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domingo, 29 de março de 2009

Lula assustado com a crise

ELEIÇÕES 2010
Efeitos da crise assustam Lula

Presidente tenta traçar uma estratégia para evitar que os problemas econômicos prejudiquem o projeto de eleger seu sucessor. Por isso, prepara medidas com o objetivo de proteger os mais pobres

Embora negue, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está muito preocupado com os efeitos políticos da crise econômica internacional. O Palácio do Planalto teme que os problemas da economia afetem o projeto de eleger a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para a Presidência da República em 2010. A pior notícia, confirmada pelas pesquisas dos institutos Ibope e Datafolha da semana passada, é a perda de popularidade entre os brasileiros mais pobres, que sempre constituíram o eleitorado mais fiel de Lula. Por isso, a estratégia do governo para enfrentar a crise ganhou um forte componente político. A prioridade será para ações com reflexos imediatos entre os mais pobres.

Essa foi a lógica por trás do programa para construção de um milhão de casas, anunciado na quarta-feira passada. A prioridade é para moradias populares, para famílias com renda de até três salários mínimos mensais. No cenário traçado pelo governo, de um lado estarão as famílias beneficiadas pela moradia. De outro, os trabalhadores contratados pela indústria da construção civil. “São pobres construindo casas para pobres”, define um líder governista.

O desemprego é a principal preocupação do governo. Na crise, ele atinge primeiro os mais pobres. As demissões provocam um efeito de medo, com potencial de paralisar a economia. Para combater isso, um dos próximos movimentos de Lula será um programa nacional de microcrédito. A ideia é movimentar R$ 5 bilhões, dinheiro que sairá do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e será repassado para estados e municípios. O projeto é incentivar a abertura de pequenos negócios, como alternativa ao desemprego.

O presidente e Dilma Rousseff voltaram temerosos da recente viagem aos Estados Unidos. Lula recita para os auxiliares números assustadores sobre a situação da economia americana, que lhe foram relatados pelo presidente Barack Obama. Sua avaliação é que, se os problemas chegarem à mesma intensidade no Brasil, não será apenas a eleição de 2010 que estará em risco, mas o legado de seu governo. Depois de oito anos no poder, não quer ser lembrado pelos problemas dos últimos dois.

Agenda
Lula pretende criar uma agenda alternativa, para disputar com a crise espaço nos noticiários.
O presidente pediu à Dilma Rousseff e aos órgãos federais envolvidos para que toquem em regime de urgência algumas obras. Quer inaugurar os primeiros conjuntos habitacionais em seis meses. Seria uma forma de responder à acusação de que o plano é inexequível. Os próximos passos serão uma ofensiva de propaganda em torno das perspectivas do programa de exploração de petróleo na camada do pré-sal. E depois, o microcrédito. “Não podemos ficar na defensiva, apenas torcendo contra a crise”, diz um ministro. “Temos de agir e continuar torcendo.”

FUNDO SOCIAL
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estuda criar um fundo social com recursos provenientes do lucro da extração do petróleo. A iniciativa é inspirada na Noruega, que criou uma reserva de dinheiro com parte da receita obtida com a commodity e do investimento público de ações e bônus. “Estamos interessados em criar um fundo de petróleo que seja utilizado para ajudar a nossa gente, não só para queimar combustível”, disse Lula, no Chile, ao lado do premiê da Noruega, Jens Stoltenberg.


[comentário: o genial presidente Lula quer 'torrar' recursos do FAT - Fundo de Amparo ao trabalhador, repassando para estados e munícipios de forma a propiciar microcrédito e assim cada desempregado terá seu pequeno negócio próprio.
Não sou economista e nem é preciso qualquer pessoa sensata
ser para perceber que o único resultado dessa idéia desproposital é dar um grande desfalque no FAT, aumentar a corrupção - com certeza muitos prefeitos e mesmo governadores, especialmente os ligados ao (des)governo vão ganhar algum por fora - e no mais a tentação é lembrar o velho e gasto esquema chamado 'pirâmide'.
Simples, na 'pirâmide' os criadores ganham e os demais só perdem - por não ter mais quem colocar no negócio ou a quem vender produtos - é o mesmo que ocorrerá quando o Brasil tiver milhões de microempresários.
QUEM VAI COMPRAR DE QUEM?
E QUEM VAI VENDER A QUEM?
Outra idéia digna da 'mente privilegiada' do senhor Lula é a pretensão de copiar a Noruega e criar um FUNDO SOCIAL com o lucro da extração do petróleo.
Esquece o senhor Lula que a Noruega vem auferindo lucros com o petróleo de longa data e foi favorecida pelos grandes aumentos daquela commodity.
Já o Brasil não tem petróleo em quantidade suficiente para obter lucros imensos - apesar do (des)governo já contar com o petróleo explorado na camada do pré-sal, o fato é que a exploração ainda não começou, a PETROBRAS não dispõe de recursos para investir em tão dispendiosa exploração e ainda NÃO EXISTE tecnologia para extrair petróleo abaixo dos seis mil metros.
CONCLUSÃO: A NOMENKLATURA petista, a frente o senhor Lula, insiste em superar a crise ora agindo como avestruz - quando o Apedeuta disse que era uma 'marolinha' - ou então apelando para projetos mirabolantes e inexequíveis a curtou ou mesmo a médio prazo. Exemplos: PACo da Habitação ou Bolsa-cortiço e a exploração do petróleo da pré-sal.]

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