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sábado, 23 de maio de 2009

Impunidade para torturadora de crianças

Filmada pela patroa, babá é condenada, mas fica solta
Flagrada por câmeras de vídeo escondidas na casa onde trabalhava, Marilene Nascimento, 32 anos, é condenada a 2 anos e 11 meses de prisão por tortura e maus-tratos de duas crianças, de 2 e 4 anos. Ela, porém, poderá responder pelos crimes em liberdade.
Babá é condenada por tortura e maus-tratos

Marilene Nascimento pegou 2 anos e 11 meses de cadeia. Em outubro do ano passado, ela foi presa após ser flagrada agredindo duas crianças

A babá flagrada espancando duas crianças, de 2 e 4 anos, em outubro do ano passado, foi condenada a 2 anos e 11 meses, em regime fechado. A sentença do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) saiu ontem. À época, a mãe da criança gravou a mulher dando tapas e chutes em um dos filhos, acuado no canto de um sofá. As imagens da covardia serviram como prova para a prisão da babá Marilene Ferreira do Nascimento, 32 anos. Diante da denúncia da Promotoria de Justiça Criminal de Santa Maria, o juiz condenou a ré pelos crimes de tortura e maus-tratos. Procurada pelo Correio, a mãe das crianças se disse aliviada, mas preferiu não comentar a sentença.

Durante um ano, a auxiliar odontológica Márcia Martins, 35 anos, pagou para que Marilene desse carinho e atenção aos filhos, enquanto trabalhava. Foram oito meses até a primeira queixa da criança mais velha. “Numa conversa com ele, ao perguntar como havia sido o dia, meu filho disse que a babá tinha batido no braço dele”, lembrou Má
rcia, em entrevista pouco depois da prisão da babá. A mãe comentou a denúncia com Marilene, que a negou. Dias depois, o garoto contou que o dia tinha sido bom, pois ele não tinha apanhado. Márcia percebeu que o menino alegre e carinhoso se transformava em uma criança retraída e agressiva. Surgiram arranhões na pele dele.

Dois meses após a primeira reclamação, ela cedeu à desconfiança e pegou uma microcâmera emprestada para filmar uma tarde na sala de casa, em Santa Maria. A mãe chorou ao ver as imagens. No vídeo, Marilene gritava, dava beliscões, murros e chutes no menino de 4 anos. As agressões, que ocorreram por pelo menos dois meses, chegaram ao ponto de a mulher apertar as partes íntimas da criança, que se encolhia indefesa no canto do sofá.
“Senti uma culpa terrível”, contou Márcia, à época. As cenas foram entregues à 33ª Delegacia de Polícia (Santa Maria), em outubro do ano passado. Traumatizada, a mãe declarou que jamais confiará a integridade dos filhos a uma babá novamente.

Silêncio
Procurada ontem, Márcia preferiu não comentar a sentença, pequena se comparada ao máximo estipulado por lei. Marilene poderia ter pego até 12 anos por ter torturado o menino, segundo o Código Penal. Em entrevista ao Correio, cerca de um mês após as agressões, a mãe disse que “a raiva tinha passado, mas que ela (Marilene) tinha que pagar pelo que fez para que sirva de lição para outras agressoras”. As crianças receberam atendimento
psicológico para amenizar o trauma. O Ministério Público ofereceu denúncia contra a ré também pelo crime de atentado violento ao pudor. Marilene foi absolvida desta acusação. Embora tenha sido condenada, ela poderá recorrer da sentença em liberdade.


[comentário: apenas pergunto:
qual o critério que norteou o juiz para que ele aplicasse a uma criminosa, autora comprovada do crime pelo qual foi denunciada - cuja pena máxima é de doze anos - a pena mínima e ainda concedendo o direito de que a vadia recorra em liberdade?
- baseado em que o merítissimo juiz absolveu a criminosa da acusação de atentado violento ao pudor?
- quais as razões que levam o Ministério Público a não recorrer da generosidade do juiz para com uma criminosa sádica, cruel?
Para que não restem dúvidas, segue abaixo duas fotos que
mostram a ínfima parte da crueldade sofrida pelas crianças.]

1 comentários:

Anônimo disse...

eu queria ver se fosse vc seu trocha , no olho dos outros pimenta é refresco , todos erram , eu sou a favor da chance seu i!!!!!!!!!!!!