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COMUNICADO - Novo Site

Nota de Esclarecimento

Importante:

Memória: em 8 setembro 2007, começamos as atividades deste Blog, sob o título Blog da UNR e nossos objetivos estão bem destacados no nosso primeiro post, título 'início das atividades...' .

De imediato, constatamos que estando a esquerda no governo, uma dificuldade se apresentava: contar os erros, as traições, as covardias, os assassinatos, as falcatruas cometidos pela esquerda durante o Governo Militar OU contar os crimes que a esquerda, a petralhada à frente, continua cometendo nos dias atuais? (apesar de fragorosamente derrotada pelos militares a esquerda aproveitou-se da generosidade dos vencedores e voltou tal qual serpente e conseguiu PERDER A GUERRA e vencer a Batalha da Comunicação, passando de vilão a heroína).

A famigerada esquerda conseguiu o poder - agindo disfarçada de democrata - e passou a mostrar, de forma descarada, ser pior que antes.

Diversos motivos, que não vem ao caso aqui detalhar, tornaram conveniente alterar o nome do Blog da UNR, que passou a denominação de BLOG PRONTIDÃO, mantendo a URL.

Apesar de ser um Blog pequeno, fruto de um trabalho amadorístico, porém de muita dedicação, contando com poucos seguidores, alguns visitantes fiéis, outros eventuais, tivemos a imensa alegria de constatar que incomodávamos a petralhada - o que foi fácil perceber pela necessidade de 'moderar comentários', pelos xingamentos que recebemos a cada postagem, tentativas de invasão (parcialmente exitosas, com modificações de postagens {o mais odioso foram as vezes que conseguiram mudar palavras, trechos de postagens, títulos, e passar a idéia que defendíamos o desgoverno petralha}).

Para tornar mais dificil que os guerrilheiros da informática à serviço do desgoverno - o ministro da Secom, Traumann, foi demitido por admitir publicamente que o desgoverno Dilma, a exemplo do seu antecessor $talinácio Lula, usam a guerrilha virtual - continuassem a nos incomodar, decidimos suspender, temporariamente, a veiculação de POSTs no Blog Prontidão, passando a veicular no Blog PRONTIDÃO TOTAL, usando outra URL.

Claro que alguns leitores não acessaram o Blog Prontidão Total - o que atribuímos a alguma falta de comunicação da nossa parte - porém, de tudo concluímos que podemos e VAMOS PERMANECER firmes e fortes, protegidos da sanha 'assassina' dos guerrilheiros virtuais do desgoverno, contando a verdade, tudo o que soubermos e o nosso amadorismo permitir, do muito de ruim, de nocivo, de pernicioso, que o atual desgoverno pratica, estimula, esconde e apoia.

Voltar ao Blog PRONTIDÃO seria pretender que nossos poucos leitores ficassem pulando de galho em galho - a manutenção da nossa 'linha editorial', que vem desde 2007, é eloquente e fiel aos fatos ao provar que nossos ideais permanecem firmes, estamos apenas mais fortes.

Vamos continuar com a denominação Blog PRONTIDÃO TOTAL, na URL que atualmente atende àquele Blog, mantendo nossa postura de apresentar sempre a VERDADE - verdade que representa os fatos (aliás, não podemos esquecer, verdade e fato são unos)e não a verdade conveniente (tática usada pela esquerda petralha).

Felizmente, temos dois leitores, afinal, escrevemos e vamos continuar escrevendo para dois leitores: "Ninguém" e "Todo Mundo".

Por favor, nos honre com sua visita, clicando aqui: Blog Prontidão Total ou em qualquer link disponível, em azul, neste texto

ou colando em seu navegador: http://brasil-ameoudeixe.blogspot.com.br/

ou Blog Prontidão Total

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terça-feira, 31 de março de 2009

Convite Missa de 45º Aniversário da Contra-Revolução de 31/03/64

Missa de 45º Aniversário da Contra-Revolução de 31/03/64

A ONG Grupo Terrorismo Nunca Mais – Ternuma /Regional Brasília
convida para a missa em sufrágio das almas dos heróis brasileiros que tombaram na luta armada no combate ao comunismo e em defesa da democracia.

O ato religioso será realizado às 20 00 horas do dia 31 de março (terça-feira), na Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (SHIS EQ/QL 06/08, Conjunto “A“, Lago Sul , em frente ao Gilberto Salomão).

O complexo paroquial possue amplos locais para estacionamento, principalmente na parte traseira.

Após a missa haverá um coquetel de confraternização no salão paroquial , em comemoração ao 45º aniversário da Contra-Revolução de 31 de março de 1964.

IMPORTANTE:

Em diversos locais do Brasil ocorrerão Missas, solenidades e outros eventos homenageando tanto os tombaram na luta armada no combate ao comunismo e em defesa da democracia, quanto seus familiares e a própria data.

Para maiores informações sobre tais eventos, acessem os sites:

A Verdade Sufocada e/ou Ternuma - Terrorismo Nunca Mais.

1964: resposta ao apelo dos civis à consciência dos militares

1964, uma reflexão

Jarbas Passarinho
Foi ministro de Estado, governador e senador

O reitor Jacques Dehaussy, da Universidade de Dijon, na França, ao fim dos anos 70 do século passado, presidiu simpósio sobre o Papel Extramilitar das Forças Armadas no Terceiro Mundo. Cientistas políticos e mestres universitários dedicaram-se ao exame da incidência dos golpes de Estado no Terceiro Mundo, violando a subordinação dos militares ao poder civil.
Ainda que os Anais de Tácito não se prestem a tirar conclusões sociológicas de todos os eventos por ele vividos na decadência do Império Romano, distinguem-se as modalidades das intervenções, segundo o epílogo do simpósio. As mais arcaicas originam-se do caudilhismo, das ditaduras puramente pessoais, ou da defesa dos privilégios da profissão. Outras — reconheceram os participantes do estudo do tema — responderam ao apelo vindo de fora dos quartéis, dos civis que invocaram a consciência dos militares, ou a impaciência deles para com os desmandos do poder civil.

Participei de dois golpes de Estado, um como tenente, cumprindo ordem superior, e outro coordenando-o como tenente-coronel, no Pará. No primeiro, depusemos o ditador Getúlio Vargas, em 1945. O poder civil não se fez respeitado, mas logo restabelecido na subordinação dos militares ao Supremo, para presidir a redemocratização do país. O general José Pessoa, em nome do Exército, foi à casa do ministro José Linhares, presidente do Supremo Tribunal Federal, e em nome das Forças Armadas convidou-o a assumir o governo e convocar eleições, que logo se realizaram.

O segundo golpe proveio do “apelo dos civis à consciência dos militares” para com os desmandos do governo e uma ameaça, em plena guerra fria, de aliança do governo com os comunistas. No Pará, onde eu servia, havia-nos preparado para prevenir um autogolpe de Jango, aliado a Prestes, intentando o estado de sítio e a reforma arbitrária da Constituição, enquanto paralelamente Leonel Brizola pregava o fechamento do Congresso. A aliança com o PCB, de que Prestes era o primeiro-secretário, conta-a Luiz Carlos Prestes no livro Prestes, lutas e autocríticas, por ele ditado a Dênis de Moraes, da sua grei. Revela, ademais, que Jango, em plena expansão do comunismo internacional, “até já compreendia o papel que exercia a União Soviética”.

Fixamo-nos no plano de resistência ao que um comunista, que não deforma a história, denominou de pré-revolução, com apoio dos líderes sindicais e dos sargentos. Em Brasília, sargentos da Aeronáutica e da Marinha, armados, tomaram, em setembro de 1963, o quartel dos fuzileiros, ocuparam os ministérios e os órgãos de comunicação. Travaram luta com tropas do Exército, com mortes, até se renderem. Em março de 64, outro motim. O dos marinheiros no Rio de Janeiro. Os fuzileiros navais que, de ordem do ministro da Marinha, foram mandados para prendê-los, solidarizaram-se com os amotinados.O presidente aceitou a demissão do ministro e o substituiu por outro simpático aos revoltosos.

A disciplina e a hierarquia, pilares de qualquer força armada, desmoronadas transformaram os amotinados em bandos armados prestigiados pelo próprio presidente da República. No livro de Prestes, há uma passagem em que Jango quis apresentar-lhe uma dezena de generais que lhe seriam leais. Prestes diz que nunca foi apresentado aos generais, mas que “Jango se enganava com eles, pois lhe conhecia a postura anticomunista”.

A desordem civil e a amotinação dos militares graduados já eram parte da disputa pelo poder. Que mais faltava para conquistá-lo? A imprensa, com a única exceção da Ultima Hora, clamou pelo afastamento do presidente Goulart. No Rio de Janeiro, o Correio da Manhã, no dia 30 de março, clamava, na primeira página: “O Brasil já sofreu demasiado com o governo atual. Agora basta!”. No dia seguinte: “Só há uma coisa a dizer ao senhor João Goulart: saia!”. O Correio não estava só. O JB, em editorial, levanta a suspeita de ameaça comunista: “Quem quisesse preparar um Brasil nitidamente comunista não agiria de maneira tão fulminante quanto o sr. João Goulart a partir do comício de 13 de março”.

Da mesma ameaça trataram editoriais de O Globo. A Folha de S.Paulo, em face do comício, em que as bandeiras da foice e martelo desfilavam na frente do palanque de Goulart, desafiava: “Resta saber se as Forças Armadas ficarão com o presidente, traindo a Constituição, ou defenderão as instituições e a pátria”. O prestigioso jornal Estado de Minas se antecipara. A 18 de março, alertava: “A sorte está lançada. Ninguém tem mais o direito de iludir-se. Abrem-se agora dois caminhos ao Brasil: a democracia e o comunismo”.

Em São Paulo, a passeata “com Deus e pela Liberdade”, liderada pelas mulheres contou com quase 1 milhão de civis e religiosos. Goulart, no auge da agitação e da falência da disciplina militar, proferiu, dia 30 de março, exaltado discurso no encontro com um milhar de sargentos, que o homenageavam no Automóvel Clube do Rio de Janeiro. Prestes comenta no livro: “Qual é o oficial do Exército que vai ficar tranquilo sabendo que o presidente da República se dirige, naquela linguagem, aos sargentos?”. Jango detonou a contrarrevolução, apoiada maciçamente pelo povo. Não houve um só tiro disparado.

