Pesquisa personalizada

terça-feira, 24 de março de 2009

Polícia contra polícia

Visão do Correio
Polícia contra polícia

Em vez de estratégias e ações conjugadas de combate ao crime, o destaque na convivência entre policiais civis e militares no Distrito Federal tem sido o conflito latente. Pela segunda vez em menos de um ano, membros das duas instituições estiveram próximo de entrar em confronto no último domingo. Motivo: o simples registro de uma ocorrência. Como sempre, as versões variam de um lado para o outro, mas o fato é que, de tempos em tempos, sinais de uma tragédia anunciada são emitidos sem que nenhuma providência enérgica, capaz de apaziguar de vez os ânimos exaltados, seja tomada pelos respectivos comandos.

Num retrospecto, o episódio mais grave ocorreu em dezembro de 1990, quando cerca de 800 civis, que se manifestavam por melhorias salariais, e 1,5 mil PMs entraram em choque. Bombas de gás lacrimogêneo foram lançadas e em torno de 200 tiros disparados. Três meses depois, quatro agentes e seis PMs deixaram as funções de lado e se atracaram numa barreira policial. Em setembro de 2000, 100 soldados invadiram uma delegacia em Samambaia para impedir a autuação de um cabo que teria desacatado um delegado. Oito meses mais, outra delegacia, desta vez no Recanto das Emas, era palco de nova sandice, por conta da detenção de um soldado.

No ano passado, as duas corporações protagonizaram cenas de guerra numa quadra residencial do Guará 2. Os moradores da QE 24 foram submetidos a tensão máxima por quase toda a manhã de 24 de julho, com sirenes de viaturas, micro-ônibus e motos ligadas e 40 homens se encarando de armas em punho. Razão: um PM ferido durante a invasão da casa em que morava com uma sobrinha suspeita de estelionato. Como em outras ocasiões, as cúpulas das instituições amenizaram as divergências. À época, o diretor-geral da Polícia Civil, Cléber Monteiro, chegou a avaliar como “muito saudável” o convívio entre policiais civis e militares.

Agora não foi diferente. Embora anunciem a disposição de apurar o caso, “para que fatos como esse não voltem a se repetir”, Monteiro e o comandante da PM, coronel Antonio Cerqueira, assinam nota que classifica o entrevero de domingo em Samambaia como fato isolado. De nada adianta negar a realidade. Mais: ao contrário de seus superiores, representantes das duas categorias admitem o estranhamento. “Se não houver providências, isso vai acabar em tragédia”, adverte o presidente do Sindicato dos Policiais Civis, Welington Souza. “As duas corporações não conversam e evitam colocar o dedo na ferida”, já avisara o deputado distrital Cabo Patrício, presidente da Associação de Policiais e Bombeiros Militares do DF.

O fato é que a animosidade entre as duas polícias é histórica — não só no Distrito Federal, mas no país. Assunto polêmico, o debate sobre a unificação não avança. Enquanto isso, cresce o risco de confronto armado e passa da hora de as respectivas hierarquias trocarem a política de fazer de conta que está tudo bem pela do enquadramento dos comandados. Acossada pelo crime (este ano, os sequestros relâmpagos aumentaram 72% e os roubos e furtos de veículos 20%, em relação a 2008), a população do DF terá muito a agradecer se as forças de segurança deixarem de lado o enfrentamento mútuo e se somarem no combate à bandidagem
.
Fonte: CB

[comentário: pergunta para o governador Arruda:
- que adianta o curso superior? a ocorrência mais recente começou quando o delegado da
DP de Samambaia se recusou a registrar um flagrante - delegado, curso superior, no m ínimo, bacharel em direito.
Os PMs resolveram levar o preso para o plantão do MP e o delegado ameaçou sacar a arma - como vêem a falta de treinamento, o despreparo do policial, não pode ser compensado com a condição de possuidor de diploma de 3º grau.
- policial não pode fazer greve e mais grave ainda participar de manifestações e outros atos paredistas armado.
Quando será proibida a greve para policiais e não ocorrendo tal proibição e acontecendo a greve quando os policiais que optarem por participar da greve, serão obrigados a comparecer aos ATOS DA GREVE, desarmados? ]

0 comentários: