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COMUNICADO - Novo Site

Nota de Esclarecimento

Importante:

Memória: em 8 setembro 2007, começamos as atividades deste Blog, sob o título Blog da UNR e nossos objetivos estão bem destacados no nosso primeiro post, título 'início das atividades...' .

De imediato, constatamos que estando a esquerda no governo, uma dificuldade se apresentava: contar os erros, as traições, as covardias, os assassinatos, as falcatruas cometidos pela esquerda durante o Governo Militar OU contar os crimes que a esquerda, a petralhada à frente, continua cometendo nos dias atuais? (apesar de fragorosamente derrotada pelos militares a esquerda aproveitou-se da generosidade dos vencedores e voltou tal qual serpente e conseguiu PERDER A GUERRA e vencer a Batalha da Comunicação, passando de vilão a heroína).

A famigerada esquerda conseguiu o poder - agindo disfarçada de democrata - e passou a mostrar, de forma descarada, ser pior que antes.

Diversos motivos, que não vem ao caso aqui detalhar, tornaram conveniente alterar o nome do Blog da UNR, que passou a denominação de BLOG PRONTIDÃO, mantendo a URL.

Apesar de ser um Blog pequeno, fruto de um trabalho amadorístico, porém de muita dedicação, contando com poucos seguidores, alguns visitantes fiéis, outros eventuais, tivemos a imensa alegria de constatar que incomodávamos a petralhada - o que foi fácil perceber pela necessidade de 'moderar comentários', pelos xingamentos que recebemos a cada postagem, tentativas de invasão (parcialmente exitosas, com modificações de postagens {o mais odioso foram as vezes que conseguiram mudar palavras, trechos de postagens, títulos, e passar a idéia que defendíamos o desgoverno petralha}).

Para tornar mais dificil que os guerrilheiros da informática à serviço do desgoverno - o ministro da Secom, Traumann, foi demitido por admitir publicamente que o desgoverno Dilma, a exemplo do seu antecessor $talinácio Lula, usam a guerrilha virtual - continuassem a nos incomodar, decidimos suspender, temporariamente, a veiculação de POSTs no Blog Prontidão, passando a veicular no Blog PRONTIDÃO TOTAL, usando outra URL.

Claro que alguns leitores não acessaram o Blog Prontidão Total - o que atribuímos a alguma falta de comunicação da nossa parte - porém, de tudo concluímos que podemos e VAMOS PERMANECER firmes e fortes, protegidos da sanha 'assassina' dos guerrilheiros virtuais do desgoverno, contando a verdade, tudo o que soubermos e o nosso amadorismo permitir, do muito de ruim, de nocivo, de pernicioso, que o atual desgoverno pratica, estimula, esconde e apoia.

Voltar ao Blog PRONTIDÃO seria pretender que nossos poucos leitores ficassem pulando de galho em galho - a manutenção da nossa 'linha editorial', que vem desde 2007, é eloquente e fiel aos fatos ao provar que nossos ideais permanecem firmes, estamos apenas mais fortes.

Vamos continuar com a denominação Blog PRONTIDÃO TOTAL, na URL que atualmente atende àquele Blog, mantendo nossa postura de apresentar sempre a VERDADE - verdade que representa os fatos (aliás, não podemos esquecer, verdade e fato são unos)e não a verdade conveniente (tática usada pela esquerda petralha).

Felizmente, temos dois leitores, afinal, escrevemos e vamos continuar escrevendo para dois leitores: "Ninguém" e "Todo Mundo".

Por favor, nos honre com sua visita, clicando aqui: Blog Prontidão Total ou em qualquer link disponível, em azul, neste texto

ou colando em seu navegador: http://brasil-ameoudeixe.blogspot.com.br/

ou Blog Prontidão Total

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sábado, 31 de janeiro de 2009

Lula diz que não quer terceiro mandato - acredita no 'presimente' quem quiser

Brasil
FANTASMA EXORCIZADO

Para não constranger a ministra Dilma Rousseff, o presidente Lula pede a deputado que desista da emenda que cria a possibilidade de um terceiro mandato

O presidente Lula deu mais uma prova de que a candidata do PT à Presidência da República no próximo ano será mesmo a ministra Dilma Rousseff. E não foi uma prova qualquer. A alta popularidade do governo sempre foi usada por alguns petistas amalucados como argumento sólido para tentar mudar a Constituição e criar a possibilidade de um terceiro mandato para Lula. O autor oficial da proposta, o deputado Devanir Ribeiro, do PT de São Paulo, amigo e compadre do presidente, articulou durante quase dois anos a apresentação de uma emenda que previa, entre outras coisas, a convocação de um plebiscito sobre o tema. O parlamentar anunciou que finalmente desistiu da ideia. Vai comunicar sua decisão ao partido e, o mais significativo, fará isso atendendo a um pedido direto de Lula. "O presidente não quer a re-reeleição, a proposta não tem o apoio da sociedade e o PT já tem um candidato", explica Devanir, que esteve com Lula no fim do ano passado, no Palácio do Planalto, convocado exclusivamente para discutir o assunto. O presidente, segundo o deputado, foi taxativo: disse que está cansado, que oito anos de mandato é tempo suficiente e a alternância de poder é importante para a democracia.

Lula bem que poderia ter chamado Devanir Ribeiro em 2007, quando o deputado anunciou sua proposta, e encerrado a discussão, revelando antes o agora propalado apreço à democracia. Como não o fez, ficou a impressão de que a proposta era uma espécie de curinga a ser sacado de acordo com a conveniência política. Agora, para não criar constrangimentos à candidatura de Dilma Rousseff, o presidente chamou o deputado e lhe pediu que esquecesse o assunto. "Eu vou avisar ao PT que o presidente não quer o terceiro mandato e que eu retiro as minhas propostas", disse Devanir.

Na próxima semana, Lula dará posse ao ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, do PT, como ministro responsável pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico Social. O cargo é apenas um pretexto para trazê-lo a Brasília. O conselho, que teve alguma relevância no início da era Lula, está esvaziado e hoje é comandado pelo ministro das Relações Institucionais, José Múcio. A verdadeira missão de Pimentel será coordenar a campanha presidencial de Dilma. Ele será o braço-direito da candidata, exercendo na primeira fase da campanha uma fusão das funções que José Dirceu e Antonio Palocci tiveram na eleição de Lula, em 2002. A democracia funciona assim.

[comentário do Blog: o senhor Lula recolher o 'balão de ensaio' para a 'tentativa de golpe' - a re-re-eleição seria um GOLPE - ao perceber que não tem condições de um terceiro mandato;

então nos livramos do Lula - o que é maravilhoso - mas se depender da vontade do atual presidente teremos que atuar a Dilma - codinome Stela ou SCHREK (este codinome ela conseguiu em uma pesquisa realizada no Blog do Clausewitz), portanto, permanece a escolha: a frigideira ou o espeto - já que qualquer opção do PT será pior do que Lula e o "Nosso guia" já é insuperável em incomPeTência, mas algum, ou alguma, aloprado/a do PT pode superá-lo.

Agora que o 'devaneio' - opa, é Devanir Ribeiro, ficou bom na foto, isso ficou.]

NÃO COLOU Devanir Ribeiro:
"O presidente não quer o terceiro mandato"

Atletas que dão vexame no exterior

A síndrome de Peter Pan dos astros do esporte

A pedido de VEJA, especialistas em psicologia esportiva traçaram o perfil dos atletas que não amadurecem e vivem metidos em confusão. A maioria enfrentou uma infância pobre, mas teve uma ascensão financeira meteórica no início da vida adulta. Sem suporte familiar e da escola, muitos ficam desorientados com o dinheiro e a fama e passam a apresentar comportamento social inadequado – ou até mesmo autodestrutivo.

A infância
Esportistas talentosos são cobrados por resultados desde muito cedo.

Eles passam muito tempo longe da família, nos treinos. Muitas vezes, o treinador ou o empresário assume o papel do pai.

Os estudos ficam relegados a segundo plano, comprometendo a formação intelectual.

Logo que se destacam, são pressionados pela família para vencer na profissão, para garantir a todos um futuro melhor.

O sucesso
No fim da adolescência, esses atletas passam a chamar a atenção de grandes clubes e patrocinadores, dispostos a pagar milhões de dólares ou euros por eles.

Ainda muito jovens, entram em um mundo completamente novo, repleto de dinheiro, fama, mulheres e carrões.

Sem uma base familiar e emocional sólida, muitos passam a se comportar como eternos adolescentes, hipnotizados por sua vida de celebridade. Sentem-se intocáveis devido ao estrelato.

O resultado: passam a esbanjar dinheiro, participar de orgias, beber demais e até a consumir drogas. Têm dificuldades em manter relacionamentos sólidos e duradouros.

O PORTUGUÊS IMATURO Cristiano Ronaldo, o melhor jogador do mundo, foi acusado de cometer estupro em 2005, mas o processo foi encerrado por falta de provas. Neste ano, ele espatifou uma Ferrari de 300 000 dólares

Ronaldo, o fenômeno, sempre ele

Ronaldo
Envolvido há anos em episódios que incluem noitadas, bebedeiras e mulheres, Ronaldo protagonizou, em 2008, o pior escândalo de sua carreira – foi parar em uma delegacia carioca acusado de dar o calote em três travestis que passaram a madrugada com ele em um motel de quinta categoria.

Suspeita-se que tenham consumido cocaína. O episódio repercutiu no mundo todo. Depois disso, ele parecia ter tomado jeito, mas na semana passada voltou à carga: apareceu em uma boate de luxo em São Paulo, bêbado, beijando várias mulheres, fumando um cigarro atrás do outro, tirando a camisa e se contorcendo para ver a calcinha das mulheres por baixo do vestido, como um adolescente.



Adriano
O próprio atacante já admitiu ter problemas com o consumo exagerado de álcool, se disse chateado com o estigma de "cachaceiro" e afirmou que precisava tomar um rumo na vida.