São passados 45 anos. Hoje, a contrapropaganda da esquerda ousa negar provas indesmentíveis. A verdade incomoda e a isso não voltarei. É inútil convencer mitômanos, a serviço dos resíduos do comunismo fracassado.

Orçamento sofre corte de R$ 25 BILHÕES

Orçamento sofre corte maior, mas Bolsa Família e PACo são preservados

O governo publicou nesta segunda-feira decreto com os cortes de gastos de custeio e investimentos do Orçamento de 2009 por ministério. O total de recursos bloqueados subiu para R$ 25 bilhões, R$ 3,4 bilhões acima do valor anunciado há duas semanas - R$ 21,6 bilhões . Mas o Ministério do Planejamento promete liberar em poucos dias a diferença, R$ 3,788 bilhões, posta numa reserva de contingência, para as áreas mais necessitadas. Até agora, os mais atingidos pelos cortes são os ministérios do Turismo e do Esporte, que receberam o maior volume de emendas parlamentares. Os gastos da área social também foram reduzidos. O Bolsa Família, carro-chefe da área social do governo Lula, foi preservado, mas a Educação perdeu R$ 1,3 bilhão.

O Ministério do Turismo teve corte de R$ 2,5 bilhões na dotação de custeio e investimento, equivalente a 86,4% das despesas passíveis de corte. De um total de R$ 2,981 bilhões, só estão liberados R$ 404 milhões, mas a pasta recebeu a decisão sem protestos. Segundo a assessoria do ministro José Carlos Barreto, os limites para gastos estão muito próximos da proposta original de Orçamento, encaminhada pelo governo ao Congresso, e os cortes atingiram basicamente emendas de parlamentares, de R$ 2,5 bilhões.

O Ministério do Esporte teve o segundo maior percentual de corte nas despesas de custeio e investimento. O limite desses gastos caiu de R$ 1,373 bilhão para R$ 194,2 milhões (85,8%).

- O Orçamento público é uma expressão das prioridades do governo. O contingenciamento deste orçamento também - resignou-se o ministro Orlando Silva, por meio da assessoria.

Cidades foi fortemente atingido pelos cortes

Outro ministério fortemente atingido pelos cortes foi o das Cidades, que teve o limite de gastos reduzido de R$ 9,675 bilhões para R$ 6,181 bilhões - R$ 3,5 bilhões ou 36,1% de corte.

O importante é preservar as obras do PACo, e isso foi feito. As emendas foram retidas, mas haverá liberações ao longo do ano, de acordo com a arrecadação - disse o ministro Marcio Fortes.

O decreto de contingenciamento, publicado no Diário Oficial, não esclarece se as despesas cortadas são de custeio ou investimentos. Isto será feito posteriormente por portaria, segundo o Ministério do Planejamento.

Ministério da Saúde sofre corte de R$ 679 milhões

Para fazer frente à crise econômica e à queda na arrecadação de impostos e contribuições, o governo não poupou nem a área social. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome teve um corte de R$ 578 milhões nas despesas de custeio e investimento - 21,5% da parcela passível de corte - mas o Bolsa Família nada perdeu. O MDS ainda ficou com R$ 13,542 bilhões para gastos de custeio e investimento, incluindo o Bolsa Família. O Orçamento aprovado pelo Congresso previa despesas de R$ 14,119 bilhões.

No caso da Educação, os cortes foram de R$ 1,3 bilhão, 10,6% das despesas de custeio e investimentos não obrigatórias. Essas despesas caíram de cerca de R$ 11,8 bilhões para R$ 10,5 bilhões. Outras áreas fortemente atingidas pelos cortes de despesas foram os ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento, com bloqueios de 51,5% e 46,2%, respectivamente.

O Ministério da Saúde teve um corte de R$ 679 milhões nas despesas de custeio e investimentos, 6,65% do montante que poderia ser contingenciado. A maior parte dos recursos da área, entretanto, está protegida por determinação constitucional e não pode ser cortada. O Orçamento da Saúde para custeio e investimento passou de R$ 48,3 bilhões para R$ 47,6 bilhões.

O Ministério dos Transportes, que concentra o maior volume de obras do PACo financiadas com recursos do Orçamento, foi praticamente preservado. O limite de despesas de custeio e investimento caiu de R$ 10,608 bilhões para 10,551 bilhões (- 0,5%). O Ministério das Relações Exteriores foi poupado: as despesas de custeio e investimentos ficaram em R$ 861 milhões.

A área econômica considerou um montante de despesas de R$ 93,933 bilhões para aplicar os cortes, reduzindo este valor para R$ 68,877 bilhões. O total de despesas de custeio e investimentos do Orçamento da União passou de R$ 151 bilhões para R$ 126 bilhões, mas como parte dessas despesas é considerada obrigatória ficou de fora dos cortes - por exigências constitucionais, o governo não pode contingenciá-las.

Fonte: O Globo - Regina Alvarez

[comentário: o Brasil sofre por ter um presidente SEM DIPLOMA, que NUNCA LEU UM LIVRO, já que só um presidente com tais 'qualidades' é capaz de autorizar corte de R$ 1,3 BILHÃO na Educação.

A Saúde também sofreu violento corte - R$ 679 milhões - que só não foi maior por determinação constitucional proteger as verbas reservadas à Saúde.

O PACo por ser um programa virtual - na realidade as obras até agora concluídas ou próximas a ser são obras antigas, sendo que a maior parte dos recursos liberados são 'RESTOS A PAGAR' de exercícios anteriores.

Para um País que pretende - vejam, estou dizendo PRETENDE - sediar uma Copa do Mundo o 'prestígio' do ministério dos esportes é realmente um espelho da seriedade com que o "Nosso guia" trata o esporte.]

... e... Fraga despediu a empregada

Sobrou para a empregada de Fraga

Funcionária da Câmara que prestava serviços na casa do atual secretário de Transportes do DF é exonerada

A Câmara anunciou ontem a exoneração da empregada doméstica que era lotada no gabinete do deputado Osório Adriano (DEM-DF), mas prestava serviços na casa do deputado licenciado e atual secretário de Transportes do Distrito Federal, Alberto Fraga.
A denúncia, feita pelo jornal Folha de S. Paulo, levou o secretário a diversas contradições ao tentar explicar a função exercida por Izolda da Silva. “Ela faz serviços de mandados. Vai ao banco, faz limpeza. São serviços domésticos. Aliás, serviços externos”, disse. Fraga afirmou ainda que a empregada dormia em sua casa porque morava na zona rural.

A demissão da servidora tem como base o ato 72/1997 da Mesa Diretora, que obriga ocupantes de cargos de confiança trabalharem no gabinete nos quais estão lotados. Dessa forma, mesmo que a empregada trabalhasse na Secretaria de Transporte e não em sua residência, como sustentou o secretário ao tentar se explicar, Fraga estaria cometendo irregularidades ao desviar a função da servidora que deveria prestar serviços ao suplente em exercício Osório Adriano.

O democrata, por sua vez, disse que manteve a funcionária no quadro do gabinete porque divide as vagas dos cargos de confiança com o titular do mandato. Pouco antes de a Câmara anunciar a demissão da servidora, Adriano disse que pretendia conversar com Fraga para “regularizar” a situação de Izolda.

Impunidade
Enquanto a empregada deve ter o ato de exoneração publicado hoje no Diário da Câmara, nem o secretário licenciado que pagou Izolda com recursos públicos e nem o suplente Osório Adriano devem sofrer qualquer tipo de punição.
Ao comentar o caso ontem, o presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), disse que é preciso ter cautela para não condenar ninguém antes de apurar as irregularidades. A Corregedoria, por sua vez, somente investiga a conduta de um parlamentar se algum deputado ou partido entrar com uma representação. Somente nesse caso, segundo a assessoria da Câmara, será possível discutir o assunto na reunião da Mesa Diretora marcada para amanhã.

Fonte: Correio Braziliense

Deficit do governo federal próximo a HUM BILHÃO

Com receita menor e aumento de despesa, superávit do governo cai 85%

A queda na arrecadação e o aumento das despesas deixaram as contas do governo federal no vermelho em fevereiro e provocaram uma redução de 85% no superávit primário - dinheiro economizado para pagar os juros da dívida pública - do primeiro bimestre de 2009.

Segundo dados divulgados nesta terça-feira (31/03) pelo Tesouro Nacional, o governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência) registrou déficit primário de R$ 926 milhões no mês passado. O resultado de fevereiro é a diferença entre uma receita líquida de R$ 37,410 bilhões e despesas de R$ 38,336 bilhões.

Em fevereiro, o Tesouro Nacional teve um superávit de R$ 1,6 bilhão no mês. A Previdência, por outro lado, teve um déficit de R$ 2,6 bilhões. O Banco Central registrou superávit de R$ 27,6 milhões.

No primeiro bimestre, o governo registrou uma queda de 3,57% nas receitas líquidas em relação ao mesmo período de 2008, para R$ 89,8 bilhões. Já as despesas subiram 19,6%, para R$ 86,7 bilhões. Isso resultou em um superávit primário de R$ 3,05 bilhões, 85% menor que o registrado no mesmo período do ano passado.

Na comparação com o Produto Interno Bruto (PIB), o superávit primário no bimestre passou de 4,63% em 2008 (R$ 20,6 bilhões) para 0,65% (R$ 3,05 bilhões) em 2009.

A meta do governo central para o ano de 2009 é de R$ 66,5 bilhões, o equivalente a 2,2% do PIB (soma das riquezas produzidas no período). Considerando também as empresas estatais e governo regionais, a meta é de 3,8% do PIB.

Fonte: FolhaNews

segunda-feira, 30 de março de 2009

Popularidade de Lula em queda livre

Pesquisa
CNT/Sensus: Aprovação ao governo Lula cai 10 pontos, mas capacidade para transferir voto sobe

A avaliação positiva do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrou queda de 10,1 pontos percentuais, segundo pesquisa do Instituto Sensus divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) nesta segunda-feira. O índice de ótimo e bom passou de 72,5%, em janeiro, quando registrou recorde, para 62,4%, março.

