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COMUNICADO - Novo Site

Nota de Esclarecimento

Importante:

Memória: em 8 setembro 2007, começamos as atividades deste Blog, sob o título Blog da UNR e nossos objetivos estão bem destacados no nosso primeiro post, título 'início das atividades...' .

De imediato, constatamos que estando a esquerda no governo, uma dificuldade se apresentava: contar os erros, as traições, as covardias, os assassinatos, as falcatruas cometidos pela esquerda durante o Governo Militar OU contar os crimes que a esquerda, a petralhada à frente, continua cometendo nos dias atuais? (apesar de fragorosamente derrotada pelos militares a esquerda aproveitou-se da generosidade dos vencedores e voltou tal qual serpente e conseguiu PERDER A GUERRA e vencer a Batalha da Comunicação, passando de vilão a heroína).

A famigerada esquerda conseguiu o poder - agindo disfarçada de democrata - e passou a mostrar, de forma descarada, ser pior que antes.

Diversos motivos, que não vem ao caso aqui detalhar, tornaram conveniente alterar o nome do Blog da UNR, que passou a denominação de BLOG PRONTIDÃO, mantendo a URL.

Apesar de ser um Blog pequeno, fruto de um trabalho amadorístico, porém de muita dedicação, contando com poucos seguidores, alguns visitantes fiéis, outros eventuais, tivemos a imensa alegria de constatar que incomodávamos a petralhada - o que foi fácil perceber pela necessidade de 'moderar comentários', pelos xingamentos que recebemos a cada postagem, tentativas de invasão (parcialmente exitosas, com modificações de postagens {o mais odioso foram as vezes que conseguiram mudar palavras, trechos de postagens, títulos, e passar a idéia que defendíamos o desgoverno petralha}).

Para tornar mais dificil que os guerrilheiros da informática à serviço do desgoverno - o ministro da Secom, Traumann, foi demitido por admitir publicamente que o desgoverno Dilma, a exemplo do seu antecessor $talinácio Lula, usam a guerrilha virtual - continuassem a nos incomodar, decidimos suspender, temporariamente, a veiculação de POSTs no Blog Prontidão, passando a veicular no Blog PRONTIDÃO TOTAL, usando outra URL.

Claro que alguns leitores não acessaram o Blog Prontidão Total - o que atribuímos a alguma falta de comunicação da nossa parte - porém, de tudo concluímos que podemos e VAMOS PERMANECER firmes e fortes, protegidos da sanha 'assassina' dos guerrilheiros virtuais do desgoverno, contando a verdade, tudo o que soubermos e o nosso amadorismo permitir, do muito de ruim, de nocivo, de pernicioso, que o atual desgoverno pratica, estimula, esconde e apoia.

Voltar ao Blog PRONTIDÃO seria pretender que nossos poucos leitores ficassem pulando de galho em galho - a manutenção da nossa 'linha editorial', que vem desde 2007, é eloquente e fiel aos fatos ao provar que nossos ideais permanecem firmes, estamos apenas mais fortes.

Vamos continuar com a denominação Blog PRONTIDÃO TOTAL, na URL que atualmente atende àquele Blog, mantendo nossa postura de apresentar sempre a VERDADE - verdade que representa os fatos (aliás, não podemos esquecer, verdade e fato são unos)e não a verdade conveniente (tática usada pela esquerda petralha).

Felizmente, temos dois leitores, afinal, escrevemos e vamos continuar escrevendo para dois leitores: "Ninguém" e "Todo Mundo".

Por favor, nos honre com sua visita, clicando aqui: Blog Prontidão Total ou em qualquer link disponível, em azul, neste texto

ou colando em seu navegador: http://brasil-ameoudeixe.blogspot.com.br/

ou Blog Prontidão Total

BRASIL! ACIMA DE TUDO

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terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Um FELIZ 2009

Os editores, leitores e amigos do Blog da UNR desejam um Feliz Ano Novo, um Maravilhoso 2009, repleto de MUITA PAZ, SAÚDE, FELICIDADE, SUCESSO e PROSPERIDADE, com a realização plena de TODOS os nossos desejos.

Dono da Gol indiciado por mais um assassinato

Conhecido como Nenê Constantino, o empresário Constantino de Oliveira, 78 anos, acaba de ser indiciado como mandante de mais um assassinato e de uma tentativa de homicídio. Ele é fundador da Gol Linhas Aéreas e dono do grupo Planeta de transportes urbanos, o maior do ramo na capital da República.

A delegada Mabel Corrêa, da Corvida, afirmou ontem não ter dúvida de que Constantino está por trás do crime. "Tenho uma série de provas para afirmar isso. A maioria, testemunhal", ressaltou. Além dos depoimentos, ela disse que uma série de eventos contribuíram para o indiciamento de Nenê e os dois ex-funcionários. Entre eles, ameaças de morte contra Márcio e dois incêndios criminosos em barracos da área ocupada. "O Vanderlei, inclusive, foi preso por porte de arma pela Polícia Militar quando acompanhava Constantino em uma visita à área ocupada. Nesse dia, o empresário chegou a trocar socos com os inimigos", contou a delegada.

Mabel Corrêa afirmou ter três suspeitos de serem os executores do homicídio. Mas não revelou o nome. Espera o concluir o inquérito em mais cinco meses. A arma do crime ainda não foi encontrada. O funcionário que ocupou o lote com autorização de Constantino e depois vendeu os lotes morreu de cirrose — provocada por excesso de consumo de álcool — um ano após o assassinato de Márcio. João Miranda mora no prédio construído no local do crime. Vanderlei Silva é vereador em Amaralina (GO).

Os crimes ocorreram no Distrito Federal, em 9 de fevereiro de 2001, e teriam sido motivados por disputa de terras. O anúncio foi feito na tarde dessa terça-feira (30/12) pelo delegado Luiz Julião Ribeiro, chefe da Coordenação de Investigação de Crimes Contra a Vida (Corvida), da Polícia Civil do DF.

O caminhoneiro Tarcísio Gomes Ferreira morreu com quatro tiros. Ele havia trabalhado como motorista de ônibus da Planeta. José Amorim dos Reis, pintor autônomo, sobreviveu aos dois tiros. Ambos tinham 42 anos à época da emboscada, ocorrida por volta das 19h, em uma barraca de sanduíches e bebidas, no terreno onde funcionava a garagem da antiga Viação Pioneira, na QI 25 de Taguatinga. A empresa pertence ao grupo Planeta.

Julião Ribeiro concluiu que Constantino mandou matar Tarcísio — José Amorim acabou atingido por estar próximo do alvo, segundo a polícia — com base nos exames de balística feitos pelo Instituto de Criminalística da Polícia Civil do DF. As balas que atingiram as duas vítimas são as mesmas que saíram o revólver calibre .38 usado na execução de Márcio Leonardo de Sousa Brito. O líder comunitário morreu aos 27 anos, em outubro de 2001.

A Corvida indiciou Nenê Constantino, no último dia 10, pela morte de Márcio Leonardo. O motivo seria a disputa pelo terreno da Viação Pioneira. Constantino planejou a morte do líder comunitário por um ano, segundo a polícia.

O homem liderava as mais de 100 pessoas que moravam no terreno onde funcionava a garagem da Pioneira. O grupo ocupava a área desde 1990. Nenê movia ação de despejo contra eles, mas só conseguiu a terra de volta após a morte de Márcio. Todos haviam comprado os lotes fracionados por outro ex-empregado do grupo Planeta, que Constantino autorizara morar de favor no prédio construído no terreno.

Márcio morreu com três tiros de revólver calibre .38 — dois no tórax e outro na perna direita — a 0h15 de 12 de outubro de 2001, na porta de casa. Para executá-lo, segundo a investigação, o proprietário da segunda maior empresa de aviação do país e do maior número de ônibus urbanos da capital federal deu ordens para os motoristas aposentados João Alcides Miranda, 61 anos, e Vanderlei Batista Silva, 67. Ambos haviam trabalhado na Planeta e ainda prestavam serviços a Constantino. Miranda se passou por morador da invasão para levantar informações sobre os líderes e Silva contratou o pistoleiro, de acordo com a investigação.

Indenização

Na noite de 11 de outubro de 2001, Márcio e os demais moradores da garagem desativada receberam um comunicado que seriam visitados novamente pelo fundador da Gol. "Funcionários de Constantino avisaram que o empresário resolveria o problema naquela noite, pagando indenização a todos", contou a delegada. Márcio dizia que o dono de cada barraco queria R$ 2 mil para deixar o local. O dinheiro corresponderia ao valor pago 11 anos antes ao ex-empregado da Planeta que grilara a área. "Mas não houve reunião naquela noite. Um desconhecido bateu à porta de Márcio e, assim que ele deixou o barraco, recebeu os três tiros", relatou Mabel Corrêa.

Pela manhã, um advogado da Planeta foi ao local, acompanhado de outro funcionário montado em um trator, e entregou R$ 500 a cada chefe de família, segundo a investigação. Em seguida, a máquina derrubou todas as moradias. "É mais uma evidência para apontarmos o empresário como mandante do homicídio. Ele fez ameaças diretas, à luz do dia, agrediu pessoas e era o maior beneficiário do crime", destacou a delegada responsável pela apuração na Corvida. A unidade especializada assumiu o caso há cinco anos, após a delegacia da área onde ocorreu o assassinato não ter avançado nas investigações.