Sua pior fase foi entre 2006 e 2007. Ele e o lateral Maicon, seu companheiro na Inter de Milão, organizavam festas quentíssimas em hotéis luxuosos após os jogos de domingo. Só eram chamadas profissionais do sexo.

A cerveja, a cachaça e o cigarro rolavam soltos. Nessa fase, ele precisava beber todos os dias, para dormir.

Fontes: Suzy Fleury e Dietmar Samulski
Revista VEJA

Robinho. Agressor sexual?

POR QUE ELES NÃO CRESCEM?

A acusação de ter cometido agressão sexual em uma boate da Inglaterra revela a face imatura de Robinho – a mesma de outros atletas que saltaram da pobreza para o estrelato

[comentário do Blog: ele, assim como muitos outros brasileiros que se destacam no esporte, não estão preparados para a fama, a glória e a fortuna.

A foto abaixo vale por um discurso e fundamenta o acima afirmado.

Leia mais sobre o vexame de alguns brasileiros clicando aqui.]

Talento precoce do Santos, galáctico do Real Madrid e atual detentor do título de jogador mais caro do mundo no Manchester City, o atacante Robson de Souza, o Robinho, de 25 anos, é sempre lembrado por seu futebol alegre.

UMA FALTA PERIGOSA
Os tabloides sensacionalistas ingleses estão fazendo a festa com a falta de comportamento adequado de Robinho. Ao contrário dele, a moça que o acusa não quer sair do imbróglio chupando o dedo

Em campo, inventa dribles, cria malabarismos e apresenta comemorações inusitadas para seus gols. Quando está jogando, parece um menino, o que nos gramados é das suas maiores qualidades. Na semana passada, descobriu-se que – infelizmente – esse jeito de moleque não se restringe à bola. Depois que tira o uniforme, ele continua a se comportar como um adolescente sem freios. Essa face imatura de Robinho começou a ser revelada na última terça-feira, por uma acusação gravíssima: uma jovem inglesa de 18 anos diz ter sido agredida sexualmente por ele em uma boate de Leeds, cidade vizinha a Manchester, onde o jogador mora com a mulher e o filho. Robinho teve de ir a uma delegacia para se explicar e evitou a imprensa ao longo da semana. Sua vacilação ao comentar a acusação abertamente ajudou a apimentar o caso. Robinho decidiu se calar porque, de fato, trocou carícias íntimas com a moça durante uma noitada. Ele garante enfaticamente que tudo foi consensual, mas resiste tanto a dar detalhes sobre a relação quanto a admitir publicamente a aventura para não expor ainda mais Vivian Juns Guglielmetti, que conheceu aos 13 anos e com quem tem um filho.

A boate onde tudo ocorreu chama-se The Space e fica no centro do agito noturno de Leeds. Com tintas gastas e chapelaria empoeirada, oferece apenas três ambientes: uma pequena pista de dança iluminada de roxo por luzes estroboscópicas, um salão onde fica o bar e, em frente a ele, a área vip, isolada por uma corda de 1 metro e meio de comprimento. Foi lá que Robinho e um grupo de cinco amigos, entre eles o irmão de sua mulher e outro brasileiro, Jô, que joga com ele no Manchester City, consumiram dez garrafas de champanhe no último dia 14. A área vip é um recinto que comporta vinte pessoas, espremidas. Há dois sofás, duas mesas, um minibar e um banheiro. Como está dois degraus acima do salão do bar, oferece visão privilegiada do lugar.

Quando Robinho e seus amigos chegaram, o The Space promovia a "noite dos estudantes", em que universitários têm desconto: pagam 6 libras, no lugar do preço cheio, 10 libras. O grupo entrou de graça, já que, além de ostentar o título de jogador mais caro do mundo, o brasileiro é freguês assíduo da casa. A partir daí, pessoas próximas ao brasileiro relatam a seguinte versão: por volta das 2 da manhã, Robinho chamou a tal moça, uma loira, que estava no piso de baixo, para juntar-se ao seu grupo na sala vip. Os dois começaram a se beijar e a se agarrar.

Depois de deixar a moça, Robinho diz que ela voltou a procurá-lo falando sobre dinheiro. Ele desconversou. Quando o brasileiro foi embora, a inglesa seguiu atrás dele dizendo: "Take me away with you" (Leve-me com você). De acordo com o DJ da casa, após a negativa, ela permaneceu na boate por mais uma hora. Alguns dias mais tarde, o jogador recebeu uma notificação da polícia inglesa informando que ele estava sendo investigado por crime sexual.

Apavorado, abandonou a concentração de seu time – que estava treinando em Tenerife, na Espanha –, pegou um avião e voou para o Brasil. Teve medo de ser preso caso permanecesse na Europa, sem contar com advogados criminalistas. Só voltou à Inglaterra no domingo 25, quando já havia feito contato com Chris Nathaniel, um especialista em ajudar celebridades com problemas de imagem. A polícia queria ir até a casa de Robinho e levá-lo sob custódia à delegacia. Os advogados do jogador alegaram que isso causaria tumulto, por causa da imprensa, e que ele iria por sua conta na data marcada. Na terça 27, dia do depoimento, Robinho chegou à delegacia acompanhado de um advogado e do administrador de seus negócios, Bernardo Assunção. Foram usados dois Mercedes para despistar os jornalistas.

O jogador dirigiu-se até a porta da delegacia – mas, ao atravessá-la, passou a ser escoltado por policiais. Manteve-se, assim, a formalidade da lei. Robinho não foi preso em nenhum momento, mas interrogado e liberado sob o compromisso de não deixar o país. Declarou ser inocente da acusação de "atentado sexual grave" – que, segundo a legislação penal inglesa, inclui "estupro e penetração não consentida, vaginal ou anal, feita com algum objeto ou parte do corpo". Robinho foi obrigado a fornecer material para um exame de DNA. A coleta foi feita com o uso de uma escova dental esfregada em sua gengiva. A realização do exame indica que a polícia encontrou sêmen no corpo ou na roupa da moça.

O jogador tem pelo menos dois elementos a seu favor. Primeiro: não há nenhum episódio de agressividade – muito menos sexual – em seu passado. "Ele jamais estupraria ou abusaria de alguém. Ele foi inocente com essa moça. A ‘maria chuteira’ inglesa fez tudo de caso pensado", diz Wagner Ribeiro, que foi empresário de Robinho durante sete anos. Segundo: o lugar onde tudo ocorreu tem uma fama péssima. VEJA ouviu frequentadores de diversos bares e clubes de Leeds e todos são unânimes: o The Space é reduto das "party girls" (garotas festeiras, na tradução literal, mas que sugere meninas vulgares). Das pessoas ouvidas pela reportagem, nenhuma conhece a suposta vítima do jogador, mas todas relataram um boato desfavorável a ela: depois de ter feito sexo com Robinho, teria sido aconselhada por uma amiga a vender a história para um tabloide sensacionalista, que a teria recusado. Proibidos de falar sobre o assunto, funcionários do The Space tratam o episódio com ironia. "Tudo o que posso dizer é que estava aqui naquela noite e não vi nenhuma menina sair chorando devastada", conta o porteiro do clube.

O constrangimento a que Robinho se expôs com a noitada em Leeds engrossa a lista de vexames protagonizados nos últimos tempos por jogadores brasileiros de sucesso. O envolvimento recorrente de atletas estrelados em episódios escandalosos tem uma explicação de fundo psicológico. Muitos deles não têm preparo emocional nem cultural para lidar com o mundo de dinheiro, sucesso e fama ao qual são apresentados quando vão viver na Europa. O problema origina-se, em geral, numa infância pobre tanto em termos materiais como de valores. Segundo a psicóloga Suzy Fleury, que já trabalhou com os atletas da seleção brasileira, muitos dos garotos que vão tentar a sorte nas categorias de base dos clubes contam com estruturas familiares frágeis. E os que se destacam logo deixam os estudos de lado. A família e a educação são fundamentais para formar a personalidade e a visão de mundo de qualquer pessoa. Quando há falhas nessas duas áreas, o resultado é um adulto despreparado para lidar, entre outras coisas, com a vertiginosa ascensão financeira e social que os jogadores de futebol experimentam no início da vida adulta. "O dinheiro e a fama criam armadilhas muito sedutoras para quem vem de uma condição precária em termos morais, intelectuais e emocionais na infância", explica Suzy.

Há muitos exemplos de jogadores que não conseguem amadurecer. Um dos mais vistosos é Ronaldo, o Fenômeno, que atualmente sua em bicas nos treinos do Corinthians para tentar entrar em forma. Entre 2002 e 2007, era o mais animado integrante do milionário elenco do Real Madrid na hora de organizar festinhas de embalo. Seus companheiros de noitadas eram o inglês David Beckham e o próprio Robinho. Eles não iam a boates: divertiam-se a cada semana na casa de um deles, sempre acompanhados por uma penca de beldades. Ronaldo nunca conseguiu emplacar um relacionamento duradouro. No ano passado, quando sua atual mulher, Bia Antony, estava grávida e ele dizia ter encontrado o equilíbrio, viveu a pior cena de sua vida. Foi parar em uma delegacia do Rio de Janeiro, acusado de dar um calote em três travestis com quem havia passado a noite. O trio ainda insinuou que ele havia consumido cocaína. Ronaldo se desculpou, foi perdoado pela mulher, mas não tomou jeito. Na semana passada, foi a uma boate cara em São Paulo. Encheu a cara, fumou a noite toda e tentou agarrar todas as moças que passaram pela sua frente. Às que recusavam ceder, indagava, trôpego: "Por que você não quer me beijar? Você não é corintiana, pô?".

