A União Europeia (UE) condenou a execução de Delara Darabi, pintora condenada à morte no Irã por um crime que cometeu aos 17 anos.
Em comunicado, a UE protestou contra “uma medida com a qual Teerã viola compromissos internacionais".
Delara Darabi assumiu a culpa por um assassinato para proteger o namorado e foi enforcada na manhã de sexta-feira.
A advogada Lily Mazahery, que trabalhava pela comutação da pena, contou ao Correio que a filha da vítima fez questão de colocar a corda no pescoço da acusada.
Direitos Humanos: República Islâmica do Irã mata a pintora Delara Dalari, de 23 anos.
O presidente Ahmanejad chegará ao Brasil com as mãos manchadas de sangue. Depois da China, o Irã é o que mais impõe e executa penas capitais.

Direitos Humanos: República Islâmica do Irã mata a pintora Delara Dalari, de 23 anos.
Hoje no período da manhã, Delara Darabi, pintora iraniana de 23 anos de idade, foi executada na prisão de Rasht (Irã). Ninguém esperava, pois a pena capital, segundo noticiaram as autoridades iranianas, estava suspensa por dois meses: a execução marcada para 20 de abril passado havia sido suspensa em razão de pressões internacionais e possibilidade de acordo indenizatório com familiares da vítima (forma de extinção da pena de morte).
A filha da vítima, Hayedeh Amir-Eftekhari, negou-se a perdoar Delara Darabi: a vítima tinha cinco filhas e Hayedeh era a única a não aceitar trocar a pena capital por sanção indenizatória. O governo, por seu turno, não concedeu a clemência a Delara Darabi e nem converteu a pena capital em pena de prisão.
O certo é que a pena capital foi suspensa por apenas dez dias. Seguramente para baixar a pressão internacional e evitar fosse o presidente Ahmadinejad hostilizado no discurso de abertura da Conferência da ONU sobre racismo, ocorrida na semana que se seguiu à suspensão da pena capital.
Nem esta sexta-feira, --dia sagrado para os islâmicos xiitas--, evitou a barbárie, ou seja, a efetivação de um homícidio-legal (praticado pelo Estado).
A morte de Delara foi confirmada, também, pelo sítio de internet do Iran Human Rights.
Não se tem, ainda, detalhes sobre a forma de execução. Estava previsto, quando ocorreu a suspensão, o enforcamento em local público. E o corpo pendurado em guindaste ficaria em exposição, como sempre acontece.
A pintora Delara Darabi , --frise-se 23 anos de idade--, negou em juízo ter sido autora do crime de homicídio.
Quando da consumação do crime ela tinha 17 anos de idade.
Hoje, o genitor de Delara não deixa de se culpar por aquele ato de entrega da filha à polícia. Entende ter se precipitado. Isto porque não tem nenhuma dúvida sobre a inocência da filha: laudo pericial oficial demonstrou ter sido um destro o autor da punhalada, quando Delara é canhota: seu namorado é destro, informaram os peritos.
Delara se retratou da confissão na Justiça. Declarou que apenas havia confessado a autoria do homicídio para poupar o namorado Amir Hossain, de 19 anos de idade e, caso fosse culpado, sujeito à pena de morte. E ela motivou sua retratação: imaginava Delara, como contou no Tribunal, que por ser menor de idade estaria livre de uma condenação à pena de morte. Mais, pouparia o namorado que amava.
Puro engano de Delara pois, pelas leis iranianas, ela já era considerada responsável criminalmente: confira na retrospectiva abaixo sobre menoridade penal no Irã.
Como a decisão condenatória à pena capital já transitou em julgado, o pai de Delara tenta desesperadamente obter o perdão da família da vítima. Essa é uma saída legal para evitar o enforcamento. A outra seria um decreto de clemência do governo teocrático do Irã.
Por: Wálter Fanganiello Maierovitch - IBGF
A pintora iraniana foi vítima de sua própria ação de assumir um crime que não cometeu, confiando no fato de ser menor de idade, e assim poupar o verdadeiro assassino.
A prática feita pela iraniana e que resultou em sua execução é muito utilizada no Brasil, quando 'di menor' assumem crimes cometidos por 'di maior' - infelizmente no Brasil esta prática costuma resultar na impunidade do criminoso.]

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