Pesquisa personalizada

sábado, 9 de maio de 2009

Assalto no QG do Exército em Brasília

Assalto ao Forte Apache
  • Em 30 minutos, dois assaltantes burlam o esquema de segurança do Setor Militar
  • Bandidos rendem um general, imobilizam as vítimas e roubam R$ 8 mil do cofre
  • As saídas do SMU foram bloqueadas em 20 segundos, mas os bandidos escaparam

    Eles chegaram vestidos de terno, sob o sol forte das 11h30. Identificaram-se em uma das entradas do Setor Militar Urbano, estacionaram o carro e seguiram a pé em direção ao posto de atendimento do Bradesco. Era o início da mais ousada invasão do Quartel-General do Exército. Ao chegar à agência bancária, sem clientes, um dos bandidos abriu o paletó e mostrou ao gerente que estava armado. O funcionário foi rendido. Instantes depois, os ladrões fizeram o mesmo com um general que entrou no local. A partir desse momento, os assaltantes tiveram tranquilidade para roubar R$ 8 mil de um dos cofres. A dupla precisou de 30 minutos para fugir ilesa de dezenas de militares fortemente armados, 32 câmeras de vídeo e pelo menos 30 homens da Polícia Civil, entre atiradores de elite e negociadores. O crime, considerado uma “ousadia” pelos militares, causou constrangimento na caserna.



  • Assalto
    Crime no QG do Exército


    Dupla armada e vestida de terno burla esquema de segurança do Setor Militar Urbano, rende e amarra general e gerente de agência bancária no subsolo do local e leva R$ 8 mil sem deixar vestígios

    Dois assaltantes ignoraram a segurança do Quartel-General do Exército brasileiro, no Setor Militar Urbano (SMU), para praticar o primeiro roubo da história da sede da instituição em Brasília. Armados e vestidos de terno, os ladrões aproveitaram a semana de pagamento para entrar no lugar como cidadãos identificados, render um general e o gerente de um banco e ainda fugir com R$ 8 mil. Os militares só descobriram o crime depois que as vítimas se livraram das mordaças. Os bandidos continuavam foragidos até o fim da noite de ontem.

    O ataque durou cerca de 30 minutos.
    Informações preliminares dão a entender que a dupla chegou ao SMU por volta das 11h30. Dirigia um veículo. Identificou-se na entrada da Ala Sul, disse que iria até o posto de atendimento do Bradesco e parou em um dos estacionamentos do lugar
    . Seguiu a pé até um dos nove prédios do quartel e procurou direto a agência, no subsolo. “Com certeza conheciam a área. Fizeram um levantamento muito bem feito antes da ação, marcada pela audácia”, afirmou o titular da Delegacia de Repressão a Roubos (DRR), Adval Cardoso de Matos.

    O responsável pelas investigações acredita que as imagens feitas pelas 32 câmeras de vídeo do complexo militar auxiliarão o trabalho policial — a do corredor de acesso ao banco, no entanto, está quebrada. As outras gravações poderão dar detalhes do trajeto feito pelos assaltantes. Até a tarde de ontem, não se sabia a identidade deles, o carro usado no crime e a rota de fuga. “É possível que tenham burlado o sistema de segurança de alguma forma. Tanto que nenhuma das vítimas conseguiu identificá-los pelas imagens. Dá para dizer que estamos lidando com profissionais do crime”, avaliou Matos.

    Por enquanto, as informações se limitam à abordagem dos ladrões dentro do banco. O gerente contou à polícia que os homens entraram no posto de atendimento — há mais quatro agências bancárias no complexo — e um deles abriu o casaco do terno e revelou uma arma na cintura. O funcionário acabou rendido e levado para os fundos. Não havia clientes no local, mas um general do Exército chegou em seguida para fazer movimentações bancárias. Segundo Matos, ele também se viu obrigado a seguir as ordens dos bandidos. Os dois ficaram amarrados com fitas adesivas.

    A dupla, assim, teve tranquilidade para agir. Recolheu de um dos cofres R$ 8 mil. É provável que tenha achado a quantia suficiente, pois não tentou arrombar outro. Fontes policiais disseram ao Correio que um segundo cofre guardava R$ 25 mil. A dupla fugiu por uma das saídas comuns do Quartel-General. As vítimas se livraram das amarras em cinco minutos e avisaram a segurança, que acionou o sistema de alarme.
    Todas as portas se trancaram em 20s.
    As saídas ganharam reforço de militares armados. Ninguém mais pôde entrar ou sair sem ser revistado.