De acordo com a CNT/Sensus, a avaliação regular do governo oscilou de 21,7% para 29,1%. Já a negativa (ruim ou péssima) subiu de 5% para 7,6% .

De acordo com o diretor da Sensus e responsável pela pesquisa, Ricardo Guedes, a queda está vinculada a uma percepção maior da crise financeira internacional pela população, principalmente em referência aos indicadores emprego e renda. Nos últimos seis meses, 54,5% das pessoas afirmaram que a empregabilidade piorou, e 32,6% acham que a renda mensal caiu.

Na semana passada, outras duas pesquisas - Datafolha e CNI/Ibope - já haviam mostrado queda na popularidade do presidente.

Aprovação pessoal de Lula também cai

A aprovação do desempenho pessoal do presidente também apresentou queda, oscilando de 84%, em janeiro, para 76,2% em março, enquanto a desaprovação subiu de 12,2% para 19,9%.
Porém, a capacidade de transferência de voto do presidente para um candidato apoiado por ele aumentou. De acordo com a pesquisa, a parcela das pessoas que poderia votar num candidato apoiado por Lula passou de 44,5% para 50,1%.

Embora decresçam o desempenho pessoal do presidente e avaliação positiva do governo, a população já começa a tomar partido (para a eleição de 2010) - disse Guedes.

Com relação à intenção de voto para a sucessão presidencial em 2010, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), consolidou a liderança na consulta estimulada, com 45,7 % no principal cenário, ante 42,8%, em janeiro, seguido pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), que cresceu de 13,5 % para 16,3%.

- Há uma estabilidade do Serra e um acréscimo da Dilma que vai se colocando paulatinamente (do ano passado para cá) - disse Guedes.
Num possível segundo turno, Serra venceria a eleição com 53,5 %, contra 21,3 % de Dilma. A segunda opção, com Dilma e Aécio, mostra a ministra com 29,1% da preferência dos eleitores e o governador de Minas com 28,3%.
A pesquisa foi realizada de 23 a 27 de março, em 136 municípios nas cinco regiões brasileiras e foram ouvidas 2 mil pessoas. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Fonte: Gerson Camarotti - Reuters

[comentário: Foi surgir a necessidade de comPeTência para administrar a economia brasileira e a popularidade do Lula se desmontou. Agora é queda livre e a capacidade dele transferir votos, que já não é das maiores, se reduzirá ainda mais.
O Serra cresceu de janeiro para março mais que a 'stela' e devemos ter em conta que existem outros candidatos - a proporção que o barco lula-petista começar a fazer água mais candidatos surgirão.
Além dos que surgirão, devemos considerar o Fernando Collor, que mesmo ainda não sendo candidato tem, segundo Roberto Jefferson, quase 30% da preferência;
temos o general Augusto Heleno que abraçando a causa de se candidatar para um BRASIL melhor, mais soberano e independente, poderá ser um candidato viável;
O Ciro Gomes apesar de ter perdido a credibilidade no momento em que aceitou ser ministro do (des)governo Lula, pode atrapalhar muito os planos de emplacar a Dilmona.
Na realidade o único que pode atrapalhar as coisas e até favorecer a NOMENKLATURA petista é o Geraldo Alckmin, que quando invoca de se candidatar atrapalha todos os planos da oposição.
O Alckmin favoreceu em 2006 o Lula mais que o ´programa de Bolsas-esmola' e o Kassab só não atropelou a Marta no primeiro turno graças ao Alckmin.]

Doméstica do deputado Fraga é paga pela Câmara

Câmara paga salário de doméstica do deputado Alberto Fraga

O deputado federal licenciado e secretário de Transportes do Distrito Federal, Alberto Fraga (DEM), paga o salário da empregada doméstica de sua casa com recursos da Câmara.

Izolda da Silva Lima, 30, é contratada como secretária parlamentar, mas cuida da limpeza da residência de Fraga, localizada numa área de 1.875 m2 às margens do lago Paranoá, região nobre de Brasília.

Izolda está contratada pelo gabinete do suplente de Fraga, Osório Adriano, também do DEM. Ela confirmou à Folha que trabalha de faxineira de Fraga. Este diz que ela recebe pela Câmara, mas apenas mora em sua casa. Já Osório Adriano diz que nem a conhece.

Coronel da reserva da Polícia Militar, Fraga é conhecido na Câmara como o principal nome da "bancada da bala". Em 2005, presidiu a frente parlamentar contra a proibição do comércio de armas no país. Em 2007, assumiu a Secretaria de Transportes distrital.

Na tarde de quinta-feira, entre 15h30 e 17h, a Folha falou com Izolda duas vezes: pelo telefone da casa de Fraga e pessoalmente --com cerca de 1,50 m de altura, de calção azul e camisa de malha desbotada da seleção brasileira, ela recebeu a reportagem no portão da casa do deputado licenciado.

"Todas. O que precisar, eu tô à disposição dele. Também atividades domésticas, principalmente nos finais de semana", respondeu ela, ao ser questionada pela reportagem que tarefas fazia na casa de Fraga.

"De forma alguma, ela não é. Eu tenho doméstica na minha casa. Agora, se ela [Izolda] disse, problema dela. Agora vai ficar até bom, quem sabe agora eu não vou pedir pra ela fazer, né?", afirmou Fraga.

De acordo com os registros da Câmara, Izolda é servidora desde fevereiro de 2003. No dia 19 do mês passado, ela foi promovida de secretária parlamentar 05 para 06, com vencimento de R$ 480,86. Segundo ela, seu salário total é de R$ 1.080 por mês. Ela disse que trabalha com Fraga há quatro ou cinco anos.

Ao ser procurada no gabinete de Adriano Osório, um servidor informou à reportagem que Izolda exercia atividade externa. Ele então passou o telefone do local de trabalho dela: o número da casa de Fraga.

Osório Adriano disse não saber quem ela era nem onde ela fica. "Sou suplente. A gente mais ou menos divide o pessoal. Tem gente que é do Fraga e tem gente que é minha."

Dantas

Alberto Fraga se reelegeu em 2006 pela terceira vez como deputado federal.

Até 2005, era tido como um congressista do baixo clero. Naquele ano, contudo, ganhou notoriedade ao ser o porta-voz no Congresso da "Frente do não", que empreendeu campanha vitoriosa contra a proibição da venda de armas no país.

Ainda em 2005, Fraga se envolveu num episódio relacionado ao banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity. O deputado fez uma representação ao TCU (Tribunal de Contas da União) para suspender um acordo entre fundos de pensão e o Citigroup em torno do controle da Brasil Telecom, exatamente como queria Dantas.

O instrumento jurídico usado por Fraga era uma "clonagem" de um texto de Luis Octavio Motta Veiga, advogado do grupo Opportunity.

Outro lado

Alberto Fraga disse não ver problema em usar a Câmara dos Deputados para contratar Izolda da Silva Lima, que mora e trabalha em sua casa, apesar de ele negar que ela seja empregada doméstica. Afirma que tem dinheiro para pagá-la, mas não o usa porque "não quer".

"Já fui e voltei tantas vezes da secretaria. E na verdade ela ainda é contratada por mim, pelo meu gabinete [que agora é ocupado pelo seu suplente, Osório Adriano]", justifica.

Fraga admite que pediu para Adriano não exonerar Izolda e disse que não tem nenhum receio em mantê-la lá.

"Eu pedi, evidentemente, se ele pudesse segurar ela. Se for o caso, se for para satisfazer o ego de vocês, eu volto amanhã para a Câmara e ela [Izolda] continua [contratada pelo gabinete]. Não tenho nenhum tipo de receio de vocês, não", afirmou.

Funções

O secretário não soube precisar que tipo de serviço Izolda exerce. "Desculpa, não tenho que ficar dando esse tipo de satisfação. Ela vai ao banco, esse tipo de coisa", afirmou.

Segundo ele, a funcionária vive em sua casa porque perdeu o pai recentemente e mora muito longe, em uma fazenda afastada de Brasília.

"Vocês não têm mais um castelo, agora querem uma doméstica fabricada. Mas vamos lá, vamos lá, eu gosto desse jogo", ironizou Fraga, em referência ao deputado federal Edmar Moreira (sem partido-MG), dono de um castelo avaliado em cerca de R$ 25 milhões não declarado à Justiça Eleitoral. Moreira está ameaçado de enfrentar processo de cassação.

Osório Adriano (DEM-DF) disse não ter como substituir todos os funcionários, pois Fraga volta para assumir o mandato quando julga conveniente. "Tem gente dele que até presta serviço para mim também. Substituir todo o pessoal é um trabalho imenso."

Adriano contou que ele e Fraga planejam uma dobradinha nas próximas eleições, com Fraga para senador e ele para deputado federal.

"Sou muito amigo do Fraga. A gente tem essa troca de interesses. Tem gente dele que me ajuda também. Esse pessoal de base, fazendo uma politicazinha", afirma Adriano.

Fonte: LEONARDO SOUZA e MARIA CLARA CABRAL
da Folha de S.Paulo, em Brasília


[comentário: o deputado Alberto Fraga tem sido um excelente parlamentar e desempenhado de forma satisfatória a função de Secretário dos Transportes do DF - conseguiu inclusive moralizar o transporte público acabando com as VANS piratas;
também teve um excelente desempenho coordenando a 'FRENTE DO NÃO' que foi vitoriosa no plebiscito promovido pelo (des)governo Lula e que visava desarmar os brasileiros, deixando armas só em poder das milicias petistas, PCC, MST e simpatizantes.
A UNR sempre adotou uma posição favorável a não proibição da venda de armas no Brasil.
O deputado Fraga também comandou o Batalhão da PM em Ceilândia-DF e foi um excelente comandante.
É lamentável que tão promissor parlamentar comprometa sua imagem com atitudes como a noticiada pela Folha.]

Brasil se omite e apóia atrocidades do regime tirânico da Coréia do Norte

O Brasil se omite!!!

