segunda-feira, 11 de maio de 2009
PM goiana mata em Formosa. Confronto ou execução?
Matança da PM assusta em Formosa
Mortes em série
A PM de Goiás matou 10 das 48 pessoas assassinadas no ano passado em Formosa. Os militares alegam confronto, mas o Ministério Público e a Polícia Civil investigam a existência de um grupo de extermínio, já que outras execuções, atribuídas a criminosos encapuzados, têm características semelhantes.
Matança em Formosa
PM matou 15 homens no município do Entorno, enquanto encapuzados executaram quatro jovens. Crimes começaram com novo comandante, acusado de liderar grupo de extermínio em Rio Verde (GO)
A Polícia Militar de Goiás nunca matou tanto no Entorno do Distrito Federal quanto agora em Formosa. Homens fardados são responsáveis por 20% dos homicídios registrados na cidade, que fica a 79km de Brasília. Admitem ter tirado a vida de 10 das 48 pessoas assassinadas no ano passado. Seis mortes ocorreram em menos de uma semana, em dezembro. Quatro no mesmo dia. Outros cinco casos parecidos ocorreram no segundo semestre de 2007. Os crimes têm as mesmas características. Os militares alegam confrontos com bandidos perigosos e armados. A maioria das vítimas, no entanto, nunca havia sido acusada de comandar quadrilha ou respondia por delitos graves. Morreram com ao menos um tiro na cabeça.
Além de perfurações provocadas pelos projéteis das armas dos policiais, os corpos apresentavam outros sinais de violência, inclusive fraturas. Em quase nenhuma suposta troca de tiros houve moradores como testemunhas. Também são raros os registros de perícias nas vítimas nos locais dos crimes. Nenhum dos casos em que os PMs aparecem como autores é investigado por agentes do município. O fenômeno fez o Ministério Público goiano (MPGO) e a Polícia Civil abrirem investigações sigilosas na capital do estado.
Na mesma época das seis mortes assumidas pelos PMs, Formosa foi cenário também de três crimes com marcas de pistolagem. Jovens e adolescentes acabaram executados com tiros na cabeça por homens encapuzados. Outro caso igual ocorreu em fevereiro último. Em todos, os autores agiram em dupla. Vestidos de preto, usaram pistolas nos assassinatos. Armas idênticas às restritas à polícia e às Forças Armadas. As vítimas haviam sido detidas anteriormente por pequenos[pequenos crimes???] crimes, como furtos e porte de drogas. Esses assassinatos também não chegaram a ser investigados em Formosa. A assessoria de comunicação do MPGO informou que os promotores responsáveis pelos casos temem a ação de um grupo de extermínio em nome da diminuição da criminalidade.
Ocorrências crescem
Se for essa a estratégia, ela não tem surtido efeito. Os registros de ocorrências no município se mantêm em alta. Em 2006, foram 4.211. Em 2007, 4.399. O número subiu para 4.603 em 2008. As supostas trocas de tiros entre policiais e moradores também contribuíram para o acréscimo nos assassinatos. Foram 45 em 2007, contra os 48 do ano seguinte — além dos dois casos em que as vítimas sumiram em Formosa e apareceram mortas dias depois em matagais de uma cidade vizinha, onde os crimes foram contabilizados.
Uma das vítimas dos encapuzados tinha 15 anos. O garoto foi visto com vida pela última vez às 21h30 de 5 de novembro de 2008. Vizinhos contam que ele foi encurralado por dois homens de preto em frente a uma mercearia, a 20m de casa. Apontando pistolas para o adolescente, os estranhos o obrigaram a entrar em um Fiat Palio cinza. “Eles mandaram todos saírem da rua. Disseram que quem ficasse também morreria”, conta um dos moradores. Trabalhadores rurais encontraram o menino morto quatro dias depois, com dois tiros na cabeça, em uma área de fazendas em Planaltina de Goiás.
A mãe da vítima, uma diarista de 39 anos, não nega que o filho tinha envolvimento com drogas. “Ele cheirava muita cocaína. Mas fazia mal a ele mesmo. Nunca deu tiro, nunca teve guerra (rixa) com ninguém”, garante. A mulher relata ainda que o filho havia sido abordado várias vezes por PMs. “Meu filho já apanhou muito dos policiais por estar com droga no bolso. Agora, fizeram isso com ele”, diz a mãe, sem esconder a certeza de que militares executaram o filho. Ninguém da família nem amigos ou vizinhos do garoto foram chamados para depor sobre o caso. A mãe nunca soube de investigação.
Seis tiros
Três meses após o assassinato do menino, um vizinho e colega dele morreu de forma semelhante. O crime ocorreu no mesmo local onde o garoto havia sido sequestrado. Os assassinos, dois homens de preto e encapuzados, chegaram em uma moto e mataram a vítima no local, por volta das 19h30 de 28 de fevereiro último. O rapaz de 21 anos, outro usuário de drogas com acusações de roubo, tombou com seis tiros no corpo, disparados de pistolas, segundo testemunhas. Mais uma vez, ninguém foi convocado para depor, e os pais da vítima ficaram sem informações sobre o andamento de alguma investigação.
