terça-feira, 12 de maio de 2009
Lula usa reajuste salarial de servidores como arma política
Em flagrante desrespeito a qualquer principio trabalhista, especialmente se tratando de quem foi líder sindical, o presidente Lula informou a seus principais assessores que os aumentos salariais concedidos aos servidores serão usados como arma para as eleições de 2010
Vejam o que diz o Correio Braziliense:
Reajuste de servidor vira arma para 2010
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avisou ontem a seus mais próximos conselheiros que os aumentos salariais concedidos ao funcionalismo e as contratações em massa de pessoal serão mote do governo daqui para a frente, a ponto de exercerem papel crucial na eleição presidencial do próximo ano.
“Queremos travar esse debate. Se a oposição acha que o Estado tem de ser menor, que defenda isso publicamente”, diz um ministro com gabinete no Palácio do Planalto. Vazada da reunião de coordenação política, a posição do chefe do governo foi entendida como a senha de que os reajustes entre 30% e 150% prometidos para julho a 1,8 milhão de servidores federais serão mesmo concedidos. Até então, a melhora nos contracheques estava suspensa, por conta da perda de receitas impingida pela crise financeira internacional. Mas como a equipe econômica liberou R$ 40 bilhões da poupança financeira e Lula quer centrar o discurso na administração, o dinheiro deve ser usado para fazer a festa de várias categorias do setor público.
Servidor vira arma de campanha
Lula defenderá reajustes concedidos e novas contratações realizadas no setor público. Discurso faz parte da estratégia governista para deixar em situação delicada a oposição, que aposta no enxugamento do Estado
O governo usará o funcionalismo público como arma para derrotar a oposição nas eleições presidenciais de 2010. A estratégia começou a ser traçada ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros da chamada coordenação política em reunião no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). A ideia é defender os reajustes salariais concedidos aos servidores públicos, além das contratações realizadas nos últimos anos. E, assim, se contrapor à oposição, que acusa a gestão Lula de ter inchado de forma desnecessária a máquina pública.
“Queremos travar esse debate político com a oposição. Se a oposição acha que o Estado tem de ser menor, que defenda isso publicamente”, diz um dos ministros da coordenação política, formada, entre outros, por Dilma Rousseff (Casa Civil), Paulo Bernardo (Planejamento), Franklin Martins (Comunicação Social) e José Múcio Monteiro (Relações Institucionais). “O problema do Brasil é que o Estado é pequeno e ineficiente apesar das medidas que adotamos”, acrescenta. O roteiro esboçado no CCBB prevê uma espécie de plebiscito.
A população será lembrada pelo governo da necessidade de escolher entre o “Estado mínimo” supostamente defendido por PSDB, DEM e PPS e a tentativa do governo atual de reestruturar a administração pública com novos funcionários e melhores vencimentos. “Vamos inaugurar 214 escolas técnicas e não contratar mais professores? Como vamos proteger as áreas de preservação ambiental se não fortalecermos os órgãos ambientais?”, pergunta o ministro, dando uma pitada do discurso a ser entoado na queda de braço política.
Economia
A estratégia eleitoral só começou a ser definida porque o presidente Lula determinou à equipe econômica a redução da meta de superávit primário neste ano, o que abre a perspectiva de uma economia de R$ 40 bilhões com o pagamento de juros da dívida. Mantido o cenário atual, parte do dinheiro será usado para pagar o reajuste do funcionalismo. O acerto da conta era incerto durante o primeiro trimestre deste ano, devido à queda de arrecadação provocada pela crise econômica.
O plano de obrigar a oposição a advogar um “Estado mínimo” se sustenta em dois precedentes ocorridos na disputa presidencial em 2006. Na época, Lula, então candidato à reeleição, provocou os tucanos a defenderem as privatizações e a necessidade de um corte expressivo nos gastos da União. Ciente de que tais temas eram impopulares, os oposicionistas fugiram do embate.
[comentário: que o senhor Lula vai prometer, prometer e prometer reajustes para os funcionários públicos, novas contratações, etc, isso tudo ele vai fazer, ou seja: PROMESSAS.
Agora me reservo o direito de só acreditar nestes reajustes quando estiverem no BOLSO DOS SERVIDORES - promessa do Lula não tem credibilidade.
A crise ainda está aí, a queda de arrecadação é gritante e de onde virá dinheiro para bancar tais promessas: da queima das reservas, que diziam ser de US$ 200 BI e que agora o que resta virou segredo de estado? emitir dinheiro?
Finalizo lembrando que a promessa dos DEZ MILHÕES de empregos, feita em 2002, NÃO FOI CUMPRIDA.
