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terça-feira, 12 de maio de 2009

PETROBRAS sonegou R$ 4,38 BI em impostos

Petrobras não poderia ter alterado regime tributário, alega Receita

A Receita Federal informou ontem que a Petrobras não poderia ter alterado o regime de pagamento de impostos no meio do ano passado. Segundo nota divulgada pelo órgão, os novos critérios de recolhimento só deveriam ser aplicados no ano seguinte à mudança.

De acordo com o órgão, qualquer empresa tem liberdade para escolher o regime de pagamento de tributos sobre variações cambiais - caixa ou competência. Com base na Medida Provisória (MP) 2.158-35, de 2001, a Receita alega, no entanto, que as mudanças só podem ser aplicadas no ano seguinte.

"Caso o contribuinte tenha iniciado o ano-calendário escolhendo um dos dois regimes [caixa ou competência], esta opção deve ser observada para todo o ano, não sendo permitida a alteração de critério no decorrer do ano-calendário", informou o comunicado. O texto não cita diretamente a Petrobras, mas informa que manobras contábeis como a praticada pela empresa não podem ser feitas.

Segundo reportagem publicada no fim de semana pelo jornal "O Globo", a Petrobras deixou de recolher R$ 4,38 bilhões em tributos entre dezembro de 2008 e março deste ano. A queda no repasse foi provocada por uma alteração nas regras contábeis da empresa no último trimestre do ano passado.

Com a mudança contábil, a Petrobras deixou de pagar o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) pelo regime de competência, no qual os impostos são pagos ao serem reconhecidos na contabilidade da empresa. A estatal passou a recolher esses tributos pelo regime de caixa, em que a tributação só ocorre quando as operações são liquidadas.

As mudanças na contabilidade da estatal foram provocadas pela oscilação no câmbio, que aumentou o valor dos ativos (bens) da estatal no exterior e, portanto, faria a estatal pagar mais tributos. Em momentos de instabilidade no câmbio, o regime de competência torna-se desvantajoso porque antecipa o recolhimento de impostos.

No regime de caixa, porém, o impacto das variações cambiais só é tributado quando as operações são liquidadas. A mudança, na prática, permite que a empresa jogue para o futuro o pagamento de tributos sobre ganhos com a alta do dólar.

Além de ter mudado a contabilidade no meio do ano, a empresa aplicou as normas retroativamente ao início de 2008. Pelo regime de caixa, a Petrobras teria pagado mais IRPJ e CSLL do que efetivamente devia. A diferença tem sido compensada, desde dezembro, com descontos no recolhimento de outros impostos, como PIS/Cofins e Cide - contribuição que incide sobre combustíveis.

Mais cedo, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse que a empresa estava amparada pela medida provisória de 2001 para fazer as mudanças que resultaram no recolhimento menor de impostos. Ele afirmou ainda que uma instrução normativa da Receita regulamenta o assunto. De acordo com a Receita, a medida provisória, que estabelece que a mudança só pode ser feita de um ano para outro, vale mais que qualquer instrução normativa.

Fonte: Valor Economico - Agência Brasil

[comentário: por se tratar de uma estatal que serve ao (des)governo Lula tanto para fazer generosidade ao 'cocalero' Morales, quando para desviar a atenção do público quando algo negativo atinge o (des)governo - é só uma estrepolia da trupe petista ser noticiada que logo a PETROBRAS anuncia uma MEGA-HIPER-SUPER descoberta de petróleo e assim a mutreta dos aloprados é esquecida, ocorreu a sonegação de tributos e nada, absolutamente nada aconteceu, ou vai acontecer, com a direção da PETROBRAS.

A MP que o presidente da PETROBRAS quer, malandramente, revogar através de uma Instrução Normativa da Receita Federal - MP tem força de Lei, portanto na hierarquia das leis está bem acima de uma 'instrução normativa - determina que mudanças referente a cobrança/cálculo de impostos ocorridas em um ano, só passem a valer no ano seguinte.

A PETROBRAS além de antecipar a vigências das alterações tributárias que a beneficiavam - contrariando dispositivo legal - a estatal foi mais longe no seu afã sonegador: retroagiu a vigências medidas que possibilitaram a mudança de regime e tal procedimento em qualquer país sério, governado por um governo sério e não por uma NOMENKLATURA, é SONEGAÇÃO.]

1 comentários:

Frodo Balseiro disse...

Isso é a cara do "guvernu" do PT. Gente corrupta, dirigentes(?) despreparados!