Com Dono da GOL, invasor não tem vez

Dono da Gol indiciado por mais um assassinato

Conhecido como Nenê Constantino, o empresário Constantino de Oliveira, 78 anos, acaba de ser indiciado como mandante de mais um assassinato e de uma tentativa de homicídio. Ele é fundador da Gol Linhas Aéreas e dono do grupo Planeta de transportes urbanos, o maior do ramo na capital da República.

Os crimes ocorreram no Distrito Federal, em 9 de fevereiro de 2001, e teriam sido motivados por disputa de terras. O anúncio foi feito na tarde dessa terça-feira (30/12) pelo delegado Luiz Julião Ribeiro, chefe da Coordenação de Investigação de Crimes Contra a Vida (Corvida), da Polícia Civil do DF.

O caminhoneiro Tarcísio Gomes Ferreira morreu com quatro tiros. Ele havia trabalhado como motorista de ônibus da Planeta. José Amorim dos Reis, pintor autônomo, sobreviveu aos dois tiros.

Ambos tinham 42 anos à época da emboscada, ocorrida por volta das 19h, em uma barraca de sanduíches e bebidas, no terreno onde funcionava a garagem da antiga Viação Pioneira, na QI 25 de Taguatinga. A empresa pertence ao grupo Planeta.

Julião Ribeiro concluiu que Constantino mandou matar Tarcísio — José Amorim acabou atingido por estar próximo do alvo, segundo a polícia — com base nos exames de balística feitos pelo Instituto de Criminalística da Polícia Civil do DF.

As balas que atingiram as duas vítimas são as mesmas que saíram o revólver calibre .38 usado na execução de Márcio Leonardo de Sousa Brito. O líder comunitário morreu aos 27 anos, em outubro de 2001.

A Corvida indiciou Nenê Constantino, no último dia 10, pela morte de Márcio Leonardo. O motivo seria a disputa pelo terreno da Viação Pioneira. Constantino planejou a morte do líder comunitário por um ano, segundo a polícia.

O homem liderava as mais de 100 pessoas que moravam no terreno onde funcionava a garagem da Pioneira. O grupo ocupava a área desde 1990.

Nenê movia ação de despejo contra eles, mas só conseguiu a terra de volta após a morte de Márcio. Todos haviam comprado os lotes fracionados por outro ex-empregado do grupo Planeta, que Constantino autorizara morar de favor no prédio construído no terreno.

Márcio morreu com três tiros de revólver calibre .38 — dois no tórax e outro na perna direita — a 0h15 de 12 de outubro de 2001, na porta de casa. Para executá-lo, segundo a investigação, o proprietário da segunda maior empresa de aviação do país e do maior número de ônibus urbanos da capital federal deu ordens para os motoristas aposentados João Alcides Miranda, 61 anos, e Vanderlei Batista Silva, 67.

Ambos haviam trabalhado na Planeta e ainda prestavam serviços a Constantino. Miranda se passou por morador da invasão para levantar informações sobre os líderes e Silva contratou o pistoleiro, de acordo com a investigação.

Alguém me explique???

O premiê judeu, Ehud Olmert, em declarações recentes, manifesta a firme intenção de partir para a guerra total contra o povo palestino.
Segundo aquela autoridade, que comanda o genocídio do povo palestino encurralado na Faixa de Gaza, não há interesse de Israel em um cessar fogo, já que a ofensiva em Gaza só cessará quando os objetivos forem alcançados.

Quais objetivos? diz o premiê que a eliminação do HAMAS. Mas, a triste realidade é que a eliminação total será do povo palestino.
Os bárbaros israelenses , no quarto dia do genocídio, estão utilizando aviões, mísseis e navios - todos de última geração e grande poder de fogo.
Agora, o premiê promete que serão usados tanques no que ele chama de 'segunda fase' da guerra total.
Guerra total?

Israel já está utilizando aviões, navios e mísseis conta o POVO PALESTINO;
em breve, segundo o próprio Olmert, serão utilizados tanques e artilharia pesada para realizar uma guerra total contra um inimigo desarmado.
Como alguém pode chamar atitude tão covarde de guerra total?
O povo palestino está desarmado, faminto, com sede, sem medicamentos.

Israel utilize seu imenso poder de fogo contra o Irã. É um inimigo realmente perigoso e com certeza saberá, e poderá, revidar as poderosas forças de defesa (???) israelenses.

Aos políticos judeus interessa o massacre dos Palestinos

Segunda chance para o Kadima

João Cláudio Garcia
Da equipe do Correio

O Kadima, partido governista de Israel, joga suas fichas na ofensiva contra o Hamas na Faixa de Gaza. Para o eleitor isralense que vai às urnas em 10 de fevereiro escolher o Parlamento e o novo gabinete, o Kadima ainda é visto como a legenda que levou o país à atrapalhada operação militar de combate ao Hezbollah no Líbano, em 2006. Agora, o premiê Ehud Olmert e seus seguidores têm a chance de se redimir e evitar a ascensão do opositor Likud, de direita. A probabilidade de sucesso é maior, mas o Hamas pode guardar surpresas.

A ação israelense contra a infra-estrutura do Movimento de Resistência Islâmica e o lançamento de foguetes vinham sendo estudados há pelo menos dois anos — o período de preparação para o ataque ao Líbano foi menor. A retórica de Israel é menos inflamada que há dois anos, e as autoridades ressaltam que o objetivo principal é garantir a segurança do país. Destruir o Hamas seria uma conseqüência. Os bombardeios realizados por caças têm maior eficácia no reduzido território de Gaza que na ampla fronteira libanesa.

Mesmo com um cenário favorável, as forças de segurança de Israel certamente sofreriam baixas em um incursão terrestre na Faixa de Gaza. Foi naquela região que o soldado Gilad Shalit acabou seqüestrado, em junho de 2006. A dimensão da resistência imposta pelo Hamas ditará o futuro político do Kadima. Pode aplainar o caminho para fevereiro ou representar sua desmoralização.

Senador, Lula não terá um terceiro mandato

A cara do Brasil hodierno

Jarbas Passarinho
Foi governador, senador e ministro de Estado

No começo do impacto da crise financeira, a Europa demonstrava preocupação. Temia os males que certamente o abalo da maior economia do mundo refletiria perigosamente sobre ela. Logo sentiu os efeitos deletérios. Os bancos centrais europeus reuniram-se analisando que medidas excepcionais a economia deviam adotar. Bilhões de euros foram aplicados para evitar a perda de liquidez dos bancos e garantir o crédito, a produção e o emprego. Lula, o sorriso desmentido pelo otimismo irrealístico, não cedia à conjuntura pessimista, o maremoto das finanças do Primeiro Mundo, criando vulto e espaço universal.

Ocultava a preocupação com os fatos: produção industrial em queda, parques de montadoras repletos de automóveis sem venda, férias coletivas compulsórias para reduzir a produção estocada, cortes em projetos de investimento, retirada considerável de recursos estrangeiros da bolsa despencando em queda livre, juros na estratosfera, tudo isso não passaria de controlável marolinha. Não se revela quanto o Banco Central já gastou dos 207 bilhões de dólares de nossas reservas — uma conquista inédita em nossas finanças – para impedir o aumento progressivo do dólar e obrigado a socorrer os bancos para aumentar suas reservas e poder estimular os empréstimos.

Lula tem o suporte da popularidade para manter a aparência otimista. Disse: "Quem for mais querido do povo que venha me criticar". Aparentemente, só o ex-presidente Sarney poderia aceitar o desafio. Ultrapassou os 73% de Lula, mas medido quando o Plano Cruzado gerara os "fiscais do Sarney", antes de desabar fragorosamente e nos deixar uma herança de desabastecimento e inflação de mais de 80% ao mês. Se a pesquisa fosse nos tempos do desencanto, o índice de popularidade poderia ter sido de 20% no máximo, como se deu com Lula, medida no auge do escândalo desmoralizante do mensalão. Cazuza, o polêmico compositor, numa de suas canções, desafiava: "Brasil, mostra a tua cara". Lula, sagaz, viu a cara do Brasil.

Percebeu que a própria ira popular esmaeceria com o tempo somado à "esmola das bolsas", como a chamava antes de ser presidente. Mesmo depois que o digno procurador-geral da República enquadrou os ladravares compradores de votos, Lula nega que tenha havido mensalão. Um jornalista perguntou a uma mulher pobre se não se envergonhava de receber a "esmola' provinda de dinheiro mal-havido. Ela, mostrando um lado da face do Brasil, respondeu-lhe: "Sei que há ladrão, sei que há quadrilha, mas meus filhos não passam fome". Lula não teme ser desmentido, pois sabe que os mensaleiros não serão condenados.

O STF iniciou o processo da "organização criminosa". Será obra de Santa Engrácia. Só a obrigação de ouvir 50 testemunhas de defesa, espalhadas maliciosamente pelos quatro cantos do mundo, levará cerca de metade de 2009. Depois, virá a avalanche de recursos de criminalistas bem pagos. Os vendilhões de votos ainda jogarão nos nossos rostos: "Fomos absolvidos pelo STF!" Não será absolvição, mas favorecidos pelo tempo que os advogados conseguirão procrastinar o julgamento, a prescrição do crime ocorrerá e o processo será arquivado. Há, ainda, a reincidência mais cínica, como o do mensaleiro Quadrado, que acaba de ser preso em flagrante, ao desembarcar no aeroporto internacional de Guarulhos com 361 mil euros ( R$ 1,2 milhão) escondidos nas meias, presos à cintura e dentro da cueca.