Pode até sair, mas como prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém, recomendo aos dignos servidores públicos evitarem contar com a grana antes de estar no bolso.]
Vejam o que diz o Correio Braziliense:
Reajuste de servidor vira arma para 2010
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avisou ontem a seus mais próximos conselheiros que os aumentos salariais concedidos ao funcionalismo e as contratações em massa de pessoal serão mote do governo daqui para a frente, a ponto de exercerem papel crucial na eleição presidencial do próximo ano.
“Queremos travar esse debate. Se a oposição acha que o Estado tem de ser menor, que defenda isso publicamente”, diz um ministro com gabinete no Palácio do Planalto. Vazada da reunião de coordenação política, a posição do chefe do governo foi entendida como a senha de que os reajustes entre 30% e 150% prometidos para julho a 1,8 milhão de servidores federais serão mesmo concedidos. Até então, a melhora nos contracheques estava suspensa, por conta da perda de receitas impingida pela crise financeira internacional. Mas como a equipe econômica liberou R$ 40 bilhões da poupança financeira e Lula quer centrar o discurso na administração, o dinheiro deve ser usado para fazer a festa de várias categorias do setor público.
Servidor vira arma de campanha
Lula defenderá reajustes concedidos e novas contratações realizadas no setor público. Discurso faz parte da estratégia governista para deixar em situação delicada a oposição, que aposta no enxugamento do Estado
O governo usará o funcionalismo público como arma para derrotar a oposição nas eleições presidenciais de 2010. A estratégia começou a ser traçada ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros da chamada coordenação política em reunião no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). A ideia é defender os reajustes salariais concedidos aos servidores públicos, além das contratações realizadas nos últimos anos. E, assim, se contrapor à oposição, que acusa a gestão Lula de ter inchado de forma desnecessária a máquina pública.
“Queremos travar esse debate político com a oposição. Se a oposição acha que o Estado tem de ser menor, que defenda isso publicamente”, diz um dos ministros da coordenação política, formada, entre outros, por Dilma Rousseff (Casa Civil), Paulo Bernardo (Planejamento), Franklin Martins (Comunicação Social) e José Múcio Monteiro (Relações Institucionais). “O problema do Brasil é que o Estado é pequeno e ineficiente apesar das medidas que adotamos”, acrescenta. O roteiro esboçado no CCBB prevê uma espécie de plebiscito.
A população será lembrada pelo governo da necessidade de escolher entre o “Estado mínimo” supostamente defendido por PSDB, DEM e PPS e a tentativa do governo atual de reestruturar a administração pública com novos funcionários e melhores vencimentos. “Vamos inaugurar 214 escolas técnicas e não contratar mais professores? Como vamos proteger as áreas de preservação ambiental se não fortalecermos os órgãos ambientais?”, pergunta o ministro, dando uma pitada do discurso a ser entoado na queda de braço política.
Economia
A estratégia eleitoral só começou a ser definida porque o presidente Lula determinou à equipe econômica a redução da meta de superávit primário neste ano, o que abre a perspectiva de uma economia de R$ 40 bilhões com o pagamento de juros da dívida. Mantido o cenário atual, parte do dinheiro será usado para pagar o reajuste do funcionalismo. O acerto da conta era incerto durante o primeiro trimestre deste ano, devido à queda de arrecadação provocada pela crise econômica.
O plano de obrigar a oposição a advogar um “Estado mínimo” se sustenta em dois precedentes ocorridos na disputa presidencial em 2006. Na época, Lula, então candidato à reeleição, provocou os tucanos a defenderem as privatizações e a necessidade de um corte expressivo nos gastos da União. Ciente de que tais temas eram impopulares, os oposicionistas fugiram do embate.
[comentário: que o senhor Lula vai prometer, prometer e prometer reajustes para os funcionários públicos, novas contratações, etc, isso tudo ele vai fazer, ou seja: PROMESSAS.
Agora me reservo o direito de só acreditar nestes reajustes quando estiverem no BOLSO DOS SERVIDORES - promessa do Lula não tem credibilidade.
A crise ainda está aí, a queda de arrecadação é gritante e de onde virá dinheiro para bancar tais promessas: da queima das reservas, que diziam ser de US$ 200 BI e que agora o que resta virou segredo de estado? emitir dinheiro?
Finalizo lembrando que a promessa dos DEZ MILHÕES de empregos, feita em 2002, NÃO FOI CUMPRIDA.
Pode até sair, mas como prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém, recomendo aos dignos servidores públicos evitarem contar com a grana antes de estar no bolso.]
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