O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Ronaldo Marzagão, criticou as condições de segurança e armazenamento das armas do local. "É um lugar absolutamente inseguro", afirmou o secretário ao sair de uma visita ao CTT, por volta das 2h de hoje. "Não é possível que fuzis e armas sejam guardados assim", avaliou. De acordo com Marzagão, as armas do CTT - entre elas fuzis, pistolas calibre 40 e 380 e carabinas calibre 12 - são armazenadas em um local protegido por duas portas com travas. Ao final do expediente, um funcionário trava as portas, liga um alarme e vai embora.
Marzagão definiu o roubo como um "fato lamentável" e disse que, com as fotos da perícia em mãos, comunicará o fato hoje ao Exército, responsável pela fiscalização. Ainda conforme o secretário, 85 viaturas e 240 homens das polícias Civil e Militar estão nas ruas no trabalho de abordagens e investigação do caso. Durante a madrugada, um dos alvos de buscas da polícia foi a favela Paraíso, nas proximidades do local do roubo. Uma trilha de cerca de 40 minutos separa a favela das instalações da CBC. Até o início da manhã de hoje, ninguém foi preso e as armas não foram recuperadas. Há suspeitas de que os criminosos pertençam ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Nota
A advogada e representante do CTT, Eleusa Velista, divulgou uma nota à imprensa no início da madrugada de hoje, na qual afirma que um funcionário foi rendido por dez bandidos armados por volta das 18h de ontem. Ameaçado, ele foi obrigado a abrir as instalações do CTT. Segundo a nota, foram roubados "materiais de utilização em treinamento em cursos de segurança pessoal e patrimonial".
Fonte: Agência Estado

0 comentários:
Postar um comentário