O drama diário do estupro de crianças
O Brasil pode ter se espantado com o caso de uma menina de 9 anos que engravidou de gêmeos após ser estuprada em Pernambuco, mas infelizmente esse episódio não é um fato isolado.
Divulgada nesta segunda-feira pelo jornal O Globo, uma pesquisa realizada pelo hospital paulistano Pérola Byington, referência no tratamento de mulheres vítimas de violência sexual, mostra que 43% dos atendimentos diários são de meninas com menos de 12 anos que engravidaram após estupro.
Imagine quantos casos semelhantes não entram nas estatísticas médicas porque o aborto é feito sem acompanhamento profissional.
Em hospital, meninas grávidas por estupro correspondem a 43% dos atendimentos
Pesquisa realizada no Hospital Pérola Byington, em São Paulo, referência no tratamento de mulheres vítimas de violência sexual, mostra que 43% dos atendimentos diários se referem a meninas com menos de 12 anos que engravidaram depois de estupro. É o que mostra reportagem de Maia Menezes e Tatiana Farah, publicada na edição desta segunda do jornal O GLOBO. No ano passado, cerca de 3.050 abortos previstos em lei, em mulheres de todas as idades, foram realizados no país, segundo dados do Datasus.
De acordo com a reportagem, a maioria das mulheres ouvidas pela pesquisa se diz contrária ao aborto. Mas as vítimas mudam de posição quando a gestação é fruto de estupro. Nenhuma delas afirma ter se arrependido da opção pelo aborto legal.
No Dia Internacional da Mulher, a história da menina pernambucana de 9 anos que se submeteu a um aborto de gêmeos depois de estuprada pelo padrasto foi relembrada. Em São Paulo, manifestantes defenderam o direito ao aborto e cobraram o fim da violência , em passeata que reuniu cerca de duas mil pessoas.
Militantes de movimentos sociais, sindicatos e partidos políticos carregaram cartazes em protesto contra o arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, que excomungou a mãe e os médicos que interromperam a gravidez da menina estuprada pelo padrasto. "Se o Papa fosse mulher, o aborto seria legal" era uma das frases do ato.
"Em vários estados, mulheres têm sofrido perseguições, humilhações e condenações criminais por terem realizado aborto. No Congresso Nacional, está para ser instaurada uma CPI do aborto, cujo resultado trará mais perseguição às mulheres", diz manifesto distribuído na passeata.
Fonte: O Globo
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[comentário do Blog: é inaceitável a brandura da Lei contra os estupradores, que na maior parte das vezes além do ato covarde que praticam contra as mulheres também levam suas vítimas a optarem, de forma equivocada, pela prática de um outro crime, este covarde e hediondo por ser contra um ser humano inocente e indefeso = o aborto.
É necessário que o Congresso Nacional, onde alguns pedófilos estão abrigados, elabore uma lei que puna severamente o crime de estupro, no mínimo estabelecendo para a punição do primeiro delito uma pena de reclusão nunca inferior a 15 anos e para o segundo a mesma pena acrescida da castração química.
A pena privativa de liberdade precisa ser severa, tem necessariamente ser assustadora, só assim o seu caráter didático e exemplar será atingido.]

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