Vamos supor que a crise chegue pra valer, atropelando o governo. Não há garantia de que Serra e Aécio serão os mais beneficiados
| Durante todo o seu período de bonança, a economia brasileira (centrada no controle da inflação, no superávit fiscal e no câmbio flutuante) parecia blindada em relação à política, apesar das duras críticas de setores empresariais, da oposição e até no interior do governo às altas taxas de juros. Porém, o mundo desabou e a política propriamente dita recuperou sua centralidade. No Brasil, tudo parecia de cabeça para baixo, com a política nacional blindada em relação à crise econômica. Até que as pesquisas de opinião divulgadas no final da semana se encarregaram de desnudar a mudança de humor na sociedade. No Ibope, a avaliação positiva do governo caiu 13 pontos. No Datafolha, caiu cinco pontos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo assim, mantém grande popularidade. Mas colocou as barbas de molho. Sabe que não está surfando uma marolinha, conduz a nau governista num mar proceloso e desconhecido. |
Aliás, a trupe do ministro Tarso Genro segue ordens de Lula que na realidade quer o terceiro mandato para ele, só que não pretende postular e sim que os aloprados petistas/lulistas - por absoluta falta de opção - supliquem que ele seja candidato.
Aí é só sacar o 'devaneio' do Devanir e apresentar emenda à Constituição permitindo o terceiro mandato.
Só que as coisas já estiveram mais fáceis para essa pretensão golpista. Antes da crise era fácil um projeto de lei apresentado pelo Devanir propondo um plebiscito para emendar a Constituição e nascer o golpe do terceiro mandato.
Agora com o prestígio do "Nosso guia" em queda livre, arriscar em um plebiscito é fria e até mesmo uma emenda constitucional - sem esquecer que terceiro mandato é GOLPE.
A opção Heloísa Helena não decola - diz o articulista que ela está em boa posição nas pesquisas, mas não cresce.
O Ciro Gomes está bem queimado depois de fazer oposição ao Lula, virar ministro e depois o sempre disponível para vice do candidato petista - incluindo a Dilmona.
Não sou político, nem entendo de política.
Mas quem está com 15% de preferência, correndo por fora e sem chamar a atenção, é o Fernando Collor e pode crescer, já que a estultice do PT em traze-lo de volta e presidindo a Comissão de Infraestrutura - que controla o PACo emPACado - poderá coloca-lo em evidência.
E aproveitar a presença na mídia é algo que o Collor sabe fazer e bem.]

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