Aí está a cara do Brasil, a dos Quadrados e Marcos Valérios, que ganham licitações fraudadas e com o furto, mancomunados com a "organização criminosa", fazem do Legislativo um apêndice imundo do Tesouro. E o governo petista bradava insultos nos comícios, prometendo fazer da política um oásis da ética. Se o Legislativo tem os que traem seus eleitores, há no Judiciário os que traem a esperança de justiça e vendem sentenças chegando até a desembargadores. O presidente do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, que tinha cúmplices no tribunal, preso em casa, seu gabinete revistado pelo Polícia Federal, é revoltante. Executivos estrangeiros, entrevistados por uma ONG internacional, servidos de sua experiência em negócios contratados, colocam o Brasil no 5º pior lugar na lista de propinas, "envolvendo relações com familiares de gente do Executivo para obter contratos públicos e subornando políticos de nível elevado para fazer negócios".

Essa é a cara que o cantor Cazuza, polêmico, desafiou que fosse mostrada. É a que se vê nos fatos descritos na mídia. Não me rendo, porém, ao desespero, pois concordo com o poeta: "A esperança é a última que morre, no homem". Confirma-se o que ensina o professor José Pastore: "Político que acabar ou diminuir a fome dos mais pobres e, ao mesmo tempo, abarrotar de vultosos lucros os bancos, ganhará de qualquer competidor". O Orçamento da União, afinal votado, para viger em 2009, é a prova – segundo a mídia – de que Lula adota a receita do professor Pastore. São mais de R$ 100 bilhões para obras sociais e apenas R$ 20 para investimento federal, combinado com os juros mais elevados do mundo. Contando com as antigamente apelidadas de "esmolas", não é pequeno o número de pais que se desinteressam de buscar emprego. Se as estradas foram abandonadas, quando se aproximou a reeleição, taparam-se os buracos e, em cada conserto fugaz, Lula fazia um comício com discurso empolgante, na mesma linguagem com que conquistou a liderança da classe trabalhadora e agora conquista o povo.

Israel usa aviões, navios e tanques contra civis palestinos desarmados

Visão do Correio

Banho de sangue

O confronto Hamas x Israel causa horror às consciências civilizadas do mundo. O banho de sangue que ensopa os 362km² que abrigam 1,5 milhão de pessoas espantou a apatia em relação ao conflito que se arrasta por 60 anos. A aviação do Estado judeu bombardeia a Faixa de Gaza por três dias seguidos e o Exército prepara-se para a invasão terrestre. Convocados, 6.500 reservistas encontram-se de prontidão para entrar em ação a qualquer momento. Até o fechamento desta edição, contavam-se 350 mortos e 1.600 feridos, muitos deles civis.

É a maior ofensiva a Gaza em 40 anos. Segundo Israel, trata-se de resposta aos foguetes disparados pelo grupo extremista depois de trégua de seis meses em que um israelense perdeu a vida. O Hamas alega que o vizinho não cumpriu o acordo que impôs o cessar-fogo. Entre os itens apontados, destacam a manutenção do bloqueio que isola a Faixa de Gaza, espremida entre Israel e o mar. Com a barreira que dura 18 meses, deixaram de entrar no território alimentos, remédios, munição, armas e mercadorias do comércio local. É estrangulamento da economia e das condições de sobrevivência na área.

A história do Hamas é mais um capítulo da tragédia em cartaz há 60 anos, quando a Organização das Nações Unidas dividiu a Palestina e criou o Estado de Israel. Guerras se sucedem desde então, tornando o Oriente Médio uma das regiões mais explosivas do mundo. Até 2006, os palestinos submetiam-se ao comando da Autoridade Palestina (AP), que frustrou as expectativas da população de ter um Estado independente. O Hamas, facção que não reconhece Israel, ganhou as eleições parlamentares daquele ano. Sofreu, então, impiedoso boicote internacional que lhe inviabilizou a administração. Depois dos confrontos com partidários do Fatah, legenda do líder histórico Yasser Arafat, Gaza ficou sob o controle do Hamas; a Cisjordânia, da AP. Israel impôs forte bloqueio à Faixa de Gaza.

A violência dos ataques israelenses provocou reações no mundo. Manifestações tomaram as ruas de países árabes, muçulmanos e europeus. O Conselho de Segurança da ONU pediu o cessar-fogo imediato. Em vão. A chacina continua e não vai parar enquanto líderes políticos e sociais de ambos os lados descartarem a possibilidade de paz. Esse compromisso com uma solução pacífica poderia despertar mais rapidamente caso a comunidade internacional se mobilizasse. No entanto, com os Estados Unidos capitaneando o processo de paz, não há luz no fim do túnel. É fato que Washington não exerce papel imparcial nas negociações e, durante o governo de George W. Bush, a Casa Branca passou a ser vista com mais descrença pelos palestinos e árabes.

Caberia às Nações Unidas, à União Européia e a outras potências assumir função mais relevante com o objetivo de conter o conflito que serve de fonte para vários focos de instabilidade no planeta. Nações européias como a Alemanha e a Itália, geralmente vistas por Israel como pró-árabes, denunciaram veementemente a responsabilidade do Hamas na escalada de violência. Se Israel, a Autoridade Palestina e o Hamas não conseguem resolver sozinhos suas desavenças históricas, aumentar a pressão estrangeira sobre dirigentes dos dois lados certamente ajudará.

Cuba. Um antro de mentiras, censura e crueldade

As mentiras e a crueldade de Cuba

por Lilian Zieger*

Lendo ZH (hábito diário em minha vida há vários anos), deparei com a reportagem sobre Cuba (28/12/08) e não me contive: comecei a reviver o que vi e ouvi em Cuba. Estive naquele país há cerca de nove anos. Foram 30 dias que mudaram minha concepção de mundo e de vida! Ao ler que existem políticos brasileiros que defendem o regime cubano e, ainda, falam em "certo exemplo de democracia", me pergunto: estiveram em Cuba? Conhecem o que existe lá? Onde está o discernimento dessas pessoas? Dizem que Cuba tem boa educação: mais de 99% de alfabetizados?

Apenas quero relatar um fato ocorrido comigo. Fiz amizade com uma professora cubana, quando lá estive. Levei-a até uma livraria, pois desejava lhe dar de presente um livro. Na frente da livraria, ela me falou que não podia entrar, pois os cubanos eram proibidos! Por quê? Os livros que podiam e deveriam ler recebiam do governo! – respondeu-me ela. Isso mesmo: o que poderiam ler lhes era ofertado e o restante, proibido! Como resultado, ela não aceitou o livro por medo. Isso é ser alfabetizado? O pior analfabetismo é o das idéias! O que aprendem a ler os cubanos? Apenas o que lhes é permitido! O que escrevem? O que lhes é permitido! Se alguém escrever algo contra o regime, vai preso! Depois querem me dizer que a educação cubana é exemplo. De quê? De absoluta falta de liberdade, de crueldade, de domínio intelectual, de disseminação do medo! Essa alfabetização é a mais perigosa de todas: a que domina as mentes e as tinge de medo (ou o melhor seria dizer: pânico). E tem pessoas que dizem ser isso exemplo para algum país? A ditadura vivida pelo povo cubano é absolutamente cruel.

E a saúde? Estive em Cuba para tratamento médico de meus filhos. Pergunto: se os cubanos têm o tratamento e a cura de algumas doenças, por que não ensinam ao mundo? A cura de doenças deveria ser de direito de todos os cidadãos planetários. Mas não! Eles escondem o tratamento para alguns poucos que tenham os dólares para o tratamento. Isso é exemplo de avanço na saúde? Isso é a mais cruel das atitudes humanas! Ainda há brasileiros que dizem ser a medicina cubana exemplo? Exemplo de uso da medicina para chamar estrangeiros que paguem fortunas por tratamentos que só existem lá, pois, supostamente, somente eles conhecem esses tratamentos.

Que medicina é essa que esconde as descobertas para aplicá-las apenas a quem tem o dinheiro (e que é muitíssimo) que a pague? Bem fazem os médicos brasileiros que condenam tal situação. Eu os aplaudo pela atitude corajosa de criticarem. (O que alguns políticos não conseguem fazer.) Um deputado diz na reportagem que Cuba ainda pode ser exemplo, pois elege representantes de bairro. Nossa! Eleger num país com partido único e que onde alguém que fale contra o regime cubano vai preso é liberdade? Elegem sim, sem antes não deixar de colocar uma mordaça (nos olhos, na boca e na consciência!). Elegem pessoas que são proibidas de falar qualquer coisa que seja contra o governo ditatorial de Fidel! Isso é exemplo de democracia?

O que vi em Cuba é um povo com medo. Medo de falar, de agir e de pensar... Talvez essa seja a maior crueldade de que falo. Tudo é absolutamente controlado pela censura! O medo que penetra nas pessoas que têm consciência – e que não têm nenhum interesse em falar de Cuba o que ela não é – é imenso. Sente-se na alma como se alguém pudesse entrar em nossa mente e ver o que se passa nela. Liberdade? Essa palavra é proibida em Cuba e não deve estar, com certeza, na cartilha de alfabetização do povo cubano. Eu amo o meu país, com todas as suas desigualdades e suas próprias crueldades. Sou leitora assídua e vejo com os olhos da consciência o que corrói nosso povo e suas misérias. Sonho com um país melhor e mais justo, com certeza, mas... que seja distante das idéias da dita "igualdade cubana".