Nos quatro primeiros meses de 2009, houve 20 assassinatos em Formosa. Os dados, aos quais o Correio teve acesso com exclusividade, são do sistema online da Polícia Civil goiana. As ocorrências de homicídios no município goiano superam a média de cidades do DF com até o triplo da população, como Gama, Taguatinga e Samambaia. Com 300 mil habitantes, Taguatinga, por exemplo, não registra mais de 45 assassinatos em um ano. Com 48 casos em 2009, Formosa tem 90 mil moradores. Rica, por causa da atividade agrícola, era tida como uma das mais tranquilas cidades do Entorno.
Major responde por chacina
A sucessão de mortes cometidas por PMs em supostas trocas de tiros coincide com a troca no comando da corporação em Formosa. Até o major Ricardo Rocha Batista, 35 anos, assumir o cargo, em agosto de 2007, o município não registrava mais que um caso desse tipo por ano. Nem havia presenciado ação de homens encapuzados. Por onde passou, aliás, o major acumulou denúncias de abusos e envolvimento em execuções sumárias. Antes de Formosa, ele esteve em Rio Verde, no sudoeste de Goiás, onde foi subcomandante do batalhão local. Lá, responde à acusação de participar do assassinato de cinco condenados que haviam fugido da cadeia da cidade.
Segundo o MP goiano, o então capitão Ricardo Rocha comandou a chacina em 10 de outubro de 2003, à beira de um córrego. “Lá chegando, dando início ao seu plano mórbido, o capitão determinou que permanecessem no local apenas os policiais do GPT (Grupo de Patrulhamento Tático), afastando do palco do massacre os demais integrantes da Polícia Militar”, escreveram na acusação, formalizada em 19 de abril de 2007, três promotores de Rio Verde.
Ainda de acordo com eles, o capitão e outros PMs dispararam na cabeça e na nuca das vítimas, desarmadas e rendidas. O caso espera julgamento.
Após as mortes dos presos, Ricardo Rocha foi transferido para Goiânia, onde comandou a Rondas Táticas Metropolitanas (Rotam) entre 2003 e 2005. Época em que a PM mais matou na capital do estado. De 6 de março de 2003 a 15 de maio de 2005, foram registrados 117 homicídios em Goiânia cuja autoria é atribuída a PMs, a maioria da Rotam. Das 117 vítimas, 48,7% (57 pessoas) não tinham ficha criminal. Outras 60 (51,3% dos mortos) eram foragidas da Justiça ou acusadas de algum crime. Em meio à investigação do MPGO sobre esses casos, o major voltou a Rio Verde. De lá, seguiu para Formosa. (RA)
Grupo de PMs concentra homicídios
Homens do Grupo de Patrulhamento Tático respondem por maioria dos casos. Comandante tem apoio da cúpula de Segurança de Goiás
As mortes em Formosa em que policiais militares apareceram como autores envolvem praticamente apenas um grupo de seis homens do Grupo de Patrulhamento Tático (GPT). O batalhão da cidade tem 300 militares. Comandante da unidade (16º Batalhão da Polícia Militar de Goiás), o major Ricardo Rocha Batista, 35 anos, assume as mortes em série e apoia os subordinados que mataram em nome de um combate rígido à criminalidade. Alega que elas ajudaram a diminuir a violência na cidade, sem apresentar as estatísticas.
O comandante se gaba, entre outras coisas, de Formosa não ser mais alvo de assaltantes de outras unidades da Federação. “Nenhum bandido do DF, por exemplo, vem para cá mais, como acontecia antes”, ressalta. Em 1º de maio de 2008, um morador de Planaltina morreu baleado por uma equipe do GPT. Ele e outro homem foram perseguidos após serem acusados de roubar e dar tiros em um restaurante às margens da BR-020 (Brasília-Fortaleza), no território de Formosa. Baleados e desarmados, os suspeitos foram colocados em um carro do GPT. Um deles chegou sem vida ao pronto-socorro do Hospital Municipal de Formosa. Um sargento da PM acabou ferido de raspão, sem gravidade. Foi o único dos 15 casos de confrontos na era major Ricardo Rocha em que um PM se feriu. Nenhum morreu.
Sobre as acusações de abusos e crimes por onde passou, o major Ricardo Rocha diz apenas que não foi condenado. Mas reconhece a fama de linha dura. “Não suporto ver o povo reclamando de roubos em comércio como em outras cidades do Entorno. Aqui, não tem dessas coisas”, afirma. Ele destaca ainda os reforços enviados ao batalhão pelo secretário de Segurança Pública de Goiás, Ernesto Roller. “Recebemos 16 viaturas e até um helicóptero, além de 32 câmeras de monitoramento. Agora, temos 38 viaturas. Todo dia, duas equipes do GPT vão para as ruas”, diz Rocha.