O DIRETOR de uma indústria foi flagrado pelas autoridades cometendo um crime considerado gravíssimo: fizera telefonemas internacionais. Foi fuzilado num estádio, diante de 150 mil pessoas.
O fato se deu na Coreia do Norte, sob um dos regimes mais tirânicos do planeta. Além do aparato repressivo clássico -que inclui campos de concentração e tortura de presos políticos-, o regime de Kim Jong-il apresenta particularidades especialmente odiosas.

Constituiu, por exemplo, um sistema nacional de prostituição forçada, intitulado "gippeumjo", ou "brigadas do prazer": congregam jovens encarregadas de prestar serviços sexuais às autoridades. As demais mulheres, enquanto isso, são proibidas de usar calça comprida.
O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas aprovou na semana passada uma resolução condenando o regime de Kim Jong-il. O Brasil se absteve de dar seu voto.
Fonte: Blog Reaja Brasil

Editorial da Folha sobre a conivência do (des)governo Lula com o regime tirânico da Coréia do Norte

'Editorial Folha

O DIRETOR de uma indústria foi flagrado pelas autoridades cometendo um crime considerado gravíssimo: fizera telefonemas internacionais. Foi fuzilado num estádio, diante de 150 mil pessoas.
O fato se deu na Coreia do Norte, sob um dos regimes mais tirânicos do planeta.
O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas aprovou na semana passada uma resolução condenando o regime de Kim Jong-il. O Brasil se absteve de dar seu voto.

No Sudão, com o beneplácito de um ditador já condenado internacionalmente, 300 mil pessoas já morreram em conflitos na região de Darfur, e a vida de 2 milhões de refugiados está por um fio. O Brasil não condena o regime sudanês.
Mais de 90 países já assinaram uma resolução da ONU banindo as chamadas bombas de fragmentação. Trata-se de artefatos capazes de espalhar pelo território atingido até 2.000 bombas menores, que terminam funcionando como minas terrestres. Também neste assunto, o Brasil se omite.

Não será cortejando ditadores e facínoras que o Brasil assumirá o papel de liderança mundial a que o governo Lula diz aspirar.
Omitindo-se em questões como essa, o tão celebrado "pragmatismo" do Itamaraty nada mais significa do que um acinte às tradições pacíficas do país e um motivo de vergonha para todos os seus cidadãos.

Lula da Silva e seus coliformes mentais

Coliformes mentais de Lula da Silva

Por Maria Lucia Barbosa

Dia 26 deste, durante entrevista coletiva que encerrou o encontro oficial de Lula da Silva com o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, o presidente brasileiro mais uma vez contaminou a platéia com seus coliformes mentais. Deitando falatório pelos cotovelos como se estivesse num daqueles comícios em que leva a mãe do PACo a tiracolo, ele sapecou diante da delegação inglesa a seguinte “preciosidade”, referindo-se à crise mundial: “É uma crise causada por comportamentos irracionais de gente branca de olhos azuis que antes da crise parecia que sabia tudo e agora demonstra não saber nada”.

Deixemos de condescendências. Não foi uma gafe, como se costuma dizer para atenuar os desastrados gracejos do presidente da República. Foi uma estupidez. Pior. Foi crime de racismo, coroado pela gabação xenófoba de que aquela gente branca, irracional, de olhos azuis são uns ignorantes que não sabem nada. Lula da Silva deve achar que só ele entende das coisas, como seu alter ego, Hugo Chávez, igualmente populista e chibante.

Questionado por um repórter britânico se sua declaração tinha viés ideológico, o presidente titubeou, engasgou e se saiu como mais uma idiotice: disse não conhecer nenhum banqueiro negro ou índio.

Acontece que existem banqueiros negros, como Stan O’Neil, ex-presidente do Merryll Lynch, um dos bancos norte-americanos que teve que ser vendido por causa das perdas bilionárias com as hipotecas subprime. E o negro Frank Raines, ex-presidente da Fannie Mae, instituição financeira que ajudou a desencadear o colapso de Wall Street.

Mas Lula da Silva sabe que ao associar raça e classe, como se todos os brancos de olhos azuis fossem capitalistas exploradores de negros e índios, joga bonito para platéia brasileira e mesmo latino-americana. Afinal, não somos todos de esquerda nessas plagas? Se formos temos que levar adiante a luta de classes como fiéis seguidores de Karl Marx. Mas nem esse chegou a tanto, pois teorizou sobre burguesia e proletariado e não sobre brancos de olhos azuis e negros de olhos escuros.

Vai assim Lula da Silva como porta-voz das garbosas esquerdas brasileiras fomentando ódio e preconceito. Em nome do PT ele veio para desagregar e não para agregar a nação. Como um Chacrinha de auditório propositalmente confunde a mente dos incautos que enxergam nele o defensor dos pobres e oprimidos, quer dizer, dos índios e negros, vítimas dos brancos irracionais de olhos azuis.

Diante desse despautério a impressão que se tem é que o presidente da República quer se portar como um Hitler subdesenvolvido ás avessas. Ele não gosta de gente branca de olhos azuis, como se existisse pureza racial. E se quis referir aos países desenvolvidos, especialmente aos Estados Unidos, esqueceu que no Brasil existe gente branca de olhos azuis. São descendentes dos europeus que para aqui vindo deram uma substancial colaboração para o progresso que o País hoje desfruta.

Além do mais, alguém conte para o presidente que brancos de olhos azuis, aqui, na Europa ou nos Estados Unidos, não são intrinsecamente maus ou ignorantes e nem sempre são ricos. No Brasil muitos se casaram com negras, com índias, e seus descendentes compõem nossa sociedade multirracial. Como resultado dessa miscigenação não temos um tipo racial específico.

O bestialógico de Lula da Silva deve ter soado no mínimo inusitado aos ouvidos dos ingleses. Mas o presidente deu mais vexame. Segundo o Estado de S. Paulo (27/03/2009), ele “se expressou com pouca familiaridade sobre questões que estarão em debate no encontro de cúpula do G-20, em Londres, no próximo dia 2”.

Naturalmente, nesse encontro, o presidente da República defenderá os pobres e oprimidos e clamará contra o protecionismo daquela gente branca de olhos azuis. Curiosamente, matéria do jornal citado dá conta de que o Brasil dobrou barreiras em 2008. Yes, nós somos fortemente protecionistas e nossos principais alvos foram a China, a Europa e os Estados Unidos.

Outra incoerência que se observa em nossa política externa diz respeito à generosidade de um presidente que, se por um lado defende negros e índios, por outro permite que seu governo, do qual é o principal responsável, se recuse no Conselho de Direitos Humanos da ONU a aprovar resolução que condena duramente as “graves violações de direitos humanos na Coréia do Norte”.

As atrocidades cometidas na tirania comunista norte-coreana incluem a fome, a tortura e a perseguição política. Horrores que existem em Cuba, também vigorosamente apoiada por Lula da Silva e seu governo. O Itamaraty tampouco condena regimes acusados de violações graves como os do Sudão e do Congo. Mas endossa fortes críticas contra Israel.

Os coliformes mentais de Lula da Silva foram lançados para inglês ver, sendo que nesta enorme Sucupira em que vai se transformando o Brasil são tidos como lampejos de genialidade. Em todo caso, nossos brancos irracionais de olhos azuis que se cuidem. E se Lula cismar de mandá-los para aqueles chuveiros de onde não se volta?

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.

Juiz De Sanctis autorizou procedimento ilegal

Juiz De Sanctis autorizou procedimento ilegal, diz advogado


O Estadão de hoje traz uma acusação contra o juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Federal.

Segundo Antonio Claudio Mariz de Oliveira, que defende os executivos da Camargo Corrêa investigados na operação Castelo de Areia, o juiz autorizou busca e apreensão no departamento jurídico da empreiteira, o que iria contra a lei sancionada em agosto que garante a inviolabilidade da advocacia.

Oliveira diz que a lei só autoriza a busca caso o advogado seja investigado.

Para De Sanctis, no entanto, os advogados podem “constituir-se em meros empregados que cumprem determinações quanto a toda sorte delitiva”.

Ao que parece, o imbróglio jurídico vai longe.

Juiz De Sanctis avalizou invasão de sala inviolável, diz advogado

Para defensor de empreiteira, PF ignorou lei ao promover busca em departamento jurídico

A ação da Polícia Federal na sede da Camargo Corrêa reacendeu polêmica acerca da inviolabilidade da advocacia, expressamente garantida por lei sancionada em agosto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Advogados se revelam indignados porque os federais vasculharam o departamento jurídico da empreiteira na quarta-feira, quando a Operação Castelo de Areia foi deflagrada. A blitz foi autorizada pelo juiz Fausto Martin De Sanctis, da 6.ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

"O escritório do advogado é inviolável, caso contrário ele não terá mais garantia do sigilo profissional", reagiu o criminalista Antonio Claudio Mariz de Oliveira, que defende os executivos da Camargo Corrêa, alvos da investigação. "Se não for assim, médicos terão seus prontuários devassados e jornalistas terão de revelar suas fontes, o que é inconstitucional", alerta Mariz .
"A exceção que a lei prevê é para os casos em que o próprio advogado é investigado. Não era esse o caso da operação (Castelo de Areia)."

Quando a PF chegou ao conjunto de salas do departamento jurídico, os advogados da empresa argumentaram sobre a inviolabilidade de seus domínios, amparada nos artigos 6.º e 7.º da Lei 11.767/08. Ante o impasse, a força-tarefa recorreu a De Sanctis, que expediu mandado de busca incluindo o jurídico, "com a finalidade de apreender quaisquer documentos ou outras provas".

A ordem cita como alvo da inspeção "salas dos advogados do Grupo Camargo Corrêa e/ou empresas a ele vinculadas". No mandado de busca 46/09, De Sanctis ordenou apreensão de
"registros contábeis, agendas, ordens de pagamento e documentos relacionados à manutenção de contas, dinheiro, veículos, documentos indicativos da propriedade de bens, proveitos do crime e computadores".

O
juiz sustenta que a lei "permite a violabilidade de escritórios de advogados quando seus clientes supostamente forem autores, co-autores ou partícipes de crimes, como é, em tese, a hipótese presente".

