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terça-feira, 31 de março de 2009

... e... Fraga despediu a empregada

Sobrou para a empregada de Fraga

Funcionária da Câmara que prestava serviços na casa do atual secretário de Transportes do DF é exonerada

A Câmara anunciou ontem a exoneração da empregada doméstica que era lotada no gabinete do deputado Osório Adriano (DEM-DF), mas prestava serviços na casa do deputado licenciado e atual secretário de Transportes do Distrito Federal, Alberto Fraga.
A denúncia, feita pelo jornal Folha de S. Paulo, levou o secretário a diversas contradições ao tentar explicar a função exercida por Izolda da Silva. “Ela faz serviços de mandados. Vai ao banco, faz limpeza. São serviços domésticos. Aliás, serviços externos”, disse. Fraga afirmou ainda que a empregada dormia em sua casa porque morava na zona rural.

A demissão da servidora tem como base o ato 72/1997 da Mesa Diretora, que obriga ocupantes de cargos de confiança trabalharem no gabinete nos quais estão lotados. Dessa forma, mesmo que a empregada trabalhasse na Secretaria de Transporte e não em sua residência, como sustentou o secretário ao tentar se explicar, Fraga estaria cometendo irregularidades ao desviar a função da servidora que deveria prestar serviços ao suplente em exercício Osório Adriano.

O democrata, por sua vez, disse que manteve a funcionária no quadro do gabinete porque divide as vagas dos cargos de confiança com o titular do mandato. Pouco antes de a Câmara anunciar a demissão da servidora, Adriano disse que pretendia conversar com Fraga para “regularizar” a situação de Izolda.

Impunidade
Enquanto a empregada deve ter o ato de exoneração publicado hoje no Diário da Câmara, nem o secretário licenciado que pagou Izolda com recursos públicos e nem o suplente Osório Adriano devem sofrer qualquer tipo de punição.
Ao comentar o caso ontem, o presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), disse que é preciso ter cautela para não condenar ninguém antes de apurar as irregularidades. A Corregedoria, por sua vez, somente investiga a conduta de um parlamentar se algum deputado ou partido entrar com uma representação. Somente nesse caso, segundo a assessoria da Câmara, será possível discutir o assunto na reunião da Mesa Diretora marcada para amanhã.

Fonte: Correio Braziliense

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