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terça-feira, 24 de março de 2009

Se aumentar a PLR dos petroleiros Lula não pode doar refinaria para Morales

Petroleiros em greve

Funcionários da Petrobras reivindicam maior participação nos lucros e o pagamento do turno extra. Paralisação vai até sexta

Os petroleiros de todo o país entraram em greve a zero hora de ontem, segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP). A paralisação foi aprovada pelos trabalhadores na última quarta-feira e endossada por todos os sindicatos filiados na reunião do conselho deliberativo. A categoria reivindica melhores condições de segurança no trabalho, manutenção dos empregos nas empresas prestadoras de serviço, retomada do pagamento do turno extra e um plano de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) que satisfaça os funcionários. Os trabalhadores devem manter os braços cruzados até sexta-feira, quando pretendem reavaliar o movimento.

“A única resposta que tivemos foi sobre o PLR e, ainda assim, muito aquém do que queremos. O lucro da Petrobras cresceu 65% de 2007 para 2008 e querem repassar um percentual abaixo do que tivemos no ano anterior”, explica o coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Antônio de Moraes. “Os contratos com os prestadores de serviço estão sendo revistos e farão o mesmo trabalho por preços menores. Os funcionários ficam sobrecarregados e o risco de acidentes aumenta, sem falar nas demissões”, complementa.

Daqui a duas semanas, uma assembléia de acionistas da Petrobras vai definir o percentual do PLR deste ano. Em 2008, os empregados receberam 14% do lucro recorde de 2007, segundo a Petrobras, e 11% do lucro, de acordo com a FUP. Apesar do lucro recorde em 2008, o bônus dos trabalhadores foi menor que em 2007. Os petroleiros defendem o pagamento em dobro pelo trabalho nos feriados que, segundo Moraes, deixou de ser pago.

Alcance
A federação informou que a greve atingiu a produção na Bahia, Rio Grande do Norte, Espírito Santo e todo o litoral de São Paulo. “O movimento está unido e, aos poucos, outras unidades estão parando”, disse o coordenador da FUP.

Em nota, a estatal se limitou a informar que todas as unidades estão funcionando normalmente e em segurança e que continuam abertas as negociações. Segundo a empresa, sem dar maiores detalhes, onde é necessário as unidades estão operando com equipes de contingência.

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, admitiu ontem que a greve dos petroleiros preocupa o governo, mas deixou claro que o movimento não está afetando o abastecimento de combustíveis. “Uma greve como esta é sempre preocupante. Mas a Petrobras está negociando com todos”, disse Lobão, acrescentando que “não há nenhum problema no abastecimento de combustíveis”.
Fonte: Correio Braziliense

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