Uma das frentes de campanha do Itamaraty fracassou. A ministra do Supremo e ex-presidente da Corte Ellen Gracie foi preterida pelo mexicano Ricardo Ramirez para uma vaga na Corte de Apelação da Organização Mundial do Comércio (OMC), instância máxima da entidade.
O assento foi deixado vago no início do ano pelo brasileiro Luís Olavo Baptista. A OMC ainda não fez o anúncio formal, mas a derrota brasileira é dada como certa. Aos 61 anos, Ellen tem mais nove anos possíveis no Supremo, mas o Correio Braziliense, diz que sua situação dentro da Corte não é das mais cômodas.
“Desde o fim do ano passado, quando disse que tinha interesse em integrar a OMC e saiu em campanha, alguns colegas chegaram a comentar que seria melhor que ela se afastasse do Supremo primeiro para, depois, tentar alçar outros voos”, afirma a reportagem. E um dos ministros do Supremo disse que “não queria estar no lugar” de Ellen.
Ministra do STF, Ellen Gracie, perde disputa na OMC
A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Ellen Gracie perdeu para o mexicano Ricardo Ramirez a disputa por uma vaga no Órgão de Apelação da Organização Mundial do Comércio (OMC), instância máxima da entidade, em Genebra, na Suíça. Ela concorria ao posto deixado pelo brasileiro Luís Olavo Baptista no início do ano.
O anúncio oficial do nome do advogado mexicano será feito somente após análise do Órgão de Solução de Controvérsias da OMC, mas o governo brasileiro já dá como certa a derrota. A ministra não comentou o assunto publicamente. Mas, em conversas reservadas, disse a interlocutores que vai continuar dedicando-se “com toda a energia” aos julgamentos do STF.
Aos 61 anos, ela pode continuar ocupando uma das 11 cadeiras da mais alta Corte de Justiça do país até sua aposentadoria compulsória, aos 70, em 2018.
Campanha
Apesar da disposição de Ellen Gracie, para alguns ministros a situação dela, agora, fica “delicada”.
Desde o fim do ano passado, quando disse que tinha interesse em integrar a OMC e saiu em campanha, alguns colegas chegaram a comentar que seria melhor que ela se afastasse do Supremo primeiro para, depois, tentar alçar outros voos. “A ministra não precisa, necessariamente, deixar o STF. É um problema de foro íntimo, mas é uma situação delicada, não queria estar no lugar dela”, comentou um dos integrantes da Corte.
Fonte: Correio Braziliense

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