Outro que levava uma vida desenfreada é Adriano, que em sua fase áurea chegou a ser chamado de Imperador pela torcida do Inter de Milão. Com o colega de equipe Maicon, ele se notabilizou por organizar verdadeiras orgias nos hotéis de luxo de Milão ao longo de 2006. A dupla tinha duas preferências: prostitutas brasileiras e suítes com piscinas grandes. As farras eram tão intensas que, no dia seguinte, as piscinas precisavam ser drenadas para limpar a imundice: uma mistura de latas de cerveja, camisinhas, sapatos e peças de roupa íntima. Adriano chegou à beira do alcoolismo. Declarou publicamente que precisava beber para conseguir dormir. Depois de um ano fora do Inter, o que incluiu um empréstimo ao São Paulo, Adriano está aprontando menos em Milão.

O talento para a encrenca não é exclusividade dos atletas brasileiros, obviamente. O português Cristiano Ronaldo, do Manchester United, é um ícone da imaturidade. Em 2005, foi preso, sob acusação de estupro. Pagou fiança e se livrou do processo por falta de provas. O caso, aliás, vem sendo usado pelos advogados de Robinho para mostrar que a Inglaterra está cheia de mulheres dispostas a fazer sexo com jogadores famosos e, em seguida, levantar acusações infundadas para tentar receber algum dinheiro. Cristiano Ronaldo se livrou do problema, mas no começo deste ano fez mais uma molecagem: arrebentou uma Ferrari de 300 000 dólares em um túnel. Os americanos Kobe Bryant, astro da liga americana de basquete, e Mike Tyson, um dos maiores boxeadores da história, também engrossam a lista dos atletas imaturos.

Quase todos seguiram o mesmo roteiro, da infância pobre, em meio a uma família pouco estruturada, ao estrelato e à fortuna repentinos. Essa é a história de vida de Robinho. Ele nasceu em 1984, no município de São Vicente, no litoral de São Paulo. A família era paupérrima. O pai, Gilvam, trabalhava na manutenção de tubulações de esgoto e costumava exagerar na bebida. A mãe, Marina, era faxineira. Os dois sempre tiveram uma vida conjugal acidentada. Hoje, embora sigam casados, ele mora no Guarujá, em São Paulo, e ela passa a maior parte do tempo em Salvador, na Bahia.

Robinho cresceu jogando bola nas ruas. Aos 7 anos, seus dribles lhe renderam uma vaga para jogar futebol de salão no Esporte Clube Beira-Mar. Treinava em troca do lanche diário. Ele costumava assistir ao exercício das crianças mais velhas apenas para entrar na fila do sanduíche mais uma vez. Seu primeiro empresário entregava cestas básicas à sua família. A vida começou a mudar quando chegou às categorias de base do Santos, onde se tornou profissional em 2002. Passou a ganhar 1 000 reais por mês. Na temporada de estreia pela categoria profissional, com apenas 18 anos, foi uma das estrelas do time que venceu o Campeonato Brasileiro. Pouco antes do título, seu salário passou para 25 000 reais. Valor que seria multiplicado por dez antes de ele deixar o clube, em 2005.

A taça do Brasileiro – e as pedaladas que fez sobre a bola no jogo final, contra o Corinthians – o transformou em celebridade. O Santos o vendeu ao Real Madrid, clube de projeção planetária, por 30 milhões de dólares, o maior valor que um time brasileiro recebeu até hoje por um jogador. Com a camisa do Real Madrid, Robinho foi bicampeão espanhol, mas se ressentia por não ganhar tanto quanto outros atletas do elenco. Seu salário era de 2 milhões de euros por ano, um quarto do que recebiam outras estrelas. Por isso, aceitou a proposta para jogar no Manchester City, da Inglaterra, no mesmo dia em que foi feita. O time inglês pagou 43 milhões de euros por ele. Foi a transação mais alta de 2008. O ex-menino pobre de São Vicente passou a receber 6 milhões de euros por ano, o equivalente a 48 500 reais por dia.

Com o mundo aos seus pés, Robinho pôs em risco sua reputação na busca por alguns segundos de satisfação com uma desconhecida no banheiro de um inferninho inglês. Agora, corre para recuperar sua imagem. A contratação de Chris Nathaniel para lhe servir de anteparo mostra que, culpado ou inocente, ele talvez se emende a partir do episódio na boate The Space. Além de habituado aos meandros da Justiça britânica, Nathaniel é conhecido por ter endireitado dois notórios bad boys do futebol inglês: Rio Ferdinand, do Manchester United, e John Terry, do Chelsea. Nathaniel fala baixo e grosso, só se comunica com Robinho por meio de um intérprete e é pouco afeito a intimidades. Por seu intermédio, foi contratado um detetive para investigar a moça que acusa Robinho. Quando conheceu o brasileiro, Nathaniel disse a ele: "Se você quiser continuar usando amigos como conselheiros profissionais, vá em frente – você é o Robinho, afinal. Agora, se me contratar, vai ter de me obedecer. E, se me obedecer, vai ser não apenas um dos melhores jogadores do mundo, mas um ícone do futebol, como David Beckham". Ganhou o emprego no mesmo dia.

Côrte Internacional de Haia será acionada pela Itália contra o Brasil

Caso Battisti: No pacote italiano, ação contra o Brasil na Corte Internacional de Haia.

O pacote de medidas em preparação pela Itália contra o Brasil terá uma que chegará à Corte Internacional de Justiça de Haia.
Rui Barbosa, o águia de Haia dos nossos livros de história, já deve estar, além túmulo, indignado com a imprevidência de Lula em endossar uma estultice do ministro Tarso Genro, em nome de uma falaciosa decisão soberana que, na verdade, afronta aos direitos da pessoa humana e assegura a impunidade a terroristas.

O acionamento da Corte Internacional de Justiça de Haia será uma das próximas cartas a ser lançada, com o aval do presidente Giorgio Napolitano, comunista histórico e que é chefe de Estado.

Na Corte de Haia, o tema a ser encaminhado será a impunidade que o Brasil confere ao ex-terrorista Battisti. Um assassino que, durante um regime democrático, violou direitos invioláveis das pessoas humanas.

Segundo consegui apurar, será consignado, na peça à Corte de Haia, a conclusão de que a postura brasileira ofende direitos fundamentais e naturais do homem, das famílias das vítimas e de uma Itália fundadora da União européia, que é uma comunidade alicerçada no respeito à pessoa humana.

Lula entrará numa saia-justa, pois, o nosso país figurará no elenco daqueles que dão proteção a violadores de direitos fundamentais do homem e asseguram impunidade a criminoso. Tudo com violação a uma decisão soberana da Justiça de um estado democrático, com legitimidade para executar pena imposta a um nacional que, no seu território, é responsável, como co-autor e mandante, de quatro homicídios.

Com efeito. Na reunião mantida entre o ministério das relações Exteriores da Itália e o embaixador peninsular no Brasil, iniciada ontem e que prosseguiu hoje na parte da manhã de hoje e já foi interrompida para o almoço, foram, com cautela, fixadas algumas metas.

Também ocorreram cortes a algumas patriotadas-macarrônicas, como a proposta do subsecretário da pasta, Alfredo Mantica, do ultradireitista partido da Aliança Nacional (AN). Mantica queria o cancelamento da partida entre as seleções do Brasil e da Itália marcada para 10 de fevereiro, em Londres.

Walter Veltroni, líder do maior partido de esquerda italiano (Pardido Democrático) de oposição ao governo Sílvio Berlusconi, recebeu informação do ministério que a sua proposta de “Moção Parlamentar” (Câmara e Senado) de protesto contra a desrespeitosa e ofensiva decisão do ministro Tarso Genro, referendada pelo presidente Lula, não atrapalharia e nem criaria embaraços à atuação no campo diplomático. Como a situação já se manifestou favoravelmente, a moção será implementada uma vez que a iniciativa é da oposição.

A presidente da Cofindústria e os sindicatos receberam informações de que a tensão entre Brasil e Itália não afetará as relações bilaterais, nessa época de global crise econômico-financeira. No campo da exportação italiana, antes do caso Battisti, a Itália já vinha sentido, com relação ao Brasil, o peso da forte e crescente concorrência da China.

Quando Lula esteve na Itália em novembro passado, –e o premier macarrônico Berlusconi derramou-se em atenções a ponto de reunir os jogadores de futebol que atuam ou que já penduraram as chuteiras mas continuam a morar na Itália–, ficou acertada a visita de retribuição para os primeiros dias de março.

Ao aceitar o convite de Lula para março próximo, uma agenda de viagem foi rascunhada para Berlusconi, com breve passagem do premier por São Paulo antes de Brasília.

Sinalizado pelo ministro de relações Exteriores, o premier Berlusconi falou do adiamento da viagem em face de compromissos extraordinários. Ou seja, diante do que vem sendo chamado de “exteriorização de descontentamentos” decorrente do caso Battisti, o premier cancelou a viagem ao Brasil, embora nenhuma nota tenha sido emitida ainda pelo palazzo Chigi, sede do Conselho de Ministro e onde despacha Berlusconi.

Como Berlusconi e Lula são pródigos em comicidades e gafes, a reunião da dupla ecoaria “sifu” e “vaffa” em profusão por Brasília. O ponto positivo é que ficaremos livres, felizmente, das costumeiras baixarias berlusconianas, que tem comportamento “machista” e acha que é apenas um galanteador. Em síntese, em tempos bicudos, de desemprego, e com marolinhas a virar vagalhões, seremos poupados de cenas patéticas e de humor de teatro de revista de “basfond” parisiense ou de cais de porto.

Já foi avaliado que a chamada do embaixador italiano no Brasil, Michele Valensise, teve o efeito positivo de marcar, internacionalmente, a posição de desagrado da Itália com a decisão do governo Lula, de desrespeito um Estado democrático de direito, e a ferir princípios elementares do direito internacional. Como se disse na reunião e vazou, de um país com legitimidade para executar as suas sentenças judiciais baseadas no respeito à pessoa humana: respeito à memória das vítimas do terrorismo e aos seus familiares.

