A notícia estampada na manchete do jornal O Globo não seria real se o Brasil desfrutasse de um mínimo de preocupação com a seriedade de sua imagem.
A juíza Ângela Catão, da 11ª Vara Federal de Belo Horizonte, teve sua promoção a desembargadora aprovada por unanimidade no Tribunal Regional Federal. Foram 19 votos a favor e nenhum contra. O detalhe é que Ângela Catão teve seu indiciamento recomendado pela Polícia Federal por corrupção e formação de quadrilha.
Investigada na Operação Pasárgada, ela foi flagrada, segundo O Globo, discutindo detalhes de um carro de luxo que receberia de lobistas.
Para Olindo Menezes, corregedor do TRF, não há nada que desabone Ângela Catão.
O difícil é saber do que, então, ela teria que ser acusada para ter a promoção ao menos retardada até o fim das investigações.
Por 19 votos a zero, o plenário do Tribunal Regional da 1ª Região, aprovou nesta quarta-feira a promoção da juíza Ângela Catão, da 11ª Vara Federal de Belo Horizonte, a desembargadora. A juíza está sendo investigada na Operação Pasárgada, apuração da Polícia Federal e do Ministério Público Federal sobre desvios de recursos por prefeitos municipais de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.
Relatório enviado há 15 dias pela Polícia Federal ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) recomenda o indiciamento de Ângela Catão pelos crimes de corrupção e formação de quadrilha, entre outros.
Ler mais em: O Globo
[comentário do Blog: no Brasil em que o filho do presidente Lula (ex monitor do zoológico de São Paulo e conhecido como Lulinha, sendo proprietário de uma empresa de fundo de quintal recebe um 'investimento' da OI - ex-Telemar - no valor de milhões de reais. Tal 'investimento' ocorre no momento em que a 'investidora' está interessada em realizar uma operação comercial, MULTIMILIONÁRIA, e para cuja realização é necessário que o presidente Lula assine um decreto.
O decreto foi assinado e a operação realizada.
No Brasil em que um termo dos presidentes de Comissão do Senado Federal e da Câmara estão sendo investigados e há o absurdo de um radialista presidir a Comissão de Minas e Energia - o esperado é que o presidente de uma Comissão tenha formação condizente com a área de atuação da mesma.'
No Brasil em que ocorre o escândalo do Mensalão, envolvendo o ministro braço direito do presidente da República e este diz que não sabia de nada.
No Brasil em que ocorrências dessa natureza são rotineiras a decisão do TRF está dentro do usual.]

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