PT já negocia palanques com o PMDB para 2010
Na tentativa de inverter um cenário que, até agora, tem sido amplamente favorável ao governador paulista José Serra (PSDB), o PT já negocia com o PMDB acordos que garantam palanques regionais à ministra Dilma Rousseff quando a campanha ao Palácio do Planalto começar para valer.
Segundo o Estadão, os petistas vão provavelmente sacrificar candidaturas próprias em dois grandes colégios eleitorais (Minas e Rio) para ter o apoio do PMDB no plano nacional.
No caso de São Paulo, onde a ala quercista do PMDB parece já ter fechado com Serra, o PT cogita até oferecer ao presidente da Câmara, Michel Temer, a vaga de vice na chapa presidencial, como um plano de "neutralização".
PT antecipa negociação com PMDB para garantir já palanques em 2010
Legenda poderá abrir mão de disputar governos estaduais e vagas no Senado em favor de acordo com aliados
Na certeza de que não terá o PMDB por inteiro, embora lute pela parceria oficial que vai lhe garantir cerca de cinco minutos a mais na programação eleitoral gratuita, o PT investe na estratégia de fincar estacas nos Estados onde a aliança com a legenda é mais fácil. A antecipação da negociação é para garantir desde já palanques regionais fortes para a ministra da Casa Civil e pré-candidata, Dilma Rousseff. Para construir uma candidatura que terá de enfrentar um adversário de peso e temido pelos petistas - o governador de São Paulo, o tucano José Serra -, o PT poderá abrir mão de disputar governos estaduais e cadeiras no Senado em favor dos acordos com os aliados.
Em Minas Gerais e no Rio de Janeiro, grandes colégios eleitorais, o apoio fundamental do PMDB a Dilma pode custar o sacrifício de petistas hoje considerados competitivos. Esses dois Estados são apontados pelos articuladores do PT como "potencialmente favoráveis" a uma aliança, desde que a costura política seja bem feita. Em Minas, o PT tem dois pré-candidatos fortes ao governo - o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, e o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel - e o desafio é usar uma vaga no Senado para tentar compor a dupla com o ministro das Comunicações, Hélio Costa, que lançou seu nome como pré-candidato a governador.
Problema semelhante é identificado no Rio. Articuladores da candidatura de Dilma consideram que o PT não tem força para ganhar a eleição para governo estadual, mas tem potencial para atrapalhar a costura política com o PMDB. O apoio do PT à reeleição do governador Sérgio Cabral enfrenta a disposição do prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), de concorrer ao cargo.
Em São Paulo, maior problema para o PT, o partido terá a missão dupla de montar um bom palanque para a candidata a presidente e construir uma candidatura forte ao governo. Se o partido não fizer uma composição com o bloquinho, que já está em negociação (leia texto abaixo), corre o risco de ficar isolado. O PT avalia que Serra já compôs com o PMDB, com o PR e com o PTB.
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