Está na Folha: em mais uma trapalhada da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, alunos da 3ª série do ensino fundamental (faixa etária de nove anos) receberam um livro com conteúdo sexual e recheado de palavrões, para ser usado como material de apoio.
Palavras como “porra” e “bunda”, para citar só as mais leves, são mencionadas nas 11 histórias em quadrinhos da obra, que abordam temas relacionados a futebol e são voltadas para o público adolescente e adulto.
A secretaria já pediu desculpas pela falha e determinou o recolhimentos dos exemplares, o que não a isenta da falta total de controle sobre a escolha de materiais de ensino.
Ensino Fundamental
Secretaria manda recolher livros com palavrões e sexo distribuídos em escolas paulistas
A Secretaria estadual da Educação de São Paulo mandou recolher mais de mil exemplares de um livro distribuído como apoio a leitura para alunos de nove anos, da terceira série do Ensino Fundamental. O livro "Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol" é uma coletânea de histórias em quadrinhos de vários autores sobre futebol. Mas as histórias são recheadas de palavrões, piadas de duplo sentido, referências a agressões físicas e verbais, além de imagens de mulheres seminuas. O livro chamou a atenção de coordenadores pedagógicos.
Esse é o segundo caso de problemas com o material escolar registrado nas escolas estaduais de São Paulo neste ano. Em março, alunos da 6ª série do ensino fundamental receberam livros com informações erradas , em que o Paraguai aparecia duas vezes no mapa e o Equador não era citado.
De acordo com a coordenadora de Pedagogia da Unicamp, Angela Soligo, o conteúdo do livro reforça a banalização do sexo e "deseduca".
- O livro traz preconceito, caricaturas, palavrões e uma visão deturpada da sexualidade - diz Angela.
Em entrevista ao SPTV, o governador José Serra (PSDB) disse que houve "falha" na escolha. Ele afirmou ainda que foi aberta uma sindicância para punir os responsáveis. Os resultados da sindicândia devem sair em 30 dias.
- Isso evidencia falta de cuidado com a escolha do material didático. Quem comprou o livro não leu ou não tem formação adequada para perceber o erro - diz Angela.
Fonte: Folha de SP, Jornal Hoje, SPTV

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