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quarta-feira, 27 de maio de 2009

PM do Rio impede que bandidos invadam sede do Primeiro Distrito Naval

Ousadia

Bandidos vestindo fardas são presos tentando invadir prédio da Marinha

Três homens foram presos na madrugada desta quarta-feira depois que tentaram invadir a sede do Primeiro Distrito Naval, na Praça Mauá. Segundo policiais do 13º BPM (Praça Tiradentes), dois deles vestiam fardas da Marinha e entraram na unidade por volta das 2h com um Toyota Corolla roubado.

Os bandidos, no entanto, foram surpreendidos pelo comandante da guarda que acionou a Polícia Militar. No carro onde eles estavam, a PM encontrou duas pistolas. A polícia acredita que os bandidos tentavam roubar armas da Marinha. Os três prestaram depoimento no prédio da Marinha. Eles foram encaminhados para a delegacia da (Praça Mauá).

No mês passado, bandidos invadiram a sala de reserva de material bélico do 6º BPM (Tijuca), onde são guardadas as armas da unidade. De acordo com a PM, peritos do Centro de Criminalística fizeram uma conferência do armamento da unidade e constaram que não houve o furto. O cadeado da sala teria sido arrombado mas de acordo com nota divulgada pela polícia, nada teria sido roubado.

Uma fonte na PM, no entanto, afirma que cinco fuzis foram furtados. Segundo informações da Secretaria de Segurança, o novo comandante do 6º batalhão, coronel Fernando Príncipe, afirmou que deve instaurar uma sindicância interna para apurar responsabilidades.

Em 2006, o Exército ocupou durante 12 dias as favelas do Rio para tentar localizar os dez fuzis e a pistola roubados do Estabelecimento Central de Transporte (ECT) da corporação, em São Cristóvão. Foram utilizados nas buscas 1.600 homens. As armas foram localizadas numa mata próxima à Estrada das Canoas, em São Conrado. Bandidos as teriam abandonado porque vinham tendo prejuízos com a venda de drogas desde o início da 'Operação Asfixia', montada pelas Forças Armadas para ocupar favelas como Providência, Mangueira e Rocinha.

Os fuzis roubados do Exército seriam vendidos por R$ 3.500 cada. A informação foi dada em depoimento pelo ex-cabo Joelson Basílio da Silva, que confessou participação no crime e foi preso. As armas seriam distribuídas nos morros de Mangueira, Borel (Tijuca), Complexo do Alemão (Ramos) e Pavão-Pavãozinho (Copacabana). Os chefes do tráfico nas quatro comunidades teriam feito um consórcio para comprar o armamento.

[comentário: A OPERAÇÃO ASFIXIA realizada pelo EB em 2006, prejudicou os 'negócios' do tráfico e por isso os fuzis foram devolvidos - embora o estado em que foram devolvidos não combine com o tratamento dispensado as armas do arsenal do EB - que costumam, ou pelo menos costumavam nas décadas de 70/80, ser bem cuidadas. Mas, mesmo assim, ficou provado que uma das formas eficaz para combater o tráfico é ASFIXIAR, cercando morros, favelas e realmente sufocando o tráfico.]

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