"A lei prevê exatamente o contrário", protesta Mariz de Oliveira
. "Proíbe o acesso a dados sob sigilo profissional. É um direito do cidadão ter o seu sigilo com o advogado. O que houve (na Camargo Corrêa) foi uma ação absurdamente ilegal. O País precisa ficar atento a isso."

Para o juiz, "os advogados do grupo ou de empresas deste podem constituir-se em meros empregados que cumprem determinações de seus superiores quanto a toda sorte delitiva". Ele mandou acionar a Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil para que a ação fosse acompanhada de representante da entidade,
"observando em sua inteireza os dispositivos da Lei 8.906/94 (Estatuto da OAB), em especial os direitos nela consagrados".

De Sanctis avalia que a alteração da Lei 8.906 "não desejou, é claro, a criação de espaço livre da atividade estatal, o que seria um contrasenso e uma total garantia e um ambiente de práticas criminosas cunhadas de ?legais?". O juiz autorizou "abertura ou arrombamento de cofres caso os investigados se recusem a abri-los".

Fonte: O Estadão

Câmara paga salário de doméstica do deputado Fraga - DEM/DF

Câmara paga salário de doméstica de deputado

Quando o Brasil realizar sua reforma política e a eterna crise de credibilidade dos parlamentares for coisa do passado, o deputado Alberto Fraga (DEM) será um “case” da ciência política.

Segundo a Folha, Fraga usa recursos da Câmara para pagar o salário da empregada doméstica que cuida de sua casa de 1.875 m² em Brasília.

Fraga está licenciado da Câmara para assumir a secretaria de Transportes do DF, mas graças a uma “troca de interesses” com o suplente Adriano Osório (DEM), manteve a empregada contratada.

O pior é que Fraga acha tudo perfeitamente normal, e chega ao ponto de ironizar e desafiar a reportagem. “Vocês não têm mais um castelo, agora querem uma doméstica fabricada. Mas vamos lá, vamos lá, eu gosto desse jogo”, disse.

Lula, o grotesco

O papelão de Lula

Lula perdeu uma boa oportunidade de ficar calado em seu discurso diante do primeiro ministro britânico Gordon Brown. O presidente disse que vivemos uma crise “causada, fomentada, por comportamentos irracionais de gente branca, de olhos azuis, que antes da crise parecia que sabia tudo e que, agora, demonstra não saber nada.”


Questionado por um jornalista inglês, o presidente continuou, acrescentando que não conhece “nenhum banqueiro negro ou índio.”


É absurdo e vergonhoso. Todo esforço para associar cor da pele, tipo de cabelo, cor dos olhos e outros traços genéticos a realizações econômicas e sociais é uma forma de preconceito. Equivale a comportar-se como aquele cidadão que diz: “índio é preguiçoso e por isso vive no mato” ou aquela dona-de-casa que sentencia: “nunca vi um negro tirar nota boa na escola”. Não custa recordar que, para muitos escravocratas, o cativeiro servia para educar e civilizar os negros africanos.

Cesare Lombroso, um psiquiatra italiano do seculo XIX que fez trabalhos sobre a loucura, a mediunidade e a criminalidade, chegou a formular a teoria de que era possivel adivinhar o comportamento de um criminoso pelo formato do rosto — e assegurava ter descoberto traços que indicavam vocação para o roubo, o homicídio e o estupro.

Eu até entendo que um governo que defende o sistema de cotas nas universidades dê muita importância à cor da pele em sua forma de explicar as dores e mazelas do mundo. Mas, ao assumir um viés racial para o debate sobre a crise economica mundial, Lula chegou ao limite do grotesco.

Perdeu a oportunidade de cobrar a responsabilidade de quem deve — para criar uma ambiente pouco proveitoso de agressividade e constrangimento. Não há dúvida de que a crise teve início nos países ricos e desenvolvidos. Mas a discussão é de política econômica.


Aliado do Brasil, país que seu governo considera um parceiro prioritário na reunião do G-20, Gordon Brown não conseguiu disfarçar o constrangimento diante das palavras de Lula.
Os banqueiros não quebraram o mundo porque são brancos nem porque tem olhos azuis. Também não tem o monopólio do comportamento irracional — característica que faz parte do sistema econômico em que vivemos.

Por: Paulo Moreira Leite

PT também recebeu dinheiro da Camargo Corrêa

Camargo Corrêa também fez doação para o PT

Apesar de não constar no relatório final das investigações, parecer preliminar revela ajuda de R$ 25 mil a petistas em São Paulo

No volume 7 da íntegra do relatório da Polícia Federal sobre a Operação Castelo de Areia, que investigou a empreiteira Camargo Corrêa, aparece pela primeira vez uma doação de campanha para o PT. O partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não está entre as legendas citadas no relatório final da PF. Em e-mail enviado para o diretor da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Luiz Henrique Maia Moreira, o diretor da empreiteira Fernando Gomes solicita os recibos pendentes das doações para campanhas políticas. Ali consta uma doação de R$ 25 mil para o “Diretório Regional do PT”.

No e-mail enviado em 4 de novembro do ano passado, Fernando cita doações para os partidos PSDB, PT, PTB, PV e DEM. “Quanto às quantias, destacam-se os valores de R$ 300 mil para o DEM (RN), e R$ 200 mil (R$ 100 mais R$ 100 mil) para o PSDB (PA)”, cita o relatório quinzenal registrado na página 11 do volume 7 do inquérito. Luiz Henrique, filho do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Valmir Campelo, repassa o e-mail para o chefe de Relações Institucionais e Governamentais da Fiesp, Sérgio Barbour. No e-mail seguinte, Luiz Henrique informa a Fernando que o recibo do DEM seria mandado via Sedex.

Quanto aos comprovantes dos partidos de São Paulo, Luiz Henrique informa que estariam sendo providenciados por Barbour. O relatório da PF faz um esclarecimento sobre essas doações: “Mais uma vez, cabe ressaltar ser impossível afirmar, apenas com os dados atuais, a ilicitude de tais doações. Restando, salvo melhor juízo, uma pesquisa junto à Justiça Eleitoral para maiores esclarecimentos”. Segundo registra o e-mail, os comitês financeiros municipais do PTB e do PV também receberam contribuições de R$ 25 mil.

Tucanos
Na página 27 do volume 5 do relatório, aparecem os nomes de dois deputados tucanos como supostos beneficiários das doações da Camargo Corrêa. Pressionado, Luiz Henrique cobra de Fernando algumas remessas que não teriam sido feitas. Em contato com outro diretor da empreiteira, Dárcio Brunato, Fernando conclui que houve problema no processamento de alguns depósitos. “Conforme Dárcio disse, dois depósitos distintos, um no valor de R$ 25 mil, para o deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP), e outro de R$ 50 mil, para o deputado Mendes Thame (PSDB-SP), teriam sido feitos conjuntamente, totalizando o valor de R$ 75 mil. Em outra ligação, uma pessoa de nome Sérgio diz a Luiz Henrique que já teria conversado com Thame sobre o “depósito duplo”.

Thame e Madeira negaram ontem que tenham recebido qualquer doação da Camargo Corrêa. “Não recebi, absolutamente, nenhuma doação dessa empresa. Se fizeram alguma doação, foi para o partido. Isso é possível. Eles sempre ajudam”, respondeu Thame. “Eu não conheço ninguém da Camargo Corrêa. É até uma deficiência minha. Acho estranho isso. Não sei do que se trata”, completou Madeira. Sobre o fato de o PT ter sido excluído do relatório final, Madeira comentou: “Isso tudo está muito estranho. O PT é o partido que mais recebe dinheiro. Não tem campanha mais rica do que a do PT”. O relatório da PF volta a ressalvar que, “cabe ressaltar que é impossível afirmar, apenas com os áudios atuais, a ilicitude de tais doações”.

O deputado Carlos Zaratini (PT-SP), coordenador da campanha municipal de Marta Suplicy à prefeitura paulistana, em 2008, disse que não há nenhuma doação ilegal. O petista não se recorda se a Camargo Corrêa repassou recursos.

No Senado
Num telefonema a Luiz Henrique, Fernando Gomes diz que precisa passar o comprovante de um depósito feito em 24 de setembro, no valor de R$ 100 mil. Luiz Henrique acrescenta que o valor total desses depósitos chegaria a R$ 300 mil, e que seriam um pedido de Fernando Botelho, um dos vice-presidentes da Fiesp e casado com uma das herdeiras do grupo Camargo Corrêa. Duas pessoas, Doca e Itamar, entraram em contato com Luiz Henrique para cobrar esses depósitos. Itamar telefonou do gabinete do senador Mão Santa (PMDB-PI). Doca tenta passar um e-mail do Senado para receber um comprovante, com a terminação “senado.gov.br”. Luiz Henrique comenta: “É melhor outro, né?”. Doca concorda com ele: “É melhor, é verdade, isso mesmo”. E passa o seu endereço no hotmail.

O ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, que foi contratado para defender a Camargo Corrêa, também teria intermediado uma doação feita pela empreiteira. Na página 39 do volume 5, o relatório cita que o diretor Pietro Bianchi conversou com uma pessoa de nome Rose sobre uma doação de R$ 50 mil, feita pela empresa Cavo Serviço e Meio Ambiente, do grupo Camargo Corrêa, para um possível candidato de nome “Narbil”. “Tal doação teria sido a pedido de Márcio Thomaz Bastos, para a pessoa de Carlos Pires”, diz o relatório. Em contato com uma pessoa de nome Sérgio, Dárcio fala sobre doações de R$ 200 mil e R$ 300 mil e pede o telefone do comitê do candidato a vereador Romeu Tuma. Mas não deixa claro o objetivo dessa ligação.
Fonte: Correio Braziliense

A CAMINHO DOS 99,9999985%

[comentário: Foi postado como comentário em: Juiz Fausto de Sanctis mais uma vez se precipita.
Não conheço o autor, mas pela contundência, pelo acerto do que é dito e pela oportunidade de adicionar meus 0,0000005% aos do autor do artigo e aos de quem me enviou e assim, já somos 0,0000015%.
Sem contar que é oportunidade para que outros adicionem os 0,0000005% de repúdio aos nossos.
Vamos ao artigo. Na íntegra, conforme foi enviado ao Blog.]
Comentário apresentado ao POST:
Juiz Fausto De Sanctis, mais uma vez se precipita
Os grifos e demais destaques são do Blog.