O tom, — respeito aos direitos humanos–, foi repassado ao ministro para as Políticas Européias, Andréa Ronchi. O ministro Ronchi, ontem, divulgou o teor do ofício carta que está a encaminhar à Comissão Européia e comissariado para a Justiça da Comunidade européia, Jacques Barrot.

PANO RÁPIDO. O acionamento da Corte Internacional de Justiça de Haia será uma das próximas cartas, numa queda-de-braço que Lula não consegue atentar para o lado do desrespeito a direitos humanos.
Por: Wálter Fanganiello Maierovitch

Lula propõe Lei que transforma o Brasil em abrigo de bandidos

Anistia para os ilegais

Para o presidente Lula, o Brasil é referência mundial no tratamento dispensado aos imigrantes, mas ele admitiu, ontem à tarde, que o governo poderá propor ao Congresso a aprovação de um projeto de anistia beneficiando todos os imigrantes ilegais atualmente radicados no país.

“O Brasil pode dar o direito de as pessoas continuarem no Brasil. Este país tem uma lição a dar ao mundo sobre tratamento aos imigrantes. Desde 1850 — não vou falar nem dos portugueses que chegaram em 1500 —, os imigrantes foram tratados com respeito, diferente de alguns países europeus e ricos que acham que o problema do seu empobrecimento são os coitados dos imigrantes”, declarou o presidente.

A linha de argumentação é a mesma adotada no ano passado em resposta à onda de deportação de viajantes brasileiros na Espanha.

[comentário do Blog; existe uma atração irresistível entre o pessoal do PT, inlcuindo o Apedeuta, e bandidos. Se atraem igual a atração que atua sobre os pólos norte e sul de um imã.]

Extraditar Battisti não é questão de soberania e sim de JUSTIÇA

Caso Battisti
Berlusconi entra na briga pela extradição

Premiê italiano aposta na Justiça brasileira para reverter a concessão de refúgio a ex-extremista. Lula exalta “relação inquebrantável”

Depois de causar muito alvoroço na Itália ao sugerir que seria impossível para o Estado evitar o estupro de suas “belas mulheres”, pois seria necessário destacar um soldado para proteger cada uma, o primeiro-ministro Silvio Berlusconi resolveu entrar em outra polêmica. Ele insistiu ontem pela extradição do ex-militante de esquerda e escritor italiano Cesare Battisti, que recebeu no Brasil a condição de refugiado político, concedida pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, no último dia 13.

“A Itália não deixará de tentar todas as vias legais para obter a extradição de Battisti”, afirmou Berlusconi, em comunicado oficial. O mandatário disse confiar no recurso que será apresentado pelo governo italiano ao Supremo Tribunal Federal (STF). Na quinta-feira, o STF deu cinco dias para a Itália se manifestar sobre o caso, que, do contrário, será arquivado. “Se o caso Battisti está encerrado para o governo brasileiro, esperamos que, para a magistratura, ele continue aberto”, comentou, por sua parte, o vice-ministro das Relações Exteriores, Alfredo Mantica, referindo-se a declaração feita dias atrás pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Lula voltou ao tema ontem, ponderou que a Itália tem o direito de recorrer, mas lembrou que, por enquanto, é preciso respeitar a “decisão soberana” do Brasil. “Nós temos uma relação de mais de um século, há 30 milhões de descendentes italianos vivendo no Brasil. Então, não é um problema que vai abalar uma relação quase inquebrantável.”

Enquanto as autoridades de ambos os países se pronunciavam, Battisti divulgou uma carta de quatro páginas, escrita à mão, na qual diz estar muito tenso e abalado pela demora do STF em decidir se acata ou não o refúgio — e, em caso afirmativo, determina a sua libertação. “Não sou responsável por nenhuma das mortes de que me acusam”, defende-se o italiano. “Fui condenado por dois crimes que ocorreram no mesmo dia e quase ao mesmo tempo, em cidades distantes centenas de quilômetros entre si. A pessoa que me acusou foi extremamente torturada, por isso pediu o benefício da lei dos arrependidos. Por esses e outros fatos, não posso pagar por aquilo que não fiz”, explica Battisti.

O escritor tem recebido apoio, entre outras personalidades, da colega francesa Fred Vargas. “Berlusconi lidera uma reação histérica e movida por ódio. Quer transformar Battisti num monstro, símbolo dos anos de chumbo, o que não é verdade”, disse Vargas. “Battisti está nervoso, mal consegue comer. O que mais o aflige é se ver na TV como um vilão.”

O ex-militante viveu na França entre 1990 e 2004. Fugiu para o Brasil após a ameaça de extradição para a Itália, devido a uma mudança na lei francesa que o protegia. Em 2007, Battisti foi preso no Rio de Janeiro e pediu o status de refugiado político. Transferido para o presídio da Papuda, em Brasília, escreve outro livro enquanto aguarda a decisão. A polêmica sobre o caso já elevou em até 25% as vendas do único de seus 11 livros editado no Brasil: Minha fuga sem fim.

Lula espinafra pacote de Obama

Brasil critica pacote de Obama
Até o "Nosso guia" rejeita pacote de Obama

Lula diz que decisão do governo americano de proibir importação de aço é um erro e alerta que medidas protecionistas podem agravar a crise. Ele defende comércio exterior mais flexível
Em aparição no Fórum Social Mundial, em Belém, presidente brasileiro reclama da proibição da importação de aço pelas siderúrgicas norte-americanas. A proposta faz parte do conjunto de medidas mandadas pelo novo governo dos EUA ao Congresso para tirar a maior economia do mundo da recessão.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, fizeram ontem duras críticas ao pacote econômico baixado pelo presidente americano Barack Obama. Lula e Amorim avaliaram que as medidas possuem viés protecionista contraindicado para estimular a economia mundial em períodos de baixo crescimento. O pacote protege as siderúrgicas americanas por meio da proibição da importação de aço, um dos principais insumos da indústria da construção civil nos Estados Unidos.

Lula escolheu o Fórum Social Mundial, realizado em Belém, para manifestar sua contrariedade. “Vi ontem (quinta-feira) que o presidente Obama tomou uma decisão de que os novos investimentos (na realidade investidores) dele terão que utilizar aço nacional nas siderúrgicas americanas. Se isso é verdade, é um equívoco a gente entender que o protecionismo resolve o problema da crise. O protecionismo, nesse momento, vai agravar a crise”, comentou.

Lula argumentou que os países ricos antes da crise defendiam a globalização e o livre comércio. E agora, segundo ele, defendem o protecionismo. “Não acho que protecionismo vai resolver o problema da crise. Se cada país resolver colocar um muro em volta de si e achar que não precisa de mais nada, a crise vai piorar. Temos que discutir mais, flexibilizar mais, o que é possível na relação comercial, e continuar comprando e vendendo. Se a gente parar de comprar e vender, aí, sim, o bicho pega”, disse.

Lobby
Amorim, por sua vez, apresentou sua crítica em Davos. O chanceler avaliou que o pacote econômico de Barack Obama, já aprovado pela Câmara dos EUA, “não é um bom sinal”. Ele lembrou que o plano ainda precisa ser aprovado no Senado e, depois, Obama terá a oportunidade de veto — o que não seria fácil neste momento, reconhece o ministro.

“Por outro lado, ficamos encorajados quando o presidente Obama, falando com Lula, declarou que a rodada Doha é importante e precisa ser finalizada”, disse. “As duas coisas não vão no mesmo sentido, os aspectos terão de ser esclarecidos”. Para ele, será preciso fazer “um certo lobby”, não somente pelo Brasil mas também por outros países.

Amorim espera que a visão multilateralista de Obama prevaleça neste momento. “Espero que ele ouça os outros nesse aspecto também”, afirmou, em entrevista no Fórum Econômico Mundial. “Como a esperança venceu o medo, é preciso que a coragem também vença”. Ele reconhece que, em momentos de dificuldades econômicas, o risco de protecionismo aumenta. “O protecionismo é talvez a doença mais contagiosa que existe”, alertou. No entanto, Amorim avalia que é justamente nas situações de dificuldade econômica que se precisa de mais medidas para impedir o caminho do protecionismo.

Livre comércio
A ameaça de uma volta ao protecionismo está em todas as bocas em Davos, denunciado em uníssono pelos dirigentes políticos que defendem o livre comércio sem nunca aplicá-lo ao pé da letra, como fizeram agora os americanos por meio de uma medida sobre o aço nacional bastante contestada e que faz parte do plano de reaquecimento econômico promovido por Barack Obama.

Tanto o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, como o chinês, Wen Jiabao, ou o ministro indiano do Comércio, Kamal Nath, tiveram palavras duras sobre o pacote americano. “Na Rússia, não vamos recorrer ao isolacionismo e ao egoísmo”, disse Putin. “O protecionismo não ajuda em nada e vai piorar e prolongar a crise”, afirmou Wen. “Não é nada bom para a economia mundial”, insistiu Kamal Nath.

As declarações oficiais, porém, escondem uma realidade mais trivial para os Estados: a necessidade de evitar a todo custo demissões e falências, socialmente insustentáveis. E por isso, as medidas de defesa de alguns setores constituem o recurso mais lógico.


EUA ADMITEM MUDANÇAS
O governo norte-americano, depois das críticas de vários países, informou que está reconsiderando a polêmica cláusula “Compre América”, de seu pacote de estímulo à economia. Por meio dessa regra, seria proibido o uso de aço estrangeiro em grandes projetos de infra-estrutura nos Estados Unidos. A Casa Branca acrescentou que a mudança está sendo estudada, mas não antecipou qualquer detalhe até o fechamento desta edição.


[Comentário do Blog: o valor que o atual presidente do Brasil confere à crise e as próprias medidas tomadas pelo presidente dos EUA, pode ser avaliado pelo evento no qual ele expressou suas críticas: o circo do tal de Fórum Social Mundial, no qual o maior destaque foi o número excessivo de camisinhas distribuído - o número de camisinhas distribuídas supera ao que é distribuído no carnaval. Embora, pensando bem, o 'fórum social mundial' e o carnaval, com certeza este vale mais.]

