nada cum a vida dele; nem ela. O pobrema é que ela vai ficar sem saláriu e meu pai, muito abestado, se recusa a ganhar a tal de bolsa família".

 

            Enquanto eu pensava na resposta para Auricleide, reportei-me aos meus dezessete anos. Aluno do Colégio Militar do Rio de Janeiro, aproveitei-me de uma ida de minha mãe a São Paulo e fiz uma farrinha em minha casa com a empregada da vizinha - a Soraia, que não era a vizinha - e dois amigos. Orgia que me consumiu o tenro fígado com caipirinha baratíssima e suspeitos petiscos com longínquo gosto de camarão. Ao livrar-me dos dois comparsas de farra e a sós com Soraia, ofereci-lhe mais um pedaço da guloseima assassina e ela me respondeu: "não, Paulo; isso é para mim uma verdadeira bomba antônica". Daí me veio a certeza de que o maior problema do Brasil é a Educação; o resto vem depois.

 

            Veio nada! Passados quarenta e cinco anos, hoje Auricleide mesma me disse que um seu primo metalúrgico pretende cortar o dedo mindinho da mão esquerda. Segundo ele, somente mutilados têm vez "nesse país". Fui obrigado a concordar com ela, mesmo na certeza de que para alguns seria melhor uma lobotomia completa para "nunca na história desse país" incomodar mais.

 

            Voltando ao caso da irmã da minha diarista, a jovem e agora desempregada Cleidogênia, eu não soube o que dizer. Afinal, os donos do poder e seus prosélitos têm idiossincrasias muito peculiares, mas tudo de acordo com a essência do ser humano. Esse patrão gosta de mulher e quem não gosta, tirante as mulheres de fato? E as outras vontades de gregos e baianos? Por exemplo: os presidentes militares, todos, morreram pobres, malgrado terem sido ditadores; Fidel Castro, dizem, tem fortunas em bancos suíços; Lula e sua família amealharam fortuna, também como dizem, muito além do que fazem homens de dez dedos.

            Pensativa, Auricleide voltou ao trabalho. Pude ver na expressão dela o desânimo e a preocupação.

 

            Em seguida, passei à leitura do meu Correio Braziliense diário e deliciei-me com o artigo de hoje, 18 Set 2008, do excelente cronista Eduardo Almeida Reis, na sua coluna "Pena Capital". Suas reminiscências lembram-me muitas das minhas. A de hoje fala na esteatopigia patológica de certos povos que, submetidos à fome e à sede, desenvolvem gordura nas nádegas. Essa reserva acumulada serve-lhes de fonte de energia nos piores momentos de privação.

            De novo lembrei-me de Soraia. Mulata de farto bum-bum, certamente, ela teve razão de sobra para recusar a bomba que eu lhe oferecia.

            Entre a limpeza da sala e do banheiro social, Auricleide voltou a me indagar:

            - "Seu Paulo, o Sr acha que meu pai deve aceitar a bolsa esmola do governo? A situação tá ruim".

            Prontamente, respondi-lhe que sim, pois me veio dúvida sobre o acúmulo esteatopígico de seus familiares, em particular o de Cleidogênia, a quem não conheço.

            Auricleide, entretanto, não necessita de favores, já que trabalha muito, além de ser muito bem casada com um laborioso esposo. Os dois sabem que só do trabalho vem o sustento de gente séria, não importa quantos dedos têm e muito menos quanta gordura patogênica acumularam.

            Por tudo isso, não tenho medo de perder a minha estimada diarista.

 

            Por oportuno, falando em gente de traseiro grande, lembrei-me da falência do malfadado grupo Tortura Nunca Mais. Idiotas, não souberam aproveitar a poupança dos seus apanigüados terroristas e assassinos. O meu receio é de que o governo lhes dê alguma bolsa...

            Não sei se serão abestados ou sócios da besta

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