"
Não conheço o autor, mas repasso pela contundência do texto. E longo mas,imperdível!

Recebi, a mensagem abaixo atribuida ao Eng. Gilberto Geraldo Garbi / ELE66.
Gilberto Geraldo Garbi, para aqueles que não o conheceram, foi um dos alunos classificados a seu tempo como UM DOS MELHORES ALUNOS DE MATEMÁTICA que já haviam adentrado o ITA, entre outras honrarias que recebeu no ITA.
Depois de graduado, desenvolveu carreira na TELEPAR, onde chegou a Diretor Técnico e Diretor Presidente, sendo depois Presidente da TELEBRAS
Não sei se o artigo é REALMENTE dele, mas em qualquer caso eu o ENDOSSO e somo os meus 0,0000005% aos dele.

A CAMINHO DOS 99,9999995%


Há poucos dias, a imprensa anunciou amplamente que, segundo as últimas pesquisas de opinião, Lula bateu de novo seus recordes anteriores de popularidade e chegou a 84% de avaliação positiva. É, realmente, algo "nunca antes visto nesse país" e eu fiquei me perguntando o que poderemos esperar das próximas consultas populares.

Lembro-me de que quando Lula chegou aos 70% achei que ele jamais bateria Hitler, a quem, em seu auge, a cultíssima Alemanha chegara a conceder 82% de aprovação.

Mas eu estava enganado: nosso operário-presidente já deixou para trás o psicopata de bigodinho e hoje só deve estar perdendo para Fidel Castro e para aquele tiranete caricato da Coreia do Norte, cujo nome jamais me interessei em guardar.

Mas Lula tem uma vantagem sobre os dois ditadores: aqui as pesquisas refletem verdadeiramente o que o povo pensa, enquanto em Cuba e na Coreia do Norte as pesquisas de opinião lembram o que se dizia dos plebiscitos portugueses durante a ditadura lusitana: SIM, Salazar fica; NÃO, Salazar não sai; brancos e nulos sendo contados a favor do governo...(Quem nunca ouviu falar em Salazar, por favor, pergunte a um parente com mais de 60).

Portanto, a popularidade de Lula ainda "tem espaço" para crescer, para empregar essa expressão surrada e pedante, mas adorada pelos economistas. E faltam apenas cerca de 16% para que Lula possa, com suas habituais presunção e imodéstia, anunciar ao mundo que obteve a unanimidade dos brasileiros em torno de seu nome, superando até Jesus Cristo ou outras celebridades menores que jamais conseguiram livrar-se de alguma oposição...

Sim, faltam apenas 16% mas eu tenho uma péssima notícia a dar a seu hipertrofiado ego: pode tirar o cavalinho da chuva, cumpanhero, porque de 99,9999995% você não passa.

Como você não é muito chegado em Aritmética, exceto nos cálculos rudimentares dos percentuais sobre os orçamentos dos ministérios que você entrega aos partidos que constituem sua base de sustentação no Congresso, explico melhor: o Brasil tem 200.000.000 de habitantes, um dos quais sou eu. Represento, portanto, 1 em 200.000.000, ou seja, 0,0000005% enquanto os demais brasileiros totalizam os restantes 99,9999995%. Esses, talvez, você possa conquistar, em todo ou em parte. Mas meus humildes 0,0000005% você jamais terá porque não há força neste ou em outros mundos, nem todo o dinheiro com que você tem comprado votos e apoios nos aterros sanitários da política brasileira, não há, repito, força capaz de mudar minha convicção de que você foi o pior dentre todos os presidentes que tive a infelicidade de ver comandando o Brasil em meus 65 anos de vida.

E minha convicção fundamenta-se em um fato simples: desde minha adolescência, quando comecei a me dar conta das desgraças brasileiras e a identificar suas causas, convenci-me de que na raiz de tudo está a mentalidade dominante no Brasil, essa mentalidade dos que valorizam a esperteza e o sucesso a qualquer custo; dos que detestam o trabalho e o estudo; dos que buscam o acesso ao patrimônio público para proveito pessoal; dos que almejam os cabides de emprego, as sinecuras e os cargos fantasmas; dos que criam infindáveis dinastias nepotistas nos órgãos públicos; dos que desprezam a justiça desde que a injustiça lhes seja vantajosa; dos que só reclamam dos privilégios por não estar incluídos entre os privilegiados; dos que enriquecem através dos negócios sujos com o Estado; dos que vendem seus votos por uma camiseta, um sanduíche ou, como agora, uma bolsa família; dos que são de tal forma ignorantes e alienados que se deixam iludir pelas prostitutas da política e beijam-lhes as mãos por receber de volta algumas migalhas do muito que lhes vem sendo roubado desde as origens dos tempos; dos que são incapazes de discernir, comover-se e indignar-se diante de infâmias.

Antes e depois de mim, muitos outros brasileiros, incomparavelmente melhores e mais lúcidos, chegaram à mesma conclusão e, embora sejamos minoria, sinto-me feliz e honrado por estar ao lado de Rui Barbosa. Já ouviu falar nele? Como você nunca lê, eu quase iria sugerir-lhe que pedisse a algum de seus incontáveis assessores que lhe falasse alguma coisa sobre a Oração aos Moços... Mas, esqueça... Se você souber o que ele, em 1922, disse de políticos como você e dos que fazem parte de sua base de sustentação, terá azia até o final da vida.

Pense a maioria o que quiser, diga a maioria o que disser, não mudarei minha convicção de que este País só deixará de ser o que é - uma terra onde as riquezas produzidas pelo suor da parte honesta e trabalhadora é saqueada pelos parasitas do Estado e pelos ladrões privados eternamente impunes - quando a mentalidade da população e de seus representantes for profundamente mudada.

Mudada pela educação, pela perseverança, pela punição aos maus, pela recompensa aos bons, pelo exemplo dos governantes.

E você Lula, teve uma oportunidade única de dar início à mudança dessa mentalidade, embalado que estava com uma vitória popular que poderia fazer com que o Congresso se curvasse diante de sua autoridade moral, se você a tivesse.

Você teve a oportunidade de tornar-se nossa tão esperada âncora moral, esta sim, nunca antes vista nesse País.

Mas não, você preferiu o caminho mais fácil e batido das práticas populistas e coronelistas de sempre, da compra de tudo e de todos.

Infelizmente para o Brasil, mas felizmente para os objetivos pessoais seus e de seu grupo, você estava certo: para que se esforçar, escorado apenas em princípios de decência, se muito mais rápido e eficiente é comprar o que for necessário, nessa terra onde quase tudo está à venda?

Eu não o considero inteligente, no nobre sentido da palavra, porque uma pessoa verdadeiramente inteligente, depois de chegar aonde você chegou, partindo de onde você partiu, não chafurdaria nesse lamaçal em que você e sua malta alegremente surfam, nem se entregaria a seu permanente êxtase de vaidade e autoidolatria.

Mas reconheço em você uma esperteza excepcional: nunca antes nesse País um presidente explorou tão bem, em proveito próprio e de seu bando, as piores qualidades da massa brasileira e de seus representantes.

Esse é seu legado maior, e de longa duração: o de haver escancarado a lúgubre realidade de que o Brasil continua o mesmo que Darwin encontrou quando passou por essas plagas em 1832 e anotou em seu diário: "Aqui todos são subornáveis".

Você destruiu as ilusões de quem achava que havíamos evoluído em nossa mentalidade e matou as esperanças dos que ainda acreditavam poder ver um Brasil decente antes de morrer.

Você não inventou a corrupção brasileira, mas fez dela um maquiavélico instrumento de poder, tornando-a generalizada e fazendo-a permear até os últimos níveis da Administração.

O Brasil, sob você, vive um quadro que em medicina se chamaria de septicemia corruptiva.

Peça ao Marco Aurélio para lhe explicar o que é isso.

Você é o sonho de consumo da banda podre desse País, o exemplo que os funcionários corruptos do Brasil sempre esperaram para poder dar, sem temores, plena vazão a seus instintos.

Você faz da mentira e da demagogia seu principal veículo de comunicação com a massa.

A propósito, o que é que você sente, todos os dias, ao olhar-se no espelho e lembrar-se do que diz nos palanques?

Você sente orgulho em subestimar a inteligência da maioria e ver que vale a pena?

Você mentiu quando disse haver recebido como herança maldita a política econômica de seu antecessor, a mesma política que você manteve integralmente e que fez a economia brasileira prosperar.

Você mentiu ao dizer que não sabia do Mensalão

Mentiu quando disse que seu filho enriqueceu através do trabalho

Mentiu sobre os milhões que a Ong 13, de sua filha, recebeu sem prestar contas

Mentiu ao afastar Dirceu, Palocci, Gushiken e outros cumpanheros pegos em flagrante

Mente quando, para cada platéia, fala coisas diferentes, escolhidas sob medida para agradá-las

Mentiu, mente e mentirá em qualquer situação que lhe convenha.

Por falar em Ongs, você comprou a esquerda festiva, aquela que odeia o trabalho e vive do trabalho de outros, dando-lhe bilhões de reais através de Ongs que nada fazem, a não ser refestelar-se em dinheiro público, viajar, acampar, discursar contra os exploradores do povo e desperdiçar os recursos que tanta falta fazem aos hospitais.

Você não moveu uma palha, em seis anos de presidência, para modificar as leis odiosas que protegem criminosos de todos os tipos neste País sedento de Justiça e encharcado pelas lágrimas dos familiares de tantas vítimas.

Jamais sua base no Congresso preocupou-se em fechar ao menos as mais gritantes brechas legais pelas quais os criminosos endinheirados conseguem sempre permanecer impunes, rindo-se de todos nós.

Ao contrário, o Supremo, onde você tem grande influência, por haver indicado um bom número de Ministros, acaba de julgar que mesmo os condenados em segunda instância podem permanecer em liberdade, até que todas as apelações, recursos e embargos sejam julgados, o que, no Brasil, leva décadas.