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Que falta neste País? Verdade, honra e vergonha

VERDADE, HONRA, VERGONHA

Nosso relativismo moral vem de longe. É obra cumulativa de séculos. A acachapante aprovação nacional de Lula da Silva, sem contar com sua eleição e reeleição, demonstra que já chegamos aos píncaros das conseqüências históricas com requintes de caos. E diante do que se passa na atualidade, lembremos de Gregório de Matos e Guerra (1636-1696) advogado e poeta, alcunhado Boca do Inferno ou Boca de Brasa. Em Epílogos, ele retrata a paisagem moral de Salvador, Bahia, nossa capital na época colonial. Mudando a palavra cidade para país, teremos a paisagem moral atual em alguns dos versos do poeta:

"Que falta neste pais? Verdade.

Que mais por sua desonra? Honra.

Falta mais que se lhe ponha? Vergonha".

"O demo a viver se exponha,

Por mais que a fama o exalte,

Num país onde falta

Verdade, honra, vergonha".

Nunca nos faltou tanto verdade, honra, vergonha. Convivemos alegremente com "mensaleiros", sanguessugas, transportadores de dólares em cuecas e até os reelegemos. Somos antiamericanistas doentes, mas volta e meia vamos aos Estados Unidos para fazer turismo, comprar, estudar, trabalhar, cuidar da saúde, além dos milhões de brasileiros que partem em busca da América, América e lá permanecem clandestinos, mas ganhando o que jamais ganhariam aqui. Odiamos os judeus porque preferimos o Hamas dos Palestinos.

Como bons latino-americanos somos de esquerda e por isso idolatramos Fidel Castro, não importando ser ele um ditador implacável que nunca respeitou os direitos humanos. Se Lula da Silva, o grande pai de seu povo, põe o Brasil de joelhos diante de Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Correa, Fernando Lugo, Cristina Kirchner, nos inclinamos também perante as lideranças populistas que infestam a América Latina sempre imersa em sua mentalidade do atraso, em suas mazelas, em seus fracassos. A corrupção faz parte de nossa história e aprovamos governos corruptos ao dizer que se estivéssemos lá faríamos as mesmas coisas.

Afinal, somos espertos, malandros e nossa satisfação em passar os outros para trás não tem limites. Indiferentes ou ignorando o que ocorre no Congresso Nacional ou no âmbito da Justiça seguimos cantando o samba de Zeca Pagodinho que nosso presidente da República tanto aprecia:

"Deixa a vida me levar".

Futebol, carnaval e Big Brother são nosso alimento espiritual. Acreditamos que o MST é um movimento social pacífico que não esbulha proprietários rurais destruindo maquinário, roubando gado, pilhando, queimando sedes de fazendas. Do mesmo modo admiramos as sanguinárias Farcs, idealizadas como heróicas e defensoras do povo colombiano.

No momento dois fatos empolgam os noticiários. O primeiro diz respeito ao caso do terrorista Cesare Battisti, que a Itália quer de volta, mas que já foi perdoado por nosso ministro da Justiça com o acordo de Lula da Silva.

Não devolveremos Battisti de jeito nenhum, o criminoso é nosso. Também estamos de braços abertos para receber os terroristas de Guantánamo. Aplausos para a Justiça brasileira, pois aqui o crime compensa. Do jeito que a coisa vai, pode ser que Lula da Silva crie o Ministério do Terrorismo e convide Osama Bin Laden para ministro. Seria mais uma vez delirantemente aplaudido pelo povo e seu prestígio subiria como atestado em pesquisa.

O segundo fato é relativo ao Fórum Social Mundial, que ocorre em Belém do Pará. O governo investiu milhões na festividade, inclusive, em camisinhas. Tudo pago com o dinheiro do contribuinte, ou seja, estamos financiando a esbórnia que atrai pessoas de todo o Brasil e do exterior. Presentes ao festival estarão Lula da Silva, ministros, assessores, figuras como João Pedro Stédile, além dos caudilhos Hugo Chávez, Evo Morales, Rafael Correa. Fernando Lugo, que fazem Lula sonhar com outro mandato possível. Lula não irá ao Fórum Econômico Mundial em Davos. Ficará em Belém dançando o Carimbó.

Aliás, não faltarão ao carnavalesco evento, além das camisinhas, muita cachaça e folia. Naturalmente, os participantes se posicionarão contra o capitalismo que os sustenta, contra a liberdade que permite a festividade, contra a riqueza que almejam para si. Dizem que no globalizado Fórum será dada oportunidade aos participantes, se os eflúvios etílicos permitirem, de perceberem que os problemas que assolam o mundo derivam da competição pelo poder e do acúmulo de bens materiais. Ou seja, tudo que eles mesmos fazem ou almejam. Em suas utopias delirantes as esquerdas clamarão pela volta do socialismo, nem que seja o do século XXI. E enquanto a crise avança sobre o planeta, em Belém do Pará se dançará o Carimbó, pois o tal outro mundo possível nunca foi definido nesses fóruns onde acontece de tudo, menos idéias.

Sem dúvida, esse "Fórum Socialista" faz recordar as proféticas palavras de Ortega y Gasset em A Rebelião das Massas: "A vida toda se contrairá. A atual abundância de possibilidades se converterá em efetiva míngua, escassez, em impotência angustiante, em verdadeira decadência. Porque a rebelião das massas é a mesma coisa que Rathenau chamava de 'a invasão vertical dos bárbaros".

No Brasil essa invasão começou faz tempo, mas diante dela nos quedamos indiferentes porque nos falta verdade, honra e vergonha ou, talvez, porque sejamos nós os bárbaros.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.


Sempre é bom recordar; só assim, os erros do passado não serão repetidos

Notícias de Jornal Velho: O testamento político de Carlos Marighela

Os estudantes e os intelectuais de classe média – e não as "amplas massas", que segundo a doutrina científica são o motor da revolução – representaram a grande fonte de militantes e quadros da Ação Libertadora Nacional e, ademais, de todas as outras organizações de luta armada.

Conrad Detrez, um jornalista colaborador da revista trotskista francesa Front, entrevistou Carlos Marighela em outubro de 1969, um mês antes de sua morte em São Paulo. A capa da edição mensal de novembro dessa revista teve que ser alterada devido à sua morte, no mês seguinte.

Carlos Marighela foi membro do Comitê Central do Partido Comunista Brasileiro e foi o fundador e principal dirigente da Ação Libertadora Nacional (ALN), principal organização de luta armada atuante no Brasil no final dos anos 60 e início dos anos 70.

Joaquim da Câmara Ferreira ("Toledo") – participante no seqüestro do embaixador dos EUA, no Rio, em setembro de 1969 - que viria a ser o novo comandante da ALN, foi surpreendido com a morte de Marighela em Paris, onde se encontrava, a caminho de Cuba, na casa de Aloysio Nunes Ferreira (que viria a ser Ministro da Justiça no governo de Fernando Henrique Cardoso nos anos de 2001 e 2002), juntamente com Conrad Detrez.

"Toledo" viria a ser morto em São Paulo um ano depois, em 23 de outubro de 1970, graças às informações precisas fornecidas por um militante da ALN, seu subordinado, cursado em Cuba: José da Silva Tavares.

Pode ser dito que a entrevista de Carlos Marighela para o Front foi seu testamento político e guerrilheiro.

As principais questões tratadas nessa entrevista foram as seguintes:

Front – Por que iniciar pela guerrilha urbana?

Marighela – Na condição de ditadura em que se encontra o país, o trabalho de propaganda e de divulgação a priori só é possível nas cidades. Movimentos de massa, sobretudo os que foram organizados pelos estudantes, intelectuais, alguns grupos de militantes sindicalistas, criaram nas principais cidades do país um clima favorável para a acolhida de uma luta mais dura (ações armadas) (...) Os revolucionários conseguiram a cumplicidade da população. A imprensa clandestina avança. As emissões piratas são recebidas favoravelmente. A cidade reúne, pois, as condições objetivas e subjetivas requeridas para que se possa desencadear com êxito a guerrilha (...) A guerrilha rural deve ser posterior à guerrilha urbana, cujo papel é eminentemente tático.

Front – Como imagina a continuação da guerrilha urbana?

Marighela – Pode-se fazer uma enormidade de coisas: seqüestrar, dinamitar, abater os chefes de polícia, em particular os que torturaram ou assassinaram nossos camaradas; depois continuar expropriando armas e dinheiro. Desejamos que o Exército adquira armamento moderno e eficaz; nós o tiraremos dele. Já posso anunciar que raptaremos outras personalidades importantes e por objetivos de maior envergadura do que libertar 15 presos políticos, como aconteceu com o seqüestro do embaixador norte-americano.

Front – Algumas simpatias em particular?

Marighela – Estive na China em 53-54, o partido (PCB) que me enviou (...) Na China estudei muito a revolução. Mas, falando de inspiração, a nossa vem especialmente de Cuba e do Vietnã. A experiência cubana, para mim, foi determinante, sobretudo no que respeita a um pequeno grupo inicial de combatentes.

Front – A guerrilha rural surgirá simultaneamente em vários pontos do país?

Marighela – Atacaremos grandes latifundiários brasileiros e também americanos. Seqüestraremos e executaremos os que exploram e perseguem os camponeses. Tiraremos gado e víveres das grandes fazendas para dar aos camponeses. Desorganizaremos a economia rural, porém não defenderemos nenhuma zona, nenhum território, nada disso. Defender é terminar sendo vencido. É necessário que sempre, em todas as partes, como na guerrilha urbana, tenhamos a iniciativa. A ofensiva é a vitória.

Front – Você é contra as idéias de Regis Debray?

Marighela – Algumas idéias me foram úteis; quanto às do foco insurrecional, estou em desacordo.

Front – Sua estratégia para o Brasil se insere dentro de uma estratégia revolucionária continental?

