O Papa Bento XVI criticou nesta quarta-feira o muro de segurança erguido por Israel em torno da Cisjordânia. Bento XVI o descreveu como símbolo do "impasse" entre Israel e os palestinos, exortando ambos os lados a romper a "espiral de violência".
- Ao nosso lado(...) há um lembrete cruel do impasse que parecem ter alcançado as relações entre israelenses e palestinos - o muro - disse o Papa em discurso proferido num campo de refugiados em Belém, a cidade onde, segundo a crença cristã, Jesus teria nascido.
- Quão profundamente oramos pelo fim das hostilidades que levaram este muro a ser construído - acrescentou, em um palco erguido ao ar livre numa escola no campo. Do outro lado da estrada erguia-se o muro de concreto de 8 metros de altura e uma torre de vigilância israelense.
O Papa disse, ainda, na primeira parte da visita a Belém, que a Santa Sé apoia o direito dos palestinos a um Estado na terra de seus antepassados, seguro, em paz com seus vizinhos e com as fronteiras reconhecidas internacionalmente.
Em encontro com o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, o Pontífice suplicou a todas as partes envolvidas no antigo conflito que deixem de lado qualquer rancor e percebam que ainda é possível caminhar no caminho da reconciliação.
O Papa expressou sua solidariedade com os palestinos que sofreram com o recente conflito de Gaza, defendeu uma maior liberdade de movimento e pediu aos jovens que resistam a recorrer a atos de violência ou de terrorismo e que se mostrem "determinados a conseguir a paz".
Bento XVI chegou no começo da manhã à cidade que a tradição cristã assinala como o local de nascimento de Jesus. Em Belém, o Pontífice foi recebido por Abbas, que denunciou a ocupação israelense da Cisjordânia.
O Papa disse que sua viagem à Terra Santa não seria completa sem uma visita a Belém, onde sua primeira atitude foi expressar solidariedade aos palestinos.
- Sei o quanto sofreram e estão sofrendo por causa das agitações que afligem sua terra há anos. Meu coração se dirige a todas as famílias que ficaram sem casa, aos que choram a perda de familiares em ações hostis, particularmente durante o recente conflito de Gaza - afirmou o Pontífice.
O Papa implorou a Deus por uma paz justa e duradoura, em todos os territórios palestinos e em toda a região.
- A Santa Sé apoia o direito de seu povo a uma pátria soberana palestina na terra de seus antepassados, segura, em paz com seus vizinhos, com as fronteiras internacionalmente reconhecidas. E enquanto esse objetivo parece distante, peço ao senhor (Abbas) e a seu povo que mantenham viva a chama da esperança - afirmou.
Bento XVI defendeu ainda uma coexistência pacífica entre os povos do Oriente Médio, que só pode ser alcançada com um espírito de cooperação e respeito mútuo, e pediu à comunidade internacional que use sua influência em favor de uma solução.
- Acredito que através de um honesto e perseverante diálogo, com pleno respeito às expectativas de justiça, será possível alcançar nestas terras uma paz duradoura - assegurou.
Após ser recebido pelo presdente palestino, o Papa celebrou uma missa ao ar livre do lado de fora da Igreja da Natividade.
Na tarde de terça-feira, pela primeira vez na História um Papa rezou uma missa ao ar livre em Jerusalém . Pouco antes, no entanto, ele foi duramente criticado na segunda-feira pelo rabino Meir Lau por não ter sido "mais explícito" em suas palavras em relação aos judeus mortos no Holocausto. O Pontífice também não foi poupado pela mídia israelense, que trouxe à tona informações sobre o seu 'passado hitlerista', na década de 40. O que o Vaticano se apressou em negar.
Fonte: O Globo
[comentário: já se tornou comum aos integrantes da religião judaica, quase uma política oficial – caso do rabino Meir Lau – criticar a todos que não concordam com os absurdos cometidos via política externa israelense.
O que Sua Santidade busca em seus pronunciamentos é expressar o desejo genuinamente cristão de que o POVO PALESTINO tenha direito a uma Pátria, recuperando a que lhe foi tirada por uma decisão adotada pela ONU em função do uso do voto de Minerva.
Foram tantas dúvidas na Assembléia da ONU que impôs a criação do estado judeu em território palestino que na votação normal houve empate e foi necessário que fosse proferido o VOTO DE MINERVA pelo presidente daquela assembléia.]

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