Caso Battisti. No dia seguinte ao discurso do presidente Napolitano, Battisti ameaça suicidar-se
No sábado, como informado pelo Terra Magazine, o presidente italiano Giorgio Napolitano - um humanista e comunista histórico - reuniu os familiares das vítimas do terrorismo na Itália.
A reunião ocorreu no palácio Quirinal, sede da presidência da República. Durante os chamados “anos de chumbo” morreram 378 italianos. A razão da reunião foi para marcar a passagem do Dia Nacional de Memória às Vítimas do Terror.
Na sua manifestação, o presidente Napolitano disse ser “incompreensível a indulgência brasileira” com o assassino Cesare Battisti, definitivamente condenado por co-autoria e como mandante de quatro homicídios, dentre eles o de um joalheiro de subúrbio e o de um açougueiro de periferia, num ato de vingança por terem reagido a anteriores assaltos. Nenhuma das duas vítimas era filiada a partidos políticos. Nem tinham atuação política.
No domingo, Cesare Battisti reagiu à manifestação no palácio Quirinal, onde presentes os familiares das suas vítimas fatais e daquelas que foram atingidas, por Battisti e o seu grupo, com tiros nas pernas (muitas ficaram aleijadas): o objetivo era criar pânico e manter as pessoas em casa, longe dos seus postos de trabalho.
Numa entrevista que foi ao ar no domingo, Battisti, --que durante o refúgio na França publicou livros de suspense--, avisou que se suicidará caso seja extraditado para a Itália.
Para um Battisti que matou colhendo vítima de surpresa, com tiro na cabeça dado pelas costas, a sua revelação soou fantasiosa. O covarde Battisti a falar de suicídio, convenhamos, não convence.
Battisti, como já reclamaram os seus ex-companheiros de terrorismo, é um manipulador e que inventa histórias. Na cadeia, onde estava preso como ladrão comum, Battisti conheceu dirigentes da organização terrorista-eversiva que, no cárcere, resolveu aderir.
Battisti disse na gravação transmitida ontem: - “Não chegarei à Itália, tenho muito medo. Existem coisas que podem ser escolhidas, como o momento da própria morte”.
Pano Rápido. O status de refugiado político a Battisti foi concedido pelo ministro Tarso Genro sob fundamento de que Battisti corria risco de perder a vida e de a Itália não ter condições de proteger a sua integridade física.
Como o ministro Tarso Genro não disse de onde tirou tal conclusão (sua decisão, no particular, foi arbitrária pela falta de motivação em prova concreta), fica claro que acreditou em Battisti.
Para Battisti e Genro, a Itália está pior do que o Sudão e a Somália.
Fonte: Terra Magazine
Em tempo: Battisti não poderá, em caso de nova fuga, retornar à França, onde a sua extradição já foi concedida pela Justiça.
[comentário: será merecedor de uma medalha o ‘agente penitenciário’ que propiciar condições para que o assassino Battisti realize sua ameaça, sendo aceitável até que o terrorista seja ‘suicidado’.
Ele é merecedor de uma morte lenta e dolorosa – uma boa seria a ingestão de algo corrosivo – mas tal opção tem que ser destacada e que ele receba os meios para obter uma morte rápida.
A opção morte lenta e dolorosa oferece o risco dele ser socorrido a tempo e por estarmos no Brasil com certeza ao chegar ao hospital ele terá direito de passar na frente até de pacientes em estado mais grave e esperando atendimento há mais tempo.
Que Battisti se suicide.]
Tarso Genro pressiona STF
Caso Battisti: Tarso critica movimento no STF favorável à extradição
O ministro da Justiça, Tarso Genro, voltou a defender nesta terça-feira o refúgio político concedido pelo governo brasileiro ao ex-ativista esquerdista Cesare Battisti. Tarso criticou duramente o movimento dentro do Supremo Tribunal Federal (STF) favorável à extradição de Battisti.
Segundo o ministro, a última palavra sobre o assunto é do presidente da República e não do Judiciário.
Uma eventual extradição, decidida pelo Supremo, entraria em choque com o refúgio já concedido pelo governo brasileiro.
Este (refúgio) é um ato soberano do governo brasileiro. Seria perturbador se o Supremo Tribunal Federal mudasse a jurisprudência para atender a demanda de um país que não respeita as decisões do Brasil. Isso seria preocupante e perturbador, mas tenho certeza que não vai acontecer - afirmou Tarso Genro, em depoimento na Comissão de Direitos Humanos da Câmara.
O ministro demonstrou ainda especial irritação com a possibilidade que o Supremo, além de decidir pela extradição, inclua no acórdão, uma expressão torne o presidente da República obrigado a cumprir a deliberação. Tarso Genro não gostou dessa informação.
- Me pareceu sempre um esforço de menosprezar o estado brasileiro, direito brasileiro, governo brasileiro num afã esfomeado de conseguir um bode expiatório para aqueles trágicos acontecimentos da sociedade italiana.
Tarso Genro reconheceu que Cesare Battisti é um criminoso político e disse que ele mesmo se considera criminoso porque já respondeu a processos durante o regime militar.
O Supremo Tribunal Federal (STF) ainda vai decidir sobre o pedido do governo italiano de extradição do ex-militante. No último dia 8, o Ministério Público recomendou que o STF rejeitasse a solicitação e sustentou que Genro respeitou as normas legais ao conceder o benefício.
O ex-ativista italiano cumpre prisão preventiva na penitenciária da Papuda, em Brasília, desde 2007, para fins de extradição solicitada pelo governo da Itália. Ele foi condenado pela Justiça italiana por quatro homicídios que teriam sido cometidos entre 1977 e 1979. Battisti nega a autoria dos crimes.
[comentário: só no Brasil do (des)governo Lula é que um ministro de estado, caso do ‘revanchista’ Tarso Genro, tem a petulância de se manifestar sobre assunto que está sob apreciação pela Suprema Corte.]

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