    Contradições
    O crime causou constrangimento no Quartel-General do Exército. Tanto que o comandante do QG, coronel José Dolvim Dantas, hesitou em passar detalhes do assalto. Confirmou o ataque da dupla, mas restringiu a história a um roubo de R$ 400, dinheiro levado do bolso do próprio empregado do Bradesco. Só admitiu o envolvimento do general como vítima horas mais tarde. Ainda assim, resumiu a ação como “ousadia”. “Contaram certamente com informações privilegiadas. Sabiam até detalhes da família do funcionário do banco”, revelou.

    A movimentação de militares e agentes da Polícia Civil se prolongou na sede do Exército até as 14h30. Enquanto soldados faziam a revista na saída do complexo, cerca de 30 homens da Divisão de Operações Especiais — entre eles, atiradores de elite e negociadores — fizeram uma varredura em todo o lugar. Até então, não se tinha certeza se os assaltantes continuavam por ali. Nenhum motorista deixou o SMU sem mostrar identificação ou ter o veículo vasculhado por soldados e policiais armados com fuzis.

    Os ladrões aproveitaram para agir na Semana Vermelha, como é conhecida a época de pagamentos dos salários dos militares. Trabalham no complexo 5 mil pessoas por dia, entre militares e civis — em semanas de prestação de contas, a circulação chega a 13 mil. O Quartel-General, projeto do arquiteto Oscar Niemeyer, foi inaugurado em 1973. Abriga os principais órgãos administrativos e operacionais da instituição. Além dos nove edifícios, há um palanque em forma de concha. Simboliza o punho da espada de Duque de Caxias e sintetiza a seriedade e a força dos soldados.
    Seguiu a pé até um dos nove prédios do quartel e procurou direto a agência, no subsolo. “Com certeza conheciam a área. Fizeram um levantamento muito bem feito antes da ação, marcada pela audácia”, afirmou o titular da Delegacia de Repressão a Roubos (DRR), Adval Cardoso de Matos.

    Fonte: Correio Braziliense

    [comentário: o mais incrível que se nota diante do 'absurdo dos absurdos' narrado, é o conformismo da maior parte das pessoas com quem conversei.
    Houve quase que unanimidade em dizerem: 'assalto em instalações militares ocorrem com frequência'; 'no RJ já assaltaram o Palácio Duque de Caxias - antiga sede do ex-Ministério da Guerra -, também quartéis na Praia Vermelha'; instalações militares da Marinha localizadas em ilhas na baía de Guanabara são assaltadas com frequência'.

    Certo. Além do índíce de criminalidade no Rio ultrapassar qualquer padrão do aceitável (se é que o crime pode ter um limite aceitável???) - o que ocorre por ineficiência, omissão e preocupação com o 'politicamente correto' das autoridades responsáveis - a topografia do Rio é bem diferente da de Brasília e favorece em muito a ação criminosa, especialmente a fuga.

    Embora um assalto na sede do Comando Militar do Leste seja algo extremamente ousado e também na região da Praia Vermelha
    (conheço muito bem, tanto Brasília quanto o Rio - tive oportunidade de servir por vários anos, na década de 70, no Rio, quartel da Polícia do Exército na Barão de Mesquita e no final da década de 80 em Brasília, onde atualmente resido)
    que não tem uma geografia das mais propícias ao êxito de um assalto, especialmente no tocante a fuga, ainda está dentro do 'possível e do razoável'.


    Mas, realizar com êxito total um assalto no Forte Apache, em Brasília, em pleno SMU - Setor Militar Urbano, realmente é a demonstração de que há necessidade urgente, especialmente nas Forças Armadas, dos conceitos de segurança serem revistos e em lugar de estabelecer a segurança se preocupando com o 'politicamente correto' se preocupar mas com a 'eficiência total'.