Marighela – Sem dúvida, uma vez que temos que responder ao plano do imperialismo norte-americano com um plano global latino-americano. Nós estamos ligados à OLAS (Organização Latino-Americana de Solidariedade) (nota: organização criada em Cuba em janeiro de 1966) bem como a outras organizações revolucionárias do continente e, em particular, às que nos países vizinhos lutam com a mesma perspectiva que nós. É, enfim, um dever para com Cuba; libertá-la do cerco imperialista ou aliviar seu peso, combatendo-o externamente em todas as partes. A revolução cubana é a vanguarda da revolução latino-americana; esta vanguarda deve sobreviver.

Essa entrevista foi intermediada pelos dominicanos e realizada no Convento das Perdizes. Os mesmos dominicanos que no mês seguinte, novembro , entregariam Marighela à polícia.

A partir da morte de Marighela, o Serviço de Inteligência Cubano, através de Manuel Piñero Losada, passou a centralizar e controlar diretamente os preparativos para a retomada da luta. Uma intervenção radical na estrutura da organização foi efetuada e foi o seguinte o diagnóstico cubano sobre a derrota: O processo foi acelerado sem a menor infra-estrutura e condição política e militar. Tudo tinha sido feito de maneira equivocada, com métodos empíricos.

Passaram a disputar o espólio de Marighela, Clara Charf (em Cuba; codinome "Claudia"), sua mulher, Zilda Paula Xavier Pereira (em Paris; "uma coroa analfabeta de codinome "Carmen" que graças a esquemas familiares queria dominar a ALN", segundo definição de um militante), que além dela própria tinha três filhos e o marido na ALN, e Joaquim Câmara Ferreira (em Cuba).

Não custaram a chegar à conclusão que a ALN estava estilhaçada e a discussão passou a girar em torno de frear a luta armada, reconstruir a rede logística, fazer trabalho de massa e de base e retomar a atividade dentro das fábricas e, finalmente, uma acusação que incomoda a todos: o grande responsável pela tragédia havia sido Manuel Piñero Losada, pois sua postura e influência nas mudanças que ocorreram nas intenções iniciais da Organização haviam sido maléficas. A luta armada é uma conseqüência da luta de classes e os cubanos confundem luta de classes com guerra de classes. A ALN era apenas um foco e o braço da revolução cubana no Brasil e, como Organização, nasceu em Cuba.

A Organização inteira no Brasil estava na cadeia e não havia estrutura para receber os companheiros que estavam em Cuba, concluindo o treinamento, destinados a conformar uma coluna móvel na área rural.

As avaliações eram frustrantes. No entanto, o alinhamento da militância paulista e a decisão do contingente já preparado para a guerrilha rural no Norte do Brasil de se colocar ao lado de "Toledo" na retomada da luta, assegura seu predomínio como novo comandante. Após a morte de "Toledo", que foi sucedido por Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz, como se não bastasse assaltar padarias, trocadores de ônibus e armazéns para sobreviver, irrompe a loucura interna que deu origem ao justiçamento de Marcio Leite Toledo, também treinado em Cuba, em 24 de março de 1971.

Marcio foi assassinado com uma rajada de metralhadora por quatro de seus companheiros, inclusive o então comandante da ALN que havia sucedido "Toledo": Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz. Seu crime: falar em voz alta o que diversos companheiros pensavam e ter escrito um documento político assinalando erros. Foi acusado de "vacilação diante do inimigo". Segundo o panfleto deixado sobre seu corpo, na rua Caçapava, em São Paulo, "uma Organização revolucionária, em guerra declarada, não pode permitir a quem tenha uma série de informações como as que possuía, vacilações dessa espécie".

O desvario e a inconseqüência em que a ALN estava mergulhada em 1971 tem um exemplo funesto: num assalto a banco, no bairro da Lapa, São Paulo, o militante Ari Rocha Miranda, 22 anos, foi ferido mortalmente por um companheiro seu. Seu corpo foi transportado dentro de um fusca e enterrado em um local ermo, em Itapecerica da Serra, à beira de uma estrada secundária. O corpo está lá até hoje, pois ninguém jamais o reclamou.

No entanto, o certo é que todas as crises surgidas na esteira da morte de Marighela já existiam. A principal delas era a ingerência dos cubanos no processo e na condução da revolução brasileira. Houve sempre uma discordância dentro da ALN: a querela entre a guerrilha rural e urbana. Os cubanos queriam a opção rural e haviam preparado os contingentes guerrilheiros para isso. Todavia, alguns militantes do Rio de Janeiro e Minas Gerais, bem como alguns militantes nordestinos, queriam a luta urbana, à lá tupamaros.

Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz deixou o Brasil, para o Chile, em dezembro de 1972 e chegou a Havana no ano seguinte, onde recebeu um curso de Estado-Maior ministrado pelo general Arnaldo Ochoa Sanchez. Concluído o curso e pronto para regressar ao Brasil, Carlos Eugênio deserta e passa a viver em Paris até a decretação da anistia.

A maioria dos militantes da ALN que se encontravam em Cuba ou exilados em outros países, ao final de intermináveis discussões, os contornos de um retrato político inquietante começaram a aparecer: a perspectiva de vitória nunca existiu e a luz que avistam no fim do túnel assusta: o caminho justo era a volta ao PCB, a grande família, e o abandono definitivo de qualquer propósito de luta armada. Ou seja, uma traição ao caminho traçado por Marighela.

Durante os cinco anos de existência da ALN, a maior organização guerrilheira durante a luta armada foram estes os números da derrota: 884 presos e condenados a penas de 6 meses a 10 anos, 64 mortos e cerca de 2 mil pessoas indiciadas em inquéritos.

Isso é uma prova de que os aparatos de repressão são iguais em todos os países. Elefantes brancos que demoram a mexer-se, mas quando o fazem, destroem o que estiver pela frente.

Esse foi o princípio do fim. Os 28 militantes que se encontravam em Cuba que abandonaram a ALN e criaram o Movimento de Libertação Popular (MOLIPO), a última tentativa do setor internacionalista do Partido Comunista Cubano, especificamente o Departamento América, de manter a atividade revolucionária na América Latina, ao voltarem para o Brasil foram todos mortos, com a exceção do "Comandante Daniel" (José Dirceu de Oliveira e Silva), um dos quadros escolhidos para essa missão, e três outros.

José Dirceu, em Cuba, foi apresentado por Alfredo Guevara (Alfredo Guevara Valdés, um homossexual que em meados dos anos 80 foi embaixador de Cuba junto à ONU) ao Ministro da Defesa Raúl Castro, durante uma solenidade.

A partir daí teve início a relação político e militar entre os dois. José Dirceu teve o acesso franqueado por Raúl Castro a documentos importantes sobre estratégia militar, informação e contra-informação e segurança militar.

Finalmente, fez um curso de Estado-Maior que o tornou especialista em questões militares e lhe outorgou o grau de "Comandante Daniel". Foi essa especialização e mais o treinamento militar que o tornou habilitado, segundo os internacionalistas cubanos, a viabilizar a entrada no Brasil do contingente guerrilheiro que retomaria a luta armada. Foi ele, em Havana, o planejador do dispositivo político-militar que dentro do Brasil receberia o grupo dos 28, cuja média de idade variava de 22 a 24 anos. Isso em 1971. Esse foi o último comboio.

Essa história, no entanto, ainda não foi contada.
por Carlos I.S. Azambuja
© 2004 MidiaSemMascara.org

COMA ANDANTE Fidel ainda atrapalha

Mundo

Fidel critica Obama por Guantánamo e apoio a Israel
Depois de um longo silêncio quebrado recentemente, Fidel Castro parece ter voltado à velha forma – ou seja, criticando os Estados Unidos.

Em mais uma de suas "reflexões", divulgada ontem à noite no site Cuba Debate, ele afirma que não vai aceitar nenhuma condição eventualmente imposta pelo presidente americano Barack Obama para devolver a base de Guantánamo, como mudar o sistema político cubano.

"Manter uma base militar em Cuba contra a vontade do nosso povo viola os mais elementares princípios do direito internacional. É uma faculdade do presidente dos Estados Unidos acatar essa norma sem condição alguma".

Sobre o apoio americano a Israel, Fidel acusa Obama de "compartilhar com o genocídio contra os palestinos".

O curioso é que, uma semana antes, o ex-líder cubano havia elogiado a "sinceridade" de Obama.

Não é fácil agradar a El Comandante...

[comentário do Blog: o mundo espera que Obama no tocante a Guantánamo só cometa um erro: desativar a prisão;

mas, a base militar deve permanecer pelo muito que representa como elemnto dissuassório de pretensões comunistas nas Américas - afinal, além do plano mirabolante do Foro de São Paulo - FSP, de criar a URSAL a própria Rússia, sob Putin, exige atenção.]

Itália endurece o jogo

Caso Battisti
Em protesto, Berlusconi cancela visita ao Brasil
Também no Estadão está a informação de que o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, cancelou sua visita ao Brasil, prevista para o fim de fevereiro, como um sinal de protesto por conta da decisão brasileira de dar asilo político ao ex-terrorista italiano Cesare Battisti.
Segundo fontes da diplomacia italiana, não há clima para Berlusconi vir ao país diante do desgaste das relações bilaterais.
E a Folha diz que pelo menos dez testemunhas foram ouvidas pelas autoridades italianas ao longo do julgamento de Battisti, a quem teria sido dado amplo direito de defesa.
São informações que se chocam com os argumentos do ministro Tarso Genro para dar refúgio ao italiano.

Berlusconi cancela visita ao Brasil
Primeiro-ministro passaria por São Paulo e Brasília após carnaval
O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, cancelou sua visita ao Brasil, prevista para o fim de fevereiro, diante do desgaste das relações bilaterais provocado pelo caso Cesare Battisti, conforme informou ao Estado uma fonte da diplomacia italiana. O gabinete de Berlusconi considerou impossível, neste momento, responder tão prontamente à visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Roma, em novembro passado, e dar um passo em favor do aprofundamento da parceria estratégica entre os dois países, como estava programado.