O povo cubano é escravo (ou está escravo) de uma das piores ditaduras que já vi! Se o povo gostasse dessa situação, não se jogaria ao mar, sujeito aos tubarões e a tempestades, para fugir! Meu respeito aos cubanos que ainda têm forças para resistir. Eu mesma não sei se conseguiria!

*Pedagoga e supervisora educacional, presidente da Associação Nacional de Supervisores Educacionais do Brasil

PT processa deputados que são contrários ao aborto

Cardeal critica PT por punir deputados contra o aborto, e MEC aumenta verba de marketing no ano pré-eleitoral

Jorge Serrão

O Partido dos Trabalhadores sofreu ontem, durante uma missa, um duro ataque de um dos seus maiores aliados na Igreja Católica. O cardeal arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Geraldo Majella, criticou o PT por abrir processo no Conselho de Ética do partido contra os deputados federais Luiz Bassuma (BA) e Henrique Afonso (AC), porque ambos são contra a descriminalização do aborto.

O ex-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) pegou pesado com os petistas abortistas: "Quando se procura até expulsar de um partido que está no poder (o PT) aqueles que não votaram pelo aborto, o que podemos esperar dessas pessoas? Não há dignidade humana. Daí vêm todas as corrupções, os mensalões, e só quem vai mesmo para a cadeia são os pobres".

Na missa do Dia dos Santos Inocentes, Dom Geraldo criticou as mortes de crianças e adolescentes ocorridas este ano, e
incluiu o aborto como mais uma forma de violência: "Tantas tentativas vemos para a legalização do aborto. Essa é a vitória do egoísmo. Morrem já no ventre materno, porque são bocas que aparecem para serem alimentadas e não há pão suficiente para ser repartido a todos".

Além de insistir na
aprovação do aborto no Brasilque atende a interesses econômicos de ONGs internacionais e não ao suposto direito de liberdade de escolha da mulher, conforme os propagandistas abortistas apregoam -, o PT deu uma outra mancada em um setor essencial: a educação. A verba de comunicação e publicidade do Ministério da Educação (MEC) para 2009 é 55% maior do que a de 2008. Os R$ 28,72 milhões para as ações de comunicação social, que incluem publicidade e realização de eventos, equivalem a mais do triplo do valor gasto em 2007.

O jornal O Globo denunciou: "O Ministério da Educação justifica o aumento pela necessidade de aumentar a divulgação de ações do
PACo da Educação, incluindo o Brasil Alfabetizado, programa que tem como foco ensinar jovens e adultos a ler e escrever. O problema é que esse programa teve sua verba total reduzida pelo MEC em torno de 15%: de R$ 353,9 milhões este ano para R$ 306 milhões em 2009. E, com o corte de R$ 1 bilhão no orçamento do MEC, aprovado pelo Congresso, perdeu ainda mais R$ 6 milhões. A verba para publicidade cresceu, mas o programa encolheu".

O Globo denuncia mais: "O aumento de pelo menos R$ 10 milhões na verba da publicidade oficial supera a previsão de gastos em dois projetos específicos do MEC: o enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes (que tem R$ 6,8 milhões no orçamento) e o Brasil Quilombola (R$ 1,8 milhão). O orçamento da União de 2009 destina R$ 40,52 bilhões ao MEC. Em termos proporcionais, os recursos de comunicação social correspondem a 0,07% do total".

O que O Globo não lembra na reportagem é que o ministro da Educação, Fernando Hadad, é
candidato a alguma coisa em 2010. Tudo indica que será candidato ao governo de São Paulo pelo PT. Mas, também, seria uma alternativa para a disputa à presidência da República, caso a Dilma Rousseff (pedetista e brizolista histórica, não emplaque). Talvez tais pretensões políticas justifiquem o aumento da verba do marketing. Ou isso é apenas mera coincidência?

Lacerda, ex-ABIN, caiu para cima

Medo de gravação comprometedora garante a promoção de Lacerda do inferno da Abin para o paraíso lusitano

Fonte: Alerta Total

Quem sabe (demais) faz a hora de uma nova promoção. Não espera acontecer a simples exoneração. Os dois versinhos meio lusitanos descrevem bem o que aconteceu ontem com o delegado federal Paulo Fernando da Costa Lacerda. Após semanas de complicadas negociações políticas sobre seu destino, o policial (ligadíssimo ao chefão Lula da Silva) comprovou o quanto vale a pena ter informação privilegiada sobre os poderosos de plantão.

Um dos homens
mais informados sobre os intestinos do governo da República Sindicalista, Paulo Lacerda foi afastado, definitivamente, do comando da Agência Brasileira de Inteligência. No entanto, acabou "caindo para cima" com a nomeação para o cargo de adido policial na embaixada do Brasil em Portugal. Sai do inferno da Abin – onde sete diferentes grupos brigam por poder – para o paraíso da vidinha além-mar, ganhando um salário que pode chegar a R$ 70 mil, sem contar as mordomias diplomáticas de praxe.

O trunfo de Paulo Lacerda foi a
informação de cocheira que ele detinha. Caso fosse jogado no ostracismo, amigos de Lacerda indicaram que poderiam vazar um escândalo, na mídia que comercializa a oposição. Viria à tona uma conversa gravada em que um grupo político pedia ao banqueiro Daniel Valente Dantas uma ajuda para a campanha presidencial de 2010. Agora, tal conversa vai sumir do mapa. Como um passe de mágica, será como se nunca tivesse acontecido. Afinal, arquivo bom é arquivo morto – ou bem silenciado pelas conveniências.

Lacerda foi diretor-geral da Polícia Federal de janeiro de 2003 a setembro de 2007. Depois exerceu o comando da Abin, onde tomou posse no cargo de Diretor-Geral no dia 4 de outubro de 2007. O agente sempre foi uma pessoa muito próxima do chefão Lula – que até o último momento queria reconduzi-lo ao cargo.
O chefão acabou voto vencido no Planalto. Viu que não tinha condições políticas de fazer sua vontade presidencial. Nem por isso Lula deixou o amigo Lacerda ficar na merda... Arranjou-lhe uma saída honrosa.

Lacerda foi afastado temporariamente do cargo pelo chefão Lula da Silva, no começo de setembro, quando a revista "Veja" divulgou reportagem sobre suposto grampo, feito pela Abin, no telefone do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, em conversa com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Gilmar Mendes rodou a baiana e cobrou providências imediatas de Lula. No meio da crise, o ministro da Defesa, Nelson Jobim,
sugeriu o afastamento de Lacerda. Além do presidente do STF, surgiu a suspeita de que ministros e políticos do governo e da oposição também teriam sido grampeados.

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, a quem a Abin está subordinada, informou ontem que o secretário de Planejamento e Orçamento da instituição, Wilson Roberto Trezza, permanece no cargo de forma interina durante pelo menos um mês. Como a nomeação de um novo diretor-geral da Abin depende de sabatina no Senado, o governo terá todo o
recesso de janeiro para decidir a sucessão no órgão.

Ganhos
O novo salário do ex-diretor da Abin ainda não foi calculado.
Será, no mínimo, semelhante ao de adido policial em Paris, de US$ 17.500 (aproximadamente R$ 42 mil).
A PF só não sabe informar se Lacerda
acumulará o valor com a aposentadoria de delegado, em torno dos R$ 20 mil.

Solucionadores
A criação do cargo para Lacerda, em Portugal, foi articulada pelos ministros da Justiça, Tarso Genro, e do GSI, general Jorge Félix.
Os dois foram emissários de Lula junto ao delegado, argumentando que a nomeação preservaria sua biografia e seria interpretada como uma manifestação de que o presidente confia em sua inocência.
O decreto que exonera Lacerda da Abin será publicado no Diário Oficial de hoje.
Também
serão exonerados os assessores que já haviam sido afastados com ele, como o diretor-adjunto José Milton Campana e o delegado Renato da Porciúncula, ainda sem destino definido.

Importante missão
De acordo com o Ministério da Justiça, a
principal atribuição de Lacerda em seu novo cargo será representar a PF junto às autoridades locais e à Interpol no combate ao tráfico de pessoas e aos crimes associados à imigração ilegal de brasileiros para o país europeu.
Até hoje, o Brasil só tinha adidos-policiais na França e em seis países com os quais faz fronteira: Argentina, Paraguai, Colômbia, Uruguai, Suriname e Bolívia.
Lacerda será o primeiro delegado aposentado a assumir esse tipo de cargo, que inclui a nomeação de mais um delegado como adjunto.
O Ministério da Justiça pretende abrir outras duas "adidâncias" policiais, na Itália e nos Estados Unidos.

O mundo tem que repudiar a crueldade israelense

Ofensiva entra em fase problemática

A disposição do governo israelense de manter os ataques contra a Faixa de Gaza por tempo indeterminado começa a trazer preocupação aos próprios israelenses.

