quarta-feira, 25 de março de 2009
Guerra do tráfico - Governo do Rio põe a culpa nos maconheiros
DROGAS - Ataque aos usuários
O Secretário de Segurança fluminense, José Mariano Beltrame, chamou de exemplar a atuação da PM durante o conflito que vem levando pânico à Zona Sul do Rio. Sobre o forte armamento dos criminosos, ele declarou: “É quem consome quem paga isso. E na Zona Sul se paga pela droga. E se paga bem por ela”.
Secretário de Segurança do Rio atribui força dos traficantes a quem paga pelos entorpecentes. José Mariano Beltrame afirma que atuação da Polícia Militar em tiroteio no coração da Zona Sul foi “exemplar”
O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, defendeu ontem a atuação da Polícia Militar no tiroteio ocorrido na segunda-feira na Zona Sul do Rio — “Foi exemplar” — e, em uma declaração contundente, culpou os usuários de drogas pelas ações violentas do tráfico no Rio. Segundo Beltrame, o forte armamento usado por criminosos em confrontos como os que vêm acontecendo na Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana, é financiado por quem consome drogas. “É quem consome quem paga isso. Na Zona Sul se paga pela droga. E se paga bem por ela”, afirmou em entrevista à Rádio CBN na manhã de ontem.
Enquanto Beltrame alimentava uma polêmica que se arrasta há anos sobre o papel dos usuários, muitos de classe média, a operação policial continuava. Ainda de manhã, os policiais cercaram 10 traficantes da Rocinha em uma área de mata junto à Ladeira dos Tabajaras e encontraram um acampamento com roupas e munições intactas, na Ladeira Sacopã. Os criminosos, segundo a polícia, estariam sem comida há pelo menos três dias. As buscas tinham a participação de policiais de 10 batalhões. “As ocupações que estamos fazendo não vão acabar com o tráfico, vão acabar com a violência. Isso vai existir e o tráfico vai migrar. O tráfico vai sempre aonde existir viciado. O que nós não vamos admitir é essa territorialidade que o tráfico tem”, afirmou Beltrame.
Granada em prédio
Cinco homens foram detidos quando desciam a Rua Casuarina, na Fonte da Saudade, na Lagoa. Na mesma rua, os policiais acharam um granada, deixada no jardim de um prédio. O Esquadrão Antibombas foi chamado para detornar o artefato. A rua foi isolada. A granada teria sido encontrada pelo porteiro do prédio, na altura do número 100. A Rua Casuarina é um dos acessos à Ladeira dos Tabajaras. Os agentes jogaram areia sobre a granada para o Esquadrão Antibombas detoná-la.
Todas as saídas da Ladeira dos Tabajaras foram cercadas, e ninguém entrava ou saía da comunidade sem ser revistado. O Batalhão Florestal da Polícia Militar reforçou o patrulhamento na região com cães farejadores. Mesmo com tamanha ação, o clima era de aparente tranquilidade na região, sem registro de novos confrontos.
Guerra
Até ontem, 18 homens foram presos: dois no domingo e 16 na segunda-feira. Entre os últimos presos, cinco foram feridos e estão no Hospital Miguel Couto, na Gávea. Outros cinco homens foram mortos quando tentavam fugir em uma van. De acordo com a polícia, os traficantes da Rocinha tentaram invadir a Ladeira dos Tabajaras no sábado à noite. O tiroteio entre traficantes rivais levou pânico aos moradores de Copacabana.
A PM informou que a guerra teria começado depois da ocupação policial no Santa Marta, em Botafogo. Traficantes que foram expulsos do morro teriam se abrigado em pelo menos três comunidades. Uma delas foi a da Ladeira dos Tabajaras. Ainda segundo a polícia, o ex-chefe do tráfico do Santa Marta, conhecido como “Mexicano”, expulsou bandidos da Ladeira dos Tabajaras, que foram para a Rocinha.
Esses criminosos estariam, agora, tentando retomar o controle da venda de drogas na Ladeira. A polícia reforçou ainda o policiamento no Pavão-Pavãozinho, para onde traficantes teriam fugido. Na segunda-feira, o cerco policial aos traficantes da Rocinha espalhou pânico por cinco bairros do Rio. Carros, dois prédios e um ônibus com passageiros foram atingidos por tiros.
A Polícia Militar apresentou, no fim da tarde de ontem, 10 dos 12 suspeitos presos. Com os homens, foram apreendidas 10 pistolas, três espingardas, duas metralhadoras, um revólver, uma escopeta, uma carabina, 11 granadas e três fuzis, além de mantimentos, mapas e dinheiro. A favela dos Tabajaras está localizada entre cinco bairros nobres da Zona Sul do Rio. O principal acesso fica em Copacabana. Mas há outros por Botafogo, Humaitá e Lagoa.
Fonte: CB
[comentário: o secretário Beltrame está certíssimo. A responsabilidade pelo tráfico é totalmente do usuário. Onde há viciado, onde há maconheiro, há tráfico. O (des)governo Lula em lei recente abrandou a pena para o usuário - na p´ratica acabou com a penalidade, já que o viciado assina um termo de compromisso, perde a droga que é flagrado e fica livre para adquirir nova quantidade.
Colocando o maconheiro, o viciado em reclusão, cadeia mesmo, ele fica com receio e serve de exemplo para outros viciados.
Prendendo os drogados, os maconheiros, os viciados e apresendizes de, o tráfico perde receita e sem grana não há traficante forte.]
