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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Bolsa-família, sem porta de saída

Oposição minimiza ampliação do Bolsa Família

Líderes da oposição minimizam os dividendos eleitorais da ampliação do Bolsa Família, maior programa social do governo federal.

Reportagem do GLOBO mostrou que o programa deve atingir um em cada três brasileiros em 2010. Ao mesmo tempo em que acusam o Planalto de uso político do projeto, os oposicionistas dizem que é preciso melhorar o Bolsa Família. Para PSDB e DEM, o programa é necessário, mas hoje carece de políticas que permitam o fim da dependência das famílias carentes dos recursos do governo. A base aliada, por sua vez, rechaça o rótulo de programa eleitoreiro e assistencialista, defende sua ampliação e afirma que o Bolsa Família é um dos pilares que permitiram ao país tranquilidade para enfrentar a crise internacional. É o que mostra a reportagem de Isabel Braga e Cristiane Jungblut publicada na edição do GLOBO desta segunda-feira.

- O brasileiro está muito informado e não vai querer que Lula quebre o governo para eleger seu sucessor. A sociedade está atenta. É um programa (a ser mantido), mas vamos acrescentar condições de saída, oferecer ensino técnico e tecnológico - disse o líder do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP), completando: - A família quer se emancipar, quer um trabalho, qualificação. O governo Lula é lerdo, joga no benefício e ponto. É um governo conservador.

O presidente do DEM, Rodrigo Maia (RJ), acrescenta que a solução é investir numa política social focada na família:

- Foi uma política que implementamos no governo passado, o Lula teve a inteligência e a capacidade, que não tivemos, de propor a unificação. Tenho certeza de que as famílias beneficiárias saberão dis$em 2010 a melhor política para o futuro de seus filhos e netos. Se a gente mostrar isso, o eleitorado será sensível a uma proposta que entenda o problema de cada um como específico e dê solução, e não mera transferência de renda.

"O Brasil está nadando na superfície da crise"

O líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP), rebateu as acusações da oposição, negando o caráter eleitoreiro e afirmando que o Bolsa Família é um programa de desenvolvimento econômico da população.

- O Bolsa Família não é um programa eleitoreiro, e sim de ajuda aos mais pobres, de desenvolvimento econômico. O povo precisa, e o Estado tem condições de sustentar. O aspecto mais importante é a ampliação do mercado interno.

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