Dilma sente dor e faz exames em São Paulo
Em tratamento contra um câncer no sistema linfático, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, embarcou ontem à noite de Brasília para São Paulo num jatinho-ambulância. Sofrendo de dores “lancinantes” em uma das pernas, a ministra foi se consultar com os médicos do Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista, que cuidam dela há cerca de um mês e meio, quando foi identificado um nódulo debaixo da axila de seu braço esquerdo. O nódulo já foi retirado, mas Dilma enfrenta desde então um tratamento que continuará, pelo menos, nos próximos quatro meses.
Segundo informações da GloboNews, Dilma seria submetida a uma ressonância magnética ao chegar ao hospital, destinada a identificar se as dores na perna são uma reação à quimioterapia. Escolhida por Lula para representá-lo na próxima corrida presidencial, a “mãe do PACo” cumpria agenda normalmente no Centro Cultural Banco do Brasil quando sentiu a dor, por volta do meio-dia. Nas horas seguintes, a dor aumentou, obrigando-a a deixar o CCBB, no meio da tarde, para tomar uma injeção prescrita pela equipe médica do Sírio-Libanês.
Como a medicação não surtiu o efeito desejado, a ministra viajou para São Paulo. Desde o anúncio público do tratamento contra o câncer, Dilma já enfrentou duas sessões de quimioterapia. A segunda foi realizada na quinta-feira da semana passada. Em entrevista ao Correio publicada em 10 de maio, ela se mostrou confiante em superar o problema de saúde. “Tenho certeza de que vou vencer (o inimigo)”, declarou.
Enquanto isso, no mundo real, o povo...
A emergência do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) tem 100 leitos. Mas na tarde de ontem, havia 230 pessoas internadas. É mais do que o dobro da capacidade do setor. Sem espaço suficiente nos boxes, os pacientes são colocados em macas. Enfileiradas, elas restringem o espaço de circulação de profissionais e de acompanhantes dos doentes. Ocupam as duas laterais de um longo corredor. E se espalham por outro, que fica ao lado.
Referência no atendimento de alta complexidade na capital do país e para dezenas de cidades de Goiás, Minas Gerais e Bahia, a superlotação da emergência é um problema de difícil solução.
O início da reforma da emergência ainda não foi marcado. Depende da liberação de parte dos recursos pelo governo federal. Depois disso, será lançada a licitação. De acordo com a Secretaria de Saúde, a área total da emergência será aumentada em 40%. Num dos corredores, o teto de gesso desabou. “Será uma alteração profunda”, disse o secretário-adjunto.
Para ser reformado, o pronto-socorro do Hospital de Base será fechado. Por isso, o governo prepara outros hospitais da rede para receber os pacientes. Segundo Fernando Antunes, o Hospital Regional da Asa Norte (Hran) atenderá parte da demanda. E as cinco Unidades de Pronto Atendimento (Upas) que serão construídas em São Sebastião, Ceilândia, Recanto das Emas, Taguatinga e Samambaia absorverão outros pessoas. “As Upas são locais para onde poderão ir alguns dos pacientes que sofreram acidentes de trânsito e acidentes domésticos, por exemplo”, destacou.
Fonte: Correio Braziliense
[comentário: o Blog da UNR assumiu o compromisso de não usar para fins políticos a doença da ministra Dilma - que merece respeito, o mesmo respeito e cuidados de qualquer doente.
Mas, tem também o compromisso de sempre mostrar as ocasiões em que a minsitra recebe tratamento especial, VIP, as custas do contribuinte, enquanto os doentes do POVÃO morrem à mingua.]

0 comentários:
Postar um comentário