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quinta-feira, 28 de maio de 2009

Entenda, ou tente entender, o ‘imbroglio’ do libanês K.

INSegurança Pública

A misteriosa história de K. e a Al-Qaeda
A divulgação, pelo colunista da Folha Janio de Freitas, de que um homem vinculado à Al-Qaeda teria sido preso em São Paulo está gerando uma história nebulosa. A Polícia Federal afirma ter recebido uma pista do FBI sobre um homem que propagava mensagens antiamericanas e de cunho racista, e a partir daí teria prendido o “libanês K.”, como tem sido chamado.

Em seguida, aventou-se a hipótese de que ele teria vínculos com um grupo de neonazistas detido no Paraná. Hoje, Jânio volta ao assunto e deixa entender que, se K. fosse um preso comum, não teria um tratamento diferenciado.

“Os racistas antissemitas do Paraná não ficaram sob investigações sigilosas, como o preso em São Paulo. Não tiveram os seus nomes omitidos, como foi o do “libanês K” preso em São Paulo. Não foram nem sequer poupados de fotografias em situações diversas. (…) E a investigação em São Paulo já começou ‘sob segredo de Justiça’, e assim continua.”

Se o tal K. não tem mesmo nenhuma ligação com terroristas, não seria mesmo melhor à polícia que esclarecesse o caso e desfizesse as especulações?

Investigação da PF vê ligação de libanês com a Al-Qaeda

Polícia Federal (PF), a partir de investigações sobre a atividade do libanês K., preso no Brasil, concluiu que ele possui ligação com a organização terrorista Al-Qaeda, segundo informou a Folha de S.Paulo nesta quinta-feira. Acredita-se, de acordo com o jornal, que K. não seja membro da alta hierarquia da organização, mas sim o responsável mundial pelo "Jihad Media Battalion", uma organização virtual usada para incitar o povo muçulmano a combater países como os EUA e Israel.

Na edição de terça-feira da Folha, o colunista Janio de Freitas informou que um integrante da alta hierarquia da Al-Qaeda tinha sido preso no Brasil. O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse que o governo não trabalhava com a hipótese de K. ter relações com a Al-Qaeda. A prisão do libanês foi divulgada apenas como conseqüência de uma suposta "propagação de mensagens com conteúdo racista pela internet", segundo a nota da PF.

Interceptações de mensagens recebidas e enviadas por K., no entanto, teriam apontado que o libanês mantinha contato com pessoas ligadas à organização terrorista em pelo menos quatro países, um deles da Ásia. Em uma das mensagens, ele teria afirmado ser integrante da Al-Qaeda, ainda segundo informações do UOL OnLine.

Para o advogado do libanês, Mehry Daychoum, houve "confusão" e "precipitação" da PF. Ele nega a relação de seu cliente com qualquer organização "paramilitar ou terrorista". K. foi indiciado pelo crime de racismo

PF vê ligação de libanês com a Al Qaeda; advogado aponta "precipitação" da polícia

Reportagem de Lucas Ferraz, publicada na edição de hoje da Folha, informa que investigações da Polícia Federal sobre a atividade do libanês K. chegaram à conclusão de que ele tem ligações com a organização terrorista Al Qaeda. O comerciante libanês K. --que tem mulher e filha brasileiras-- ficou preso por 21 dias em São Paulo.

A PF acredita que K. é o responsável mundial pelo "Jihad Media Battalion", uma organização virtual usada para propagar pela internet, em árabe, ideais extremistas e incitar o povo muçulmano a combater países como os EUA e Israel. De acordo com a reportagem, essa organização é uma espécie de relações públicas on-line da Al Qaeda.

A investigação indica que a função dele não está ligada ao braço armado da organização e que K. não é membro da alta hierarquia da Al Qaeda. Interceptações feitas pela PF flagraram o comerciante libanês dizendo ser integrante da Al Qaeda.

A assessoria da Justiça Federal informou em nota que a investigação da PF apontou indícios de que K. atuava como membro da "organização extremista" Jihad Media Battalion, além de ter ligações "com outros grupos".

Fonte: Folha de São Paulo e Terra

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