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terça-feira, 17 de março de 2009

Lula é criticado por atacar a imprensa

Entidade internacional critica Lula por ataques à imprensa
Após uma conferência no Paraguai, a Sociedade Interamericana de Imprensa divulgou um relatório em que critica o comportamento do presidente Lula em relação ao noticiário político.
Segundo a SIP, Lula "sempre ataca a imprensa ou faz críticas descabidas quando a abordagem do noticiário ou um comentário não o agradam".
A entidade lembrou uma recente declaração de Lula à revista Piauí de que ler jornais lhe dá azia. "Um breve retrospecto do noticiário mostra que o presidente Lula tem dificuldades de aceitar o trabalho dos jornalistas", diz o documento, relembrando também a opinião de Lula de que informar-se pelos periódicos não lhe é algo essencial, sobretudo nos fins de semana.

“Sem liberdade, a verdade não aparece”. É com pesar que se informa que existe esse slogan numa peça de publicidade em um pais que há um quarto de século voltava a conviver com a democracia. Porém, esse retorno a normalidade não foi suficiente para coibir os constantes atentados à imprensa.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sempre ataca a imprensa ou faz críticas descabidas quando a abordagem do noticiário ou um comentário não o agradam. Recentemente em entrevista a revista Piauí chegou a dizer que a leitura dos jornais lhe dá azia.

As palavras e as ações do governo com relação a assuntos de regulamentação e interferências no funcionamento dos meios de comunicação sempre preocupam, pois trazem no seu conceito controles e interferências na produção de conteúdo. Destacam-se as seguintes iniciativas:

• O governo desistiu depois de uma reação contra a medida proposta por parte dos veículos como também de jornalistas, intelectuais e setores da sociedade civil contrários à criação de um Conselho Federal de Jornalismo para regular a atividade jornalística.
• O governo está empenhado em promover, com o apoio de organizações não governamentais e de movimentos sociais, uma Conferência Nacional de Comunicação. A iniciativa é preocupante porque ela prevê interferências no conteúdo produzido para as diversas plataformas da mídia. Seus objetivos são: identificar os principais desafios relativos ao setor da comunicação; fazer um balanço das ações do poder público na área; propor diretrizes para as políticas públicas de comunicação; e apontar prioridades de ações governamentais dentro destas diretrizes.
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