Uma possível decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em favor da extradição de Battisti não seria suficiente para o governo Berlusconi reconsiderar sua visita ao País. O STF deverá julgar o pedido italiano no início de fevereiro.

A assessoria de imprensa do Itamaraty limitou-se ontem a informar que não recebeu nenhuma comunicação oficial de Roma sobre a visita de Berlusconi ao Brasil. Ou seja, como a visita não estava marcada não poderia ser desmarcada. Fontes da diplomacia, no entanto, informaram que estavam em curso negociações entre ambas as chancelarias para a definição precisa da data da visita do primeiro-ministro a São Paulo e a Brasília, depois do carnaval.
Com o espaço de apenas três meses entre a visita de Lula à Itália e de Berlusconi ao Brasil, o governo italiano pretendia dar um sinal político em favor da intensificação da cooperação e dos negócios entre os dois países.

Essa tinha sido, justamente, a posição defendida por Lula durante sua visita de cinco dias a Roma. Escudado no salto de US$ 4 bilhões para US$ 8 bilhões no intercâmbio Brasil-Itália entre 2003 e 2008, Lula defendera o aquecimento do comércio bilateral. Referindo-se à crise econômica global, o presidente afinara seu discurso ao de Berlusconi e defendera uma maior coordenação entre os países e que não entrassem em "pânico". Ao lado de Berlusconi, Lula assistiu à assinatura de acordos de cooperação nas áreas de defesa, infraestrutura, tecnologia espacial e saúde.

O clima entre os dois países, porém, deteriorou-se gradualmente desde 13 de janeiro, quando o ministro da Justiça, Tarso Genro, concedeu refúgio político a Battisti - um militante do grupo Proletários Armados para o Comunismo (PAC) condenado pela Justiça italiana à prisão perpétua por atos terroristas que causaram a morte de quatro pessoas, nos anos 70. Apesar da insistência do Ministério das Relações Exteriores (conhecido pelo nome de Farnesina) e das pressões da opinião pública italiana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva respaldou a decisão de Tarso - que havia contrariado o Comitê Nacional para Refugiados (Conare) e o parecer da Procuradoria-Geral da República - e pôs uma pedra sobre o caso.

No dia 27, a chancelaria italiana chamou de volta seu embaixador em Brasília, Michele Valensise, para consultas - um gesto diplomático que indica o agravamento do conflito bilateral e prenuncia uma decisão mais séria, como o rompimento das relações.

O governo italiano deu sinais de que também pode criar dificuldades para a participação do Brasil na reunião de Cúpula do G8 (as sete maiores economias, mais a Rússia), programada para junho, na Sardenha. A Itália está na presidência temporária desse grupo. Nos últimos anos, Lula tem sido convidado a participar do diálogo entre o G5 - os emergentes África do Sul, Brasil, China, Índia e México - e o G8.

Lula corta na Educação e Saúde

Educação e saúde perdem verbas para o Bolsa Família
A decisão do governo de "turbinar" o Bolsa Família, ao elevar de R$ 120 para R$ 137 a renda per capita máxima para inclusão no programa, não poupou nem ministérios sensíveis da área social.

Segundo o Estadão, a pasta da Educação vai perder R$ 866 milhões do orçamento previsto para 2009; no caso da Saúde, a tesoura foi mais fundo: R$ 2 bilhões a menos. É possível que o governo recomponha essas previsões orçamentárias ao cancelar, por decreto, boa parte das emendas parlamentares incluídas no Orçamento, mas fica claro que concorrer com o Bolsa Família não é fácil.

Governo corta até área social ao turbinar Bolsa-Família

Orçamento de Educação e Saúde foi reduzido em quase R$ 2,9 bilhões

O governo passou a tesoura até no Orçamento de ministérios da área social ao mesmo tempo em que anunciava a ampliação do programa Bolsa-Família. De acordo com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, boa parte das emendas incluídas no Orçamento por sugestão das bancadas estaduais e comissões do Congresso deverão ser canceladas por decreto para recompor os investimentos da área de infraestrutura e também social.

O PACo, por exemplo, deve ganhar mais R$ 4 bilhões, além dos R$ 19 bilhões previstos no Orçamento. A forma encontrada para conciliar a necessidade de reduzir o valor total das despesas e ampliar as verbas de alguns programas considerados prioritários, como Bolsa-Família e Merenda Escolar, é remanejar os recursos já embutidos na lei orçamentária.

Fonte: O Estadão

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[comentário do Blog: afinal para um presidente que se orgulha de nunca ter lido um livro, Educação não é prioridade. E a saúde vai pelo mesmo caminho.]

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Governo começa a gastar poupança

Poupança do governo ameaçada

Depois de aumentar gastos e impostos seguidamente, governo tem arrecadação em queda por causa da crise. Devido a isso, enfrentará dificuldades para alcançar objetivo de economizar 3,8% do PIB

A decisão do governo de cortar R$ 37,2 bilhões do Orçamento de 2009 dá a exata dimensão da sua preocupação com o rumo das contas públicas. Com o ritmo da atividade econômica desabando e a arrecadação em queda desde novembro último, cumprir a meta de superávit primário (economia para o pagamento de juros da dívida) de 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano será uma tarefa hercúlea, com grande chance de frustração. “Não me surpreenderei se o superávit primário ficar abaixo de 3% em 2009”, disse o economista-chefe do Banco ABC Brasil, Luís Otávio de Souza Leal.

Segundo ele, os números de 2008, divulgados ontem pelo Banco Central, só fazem aumentar a preocupação. O superávit primário, a economia que o setor público faz para pagar juros da dívida pública, totalizou a cifra recorde de R$ 118 bilhões, o equivalente a 4,07% do PIB, índice 0,27 ponto percentual acima da meta original (3,8%) e o patamar mais elevado desde 2005, quando cravou 4,35%. Com essa poupança, o governo conseguiu bancar a maior parte do custo da dívida, que chegou a R$ 162,3 bilhões. Os R$ 44,3 bilhões que faltaram para fechar as contas, o déficit nominal, corresponderam a 1,53% do Produto, o nível mais baixo em toda a série histórica do BC, iniciada em 1991.

“Qualquer que seja o número analisado das contas públicas em 2008, o resultado impressiona”, afirmou o economista-chefe da Sul América Investimentos, Newton Rosa. “O superávit primário superou a meta, o déficit nominal desabou e a relação entre a dívida pública e o PIB cravou 36%, voltando aos níveis de 1997. Mas isso é passado. Daqui por diante, serão só dificuldades”, acrescentou. A seu ver, nos últimos anos, o ajuste fiscal foi baseado no aumento da arrecadação e não no corte de gastos, como era o correto. “As despesas com a máquina cresceram muito, com a contratação de servidores e o reajuste de salários. São despesas difíceis de se cortar, mesmo com as receitas em queda”, frisou.

Apesar de mais otimista que os analistas de mercado, o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, reconheceu que os efeitos da crise vão impactar negativamente o ajuste fiscal. “Sem dúvidas, o nível de atividade econômica será menor, diminuindo as receitas com tributos não só do governo federal, mas também as de estados e municípios”, afirmou. “O importante, no entanto, é que há o compromisso de todas as esferas de governo com o cumprimento da meta de superávit primário de 3,8%”, ressaltou.

O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, admitiu, porém, a possibilidade de o superávit primário ficar em 3,3%, caso o governo decida gastar 0,5% do PIB em obras por meio do Programa Piloto de Investimentos (PPI). Se confirmada, será a primeira vez que tal instrumento será usado. “Se for necessário, podemos perfeitamente gastar a parcela do superávit correspondente ao PPI”, afirmou recentemente ao Correio.

Além do corte no Orçamento, o governo aposta na queda dos juros para compensar parte da perda de receitas. Na semana passada, por sinal, o BC reduziu a taxa básica de juros (Selic) em um ponto percentual, para 12,75% ao ano, e a expectativa é de que encerre o ano em pelo menos 11%.
Fonte: Correio Braziliense

O cara tem problema... com certeza o cara tem problema


Separada de Ronaldo, Bia Anthony fica com apartamento de R$ 1,5 milhão

Depois de idas e vindas, Ronaldo e Bia Antony estão separados. Segundo um amigo do Fenômeno, ele estava “sufocado” com o noivado e já não se sentia compromissado com a mãe da filha caçula, Maria Sofia, desde a sua mudança para São Paulo. Não foi por acaso que Ronaldo protagonizou cenas calientes na boate Pink Elephant, em São Paulo. As imagens foram exibidas, ontem, pelo programa “Bom dia mulher” e cedidas gentilmente pela RedeTV!. Nas imagens, ele aparece beijando duas mulheres na boca. Uma delas chega a colocar as pernas sobre o ombro do jogador.

“Bia e Ronaldo têm uma relação amigável. Conversam ao telefone, ele vê a filha pela câmera e dá conforto para elas. Mas o Ronaldo está solteiro e essa decisão partiu dele”, explicou uma pessoa próxima ao jogador. Em comum acordo, Bia ficou com o apartamento do craque, no condomínio Golden Green, na Barra, que vale cerca de R$ 1,5 milhão.

Os pais e os dois irmãos de Bia Antony, que moravam em Brasília, já estão hospedados no imóvel. Ronaldo não vem ao Rio há 20 dias. A família do jogador visita com frequência a menina. Inclusive, esteve presente no aniversário de um mês do bebê, que foi comemorado com uma pequena festa, no sábado. Bia até cogitou a hipótese de ir morar com o jogador em São Paulo, mas a ideia foi vetada pelo Fenômeno, que continua morando em um hotel.

