Coreia do Norte lança dois mísseis de curto alcance
Em flagrante desafio ao Conselho de Segurança da ONU e aos demais países detentores do direito de possuir armas atômicas, a Coreia do Norte disparou nesta terça-feira (26/5) dois mísseis de curto alcance, um dia depois de realizar um teste nuclear subterrâneo, disse a agência de notícias sul-coreana Yonhap.
Foram lançados um míssil terra-ar e um míssil terra-mar na costa leste do país, próximo à cidade de Hamhung, disse à agência uma fonte do governo sul-coreano. Ontem, também foram disparados três mísseis no local onde foi realizado o teste nuclear.
"As autoridades de inteligência estão analisando os motivos para o disparo", disse a fonte citada pela Yonhap. Cada míssil tem um alcance de 130 km, acrescentou. Os militares da Coreia do Sul não quiseram comentar o que eles disseram ser assuntos de inteligência.
Um dia depois de realizar seu segundo teste nuclear e enfrentar forte reação internacional, a Coreia do Norte lançou nesta terça-feira dois mísseis de curto alcance a partir da costa leste do país, informou a agência de notícias Yonhap citando uma fonte do governo sul-coreano.
Os mísseis têm um alcance de cerca de 130 quilômetros. Um dos mísseis era terra-ar e o outro terra-água. Ambos foram disparados na tarde de terça-feira.
Ontem, a Coreia do Norte disse estar pronta para lançar outro míssil de curto alcance na terça ou quarta-feira e anunciou a proibição de navios no mar da província de Pyongan Sul entre os dias 25 e 27 de maio.A medida, aparentemente para afastar aviões-espiões americanos, aumenta a tensão entre a Coreia do Norte e a comunidade internacional - uma escalada que incluiu o teste de um míssil de longo alcance em abril, a detenção de jornalistas americanos, a expulsão de inspetores da agência nuclear da ONU e a suspensão das negociações com o grupo de seis países (as duas Coreias, EUA, Rússia, China e Japão).
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assegurou a seu homólogo sul-coreano, Lee Myung-bak, o compromisso inequívoco de Washington com a defesa da Coreia do Sul, depois do teste nuclear realizado na segunda-feira pela Coreia do Norte.
Em uma conversa por telefone, os dois presidentes também concordaram em trabalhar juntos para buscar e apoiar uma forte resolução no Conselho de Segurança das Nações Unidas com medidas concretas para conter as atividades nucleares e de mísseis da Coreia do Norte, afirmou a Casa Branca em um comunicado.
O país foi criticado internacionalmente e condenado por unanimidade pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, que acusa o país de ter violado claramente resolução aprovada em 2006, após o primeiro teste atômico de Pyongyang.
"Os membros do Conselho de Segurança decidiram começar a trabalhar imediatamente em uma resolução do Conselho de Segurança nesta questão", disse o comunicado após reunião do conselho a portas fechadas.
O órgão mais poderoso da ONU convocou uma reunião de emergência a pedido do Japão para analisar o segundo teste nuclear feito pelo país. Os cinco membros permanentes e com poder de veto no Conselho - Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França - discutiram a portas fechadas e exigiram que a Coreia do Norte respeite as duas resoluções anteriores que proíbem a realização de novos testes nucleares. O Conselho pediu ainda que as negociações multilaterais para eliminar o programa norte-coreano sejam retomadas.
Pobre e isolada, a Coreia do Norte usa seu programa nuclear e de mísseis para uma espécie de barganha com o Ocidente. Preocupações sobre a sucessão de seu líder, Kim Jong-il, emergiram a partir de agosto, quando ele teria sofrido um derrame. Para analistas, o tom belicista das últimas ações poderia ser uma mensagem ao Ocidente de que o governo permanece estável. O país já está tão isolado que resta pouco com o que puni-lo, dizem especialistas. A condenação da China, no entanto, é um fator novo na situação.
O Irã, que o Ocidente acusa de desenvolver armas nucleares, declarou não ter acordo de cooperação nuclear com a Coreia do Norte . Em outra frente de tensão, o presidente Mahmoud Ahmadinejad propôs um encontro com o presidente Obama, na ONU, caso seja reeleito no próximo mês. Ahmadinejad, no entanto, descartou fazer concessões no programa nuclear iraniano.
[comentário: o Conselho de Segurança da ONU iniciou seu processo de auto desmoralização a partir do momento em que concordou que suas 'resoluções' fossem ignoradas pelos países membros permanente do mesmo.
- alguns exemplos:
- o Conselho foi contra a invasão do Iraque pelos EUA, foi desobedecido e ficou tudo por isso mesmo;
- o Conselho é contra os testes nucleares da Coréia do Norte e contra o Irã desenvolver armas nucleares, mas silencia diante do fato de Israel, ìndia, Paquistão e vários outros países possuirem armas atômicas.
Perguntas que precisam ser efetuadas e respondidas:
- Se Israel possue armas nucleares, por que o Irã não pode possuir?
- Se o Paquistão possue armas nucleares por que a Coréia do Norte não pode possuir?
- se os EUA desobedecem resoluções daquele conselho, qual o motivo de outros países não terem permissão para fazer o mesmo?]

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