O Secretário de Segurança fluminense, José Mariano Beltrame, chamou de exemplar a atuação da PM durante o conflito que vem levando pânico à Zona Sul do Rio. Sobre o forte armamento dos criminosos, ele declarou: “É quem consome quem paga isso. E na Zona Sul se paga pela droga. E se paga bem por ela”.
Secretário de Segurança do Rio atribui força dos traficantes a quem paga pelos entorpecentes. José Mariano Beltrame afirma que atuação da Polícia Militar em tiroteio no coração da Zona Sul foi “exemplar”
O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, defendeu ontem a atuação da Polícia Militar no tiroteio ocorrido na segunda-feira na Zona Sul do Rio — “Foi exemplar” — e, em uma declaração contundente, culpou os usuários de drogas pelas ações violentas do tráfico no Rio. Segundo Beltrame, o forte armamento usado por criminosos em confrontos como os que vêm acontecendo na Ladeira dos Tabajaras, em Copacabana, é financiado por quem consome drogas. “É quem consome quem paga isso. Na Zona Sul se paga pela droga. E se paga bem por ela”, afirmou em entrevista à Rádio CBN na manhã de ontem.
Enquanto Beltrame alimentava uma polêmica que se arrasta há anos sobre o papel dos usuários, muitos de classe média, a operação policial continuava. Ainda de manhã, os policiais cercaram 10 traficantes da Rocinha em uma área de mata junto à Ladeira dos Tabajaras e encontraram um acampamento com roupas e munições intactas, na Ladeira Sacopã. Os criminosos, segundo a polícia, estariam sem comida há pelo menos três dias. As buscas tinham a participação de policiais de 10 batalhões. “As ocupações que estamos fazendo não vão acabar com o tráfico, vão acabar com a violência. Isso vai existir e o tráfico vai migrar. O tráfico vai sempre aonde existir viciado. O que nós não vamos admitir é essa territorialidade que o tráfico tem”, afirmou Beltrame.
Granada em prédio
Cinco homens foram detidos quando desciam a Rua Casuarina, na Fonte da Saudade, na Lagoa. Na mesma rua, os policiais acharam um granada, deixada no jardim de um prédio. O Esquadrão Antibombas foi chamado para detornar o artefato. A rua foi isolada. A granada teria sido encontrada pelo porteiro do prédio, na altura do número 100. A Rua Casuarina é um dos acessos à Ladeira dos Tabajaras. Os agentes jogaram areia sobre a granada para o Esquadrão Antibombas detoná-la.
Todas as saídas da Ladeira dos Tabajaras foram cercadas, e ninguém entrava ou saía da comunidade sem ser revistado. O Batalhão Florestal da Polícia Militar reforçou o patrulhamento na região com cães farejadores. Mesmo com tamanha ação, o clima era de aparente tranquilidade na região, sem registro de novos confrontos.
Guerra
Até ontem, 18 homens foram presos: dois no domingo e 16 na segunda-feira. Entre os últimos presos, cinco foram feridos e estão no Hospital Miguel Couto, na Gávea. Outros cinco homens foram mortos quando tentavam fugir em uma van. De acordo com a polícia, os traficantes da Rocinha tentaram invadir a Ladeira dos Tabajaras no sábado à noite. O tiroteio entre traficantes rivais levou pânico aos moradores de Copacabana.
A PM informou que a guerra teria começado depois da ocupação policial no Santa Marta, em Botafogo. Traficantes que foram expulsos do morro teriam se abrigado em pelo menos três comunidades. Uma delas foi a da Ladeira dos Tabajaras. Ainda segundo a polícia, o ex-chefe do tráfico do Santa Marta, conhecido como “Mexicano”, expulsou bandidos da Ladeira dos Tabajaras, que foram para a Rocinha.
Esses criminosos estariam, agora, tentando retomar o controle da venda de drogas na Ladeira. A polícia reforçou ainda o policiamento no Pavão-Pavãozinho, para onde traficantes teriam fugido. Na segunda-feira, o cerco policial aos traficantes da Rocinha espalhou pânico por cinco bairros do Rio. Carros, dois prédios e um ônibus com passageiros foram atingidos por tiros.
A Polícia Militar apresentou, no fim da tarde de ontem, 10 dos 12 suspeitos presos. Com os homens, foram apreendidas 10 pistolas, três espingardas, duas metralhadoras, um revólver, uma escopeta, uma carabina, 11 granadas e três fuzis, além de mantimentos, mapas e dinheiro. A favela dos Tabajaras está localizada entre cinco bairros nobres da Zona Sul do Rio. O principal acesso fica em Copacabana. Mas há outros por Botafogo, Humaitá e Lagoa.
Fonte: CB
[comentário: o secretário Beltrame está certíssimo. A responsabilidade pelo tráfico é totalmente do usuário. Onde há viciado, onde há maconheiro, há tráfico. O (des)governo Lula em lei recente abrandou a pena para o usuário - na p´ratica acabou com a penalidade, já que o viciado assina um termo de compromisso, perde a droga que é flagrado e fica livre para adquirir nova quantidade.
Colocando o maconheiro, o viciado em reclusão, cadeia mesmo, ele fica com receio e serve de exemplo para outros viciados.
Prendendo os drogados, os maconheiros, os viciados e apresendizes de, o tráfico perde receita e sem grana não há traficante forte.]
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1 comentários:
e se seguissemos o exemplo de outros paises do mundo e legalizassemos as drogas? assim como quer fernando henrique e outros ex presidentes de paises da america latina.
parece uma solução no mínimo interessante a ser debatida.
Abs
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