Uma análise do jornal local Haaretz diz que a operação entra numa "fase problemática". "Este é o estágio em que o governo precisa decidir se envia soldados para um combate face a face com os terroristas ou se anuncia um cessar-fogo sob a ameaça de que, se o Hamas continuar com o lançamento de foguetes sobre o território israelense, o próximo ataque será ainda mais violento". Se optar pela primeira opção, Israel poderá criar em Gaza um "celeiro de extremistas", como diz ao jornal O Globo Eyad El Sarraj, chefe do Programa de Saúde Mental da Faixa de Gaza. "Nossas crianças e jovens estão crescendo com um sentimento de ódio e repúdio às ações israelenses", afirma.

[vale lembrar que um combate face a face pressupõe que as forças armadas regulares – as forças de defesa de Israel – enfrentarão tropas inimigas em um combate frente a frente. No caso as forças armadas de Israel – equipadas com caças F 16, bem como mísseis e tanques de última geração – terão um combate face a face com milhares de civis desarmados, entre os quais com certeza existem alguns membros do HAMAS – a região cuja população está sendo dizimada por Israel apresenta uma das maiores densidades demográficas do mundo.]

Guerra total ou geocídio do povo palestino?


A "guerra total" de Israel

No quarto dia da ofensiva sobre a Faixa de Gaza, todos os grandes jornais brasileiros dão manchete para o anúncio do governo de Israel de que está em "guerra total" contra o grupo terrorista palestino Hamas.

Num artigo que a Folha reproduz hoje, a ministra das Relações Exteriores, Tzipi Livni, diz que "essa reação se dá no contexto de nosso direito básico à autodefesa".

O mesmo pensamento é compartilhado pelo brasileiroTzvi Chazan, que vive em Israel, a 5 km da fronteira com Gaza. "Atacamos o Hamas porque a situação era insustentável. É a hora da verdade", afirmou ao Estadão. O número de mortos passa de 370 e, pelo jeito, pensar em um cessar-fogo em curto prazo é uma ingenuidade.

Brasileiros na região se dividem sobre ação

Nascidos no Brasil, palestino e judeu vivem com suas famílias sob mísseis e foguetes na Cidade de Gaza e em um kibutz no sul de Israel

Roberto Simon

Fonte: O Estado de São Paulo

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20081230/not_imp300546,0.php

O mato-grossense Kassir Aziz e o paulista Tzvi Chazan moram a apenas 10 quilômetros de distância um do outro. Entre eles, entretanto, está uma das mais turbulentas fronteiras do mundo, a que separa o território de Israel da Faixa de Gaza. Na mais recente onda de ataques entre israelenses e palestinos, os dois brasileiros ocuparam campos opostos no conflito - e ambos foram vítimas da violência.

Aziz mora no campo de refugiados de Jabaliya, um dos mais populosos da Cidade de Gaza, com mulher, filhos, irmãos e cunhadas. "Uma bomba caiu a metros da minha casa e arrasou completamente uma mesquita, tudo virou pó", contou, por telefone, ao Estado. Seu bairro, no extremo norte de Gaza, fica diante da cidade israelense de Erez, um dos pontos onde
Israel reúne tropas e tanques para uma eventual ofensiva terrestre contra o território palestino.

Imersa em uma
assombrosa crise humanitária, Jabaliya está entre as regiões mais devastadas pelos cerca de 250 ataques da aviação israelense. "Água, não temos. Eletricidade, tampouco. Estamos vivendo o caos desde sábado", disse o palestino. Ele e sua família permanecem em casa e estão temerosos em sair na rua. Para Aziz, a ação de Israel é "criminosa". "A situação aqui é realmente muito difícil e estamos com medo."

KIBUTZ BRASILEIRO
Do outro lado da fronteira, "medo" foi também o termo que Chazan utilizou para descrever seu cotidiano sob os foguetes Kassam lançados diariamente pelos grupos palestinos Hamas e Jihad Islâmica contra a região em que vive. Ele mora com mais 248 famílias no kibutz Bror Hail, fundado em 1948 - mesmo ano da criação do Estado de Israel - e conhecido como "kibutz dos brasileiros", por abrigar um grande número de nacionais do Brasil. "Há dias em que o alarme contra foguetes dispara 30, 40, 50 vezes e sempre temos de correr para nos proteger", disse. [nem sempre o do disparo do alarme significa ataque de foguestes; o sistema de alarme contra foguetes é acionado pela defesa civil, controlada pelo exército israelense, e é interessante aos israelenses realizarem a pressão psicológica e assim encontrarem supostos motivos para justificar a barbárie que realizam.]

A escola do kibutz suspendeu as aulas por tempo indeterminado e os moradores são orientados pela defesa civil a sempre permanecer a metros de um abrigo antiaéreo. A partir do soar do alarme, todos têm até 15 segundos para se esconder.

Esse clima de guerra, de acordo com Chazan, só pode acabar com uma ação dura de Israel contra o Hamas. Com a nova ofensiva, "chegou a hora de verdade", disse o israelense. "Confiamos no Exército e permaneceremos aqui até o fim."

Do lado palestino, a saída não é uma opção
. Ninguém - mesmo os que têm nacionalidade brasileira - conseguiu deixar Gaza, isolada por Israel desde 2007, quando o Hamas expulsou o grupo rival Fatah e assumiu o controle total do território.

[além de usar contra a população civil, acuada e indefesa, aviões e misseis de última geração, o exército israelense impede ajuda humanitária e não permite que os 'alvos humanos' deixem o local do conflito.]

Mutilação genital feminina. Um absurdo que ainda resiste

Mutilação genital é comum em meninas curdas
30/12/2008

Fonte: Opinião e notícia


Costuma-se pensar na região curda, no norte do Iraque, como mais progressiva do que outras. Mas é lá que há um dos maiores índices de mutilação genital feminina. A maioria não sabe porque segue o ritual, que é extremamente doloroso e com risco de infecção. Além disso, a mulher, durante toda a sua vida, terá dores fortes toda vez que tiver uma relação sexual. Perguntada por que submetera sua filha a isso uma mãe respondeu, orgulhosa: "É ordem do Profeta."

Em nossa opinião, na verdade essa prática tem a ver com assegurar a virgindade das moças solteiras e a fidelidade das casadas. Como cada relação sexual é uma verdadeira tortura, os maridos podem ter certeza que suas esposas serão fiéis.

Mutilação genital feminina

A Organização Mundial de Saúde – OMS – e outros institutos e organizações internacionais alertam para o fato de que de 100 a 140 milhões de meninas e mulheres em todo o mundo já tenham sido submetidas à chamada mutilação genital, e mais 2 milhões 'corram o risco' de passar por esse procedimento a cada ano.

A remoção do clitóris é comum em 28 países da África, além de regiões do Oriente Médio e da Ásia. No site da OMS há breves explicações sobre as razões que motivam a mutilação genital: serviria para garantir a virgindade das mulheres até o casamento e assim valorizá-las; as partes sexuais seriam removidas por razões de assepsia, ou ainda para diminuir o desejo sexual feminino - o que manteria as mulheres fiéis no casamento. Motivos religiosos são também brevemente citados.

Os grupos de combate a essa prática enumeram complicações graves para a saúde e o psicológico das mulheres. Existem vários riscos, inclusive o de morte e o da transmissão da Aids. Para muitas, a dor nunca passa. A menstruação e o parto ficam ameaçados, as relações sexuais tornam-se dolorosas e o prazer sexual da mulher é tolhido. Infecções e todo tipo de problema na saúde sexual feminina estão relacionados à brutalidade da excisão, feita na maioria das vezes com instrumentos não-esterilizados e usados em várias meninas numa mesma ocasião, e sem anestesia.

No entanto, o tratamento dado a práticas comuns a certas sociedades, e que são repudiadas pelo ocidente, levanta alguns questionamentos. A mutilação genital é um processo de origem cultural, religiosa e social, intrínseco a sociedades africanas, asiáticas e do Oriente Médio, e muitas vezes desejado pelas mulheres que são motivadas a se submeter à operação por várias razões estranhas à compreensão das sociedades ocidentais.

A também chamada excisão é para muitas mulheres um rito de passagem, algo importante para as meninas das comunidades em que é praticada. As próprias mulheres acreditam nisso, por vezes discriminando aquelas que não passaram pela mutilação. A Care, organização sediada nos Estados Unidos com o objetivo de defender os direitos humanos especialmente femininos e que tem uma campanha exclusiva para o combate à mutilação genital feminina , conta em seu site que uma das entrevistadas, no Sudão, disse que a comida feita por uma mulher que não houvesse sofrido a mutilação era suja. No Quênia, a organização observou preconceito religioso: havia pessoas dizendo que mulheres que não passaram pela excisão não podiam ser muçulmanas – costuma-se associar a prática à devoção ao islamismo. Muito poucas pessoas, especialmente entre os homens, sabiam das conseqüências da mutilação genital para a saúde, relata a ONG.

Segundo a Care, não há muita opção para as mulheres que vivem nas comunidades em que é comum a mutilação genital. As meninas que decidem não se submeter à prática, mas continuam vivendo no mesmo grupo, enfrentam problemas de socialização, são hostilizadas e excluídas. Por isso a organização se propõe, inclusive, a dar apoio e proteção às famílias que se recusam a submeter suas meninas e mulheres à prática.

A Care afirma, no entanto, que não é comum às mulheres que vivem nessas comunidades não desejarem se submeter à prática por livre e espontânea vontade. Freqüentemente não existe uma associação forte na cabeça das pessoas com as conseqüências da prática. E, nos lugares onde a excisão é universal, não há outros pontos de referência, muitas vezes. Todas as meninas e mulheres são iguais nesse ponto, explica Susan Igras, especialista do Núcleo de Saúde Sexual e Reprodutiva da Care. As pessoas que praticam a circuncisão valorizam muito os significados positivos relacionados a ela, complementa.

