Pesquisa personalizada

terça-feira, 19 de maio de 2009

Henrique Meirelles reconhece que Brasil andou para trás dois anos

Janeiro a abril 2009 = 48.500 vagas - janeiro a abril 2008 = 848.900 vagas

Presidente do BC alerta para recuo de 2 anos no mercado de trabalho

Um dia após governo anunciar criação de 106 mil vagas em abril, Meirelles diz que trajetória 'é preocupante' e comparável à de 2007

Mercado de trabalho retrocedeu dois anos, diz presidente do Banco Central

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou, nesta terça-feira, que o mercado de trabalho brasileiro retrocedeu a níveis de 2007 por causa da crise.

- A previsão do índice de desemprego no segundo semestre vai levar a uma trajetória, a partir do meio do ano, comparável à de 2007. É preocupante, estamos retrocedendo dois anos, mas não devemos esquecer que existem países que estão com questões desemprego comparáveis às das décadas de 40 e 60 - afirmou o presidente do BC.

A taxa média de desemprego no Brasil medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) foi de 9,3% em 2007. Em março deste ano, último dado disponível, a taxa chegou a 9% depois de atingir recorde de baixa, a 6,8% em dezembro do ano passado.

Na segunda-feira, o Ministério do Trabalho anunciou que economia brasileira criou 106.205 postos de trabalho com carteira assinada em abril, três vezes mais do que no mês anterior, segundo dados do Cadastro Geral de Emprego (Caged) . Foi o melhor saldo desde setembro do ano passado e o terceiro positivo consecutivo, resultado da admissão de 1,350 milhão de trabalhadores e da demissão de 1,244 milhão.

No entanto, embora o resultado tenha sido três vezes março, este foi o pior abril da série do Caged, desde 1999. De janeiro a abril foram criadas 48.500 vagas, enquanto no mesmo período de 2008, foram 848.900 mil.

Dívida pública

Meirelles previu ainda que a dívida pública chegará ao fim do ano em cerca de 38% do PIB, patamar próximo às das previsões do mercado, segundo ele.

- Há previsões (no mercado) desde 37,5% até abaixo de 39%. A previsão do BC é ao redor de 38% no fim do ano.

A dívida pública fechou 2008 em 36% do PIB e estava em 37,6 % do PIB em março, último dado disponível.

Pressionado por receitas tributárias em queda, o governo anunciou no mês passado a redução da meta de superávit primário para o ano para 2,5% do PIB, ante patamar anterior de 3,8% do PIB.

Fonte: Agência Brasil

0 comentários: