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quinta-feira, 12 de março de 2009

Encontro em Brasília de ONGs faz apologia ao crime

Polêmica
Encontro de ONGs de feministas em Brasília defende legalização do aborto no país

ONG CFemea reuniu nesta quarta-feira um grupo de ONGs feministas e o médico Olimpio Moraes, que coordenou o aborto da menina de nove anos estuprada pelo padrasto em Pernambuco , para falar à imprensa sobre a situação do aborto no Brasil. A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) estima que todos os anos há 1,1 milhão de abortos clandestinos no país. Destes, cerca de um quarto gera internações decorrentes de complicações.

Esse discurso conservador contra o aborto e pela vida muitas vezes leva à morte das mães - disse Natália Mori, da CFemea. [comentário do Blog: simples as mães morrem por serem irresponsáveis e engravidarem de forma leviana e inconsequente; com os vários métodos contraceptivos existentes é uma ofensa ao bom senso.
As que são chamadas pela Natália de 'mães' - quando na realidade são covardes assassinas - sejam cuidadosas e responsáveis na hora de se relacionarem ou arquem com as consequencias do ato criminoso que praticam quando assassinam um ser humano inocente e indefeso.]

Enquanto na Holanda, onde o aborto é totalmente legalizado, a taxa de abortos é de 5 para 100.000 mulheres, no Brasil, que prevê somente o aborto quando há risco de a mãe morrer ou quando houve estupro, o índice é de 20 abortos para 100.000, informou Cristião Rosas, da Febrasgo.

O grupo também apresentou dados do Datasus, do Ministério da Saúde, que dão conta de que entre 2000 e 2006 192.445 meninas até 14 anos foram mães e outras 105 de mesma idade morreram por problemas relacionados à gravidez. Em 2006, 250 meninas de 15 a 19 anos morreram por óbito materno. Foi no Nordeste que 94 dessas meninas perderam a vida.

Em Pernambuco, 1.114 crianças e adolescentes foram examinadas pelo Instituto Médico Legal vítimas de abuso sexual só em 2005. A maioria (70,8%) tinham menos de 14 anos e 28% eram menores de 9 anos. No ano passado, a Gerência de Polícia da Criança e do Adolescente da Secretaria Social do estado registrou 128 casos de estupro, dos quais 58% praticados por conhecidos da vítima e 20% por um familiar. Outras 189 ocorrências de atentado violento ao pudor foram notificadas em 2008.

[pergunta do Blog: qual a culpa que seres humanos inocentes e indefesos podem ter por suas 'mães' serem irresponsáveis e inconsequentes na hora do relacionamento sexual? que culpa tem a inocente e indefesa vítima pelas mulheres do Brasil serem mais irresponsáveis do que as da Holanda?

que culpa tem a vítima da crueldade daquela que chamam de 'mãe' da legislação brasileira ser branda para o estuprador?

A Febrasgo estima que até 90% dos abusos não são notificados.

O grupo faz lobby contra a instalação da CPI do Aborto, aprovada na Câmara dos Deputados no ano passado. A comissão deverá investigar a indústria clandestina de abortos no Brasil.

- Para nós, feministas, essa é a CPI da fogueira, que quer execrar mulheres que decidem interromper uma gravidez - disse Natália Mori.

- Essa CPI tinha que ser chamada de CPI da excomunhão. Enquanto centenas de mulheres são estupradas e engravidadas, eles querem investigar os abortos ilegais. Se trata de uma perseguição religiosa - completou o juiz Roberto Lorea, também presente à entrevista coletiva.

Catarina Alencastro e Flávio Tabak - O Globo

[comentário do Blog: vejam o desprezo pela vida demonstrado pela Natália Mori quando diz 'mulheres que decidem interromper uma gravidez' fala como se a mulher tivesse decidindo cortar os cabelos.

Quando ela decide 'interromper uma gravidez' na verdade a mulher - aliás, tal mulher é até indigna de ser mulher por não honrar uma das maiores qualidades/virtudes da mulher: ser mãe, algo que só a mulher pode - decidiu cometer um assassinato de uma vítima inocente e indefesa.

Confio que dos trabalhos da CPI resulte pelo menos o aumento das penas tanto para a criminosa chamada de 'mãe' quanto para todos que a ajudam a perpetrar o bárbaro assassinato.]

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