Um outro olhar

Helen Caroline Negrão, de 26 anos, cursou Relações Internacionais e decidiu fazer seu trabalho final de curso unindo o que estudou na faculdade às áreas de Direitos Humanos e Antropologia Cultural, mais especificamente o caso da mutilação genital. Eu me interessei por esse assunto por vários motivos e o primeiro deles trata do etnocentrismo, que é a uma visão do outro a partir de nossos modelos, nossos valores, e, particularmente, do eurocentrismo, da visão salvadora que a cultura européia tem sobre o continente africano de modo geral desde a colonização. Meu maior sonho era poder entender um pouco mais sobre isso de modo imparcial, conta.

Em seu trabalho acadêmico, Helen compara a mutilação genital a práticas que fazem parte da cultura ocidental, e levanta questionamentos sobre o fato de muitas vezes as mulheres optarem pela excisão, em vez de serem obrigadas, como se costuma interpretar através das colocações da mídia. Nossa sociedade também tem os seus costumes. Poderia citar como um deles o caso de tratamento de crianças que nascem sob a condição de intersexuais. Como pode um exame de sangue determinar se aquela pessoa terá realmente o sexo que sua 'genética' ou seus pais determinaram? Não é um crime extirpar um órgão saudável e não fornecer a chance de a pessoa optar por ela mesma se ela quer ou não ter aquele órgão?, questiona.

Quando indagada a respeito da maneira como os grupos em que a Care atua têm recebido o trabalho da organização – se eles não estariam se sentindo invadidos ao notar que pessoas de fora da comunidade estariam tentando modificar suas tradições, crenças e costumes -, a especialista Susan Igras mostrou concordar, afirmando que esse é um dos obstáculos enfrentados no combate à mutilação, já que ela está arraigada nesses grupos.

Segundo a antropóloga Elielma Machado, da PUC-Rio, em primeiro lugar as organizações que pretendem combater a prática precisam ter cuidado durante o trabalho de coleta de informações a respeito da mutilação genital nas comunidades. Muitas vezes as informações estão contaminadas por impressões e valores etnocêntricos que inviabilizam a compreensão do significado para as pessoas e grupos sociais envolvidos com a prática em questão, analisa. Para que ocorra a mudança de idéia com relação à prática da chamada mutilação genital feminina é fundamental que haja a vontade de mudar de pelo menos algumas pessoas que vivem ou tenham vivido nas sociedades, que sabem – reconheçam - os símbolos e significados subjacentes à prática. Caso contrário a intervenção externa não se justifica, complementa a antropóloga.

Ainda segundo Elielma, como muitas ações ocidentais sobre grupos africanos e asiáticos têm historicamente como pano de fundo um movimento de dominação, essas sociedades podem vir a reagir da maneira avessa ao que se espera, endossando ainda mais a prática como forma de reagir à dominação. Manter a prática adquire ainda mais importância, torna-se uma forma de resistência à dominação. Ou seja, o que você chama de sacrifício e dor tem outro significado, (...) 'fortes dores e riscos de saúde' seriam formas de demonstração de pertencimento ao grupo, sociedade e cultura, explica.

A Care explica que expõe os problemas originados da mutilação às comunidades, mas deixa as decisões nas mãos de seus membros, restringindo-se a apresentar-lhes fatores que os estimulem a refletir a respeito da prática.

Questão de direitos humanos: a tradição X a lei
Uma outra questão de destaque entre os assuntos relacionados à mutilação genital refere-se ao poder de escolha. Uma mulher adulta pode optar pela mutilação, sabendo de sua função cultural, social e religiosa e até de suas conseqüências e do risco de morte, mas uma criança não tem esse discernimento.

Helen Negrão acredita que talvez se deva fazer uma separação entre as mulheres adultas que optam pela mutilação por questões diversas e as meninas, que são submetidas à prática ainda crianças. Para fundamentar essa reflexão, ela cita um trecho da publicação da Anistia Internacional Mulheres e direitos humanos, trabalho coordenado por Helder Vieira dos Santos que data de 1995. Enquanto uma mulher adulta é suficientemente livre para se submeter a um ritual ou tradição, uma criança não tem qualquer opinião formada e não consente, mas é simplesmente submetida à operação enquanto está totalmente vulnerável (...) as descrições disponíveis sobre a reação das crianças indicam uma prática comparável à tortura, relata o texto.

O sofrimento e o ato de tortura associados à mutilação levaram à condenação, a dez anos de prisão, de um imigrante da Etiópia morador dos Estados Unidos, pai de uma menina de sete anos de idade que a submeteu a uma mutilação genital quando ela tinha apenas dois anos. A mãe da menina, já separada do pai e que não concordou com a atitude dele, ajudou a passar uma lei na Georgia contra a mutilação genital – que já era considerada ilegal em 16 estados norte-americanos e proibida para menores de 18 anos por lei federal desde 1997 no país. Além de já existir legislação contra a prática nos EUA, a Convenção sobre os Direitos da Criança, assinada em Setembro de 1990, a considera um ato de tortura e abuso sexual.

Na Grã-Bretanha, há um esforço grande em direção a dar fim à prática da mutilação genital, realizada dentro do território inglês por imigrantes ou até mesmo no exterior, para onde meninas são enviadas para fazer a remoção. Ambas as atitudes são proibidas desde 2004, de acordo com lei editada pelo governo britânico.

O hospital Saint Thomas, no centro de Londres, realiza por ano em torno de 200 operações de reversão, restaurando a abertura natural da vagina de mulheres que sofreram mutilação genital. A operação é necessária quando a mulher sofreu o tipo mais grave de circuncisão, o tipo 3, que consiste na retirada de dois terços dos genitais. A vagina é costurada, restando apenas uma pequena abertura.)

O ginecologista somaliano Abdulcadir Omar Hussein, que vive em Londres, apesar de declarar ser contra a mutilação genital sugere que, se for para ser feita, ao menos seja realizada de uma forma menos violenta à saúde da mulher, com uma cirurgia menos bruta. Em outros países, também com grande número de imigrantes vindos de comunidades em que a excisão é praticada – Austrália, Noruega, França, Suécia e Canadá – já adotaram lei específicas contra a prática.

Segundo dados do Fundo para a População das Nações Unidas (UNFPA), dos 28 países africanos em que ocorre o ritual apenas 12 têm leis ou recomendações relacionadas à mutilação.

O Sudão foi o primeiro Estado africano a interditar a excisão, em 1946 – mas somente em sua pior forma, continuando a permitir o corte simbólico do clitóris. O novo Código Penal, de 1993, no entanto, não faz qualquer referência à mutilação.

No Egito, um decreto presidencial de 1958 proibiu a excisão. Em 1996, o Ministério da Saúde acabou com as licenças para os excisadores, interditando a atividade. Um ano depois, um tribunal revogou a decisão.

As leis do Gana, Guiné-Conacri, Burkina Faso, República Centro-Africana, Costa do Marfim, Djibuti, Senegal, Tanzânia e Togo condenam a mutilação, com penas que vão de seis meses de reclusão à prisão perpétua. No Quênia, um decreto presidencial desaconselha a prática. Porém, até Junho de 2000, ocorreram detenções somente no Burkina Faso, Gana, Egito e Senegal.

Na Guiné-Bissau, uma proposta de interdição da mutilação genital apresentada em 1995 foi rejeitada. No entanto, o Parlamento aprovou a recomendação de julgar os responsáveis pela prática se esta resultasse na morte das excisadas. Uma nova lei está em cima da mesa no Parlamento.

O Blog da UNR é contra a mutilação genital em suas diversas formas
, pois acredita que não existe crença, ritual ou tradição cultural ou religiosa capaz de justificar a exposição da saúde a danos tão sérios, e até mesmo ao risco de morte, além de inúmeros problemas psicológicos. Opine sobre o tema.

Um dos maiores erros do Lula


Brasileiros perderão dinheiro com o fundo soberano

O governo federal aproveitou o clima de festa do Natal para aprovar a mudança da legislação que rege o Fundo Soberano do Brasil (FSB).

A lei foi sancionada pelo presidente Lula no dia 24 de dezembro, mesmo dia em que o próprio Lula promulgou uma Medida Provisória que mudava a lei aprovada horas antes.
Os fundos soberanos são os antigos Tesouros nacionais. Desde meados do Século XX, essas reservas começaram a ser administradas e passaram a servir para contrabalançar e atenuar os ciclos econômicos e estimular a economia. Quando, em 2007, o Brasil parecia um país de Primeiro Mundo, as reservas brasileiras superaram a dívida externa e o Brasil, pela primeira vez em sua história recente, passou de devedor a credor externo. Além de rentabilizar as reservas, o FSB serviria para atenuar o impacto das crises econômicas internacionais sobre a economia.

Com a Medida Provisória 452, de 24 de dezembro de 2008, que autorizou o Tesouro Nacional a emitir títulos para custear as despesas do Fundo Soberano, o governo pode forrar o Fundo Soberano com recursos públicos (ou seja, gastando menos do que se arrecada) ou fazendo dívidas e deixando a conta para alguém pagar.
Depois de anos de juros altos e austeridade para sanear as contas públicas e começar a colher os frutos desse sacrifício, vem o governo e faz mais dívidas. E somos nós, brasileiros, que vamos pagar a conta.

