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quinta-feira, 12 de março de 2009

Tarso, pede pra sair

Tarso Genro não vê 'aumento da violência' em ações do MST

Segundo ele, invasão de propriedades privadas é da alçada dos estados. Genro disse que não recebeu pedidos para de uso da Força Nacional.

O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse nesta segunda-feira (2) que não vê radicalização nas ações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e dos movimentos sociais em geral. Para ele, se houver atuação fora do limite da lei, os estados é que devem "operar" contra as ilegalidades.
“Não vejo nenhum índice de aumento de violência [na atuação do MST]. O que ocorre é a mobilização dos movimentos sociais e em determinadas circunstâncias de maneira mais arrojada. Quando eles violam a lei e a Constituição os estados têm que operar”, disse ele ao ser questionado sobre a radicalização nas ações do MST.

O ministro também descartou a atuação da Força Nacional de Segurança para reintegração de posse de propriedades invadidas pelo MST. Na avaliação dele, essa também é uma responsabilidade dos estados.

“A questão de ocupação da propriedade privada, segundo a Constituição e a lei, é uma questão de ordem pública dos estados. Eles é que tem que preservar isso. Se tiver algum tipo de pedido, o ministério examina e nunca faltou a nenhum estado o apoio do Ministério da Justiça quando se solicita a ajuda da Força Nacional de Segurança. Ou, eventualmente, e daí é responsabilidade da Polícia Federal, quando há ocupação de um prédio público da União. Aí a Polícia Federal tem feito desocupações de forma tranqüila e natural”,
disse.

Ele argumentou que a presença dos agentes da Força Nacional no Pará, estado onde o MST invadiu a fazendo do banqueiro Daniel Dantes, dono do grupo Opportunity, não tem a ver com a atuação do movimento social. “No Pará, a Força Nacional de Segurança já atua a pedido da governadora Ana Júlia. Agora, nessa questão dos sem-terra nenhum estado me pediu [ajuda da Força]”, afirmou.

Fonte: G 1 - Notícias

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