Isso significa, em poucas palavras, que os criminosos com dinheiro suficiente para pagar os famosos e caros criminalistas brasileiros podem dormir sossegados, porque jamais irão para a cadeia.

Estivesse o Supremo julgando algo que interessasse a seu grupo ou a suas inclinações ideológicas, certamente você teria se empenhado de corpo e alma.

Aliás, Lula, você nunca teve ideais, apenas ambições.

Você jamais foi inspirado por qualquer anseio de Justiça. Todas as suas ações, ao longo da vida, foram motivadas por rancores, invejas, sede pessoal de poder e irrefreável necessidade de ser adorado e ter seu ego adulado.

Seu desprezo por aquilo que as pessoas honradas consideram Justiça manifesta-se o tempo todo: quando você celeremente despachou para Cuba alguns pobres desertores que aqui buscavam a liberdade; quando você deu asilo a assassinos terroristas da esquerda radical; quando você se aliou à escória do Congresso, aquela mesma contra quem você vociferava no passado; quando concedeu aumentos nababescos a categorias de funcionários públicos já regiamente pagos, às custas dos impostos arrancados do couro de quem trabalha arduamente e ganha pouco; quando você aumentou abusivamente as despesas de custeio, sabendo que pouquíssimo da arrecadação sobraria para os investimentos de que tanto carece a população; quando você despreza o mérito e privilegia o compadrio e o populismo; e vai por aí... Justiça, ora a Justiça, é o que você pensa...

Você tem dividido a nação, jogando regiões contra regiões, classes contra classes e raças contra raças, para tirar proveito das desavenças que fomenta.

Aliás, se você estivesse realmente interessado, como deveria, em dar aos pobres, negros e outros excluídos as mesmas oportunidades que têm os filhos dos ricos, teria se empenhado a fundo na melhoria da saúde e do ensino públicos.

Mas você, no íntimo, despreza o ensino, a educação e a cultura, porque conseguiu tudo o que queria, mesmo sendo inculto e vulgar. Além disso, melhorar a educação toma um tempo enorme e dá muito trabalho, não é mesmo?

E se há coisa que você e o Partido dos Trabalhadores definitivamente detestam é o trabalho: então, muito mais fácil é o atalho das cotas, mesmo que elas criem hostilidades entres as cores, que seus critérios sejam burlados o tempo todo e que filhos de negros milionários possam valer-se delas.

A Imprensa faz-lhe pouca oposição porque você a calou, manipulando as verbas publicitárias, pressionando-a economicamente e perseguindo jornalistas.

O que houve entre o BNDES e as redes de televisão?

O que você mandou fazer a Arnaldo Jabor, a Boris Casoy, a Salete Lemos?

Essa técnica de comprar ou perseguir é muito eficaz. Pablo Escobar usou-a com muito sucesso na Colômbia, quando dava a seus eventuais opositores as opções: "O plata, o plomo". Peça ao Marco Aurélio para traduzir. Ele fala bem o Espanhol.

Você pode desdenhar tudo aquilo que aqui foi dito, como desdenha a todos que não o bajulem.

Afinal, se você não é o maior estadista do planeta, se seu governo não é maravilhoso, como explicar tamanha popularidade?

É fácil: políticos, sindicatos, imprensa, ONGs, movimentos sociais, funcionários públicos, miseráveis, você comprou com dinheiro, bolsas, cotas, cargos e medidas demagógicas.

Muita gente que trabalha, mas desconhece o que se passa nas entranhas de seu governo, satisfez-se com o pouco mais de dinheiro que passou a ganhar, em consequência do modesto crescimento econômico que foi plantado anteriormente, mas que caiu em seu colo.

Tudo, então, pode se resumir ao dinheiro e grande parte da população parece estar disposta a ignorar os princípios da honradez e da honestidade e a relevar as mentiras, a corrupção, os desperdícios, os abusos e as injustiças que marcam seu governo em troca do prato de lentilhas da melhoria econômica.

É esse, em síntese, o triste retrato do Brasil de hoje... E, como se diz na França, "l´argent n´est tout que dans les siècles où les hommes ne sont rien". Você não entendeu, não é mesmo? Então pergunte à Marta. Ela adora Paris e há um bom tempo estamos sustentando seu gigolô franco-argentino...

Gilberto Geraldo Garbi "

[comentário: destaque-se que a popularidade do "Nosso guia" já iniciou uma queda, que com certeza será contínua e crescente. A fraude lulista/petista está sendo exposta.

E o golpe do PACo da Habitação, ou Bolsa-cortiço, foi o de misericórdia.]


domingo, 29 de março de 2009

Juiz Fausto De Sanctis, mais uma vez se precipita

O Congresso contra um juiz
Para prender diretores da Camargo Corrêa, Fausto De Sanctis mistura doações eleitorais legais com supostos crimes e provoca reação de parlamentares

Na manhã da quarta-feira 25, quando entraram na sede da construtora Camargo Corrêa, prenderam quatro diretores e duas secretárias da segunda maior empreiteira do País, além de quatro doleiros no Rio de Janeiro e em São Paulo, os 100 agentes da Polícia Federal escalados para a Operação Castelo de Areia se tornaram coadjuvantes de um enredo policial com todos os ingredientes para dar errado. O primeiro deles é de ordem cronológica.

A operação se baseia em investigação que teve início em janeiro do ano passado e não seria prejudicada caso fosse deflagrada alguns dias depois.

Mas o juiz Fausto De Sanctis, responsável pelo caso, autorizou a operação na segunda-feira 23 - a menos de 72 horas da data prevista para um julgamento que pode excluí-lo da carreira.

De Sanctis responde no Tribunal Regional Federal em São Paulo a processo disciplinar por desacato a decisões de tribunais superiores. No mesmo dia da Operação Castelo de Areia, o julgamento foi adiado para 15 de abril.

Os outros ingredientes que podem comprometer a investigação estão presentes na própria decisão de De Sanctis, redigida em 111 páginas. Com base em centenas de interceptações telefônicas colhidas ao longo de 15 meses, a Polícia Federal, o Ministério Público e o juiz constroem uma série de ilações que supostamente ligariam caixa 2, evasão de divisas e doações ilegais de recursos para parlamentares e partidos políticos.

A menos que existam outras provas ainda não reveladas, nada na manifestação do juiz assegura essa relação.

Como a Camargo Corrêa é oficialmente uma das principais empresas financiadoras de campanhas políticas no Brasil - nas últimas quatro eleições doou R$ 30 milhões aos principais partidos do País , as 111 páginas evidenciam que o juiz misturou em um mesmo balaio doações legais com suposições de ilegalidade. De Sanctis, que na grande operação anterior, a Satiagraha, cultivou desavenças com a cúpula do Judiciário, terminou a última semana também como alvo do Congresso.

"Juiz não pode soltar algo levianamente sem ter como comprovar", criticou o presidente do PPS, Roberto Freire. "Vamos processar o juiz." Em sua decisão, De Sanctis escreve que a partir de conversas gravadas entre Dárcio Brunati e Pietro Bianchi, ambos diretores da Camargo Corrêa, é possível constatar a "distribuição de dinheiro a diversos partidos, como a princípio, PPS, PSB, PDT, DEM e PP" e que havia a participação da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) na intermediação dos repasses. No despacho, De Sanctis acredita que "as investigações lograram apurar, em tese, alguns diálogos que envolveriam supostas doações não declaradas para políticos e partidos".

E, de fato, às 12h54 do dia 15 de setembro do ano passado, Dárcio e Pietro conversaram sobre doações de recursos para campanhas políticas. O problema é que a conversa por si só não comprova nenhum crime.

Fonte: ISTO É - Ler mais, clique aqui.

Justiça ou exagero da justiça?
A empresária paulista Eliana Tranchesi é condenada pela Justiça Federal a 94 anos de prisão

Assassino confesso da ex-namorada Sandra Gomide, o jornalista Antônio Pimenta Neves, 72 anos, cardiopatia diagnosticada, passou a noite da quinta-feira 26 em sua casa no bairro da Chácara Santo Antônio, em São Paulo. Condenado a 19 anos em primeira instância, pena depois reduzida a 15 anos, Pimenta aguarda em liberdade provisória o recurso que pede, no Superior Tribunal de Justiça, a anulação do júri.

A cerca de 20 quilômetros de distância, a empresária Eliana Tranchesi, 53 anos e em tratamento contra o câncer, teve de vestir a calça bege e a camiseta branca, uniforme obrigatório da Penitenciária Feminina da Capital, no bairro do Carandiru, e passou a noite em uma cela individual de seis metros quadrados, com cama de concreto com colchão, chuveiro com água quente, vaso sanitário e pia. Proprietária da Daslu, maior referência do luxo na América Latina, ela foi condenada em primeira instância pela juíza Maria Isabel do Prado, da 2ª Vara Federal em Guarulhos, a 94 anos e seis meses de prisão por crimes fiscais.

"Isso é uma excrescência", afirmou à ISTOÉ o jurista Hélio Bicudo, 86 anos, vice de Marta Suplicy na Prefeitura de São Paulo e com larga militância em defesa dos direitos humanos e dos perseguidos pelo regime militar. "O direito penal brasileiro está dando muito mais importância ao problema financeiro do que à vida. Isso é uma maneira de transformar o Estado democrático em totalitário", diz Bicudo.

Nos meios jurídicos, a prisão da empresária foi vista com ressalvas tanto em relação ao tamanho da pena quanto à aplicação da restrição de liberdade. Segundo a sentença da juíza, os 94 anos e meio são por importação fraudulenta, tentativa de importação fraudulenta, falsidade ideológica e formação de quadrilha. Junto com ela, foram condenados seu irmão, ex-diretor financeiro da Daslu, e outros cinco empresários, cujas companhias serviriam de intermediárias para as compras subfaturadas no Exterior.