[três partidos que se declaram 'oposição', DEM, PSDB e PPS, ingressaram com ação no STF para revogar o decidido pelo chefão Lula – haja vista que a MP 452 além de desautorizar o Congresso Nacional, quebrando a harmonia entre os Poderes da República, também desobedece decisão do Supremo.

Dessa vez, a Oposição fez, parcialmente, a parte que lhe cabe.

Razão do parcialmente: o senhor Lula cometeu MAIS um 'crime de responsabilidade' e é DEVER da oposição ingressar no STF com o pedido de 'impeachment' do atual presidente da República. E a oposição, mais uma vez, não cumpriu com seu DEVER.]

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Mais um que Lula abandona

Satiagraha

Paulo Lacerda é demitido da Abin

O diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Paulo Lacerda, foi definitivamente afastado da instituição. A decisão foi anunciada na tarde desta segunda-feira pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República. O prêmio de consolação foi o posto de adido policial em Portugal.

Lacerda havia sido afastado do cargo em caráter temporário pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início de setembro, quando a revista "Veja" divulgou reportagem sobre suposto grampo no telefone do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, que cobrou providências imediatas de Lula. No meio da crise, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, sugeriu o afastamento de Lacerda.

Após a denúncia de "Veja", segundo a qual agentes da Abin gravaram conversas de Gilmar Mendes, uma delas com o senador Demóstenes Torres(DEM-GO), Lacerda determinou abertura de sindicância e pediu que a PF investigasse. Em conversas reservadas, Lacerda disse que não faz sentido acreditar que servidores da Abin fariam as escutas ilegais. Lacerda entende que o grampo colocaria em risco o emprego do agente e poderia contaminar a Operação Satiagraha , depois de anos de investigação, que culminou na prisão do banqueiro Daniel Dantas.

O GLOBO informou no dia 18 de dezembro que o inquérito da Polícia Federal que investiga o suposto grampo nos telefones de Gilmar Mendes, não encontrou até agora qualquer indício de autoria ou de que tenha sido feita a escuta. O documento preparado pelos delegados da PF Rômulo Berredo e William Morad deverá estar pronto em janeiro, depois de serem ouvidas mais de 120 pessoas, ao longo de três meses de investigação. Lula aguardava o resultado do inquérito para decidir se reconduziria Paulo Lacerda ao comando da Abin.

Na semana passada, em entrevista ao programa "Roda Viva" da TV Cultura, Protógenes afirmou que não há no relatório da Operação Satiagraha qualquer interceptação telefônica de conversa entre o presidente do STF e Demóstenes.

Quase 400 mortos - Israel prepara ataque terrestre

ONU: 57 civis entre os mortos em Gaza; Israel prepara ataque terrestre

Aviões de guerra israelenses atacaram nesta segunda-feira a Faixa de Gaza controlada pelo Hamas e tanques se preparam para uma operação por terra, no terceiro dia da ofensiva de Israel em Gaza, que já deixou 320 palestinos mortos e mais de 1.400 feridos, segundo fontes médicas palestinas. Segundo a agência da ONU que cuida dos refugiados palestinos, desde sábado os ataques israelenses já mataram 57 civis, incluindo 21 crianças.

Em um dos ataques, sete pessoas morreram quando um míssil atingiu a casa de um comandante das brigadas Iz al-Din al-Qassam, braço-armado do Hamas. Segundo o grupo extremista, Maher Zaqout não estava em casa. Algumas das vítimas são familiares dele.

Israel declarou a fronteira com a Faixa de Gaza "zona militar fechada", o que indica que uma ofensiva terrestre está a caminho. O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, disse que o país está em "guerra total" contra o Hamas.

- Queremos paz, e estendemos a mão mais de uma vez ao povo palestino - afirmou Barak. - Não temos nada contra o povo de Gaza, mas temos uma guerra até o amargo fim contra o Hamas e suas extensões - acrescentou.

De acordo com o jornal "Haaretz", de Jerusalém, uma série de foguetes palestinos lançados contra a cidade de Ashkelon, na região do Negev, matou um israelensee deixou outros 14 feridos. Desde o início desta segunda-feira, radicais palestinos lá lançaram 37 foguetes contra alvos israelenses, informou o Canal 10. O Hamas ameaçou assassinar Barack, a chanceler Tzipi Livni e todos os outros "que conspirem contra nós".

No fim da noite de domingo, caças israelenses bombardearam a Universidade Islâmica, um importante símbolo cultural do Hamas, sem deixar vítimas, segundo testemunhas. Israel afirma que o grupo radical usava o prédio para armazenar armas. Já era madrugada desta segunda-feira quando uma mesquita e uma casa também foram atingidas. Três crianças morreram, segundo médicos palestinos.

O Hamas se mantém desafiante e o porta-voz do grupo Fawzi Barhoum instou os palestinos a usar todos os meios disponíveis, incluídas as operações de martírio, uma referência aos ataques suicidas em Israel.

Israel, que aumentou seus ataques aéros depois do anoitecer de domingo (horário local), lançou sua campanha no sábado em resposta ao ataques quase diários de foguetes e morteiros que se intensificaram depois do fim do cessar-fogo de seis meses na semana passada. Neste fim de semana, militantes dispararam cerca de 80 foguetes contra Israel, segundo serviços de emergência, menos do que alguns analistas esperavam.

A operação está sendo considerada a mais violenta desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967.

Mark Regev, porta-voz do primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, disse que a ação militar continuaria até que a população do Sul de Israel não viva mais o temor de constantes ataques com projéteis.

- A operação pode levar vários dias - disse o porta-voz do Exército Avi Benayahu.

O comunicado lido pelo embaixador da Croácia na ONU, Neven Jurica, não tem o peso de uma resolução, apenas expressa a opinião dos 15 integrantes do conselho que, depois de quatro horas de discussão, pediu ainda que os dois lados levem em conta a crise humanitária na Faixa de Gaza. O documento contém um apelo para que Israel abra os postos de fronteira com o território palestino para permitir a entrada de ajuda, o qual foi parcialmente atendido pelo primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert.

Apesar do pedido do Conselho de Segurança, aviões israelenses realizaram outros bombardeios no domingo. Os novos ataques alvejaram, entre outros locais, um prédio do governo do Hamas. Mais tarde, aviões de guerra israelenses bombardearam túneis ligando a bloqueada Faixa de Gaza ao deserto do Sinai no Egito, segundo o Hamas e residentes palestinos.

No sábado, o número de mortos já ultrapassava 200 , marcando a data como o dia mais sangrento na história do território palestino. Durante a noite, uma importante estrada e uma mesquita foram atingidas. Ao menos duas pessoas morreram no templo, localizado na Cidade de Gaza. Em resposta às agressões, os palestinos dispararam mais de 60 mísseis contra Ashdod, cidade que fica a 37 km da Faixa de Gaza e tem o porto mais importante de Israel. A Organização para a Libertação Palestina (OLP) convocou um dia de luto na Cisjordânia e Jerusalém.

A ministra do Exterior israelense, Tzipi Livni, disse, neste domingo, que a operação tem sido "um sucesso". Segundo ela, Israel estaria determinado a mudar "a realidade em Gaza e libertar permanentemente os israelenses dos foguetes lançados contra o país durante quatro anos".

- O nosso objetivo não é reocupar a Faixa de Gaza - disse ela a um programa da rede norte-americana NBC. Perguntada no canal Fox News se Israel derrubaria o governo do Hamas em Gaza, Livni respondeu: "Não agora".

O Exército já mobilizou centenas de soldados em torno de Gaza para se preparar para esta operação terrestre de grande escala. O ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, advertiu que "aprofundará e ampliará sua operação do modo que for necessário".

- Se sentem falta de botas sobre a terra, terão o que querem - disse Barak em uma entrevista na qual explicou que o objetivo da operação é mudar as regras do jogo.

Ainda no sábado, o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, afirmou que dará ao seu Exército o tempo necessário para devolver a "vida normal" aos moradores do Sul de Israel, alvo dos lançamentos palestinos. Já o Hamas, que governa a Faixa de Gaza, pediu que os palestinos realizem uma terceira intifada contra Israel. O líder do governo em Gaza, Ismail Haniyeh, prometeu que a região nunca vai se entregar.

Não vamos deixar nossa terra, não vamos levantar bandeiras brancas e não vamos ficar de joelhos, exceto diante de Deus - disse Haniyeh em mensagem aos palestinos publicada em um site.

- Há sangue por todo lugar, há feridos e mártires em todas as casas e em todas as ruas. Gaza hoje foi decorada de sangue... Pode haver mais mártires e pode haver mais feridos, mas Gaza nunca será destruída e nunca vamos nos render - acrescentou.

Abbas diz que Hammas poderia ter evitado os bombardeios

Líder do grupo secular Fatah, que perdeu o poder em Gaza para o islâmico Hamas, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmud Abbas, também condenou os bombardeios, mas culpou o Hamas pela situação, afirmando que o grupo poderia ter evitado a violência. Abbas pediu ajuda do exterior para evitar novos ataques.

- Conversamos com eles (Hammas) e dissemos 'por favor, nós pedimos, não encerrem a trégua'. Deixem que o cessar-fogo continue, então poderíamos ter evitado o que aconteceu - disse.

