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domingo, 8 de março de 2009

Ganância dos professores pode deixar 520 mil sem aula

Conquistas em série

Entre 2004 e 2009, os professores do DF tiveram 90% de aumento salarial. O teto pago na capital é três vezes o valor do que recebe um docente com o mesmo tempo de serviço em São Paulo. Nos últimos dois anos, categoria teve os melhores reajustes do funcionalismo local

Os estudantes da rede pública do DF voltam a conviver com a ameaça de suspensão das aulas. Professores, que exigem reajuste três vezes maior que a inflação, fazem primeira paralisação nesta quarta-feira. Assim como Rosenilda Costa, mãe de Samuel, pais temem prejuízos.

[mais uma vez os professores da rede pública de ensino do DF praticam a extorsão, buscando aumentos acima de qualquer parâmetro razoável; além de ter sido a categoria mais beneficiada desde 2004, os professores procuram extorquir um aumento em um percentual correspondente ao aplicável ao valor a ser repassado pelo fundo constitucional em um trimestre em que a arrecadação do governo federal atingiu o pico máximo - desde então em função da crise - que o senhor Lula chamou de 'marolinha' a arrec
adação está em queda. Também os professores na sua ganância esquecem que em função dos sucessivos aumentos que tiveram, está havendo uma ivnersão na responsabilidade dos gastos. Vejamos: em 2003 o GDF participou com R$ 513 MI e a União, via fundo constitucional, participou com R$ 1,3 BI. Acontece que a cada ano a participação do GDF aumenta e a da União encolhe. Vejamos em 2008 o GDF cobriu R$ 1,9 BI e o governo federal participou com R$ 1,5 BI. Como usar como base para o percentual de aumento um índice que a União, que cobre a menor parte, teve em apenas um trimestre?]

Uma das barreiras ao aumento exigido pelos professores é imposta pela própria história de conquistas da categoria nos últimos anos. Entre 2004 e 2009, os docentes no Distrito Federal praticamente dobraram os salários, com 90% de reajuste no período. A partir das melhorias, a remuneração de um professor da rede pública com experiência atingiu o teto de R$ 7.540. O valor é três vezes o que ganha um docente com o mesmo tempo de sala de aula em São Paulo. Nos últimos dois anos, os educadores tiveram, percentualmente, os melhores reajustes quando comparados, por exemplo, aos médicos e aos policiais militares.

[comentário do Blog: os professores no DF ganham três vezes mais do que um professor do estado de são Paulo.]

Melhorar os salários dos professores teve impacto crescente na obrigação do GDF em complementar com recursos próprios a folha de pagamento dos professores, assumida constitucionalmente pela União. A cada ano que passa, o cobertor de recursos federais se torna mais curto para suprir os gastos com pessoal nas áreas de saúde, educação e segurança (confira gráfico). Em 2003, os cofres locais complementaram os salários dos docentes com R$ 513 milhões, enquanto a União respondia por R$ 1,3 bilhão do total. Seis anos depois, ocorre a inversão dessa responsabilidade financeira, com a aplicação de R$ 1,9 bilhão pela administração do DF e de R$ 1,5 bilhão do Fundo Constitucional.

Entre as medidas que naturalmente sobrecarregaram a folha de pagamento dos professores está a contratação de 1,3 mil docentes concursados no ano passado, além de 618 orientadores pedagógicos, o que elevou para 42,4 mil o número de servidores efetivos nessa área. Além disso, apenas nos últimos dois anos os aumentos para a categoria chegaram a 34%, contando as perdas da inflação. É mais de um terço de melhoria no contracheque em 24 meses.

Bom senso
É dentro do contexto de recente progresso no plano de cargos e salários dos professores que o secretário de Educação do GDF, José Valente, apelou para o bom senso dos docentes em duas cartas dirigidas na última semana às escolas públicas: “A força da guerra, dos conflitos, rompe a corda e produz grandes derrotas. Pior, essas tragédias deixam cicatrizes, tristezas, frustrações, além de prejudicar diretamente 520 mil jovens e crianças que precisam de nós, e que são o objeto primordial da nossa missão”, diz o texto. No documento que tenta evitar a paralisação, Valente lembra aos professores que a educação foi eleita a prioridade do governo para 2009 e cita como exemplos de avanços as eleições para os cargos de direção nas escolas, a autonomia financeira, a construção de 36 novas escolas, além da educação integral, que atende hoje 28,5 mil estudantes.

[comentário do Blog: o assunto em tela foge um pouco aos objetivos diretos da UNR; comentamos por achar um absurdo que educadores se valham de recursos excusos, destacando chantagem e extorsão, para auferir benefícios que sabem não estão amparados sequer pelo bom senso ou qualquer outro critério justo.
Destacamos que a UNR não é favorável ao governo Arruda, não considera o gov. Arruda confiável, entende que o mesmo está fazendo um péssimo governo - com as piores notas nas áreas de Saúde e Segurança, mas isso não autoriza a que a ganância dos docentes no DF seja atendida.]

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