quarta-feira, 20 de maio de 2009
Fora Venezuela. O MERCOSUL não aceita, nem precisa, da Venezuela
Sinuca venezuelana
Hugo Chávez, presidente da Venezuela, voltará ao Brasil mais uma vez, na próxima semana, para discutir com Luiz Inácio Lula da Silva assuntos como a parceria energética e o comércio regional. Mais uma vez, também, a imprensa de ambos os países retomará a discussão sobre o ingresso da Venezuela no Mercosul, acrescentando ao debate o fato de Chávez ter cumprido a promessa e enviado soldados para ocupar uma fábrica de massas da gigante agrícola norte-americana Cargill. A cada medida bombástica anunciada, o venezuelano aumenta a irritação dos senadores brasileiros e eleva o preço político que o Planalto precisará pagar caso queira mesmo ver o representante de Caracas com plenos poderes nas reuniões do bloco regional.
A polêmica não é apenas sobre os fundamentos democráticos do tenente-coronel na Presidência há uma década. Quanto a isso, aliados de Chávez costumam dizer que todas as suas decisões mais enérgicas têm o aval da população. Mas o venezuelano dá sinais de duvidar da eficácia do Mercosul, entidade que já classificou como ultrapassada e decadente. Como os mecanismos de integração sul-americanos ainda são todos incipientes, o que Chávez busca é uma chance de moldá-los à sua maneira, sintetizada na Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba). Diante do que classificam como ameaça de um entrave para a política externa brasileira a longo prazo, senadores da oposição se mexem.
José Sarney comprou briga com o presidente do país vizinho quando este classificou os parlamentares brasileiros de “papagaios de Washington”. Na semana passada, foi Collor quem acusou Chávez de preferir o “confronto e o protagonismo”, em vez da “paz e da integração” que o Brasil busca. O temor no Senado é de que o venezuelano volte a “trair” interesses estratégicos brasileiros, como ocorreu quando se juntou ao boliviano Evo Morales para pressionar pela renegociação dos contratos com a Petrobras. Até que as intenções de Chávez fiquem mais claras, acredita a bancada de oposição, o ideal é empurrar com a barriga a ampliação do Mercosul. Para o Itamaraty, porém, o temor maior é de um desgaste com Caracas caso a aprovação demore. Só resta ao ministério escolher o menor dentre os males.
Por: João Cláudio Garcia
joaogarcia.df@diariosassociados.com.br
[comentário: o Senado Federal tem que se manter firme e não aceitar o ingresso da Venezuela no MERCOSUL - não é necessário que o tenente-coronel Hugo ChaveS tenha mais um palanque para vomitar suas asneiras.]
Hugo Chávez, presidente da Venezuela, voltará ao Brasil mais uma vez, na próxima semana, para discutir com Luiz Inácio Lula da Silva assuntos como a parceria energética e o comércio regional. Mais uma vez, também, a imprensa de ambos os países retomará a discussão sobre o ingresso da Venezuela no Mercosul, acrescentando ao debate o fato de Chávez ter cumprido a promessa e enviado soldados para ocupar uma fábrica de massas da gigante agrícola norte-americana Cargill. A cada medida bombástica anunciada, o venezuelano aumenta a irritação dos senadores brasileiros e eleva o preço político que o Planalto precisará pagar caso queira mesmo ver o representante de Caracas com plenos poderes nas reuniões do bloco regional.
A polêmica não é apenas sobre os fundamentos democráticos do tenente-coronel na Presidência há uma década. Quanto a isso, aliados de Chávez costumam dizer que todas as suas decisões mais enérgicas têm o aval da população. Mas o venezuelano dá sinais de duvidar da eficácia do Mercosul, entidade que já classificou como ultrapassada e decadente. Como os mecanismos de integração sul-americanos ainda são todos incipientes, o que Chávez busca é uma chance de moldá-los à sua maneira, sintetizada na Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba). Diante do que classificam como ameaça de um entrave para a política externa brasileira a longo prazo, senadores da oposição se mexem.
José Sarney comprou briga com o presidente do país vizinho quando este classificou os parlamentares brasileiros de “papagaios de Washington”. Na semana passada, foi Collor quem acusou Chávez de preferir o “confronto e o protagonismo”, em vez da “paz e da integração” que o Brasil busca. O temor no Senado é de que o venezuelano volte a “trair” interesses estratégicos brasileiros, como ocorreu quando se juntou ao boliviano Evo Morales para pressionar pela renegociação dos contratos com a Petrobras. Até que as intenções de Chávez fiquem mais claras, acredita a bancada de oposição, o ideal é empurrar com a barriga a ampliação do Mercosul. Para o Itamaraty, porém, o temor maior é de um desgaste com Caracas caso a aprovação demore. Só resta ao ministério escolher o menor dentre os males.
Por: João Cláudio Garcia
joaogarcia.df@diariosassociados.com.br
[comentário: o Senado Federal tem que se manter firme e não aceitar o ingresso da Venezuela no MERCOSUL - não é necessário que o tenente-coronel Hugo ChaveS tenha mais um palanque para vomitar suas asneiras.]
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