A RedeTV! comprou as imagens por R$ 1 mil de um cliente da boate. O vídeo tem cerca de nove minutos. Em um dos momentos do vídeo, os frequentadores da danceteria gritam “Timão, timão”, em referência ao time do jogador, o Corinthians. Logo depois, Ronaldo agradece, pelo microfone, a manifestação.
Ronaldo e Bia se conheceram em janeiro de 2007. Em poucos meses, os dois começaram a morar juntos na Itália. Com a mudança do jogador para o Brasil, Bia o acompanhou. Eles chegaram a se separar, em maio do ano passado, quando Ronaldo se envolveu no escândalo com travestis.

[comentário do Blog: não é assunto específico do Blog, mas fica dificil resistir a publicar;
também não pode ser esquecido que é no 'fenômeno' que a sofrida torcida corintiana, da qual não faço parte, deposita esperanças.
E o cara com certeza tem problema.]

Mastro e Pavilhão Nacional, monumento que Niemeyer pretende ofuscar




Mastro e Pavilhão Nacional
O mastro é projeto de Sérgio Bernardes e foi inaugurado em novembro de 1972. Mede 100 m de altura e é formado por 24 hastes metálicas que representavam os vinte e quatro estados da Federação, existentes à época. Em 1979, com a divisão do Estado do Mato Grosso, foi criado o Estado do Mato Grosso do Sul, e em 1998, com o desmembramento do Estado de Goiás, nasceu o Estado de Tocantins.

Foi projetado como símbolo de diálogo e de convergência de todas as unidades federativas do país e dos Três Poderes da República. O diálogo é representado pela disposição, em círculo, das hastes metálicas que o compõem. A convergência é representada pelo feixe de hastes que, nascendo do cerrado agreste, avança para o infinito do céu, no símbolo único da bandeira.

Na base do mastro está escrito:

“SOB A GUARDA DO POVO BRASILEIRO, NESTA PRAÇA DOS TRÊS PODERES, A BANDEIRA, SEMPRE NO ALTO, VISÃO PERMANENTE DA PÁTRIA.”

O Pavilhão Nacional, símbolo de nossa soberania, nunca desce das alturas; quando é trocado, outra bandeira já se encontra no topo do mastro para que a anterior possa lhe dar lugar. Medindo 286 m², é confeccionado em nylon de pára-quedas e durante a noite se encontra devidamente iluminado por força de lei (Lei 5.700, de 1º de setembro de 1971, Art. 15, Parágrafo 3º).

A troca da Bandeira é realizada, normalmente, no primeiro domingo de cada mês, porém, em situações excepcionais esta data pode ser alterada como acontece, por exemplo, em novembro, quando a solenidade é transferida para o dia 19, Dia da Bandeira. Estas solenidades são sempre realizadas sob a coordenação do Governo do Distrito Federal que, representado pela Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar, fica responsável pelo ato de hastear e arriar o Pavilhão Nacional, mesmo nas cerimônias presididas pelo Exército, pela Marinha e pela Aeronáutica.

A presidência do evento segue um calendário anual, previamente elaborado entre o GDF e as três Forças Armadas, que não é rígido, podendo sofrer alterações, caso haja necessidade.


Sérgio Bernades - (1919-2002)
Arquiteto carioca, construiu várias obras de importância histórica espalhadas por todo o país. Embora sem colocação política definida, sempre fez projetos para os militares.

Entre suas principais obras estão o Pavilhão de São Cristóvão, no Rio; o Mausoléu Castello Branco e o Palácio do Governo, em Fortaleza, assim como, a obra acima mencionada.

Aos oitenta anos, encontrava disposição para trabalhar por mais de 12 horas diárias, criando e armazenando idéias num acervo documental que já somavam mais de seis mil pranchas de arquitetura, urbanismo, levantamentos aerofotogramétricos e design de mobiliário, 48 metros lineares de documentos textuais, além de volumoso material fotográfico, que reflete a vasta e diversificada produção de seu titular, um dos grandes expoentes da arquitetura e urbanismo modernos e contemporâneos no Brasil.

Aos oitenta e três anos, faleceu no Rio de Janeiro, no dia 15 de junho de 2002, em decorrência de um derrame que, nos seus últimos dois anos, havia paralisado parcialmente os seus movimentos. Mesmo assim, nunca parou de produzir.

Povo de Brasília rejeita pedido de Lula

A rejeitada 'praça da soberania' foi pedida por Lula para ofuscar a imponência do mastro da Bandeira Nacional


A Praça da Soberania causa polêmica em Brasília desde que a proposta foi lançada: ela prevê um obelisco de 100m de altura e um museu



Em reunião marcada para 6 de fevereiro no Planalto, o governador José Roberto Arruda discutirá com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o polêmico projeto da Praça da Soberania — conjunto formado por um prédio em forma de semicírculo, um estacionamento subterrâneo e um obelisco de 100 metros de altura entre a Rodoviária e o Congresso. Nascida de um pedido presidencial, a ideia concebida por Oscar Niemeyer é alvo de debate acalorado desde a exibição do primeiro croqui pelo Correio. Daí a iniciativa de Arruda de ouvir Lula. Em princípio, segundo o governador, o GDF não tem dinheiro para erguer o novo monumento neste ano.

O governador José Roberto Arruda vai levar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o debate sobre a construção ou não da Praça da Soberania no gramado central da Esplanada dos Ministérios. Arruda aproveitará uma audiência já marcada para o próximo dia 6 no Palácio do Planalto para saber a opinião do presidente sobre o assunto. Foi o próprio Lula quem pediu ao governador a edificação de um museu para a memória dos ex-presidentes, previsto no projeto da praça. Ontem, Arruda mostrou que não tem pressa para tirar do papel a proposta desenhada por Oscar Niemeyer. Diante da polêmica levantada pelo tema, ele disse que não há dinheiro nem previsão para erguer a praça, ao menos por enquanto, e buscou levar as atenções para o início iminente das obras de outra obra de Niemeyer: a Torre de TV Digital, que será em Sobradinho, no local mais alto do DF.

O governador elogiou o nível das discussões sobre a Praça da Soberania e garantiu que quer entrar na polêmica. “Isso mostra que a cidade está viva, que já se construíram nestes 50 anos os instrumentos de defesa, de discussão de seu futuro. Antigamente, Brasília parecia não reagir às coisas. Hoje, a cidade está intelectualmente viva”, valorizou Arruda, que, na última segunda-feira, comentou em reunião com o reitor da Universidade de Brasília (UnB), José Geraldo de Sousa Júnior, que gostaria de conversar com a professora Sylvia Ficher, autora de um dos primeiros artigos;(Leia aqui) criticando a praça. “Ainda quero, porque achei o artigo muito interessante”, reiterou ontem o governador.

Sylvia, professora da Faculdade da Arquitetura e Urbanismo da UnB e integrante do Conselho de Planejamento Territorial do DF, instituído pelo governador, se disse surpresa com a repercussão de seu texto e se colocou à disposição de Arruda. “Também considero essa polêmica boa para a cidade, pois é uma oportunidade para discutirmos a área tombada e todo o DF do ponto de vista urbanístico”, comentou a docente.

Sobre a previsão de construção do monumento, Arruda afirmou que recebe projetos tanto de Niemeyer quanto de outros arquitetos com alegria, mas que não pode fazer nada por enquanto. “Não há dinheiro no orçamento, não há previsão, portanto, para isso. Até porque nós estamos num momento de escassez, a receita já está em queda e eu estou priorizando os poucos recursos que temos nas áreas mais humildes”, explicou. “Neste momento, não há nenhuma perspectiva. Ainda que toda a cidade fosse favorável, nós não teríamos dinheiro para construir agora”, ponderou o governador ontem, durante inauguração de terminal rodoviário no Riacho Fundo.

Flor do Cerrado
Arruda confirmou que a Torre de TV Digital é o monumento de Niemeyer que deve ser construído imediatamente. O projeto, batizado de Flor do Cerrado por causa do formato, foi concluído no ano passado pelo escritório do arquiteto no Rio de Janeiro. Segundo o governador, a torre cumpre dupla finalidade : “trazer o sinal da TV digital para Brasília e, ao mesmo tempo, ser um marco dos 50 anos da capital federal, no lugar mais alto da cidade”. A torre ficará no Setor Grande Colorado, pertencente à região administrativa de Sobradinho. Do local, tem-se uma vista privilegiada de Brasília, paisagem que deve ficar ainda mais deslumbrante do alto dos 120m de altura previstos para a obra.

A torre já foi licitada e sua construção deverá custar R$ 64 milhões aos cofres públicos. O que emperra o início imediato das obras, como quer o governador, é a concessão do licenciamento ambiental da empreitada, que está a cargo do Instituto Brasileiro de Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Segundo o secretário de Obras, Márcio Machado, no entanto, esse problema deverá ser resolvido em breve. “Já tivemos muitas conversas com o Ibama e o assunto está evoluindo bem. Apresentamos os projetos complementares de drenagem e o órgão está avaliando. Acho que não teremos problemas de obter a licença nos próximos 15 dias”, afirmou. Reunião entre representantes do GDF e do órgão ambiental está marcada para 3 de fevereiro.

Quando conseguir a licença, o governo deve garantir o começo imediato das obras, já que o tempo previsto para sua execução é de 300 dias e os planos são de iniciar as transmissões digitais em Brasília no dia do aniversário de 50 anos da cidade, em 21 de abril de 2010. Lançada em 2 de dezembro de 2007 no Brasil, a TV digital já está presente em nove capitais brasileiras, onde vivem 40 milhões de pessoas.

Ler mais sobre o monumento Mastro e Pavilhão Nacional, clique aqui.

[comentário do Blog: agora que se tornou público que a idéia nefasta da tal 'praça da soberania' não nasceu apenas da cabeça do Niemeyer - que se considera 'dono' de Brasília, embora resida no Rio - e sim atendendo a um pedido do "Nosso guia", pedido feito com o único objetivo de diminuir a magnitude do Mastro we Pavilhão Nacional existente na Praça dos Três Poderes.

Niemeyer, reitero minha sugestão de que você vá para Cuba e projete o 'mausoléu' do COMA ANDANTE Fidel Castro, tirano que você tanto admira.]

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