ONU culpa Israel por maioria de ataques à entidade em Gaza
Um relatório apresentado ontem pelas Nações Unidas culpa os militares israelenses por seis dos nove casos em que pessoas refugiadas em instalações das Nações Unidas foram feridas ou mortas durante o confronto na Faixa de Gaza, entre dezembro e janeiro deste ano. Sobre o episódio do bombardeio a uma escola, em que cerca de 40 pessoas morreram, a ONU rejeitou a alegação de Israel de que militantes do Hamas estavam atirando contra refugiados. O governo israelense, relata a BBC Brasil, considerou o documento “extremamente parcial”.
ONU critica campanha israelense em Gaza
Um inquérito da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a campanha militar de Israel na Faixa de Gaza, realizada cerca de quatro meses atrás, faz críticas ao Exército israelense.
O documento divulgado nesta terça-feira considerou os militares de Israel culpados de seis entre nove casos estudados nos quais pessoas refugiadas em prédios da ONU foram mortas ou ficaram feridas.
Uma propriedade da ONU também foi danificada nestes ataques.
Militantes palestinos foram considerados culpados de atirar em direção a um prédio da ONU em uma ocasião.
Crimes de guerra
O documento rejeitou alegações israelenses de que militantes estariam atirando contra refugiados dentro da escola Fakhura. Pelo menos 40 pessoas morreram nos arredores do local, em decorrência de bombardeios israelenses.
Foram feitas críticas ainda a respeito do uso de fósforo branco, que causou a incineração do principal depósito de comida da ONU em Gaza, atitude que, segundo o documento, mostrou "falta de consideração" pela segurança de civis.
A ONU recomendou que sejam feitas novas investigações sobre possíveis crimes de guerra.
Israel considerou o relatório como "altamente parcial".
O Ministério das Relações Exteriores de Israel disse que a ONU ignorou evidência fornecida pelo país e se aliou ao grupo militante palestino Hamas.
Fonte: BBC Brasil
[comentário: É prática recorrente do estado judeu sempre que é criticado, acusar o autor da crítica de racismo, antissionismo ou ter se aliado aos palestinos.]

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