    No (des)governo da NOMENKLATURA petista, ou até mesmo antes do Lula, passou a existir em nosso País o estímulo a aversão ao chamado 'militarismo' - basta ver que as Forças Armadas passaram a ser comandadas por civis que sequer prestaram o Serviço Militar e em flagrante afronta à Constituição Federal que determina caber ao presidente da República o Comando Supremo das Forças Armadas - e passou a predominar nas Forças Armadas, inclusive em muitos Oficiais superiores, uma certa 'vergonha' de impor um procedimento militar .
    Foi esquecido que SEGURANÇA É SEGURANÇA e é NECESSÁRIA, devendo ser PRIORIZADA.

    Finalizo deixando o registro que não pode ser olvidado que o assalto de ontem foi realizado por profissionais - não só em assaltos e sim profissionais especialmente treinados para a desmoralização das Forças Armadas.

    É indiscutível que existe uma campanha sórdida para desmoralizar as FF AA, especialmente o glorioso Exército Brasileiro, e vale tudo:
    - ministério da Defesa comandado por civil sem nenhum conhecimento militar;
    - esforço máximo para retirar para a Justiça Comum a quase totalidade dos delitos ainda tipificados como militares - a Justiça Militar tem como principal característica rapidez na prestação jurisdicional o que é essencial para a preservação da 'DISCIPLINA e HIERARQUIA', pilares das Forças Armadas;
    - esforço para que práticas/condutas sexuais fora da normalidade e que são punidas pela Legislação Penal comum sejam permitidas dentro das Forças Armadas - caso dos sargentes gays... por falar nisso, onde andam as 'mocinhas'???;
    - colocação de efetivos do Exército Brasileiro para caçar cadáver de guerrilheiros mortos em ação militar legítima e destinada a defender a soberania do Brasil.
    Tem mais, falta é tempo para elencar todas as táticas da campanha citada.
    Só que eles serão MAIS UMA VEZ derrotados.]
    Ao planejar esquemas de segurança não deve haver preocupação se é politicamente correto ou não, pouco importa, o que interessa é que seja EFICIENTE.]

    4 comentários:

    Anônimo disse...

    A MAIOR DESMORALIZAÇAO QUE AS FFAA PODEM SOFRER. ISSO TEM DEMOSTRADO COMO ESSES OFICIAIS ESTAO DEMOTIVADOS E DESPREPARADOS. A VERGONHA QUE OCORREU ONTEM, JUSTAMENTE NO DIA QUE SE COMEMORA O DIA DA VITÓRIA (ACONTECEU UMA DERROTA), DÁ O FIEL RETRATO DO DESPREPARO E DA PREPOTÊNCIA DE ALGUNS MEMBROS DAS FFAA. ALMODAÇAR UM GENERAL É NO MÍNIMO ENGRAÇADO, SE NAO FOSSE TAO VERGONHOSO!!!!

    Anônimo disse...

    Que UNIDADE da Marinha foi invadida por bandidos na Ilha do Governador?!
    Quem inventou uma balela dessas?
    Pois que ousem invadir uma UNIDADE DE FUZILEIROS NAVAIS na ILHA DO GOVERNADOR!!!
    O pé preto já está acostumado com isso. São péssimos em segurança de instalações.
    No mais tudo em paz!
    ADSUMUS!

    Anônimo disse...

    AORA EM QUEM VÃO PÔR A CULPA. VAI SOBRAR PRO CABO VELHO. FALANDO SÉRIO.
    ISSO QUE DÁ COLOCAR ALGUÉM DESPREPARADO E DESINTEREÇADO PRA COMANDAR A SEGURANÇA NO LOCAL MAIS IMPORTANTE DO EB. TUDO BEM QUE O SALARIO DOS MILITARES ESTÃO BAIXOS, MÁS SAIR DURANTE O EXPEDIENTE PRA TRATAR DE INTERECES PESSOAIS E NÃO DÁ A MINIMA PARA O TREINAMENTO E OS PROBLEMAS LEVADOS PELOS SUBORDINADO É NISSO QUE TINHA QUE DÁ. TER LABIA PARA ENGANAR OS CHEFES É UMA COISA AGORA ENGANAR OS SUBORDINADOS E TODO O BRASIL. VERIFIQUEM O QUE REALMENTE TÁ ACONTECENDO NO COMANDO DA SEGURANÇA AI VCS ENTENDERAM.

    Anônimo disse...

    R$ 8 Mil Reai?.... hahahaha!!!
    Isso é o que els dizem... hhehe...