Os Estados Unidos eram o potencial "inimigo principal". A eleição de Barack Obama, porém, transforma essa preocupação numa espécie de delírio
| No começo da semana passada, vestido para a guerra, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, depois de voar duas horas em aviões da FAB, visitou o Pelotão de Fronteira de Ipiranga, na divisa com a Colômbia, acompanhado do chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos, almirante Mike Mullen, e sua comitiva. A visita teve por objetivo dar aos militares ianques uma visão geral da estrutura de Defesa brasileira na Amazônia. Mullen é o segundo homem na hierarquia militar dos Estados Unidos. Talvez por isso, a fronteira escolhida para a visita tenha sido a daColômbia, cuja aliança militar com os Estados Unidos é estratégica, por causa das FARC e do narcotráfico, e não a da Venezuela, do nosso histriônico vizinho Hugo Chávez. Por trás do eufemismo de que o “inimigo pode ser qualquer um” do Plano de Defesa Nacional do governo Lula, está a ideia de que os Estados Unidos têm olho grande na Amazônia. O Exército treina soldados-índios e cria búfalos porque sabe que nem a Marinha nem a Aeronáutica teriam condições de enfrentar uma improvável agressão norte-americana. Sem poder de dissuasão, a única alternativa militar seria a guerra de guerrilhas contra uma eventual força de ocupação, principalmente na Amazônia. Parece ideia de jerico, mas os militares acham que tudo pode acontecer daqui a 50 anos, com o esgotamento de reservas de petróleo, manganês, urânio, nióbio e outros minerais estratégicos cobiçados pelos Estados Unidos. Nos bastidores, Jobim compartilha as mesmas preocupações nacionalistas de nossos militares. Mas o Plano foi elaborado num cenário de deriva à esquerda da América Sul, em confronto com a belicosa política externa do ex-presidente Bush. Os Estados Unidos eram o potencial “inimigo principal”. A eleição de Barack Obama, porém, transforma essa preocupação numa espécie de delírio ultranacionalista. [o (des)governo envida todos os esforços, se valendo, caso necessário, de subterfúgios não eficientes, para enfraquecer as Forças Armadas. Primeiro, ainda no governo FHC, foi criado o tal de ministério da Defesa, que de todos os seus titulares o menos nefasto é o atual - não por ser o general GENÉRICO Jobim um bom ministro, e sim por ser o que menos danos está causando as FF AA. Para completar a tentativa - que resultará infrutífera já que paciência tem limites - de desvalorização das Forças Armadas ainda há a intervenção do tal Mangabeira Unger, ministro Chefe da SEALOPRA - também conhecida como secretaria dos aloprados ou ministério do futuro. Nem a irmã do ministro Mangabeira a ex-guerrilheira Nancy entende do assunto, tanto que fracassou totalmente em suas aventuras contra a soberania do Brasil. Cada uma das forças singulares deve ter seu orçamento próprio, atendendo necessidades específicas de cada força e havendo um centralização para planejamento e execução de ações conjuntas em um Estado-Maior das Forças Armadas - EMFA. O ministério da Defesa não ter correspondido as necessidades superiores da defesa nacional do Brasil.] |

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