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quinta-feira, 28 de maio de 2009

A ONU perdeu força quando cedeu a primeira vez

Poderosos, Exércitos de Seul e Pyongyang estão sob tensão

Coreia do Norte conta com superexército, mas Coreia do Sul tem apoio americano em seu favor

Em Panmujon, ponto de checagem central do Paralelo 38 que separa as duas Coreias, um oficial do norte olha para o outro lado da linha e vê um soldado que também olha direto para ele. Fardas de combate. Insignías polidas. Armas e capacete. Muito perto. Tão perto que é possível ver o brilho do suor e a cadência da respiração de cada um deles. Hora após hora, dia e noite, há 56 anos.

Na retaguarda dos militares postados na divisa, estende-se uma formidável máquina de guerra, poderosa de ambos os lados - perigosa mesmo sem a contabilidade do incerto arsenal nuclear do regime de Pyongyang.

Uma retomada do conflito interrompido em julho de 1953 colocaria em ação um dos maiores Exércitos do mundo - 1,2 milhões de soldados da Coreia do Norte, intensamente preparados. Diante dele estaria alinhada a força da Coreia do Sul, 687 mil combatentes, mais os sistemas de alta tecnologia recebidos dos Estados Unidos ao longo de meio século.

Kim Jong-il pode atacar para garantir o protagonismo de seu regime na região. "As principais economias em recuperação da crise estão ali", considera o analista Alexandre Ratsuo Uehara, pesquisador da USP e professor das Faculdades Integradas Rio Branco.

No Real Instituto Elcano, de Madri, o especialista Julio Rios lembra que "um conflito limitado levaria as potência mundiais a admitir o regime nas negociações que viriam". Para ele, todavia, o perigo de "uma nova velha guerra", é o da contaminação - "Rússia e China não serão meros observadores dos acontecimentos", sustenta. Os arsenais são enormes.

A Coreia do Norte gasta US$ 35 bilhões por ano para manter e expandir seu aparato de defesa. Embora as estrelas do momento sejam os mísseis, as forças de Kim Jong-il, bem treinadas e equipadas, fazem diferença na soma do poder de fogo.

Ao menos 90 mil militares integram uma sofisticada unidade de elite, o Comando de Aplicações Especiais, que reúne atiradores, times anfíbios, grupos de reconhecimento e de operações destruição, paraquedistas e sabotadores. São conhecidos como Morcegos e se vestem sempre de negro.

Ao sul e ao norte foram realizados ambiciosos programas e desenvolvidos projetos. Pyongyang está empenhada em revitalizar com rapidez sua frota de 3.500 tanques pesados - muitos deles robustos T-62 fornecidos pela extinta URSS e agora revitalizados com eletrônica de bordo, novos motores e um sistema de armas eficiente.

A capitalista Seul tratou de negociar com o aliado americano licenças para produção local de coisas como radares e o caça F-15K Eagle de múltiplo emprego, capaz de levar 11 toneladas de armas e voar a 2,6 mil km/hora.

O regime totalitário considera uma carta na manga a capacidade de lançar ao mar um número elevado de submarinos de ataque e, simultaneamente, 50 caças MiG, 20 deles do tipo 29 atualizados, a maioria modelos 21, com 30 anos de uso. Do outro lado da linha há 250 jatos F-5K, prontos para o primeiro tiro.

Fonte: O Estado de São Paulo

[comentário: a ONU, quando foi criada após a IIª Guerra e substituindo a extinta Liga das Nações, pretendia ser uma organização com condições de intervir em qualquer conflito no globo terrestre e com isso evitando a 3ª guerra ou mesmo qualquer conflito localizado.

Além de 'polícia do mundo' a ONU atenderia nações subdesenvolvidas com programas tipo FAO, UNESCO, USAID e outros.

O grande erro foi já começar suas atividades privilegiando um pequeno grupo de países: Estados Unidos, Inglaterra, França, China e Rússia. Tais países passaram a condição de 'membros permanentes' do Conselho de Segurança da ONU e a ter poder de veto sobre qualquer decisão daquele Conselho.

Mesmo que todos os membros não permanentes do Conselho de Segurança e mais quatro permanentes decidissem algo, bastava UM dos PERMANENTES vetar o decidido e ficava o dito pelo não dito.

Aí acabou-se toda a força da ONU. Passou a ser um arremedo do que pretendia ser.

Quando atendendo interesses economicos e políticos os EUA começaram a permitir que países pequenos, mas belicosos, desenvolvessem armas nucleares - rompendo com a exclusividade do 'clube dos cinco' - a ONU perdeu toda a sua capacidade.

Vejam que os EUA empreenderam a invasão ao Iraque SEM O AVAL daquele Conselho.

Hoje a ONU se tornou refém de qualquer ditador maluco que possua armamento nuclear - mesmo que não possua dê a impressão que possui.

O que a Coréia do Norte deseja, e vai obter, são concessões economicas. No rastro dela virão o Irã e outros países que saibam blefar.]

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