Em 13 de julho de 2005, quando Eliana foi presa na chamada Operação Narciso da Polícia Federal, o Ministério Público apresentou a investigação como contraponto à impunidade que privilegiaria a elite nacional. Mas a sentença de agora teve o excessivo rigor reconhecido até mesmo pelo procurador do caso. "Foi uma pena bastante severa", admite Matheus Baraldi Magnani, que ofereceu a denúncia contra os réus.

Reconhecida pela inabalável fé católica, Eliana também pode ser vista como alguém que, como popularmente se diz, foi "pega para Cristo". "A sentença mostra que rico também integra organização criminosa, não só desgraçado com fuzil na mão", diz Magnani. "Considero a sentença não só um exagero, mas uma perversão", diz o criminalista Alberto Toron, diretor do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). "Faz parte de uma mentalidade punitiva segundo a qual os ricos agora têm de ser penalizados com maior rigor." De acordo com Toron, os 94 anos de prisão são a expressão deste sentimento que tem como objetivo punir de forma exemplar a elite nacional da qual Eliana Tranchesi é um símbolo. "Querem dar exemplo, mas é demagógico e inaceitável do ponto de vista de um padrão sério de Justiça", diz ele.

Em 2005, quando a Operação Narciso revelou que produtos vendidos na Daslu tinham o preço subfaturado para reduzir a incidência do imposto de importação, Eliana estava tão convencida de que provaria sua inocência que recusou o conselho do advogado Antônio Mariz de Oliveira de pagar a diferença à Receita Federal para tentar abreviar o caso. Para ela, isso seria reconhecer um crime que ela não cometera e, por isso, acabou mudando de advogado. Segundo a Polícia Federal, alguns vestidos eram declarados por R$ 30 e, depois de importados pelas tradings cujos donos também foram condenados, vendidos por R$ 5 mil na Daslu.

Na época, Eliana não dormiu na prisão, mas o caso mudou radicalmente sua vida. Um ano depois, por insistência de seu ex-marido, o cardiologista Bernardino Tranchesi, ela se submeteu a um check-up e os exames detectaram um câncer no pulmão. Ela tinha parado de fumar havia 15 anos e seus riscos de desenvolver a doença eram iguais aos de quem nunca fumou. A empresária foi operada e passou por sessões de quimioterapia até o início de 2007.

DESABAFO Eliana escreveu uma carta na qual diz não ver sentido em estar na cadeia, pois não representa perigo para a sociedade.

Sua advogada, Joyce Roysen, considerou a prisão "cruel"

Ao mesmo tempo que se tratava, decidiu profissionalizar a gestão da Daslu. Ouviu sugestões de várias empresas de consultoria e contratou uma equipe que reformulou toda a parte financeira e administrativa. Chegou a demitir 500 pessoas. A candidatos a executivos da Daslu, Eliana garantia a transparência e a legalidade da empresa. "Até a moça do cafezinho está totalmente registrada", dizia. Assim, mesmo com a concorrência ampliada pelo surgimento de novos polos de comércio de produtos de luxo, a Daslu prosperou. Novos executivos e mais 200 funcionários foram contratados. A loja inaugurou uma filial no sofisticado shopping Cidade Jardim, em São Paulo, e planeja abrir outra em Brasília.

Acrescida de juros e correção monetária, a multa dada pelos fiscos federal e estadual soma R$ 1 bilhão, de acordo com o procurador do caso. Eliana negociou o parcelamento da dívida e, segundo sua advogada, os compromissos estão em dia. Foi por isso que, na sua equipe, ninguém entendeu a decretação da prisão. "Obviamente estávamos aguardando uma resposta da juíza", diz Luciana Tranchesi, filha de Eliana. "Mas a minha mãe não esperava ser presa. A decisão saiu na calada da noite e ela foi levada da casa dela às 6 horas da manhã", diz.

Horas depois da prisão, a empresária divulgou uma carta por intermédio de sua advogada, Joyce Roysen. "Não vejo sentido em estar presa novamente. Não represento perigo para a sociedade", escreveu. "Esse processo começou há quase três anos. Minha vida foi revirada. Fui presa por um crime tributário cujas multas já haviam sido lavradas e estavam sendo pagas." No texto, ela diz também que seu coração está com os três filhos, em quem pensa o tempo todo, e transmite confiança à equipe de trabalho para tocar os negócios. "Falei com ela horas depois da prisão", contou Luciana à ISTOÉ. "Ela está bem, tranquila. Minha mãe tem muita fé."

ACUSAÇÃO Para o promotor Matheus Baraldi, a sentença mostra que rico também integra organização criminosa. "E não só desgraçado com fuzil na mão"

Com a pena contestada por juristas, a prisão de Eliana foi vista como exagerada também pelos médicos. Em fevereiro, ela descobriu que o câncer voltou, com o surgimento de um tumor na base da coluna vertebral, na região lombosacra.

Segundo seu oncologista, Sergio Simon, Eliana foi submetida à terceira dose de quimioterapia no sábado 21 e, nesta fase do tratamento, necessita de cuidados médicos diários, para receber medicação na veia e fazer exames de sangue. Uma nova sessão de quimioterapia está programada para daqui a duas semanas.

A prisão, de acordo com Simon, não é um local adequado para quem está em tratamento por ampliar o risco de infecção generalizada. Eliana precisa de atenção médica continuada. "Além disso, a situação de grande stress a que ela está submetida pode influenciar bastante as respostas do organismo e sua recuperação porque a quimioterapia diminui a imunidade", disse Simon à ISTOÉ.

A necessidade de cuidado médico especializado fundamenta o pedido de habeas-corpus, concedido às 17h30 da sexta-feira 27, que a advogada Joyce protocolou no Tribunal Regional Federal. "A prisão é ilegal, desnecessária e cruel", argumenta Joyce. Os juristas apontam ainda que a sentença proferida por Maria Isabel desconsiderou decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF) segundo a qual os condenados têm o direito de recorrer em liberdade até não haver mais possibilidade de recurso. E o caso de Eliana mal começou a caminhar pelos diversos estágios da Justiça.

Na sentença de 475 páginas, a juíza diz que os crimes são de extrema gravidade. "Eles associaram-se de forma constante, perene, articulada com sofisticada hierarquia estrutural para a prática de um esquema criminoso e bilionário, com divisão clara de atribuições no âmbito da organização criminosa, cujo objetivo era viabilizar um sistema fraudulento de importações", escreveu Maria Isabel, que não ignora a decisão do STF.

Seu principal argumento para a decretação da prisão é que o esquema teria sido mantido mesmo depois da Operação Narciso. A única diferença é que, em vez de a carga chegar pelo aeroporto de Guarulhos, desembarcava no porto de Itajaí, em Santa Catarina. O fato levou o irmão de Eliana, Antônio Piva de Albuquerque, de volta à cadeia por alguns dias em 2006. Para a juíza Maria Isabel, a conduta de Eliana e do irmão foi "intolerante e inescrupulosa". A participação da empresária nessa segunda ação é contestada pela advogada Joyce.

ALTIVEZ A sede da Daslu e Eliana e as filhas, Luciana e Marcela: "Minha mãe não esperava ser presa", disse Luciana. "Mas ela está tranquila, bem. Ela tem muita fé"

"O episódio de Itajaí não era caso de subfaturamento e não caracteriza reiteração", diz. "Houve uma falha na documentação de um lote de R$ 3 milhões num total de R$ 78 milhões importados por outra trading que não está no processo. A juíza usou isso para criar um novo fato que justificasse o pedido de prisão", diz.

Para o jurista Hélio Bicudo, na raiz da questão está o comportamento dos atuais juízes federais. Segundo ele, o governo - e não apenas os tribunais - é responsável pela ascensão profissional dos magistrados. "Se quiser fazer carreira com mais rapidez, o juiz terá de olhar o que está interessando mais a quem está no poder: maior arrecadação? Maior punição dos crimes tributários? Aplicação da lei de anistia aos que torturaram e mataram durante a ditadura?", diz o advogado. "Para não perder receitas, o governo imprime penas cada vez maiores a sonegadores", reforça o jurista Ives Gandra Martins. "Esses juízes estão pensando no acesso à carreira que lhes é dado se eles assinarem suas decisões de acordo com os interesses do Estado", critica Bicudo.

É justamente por isso que os brasileiros que desejam o fim da impunidade devem questionar a lógica pouco madura de que pena exemplar é a que mostra a musculatura da Justiça. Afinal, para que um exemplo seja eficiente ele precisa ser, antes de qualquer coisa, respeitado pela sua justeza, seu bom senso. As condenações ao exagero da sentença e a decretação da prisão da proprietária da Daslu, que não oferecia risco ao andamento do processo e está sob tratamento de uma metástase, podem, ao contrário, comprometer o princípio de que todos são iguais perante a lei. No caso de Eliana, se fosse condenada por crime hediondo, a pena teria sido menor.

Fonte: Revista ISTO É - Colaboraram: Alan Rodrigues, Carina Rabelo, Claudia Jordão, Greice Rodrigues, Mônica Tarantino e Rodrigo Cardoso.

[comentário: a necessidade de alguns juízes aparecerem e 'mostrar serviço' torna extremamente adequado o comentário do jurista Hélio Bicudo;

vejam o caso do juiz Fausto De Sanctis: entra em confronto com o STF no evidente intuito de afrontar a Côrte Suprema, é pródigo em distribuir mandados de prisão - sempre revogados pelas instâncias superiores.

Agora mesmo na Operação envolvendo a Camargo Correia, na qual o PT, estranhamente, saiu 'limpo', todas as prisões efetuadas pela Polícia Federal com base em ordens de prisão emitidas por aquele magistrado foram revogadas.

No caso da dona da DASLU o fato é que ela não está mais presa, dificilmente será presa novamente, a juíza que proferiu a sentença absurda e que contraria até o caráter didático da pena - para ser exemplar a pena tem que ser antes de tudo justa - se tornou conhecida nacionalmente, não por ser competente e justa e sim por proferir uma sentença ilógica e emitir uma ordem de prisão em flagrante desrespeito a recente decisão do STF segundo a qual os condenados têm o direito de recorrer em liberdade até não haver mais possibilidade de recursos.

Convenhamos que além da gravidade da doença que a acomete a empresária permanecer em liberdade não oferecia nenhum risco a instrução do processo.]

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