A comunidade internacional reagiu aos ataques, pedindo um novo cessar-fogo entre Israel e o Hamas. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil emitiu nota afirmando que deplora os ataques de Israel, e criticando também o lançamento de foguetes palestinos.

O premier israelense pediu paciência à população.

Pode levar tempo, e cada um de nós deve ter paciência para podermos completar a missão - disse Olmert a jornalistas. - Cidadãos israelenses: é possível que no curto prazo, o número de foguetes aumente e eles terão um alcance maior do que nós estamos acostumados.

Principal aliado de Israel, os EUA não condenaram os ataques e responsabilizaram o Hamas pela quebra da trégua com Israel, que vigorou durante seis meses, e não foi renovada na semana passada.

Os ataques israelenses aconteceram um dia depois de o Hamas voltar a lançar mísseis contra Israel e, acidentalmente, matar duas crianças em Gaza . Também na sexta-feira, Olmert havia autorizado a reabertura das fronteiras com Gaza para a entrada de ajuda humanitária. No começo da semana, o Hamas disse que Israel iria abrir os portões do inferno caso realizasse ataques.

Privatização do STF e das súmulas vinculantes

Súmula vinculante corre risco de "privatização"

A súmula vinculante, mecanismo jurídico segundo o qual a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre temas que já tenham jurisprudência consolidada não pode ser contestada por instâncias inferiores, está enfrentando uma situação curiosa, como informa o Valor Econômico.

Das últimas onze propostas de súmulas vinculantes, só três foram redigidas pelos ministros do Supremo e uma, pela Defensoria Pública da União.

O restante foi elaborado por entidades de classe, representando advogados, ruralistas, instituições financeiras etc. "A Sociedade Rural Brasileira (SRB), temendo o resultado do julgamento do caso Raposa Serra do Sol, quer que o Supremo torne vinculante a Súmula nº 650, que restringe as regras para a criação de reservas indígenas", diz a reportagem.

Com novo sistema de tramitação, STF 'privatiza' súmula vinculante

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Mais alguma coisa sobre o FORO de SÃO PAULO

Que é o Foro de São Paulo?

Por Alejandro Peña Esclusa

Alejandro Peña Esclusa, presidente da Força Solidária - que organizou as passeatas-monstro contra Hugo Chávez - denuncia: o Foro de São Paulo vive de narcotráfico, seqüestro, assalto a banco e roubo de gado. Interrogado pelos jornalistas, Raúl Reyes, líder guerrilheiro colombiano, admitiu em sua recente visita à Venezuela que as FARC formam parte do chamado Foro de São Paulo. Vejamos a que se referia. Depois da queda do Muro de Berlim em 1989 e da derrubada do comunismo na ex-União Soviética, Fidel Castro decidiu substituir o apoio que recebia do Bloco Oriental pelo de uma transnacional latino-americana.

Aproveitando o poder parlamentar que tinha o Partido dos Trabalhadores (PT) no Brasil, Fidel Castro convocou em 1990, junto com Luis Inácio "Lula" da Silva, todos os grupos guerrilheiros da América Latina a uma reunião na cidade de São Paulo. Além do próprio PT e do Partido Comunista de Cuba, acudiram ao chamado o Exército de Libertação Nacional (ELN) e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC); a Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN) da Nicarágua; a União Revolucionária Nacional da Guatemala (URNG); a Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN) de El Salvador; o Partido da Revolução Democrática (PRD) do México; e várias dezenas mais de grupos guerrilheiros e partidos de esquerda da região que iam se juntando ao longo dos anos, como o Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) do México. Alí decidiram formar uma organização que se auto-denominou Foro de São Paulo.

Para dirigi-lo centralizadamente, criaram um Estado Maior civil, dirigido por Fidel Castro, Lula, Tomás Borge e Frei Betto, entre outros, e um Estado Maior militar, comandado também pelo próprio Fidel Castro, o líder sandinista Daniel Ortega, e no qual tem um papel importante o argentino Enrique Gorriarán Merlo. Gorriarán Merlo foi fundador do Exército Revolucionário do Povo (ERP) e posteriormente do Movimento Todos pela Pátria (MTP). Gorriarán Merlo é o autor do ataque terrorista de janeiro de 1989 ao regimento de infantaria La Tablada, em Buenos Aires, no qual morreram 39 pessoas, e foi quem encabeçou a esquadra que assassinou Anastasio Somoza em Assunção, Paraguai, em setembro de 1980. Gorriarán Merlo também organizou a maquinaria militar do Movimento Revolucionário Tupac Amaru (MRTA), o mesmo que há três anos e meio tomou a residência do embaixador japonês em Lima.

O Foro de São Paulo tem um sistema de comunicação permanente, e até produz uma revista trimestral própria, denominada América Livre. Estabeleceu uma forma sólida e permanente de financiamento, baseada em sequestro, roubo de gado, cobrança de impostos, assaltos a bancos, pirataria, narcotráfico e demais atividades ilegais que rotineiramente praticam os grupos guerrilheiros na América Latina.

Tendo em vista que o marxismo dos anos sessenta já estava caduco e desprestigiado, os diretores do Foro de São Paulo decidiram adotar formalmente diversos disfarces: um foi o do indigenismo, ou a suposta luta pelos direitos dos indígenas, para encobrir a formação de grupos guerrilheiros (Exército Zapatista de Libertação Nacional), e também a promoção do separatismo, argumentando que os territórios ocupados pelas tribos indígenas são próprios e não do Estado nacional. Outro foi o do ecologismo radical que, alegando a proteção do meio ambiente, justificou a ação de terroristas que obstaculizaram o avanço do Estado em obras públicas de infraestrutura como rodovias e tensão elétrica. E finalmente, o de uma versão extremista da chamada Teologia da Libertação (Frei Betto, Leonardo Boff, Paulo Evaristo Arns), com o objetivo de dividir a Igreja Católica e justificar a violência com argumentos supostamente cristãos.

Segundo um informe da AP, datado em Montevidéo, Hugo Chávez se inscreveu no Foro de São Paulo em 30 de maio de 1995. Isto foi confirmado por Pablo Beltrán, líder do ELN, em uma entrevista realizada pela Globovisión em 17 de novembro de 1999.

Financiamento do narcotráfico

Há quatro anos o investigador colombiano Jesús E. La Rotta publicou um livro intitulado As Finanças da Subversão Colombiana, no qual revela os resultados de suas investigações sobre as fontes de financiamento das FARC, do ELN e do EPL.

Fazendo uso de numerosos gráficos e tabelas, La Rotta identifica seis formas ou modos gerais por meio dos quais os guerrilheiros colombianos obtêm entrada de dinheiro, a saber: a extorsão em menor escala, como os impostos, o bilhete e a cobrança de pedágios, de onde obtêm um total de 1.030 milhões de dólares ao ano; a extorsão em grande escala a empresas nacionais e multinacionais nos diversos setores como o petroleiro, agrícola, pecuário, industrial, comercial e financeiro, de onde arrecadam 5.270 milhões de dólares anuais; o abigeato ou roubo de gado, de onde recolhem 270 milhões de dólares anualmente; os assaltos, por meio dos quais conseguem 400 milhões de dólares ao ano; a pirataria, seja terrestre, fluvial, marítima ou aérea, que lhes rende 150 milhões de dólares em depósitos anuais e, finalmente, o narcotráfico, de onde obtêm 1.130 milhões de dólares ao ano. Tudo isso soma oito mil duzentos e cinquenta (8.250) milhões de dólares ao ano, cifra muito superior aos orçamentos de todas as Forças Armadas Nacionais de todos os países andinos.

Todavia, La Rotta admite que se tratam de cifras de 1994, e explica que "os grupos subversivos, em particular as FARC e o ELN, entraram em franco processo de substituição dos cartéis da droga desmantelados e que, cumprido tal processo, se fechará o círculo do enriquecimento quando incorporarem em plenitude o produto global do narcotráfico, que pode representar-lhes depósitos de dinheiro superiores".

Poucos meses depois de haver-se publicado o livro de La Rotta, saiu o livro O Cartel das FARC, elaborado por major colombiano Luis Alberto Villamarín Pulido, o qual alega que as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia constituem o terceiro e mais poderoso cartel das drogas.

Embora já existissem provas da vinculação do ELN e das FARC com o narcotráfico, os documentos retidos em 31 de janeiro de 1996 das quadrilhas 14 e 15 das FARC, por tropas da Brigada 12 em Paujil (Caquetá), comprometem ainda mais os guerrilheiros com o tráfico de drogas: aparecem as frequências de VHF e inúmeros telefonemas dos capos do Cartel de Cali, assim como atas de reuniões entre as FARC e os narco-traficantes.

O livro está cheio de afirmações impressionantes, como esta: "A infraestrutura do cartel das FARC tem todos os elementos de organização e controle próprios dos bandos de mafiosos que inundam o mundo civilizado com o tráfico ilícito de cocaína, com o agravante de que ameaçam camponeses, envolvendo-os com as milícias bolivarianas e o partido comunista clandestino. A ação dos delinquentes do cartel das FARC ultrapassa as fronteiras nacionais".

Notas:

Alejandro Peña Esclusa é o presidente da Fuerza Solidaria, a ONG que organiza os protestos populares contra o governo Hugo Chávez na Velezuela.

Fonte: A verdade sufocada

Tradução: Graça Salgueiro

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