O comandante da PM em Formosa não só assume as mortes cometidas pelos comandados como participa diretamente das supostas trocas de tiros. Em uma delas, o major Ricardo Rocha afirmou na delegacia da cidade ter efetuado dois dos três disparos que vitimaram Antônio Borges da Silva, 19 anos, em 28 de setembro de 2008. O rapaz morreu no quintal de casa, às 6h10. Vizinhos contam que ele acordou com quatro militares invadindo a residência pelos fundos e pelo telhado. O jovem morreu com uma bala no pescoço, uma no peito e outra no pé. Foi enterrado com os dois punhos quebrados.
Após os três tiros, Antônio foi colocado em um carro da GPT e levado ao Hospital Municipal de Formosa, onde chegou sem vida. O boletim de ocorrência registrado pelo próprio comandante, no qual não há nenhum morador como testemunha, diz que Ricardo reagiu à chegada dos PMs com tiros, por isso foi baleado. O major apresentou uma arma como sendo da vítima. Mas os peritos, vindos de Luziânia (GO), a 130km de Formosa, só chegaram à cena do crime às 12h, quando o corpo já havia sido retirado.
Os pais admitem que Antônio era viciado em cocaína, mas negam que ele fosse bandido. “Se fosse traficante, meu filho não deixava faltar leite aos dois filhos pequenos”, comenta o pai, um aposentado de 69 anos. Com uma renda de R$ 500 mensais, ele cria os outros seis filhos e os dois netos, de 3 e 4 anos, filhos de Antônio. Segundo o pai, o rapaz morava sozinho em um barraco de três cômodos e vivia de instalação de som automotivo. “Mas o que ganhava gastava com essa droga. Tanto que foi preso com cocaína quando tinha 15 anos. Mas meu filho nunca matou nem roubou. Nem nunca teve arma.”
Uma semana antes de ser morto, Antônio havia sido abordado por uma dupla de PMs na rua de casa. “Ele levou um tapa na cara e gás de pimenta nos olhos”, conta o pai. Junto com outros cinco jovens, Antônio foi deitado no chão e fotografado pelos policiais. “Disseram para todo mundo ouvir que preparavam uma lista de 40 mortos”, completa o aposentado. Nem ele nem os parentes e vizinhos foram convocados a depor sobre a morte. “Ninguém conta nada pra gente”, reclama.
Fonte: Correio Braziliense
[comentário: da leitura da reportagem se conclui que TODOS os mortos em confronto com a Policia Militar de Goiás tinham envolvimento com o crime.
Apesar da reportagem iniciar dizendo que os mortos não eram acusados de delitos graves ou de comandar quadrilha, TODOS ou eram usuários de drogas - o usuário de drogas é o responsável primeiro pelo tráfico de drogas, já que se não houvesse o maconheiro, o viciado, não haveria razão para o tráfico - ou participaram de furtos ou eram fugitivos da prisão - a reportagem não menciona quais os crimes cometidos pelos cinco condenados cuja execução é atribuída a PM.]
Mortes em série
A PM de Goiás matou 10 das 48 pessoas assassinadas no ano passado em Formosa. Os militares alegam confronto, mas o Ministério Público e a Polícia Civil investigam a existência de um grupo de extermínio, já que outras execuções, atribuídas a criminosos encapuzados, têm características semelhantes.
Matança em Formosa
PM matou 15 homens no município do Entorno, enquanto encapuzados executaram quatro jovens. Crimes começaram com novo comandante, acusado de liderar grupo de extermínio em Rio Verde (GO)
A Polícia Militar de Goiás nunca matou tanto no Entorno do Distrito Federal quanto agora em Formosa. Homens fardados são responsáveis por 20% dos homicídios registrados na cidade, que fica a 79km de Brasília. Admitem ter tirado a vida de 10 das 48 pessoas assassinadas no ano passado. Seis mortes ocorreram em menos de uma semana, em dezembro. Quatro no mesmo dia. Outros cinco casos parecidos ocorreram no segundo semestre de 2007. Os crimes têm as mesmas características. Os militares alegam confrontos com bandidos perigosos e armados. A maioria das vítimas, no entanto, nunca havia sido acusada de comandar quadrilha ou respondia por delitos graves. Morreram com ao menos um tiro na cabeça.
Além de perfurações provocadas pelos projéteis das armas dos policiais, os corpos apresentavam outros sinais de violência, inclusive fraturas. Em quase nenhuma suposta troca de tiros houve moradores como testemunhas. Também são raros os registros de perícias nas vítimas nos locais dos crimes. Nenhum dos casos em que os PMs aparecem como autores é investigado por agentes do município. O fenômeno fez o Ministério Público goiano (MPGO) e a Polícia Civil abrirem investigações sigilosas na capital do estado.
Na mesma época das seis mortes assumidas pelos PMs, Formosa foi cenário também de três crimes com marcas de pistolagem. Jovens e adolescentes acabaram executados com tiros na cabeça por homens encapuzados. Outro caso igual ocorreu em fevereiro último. Em todos, os autores agiram em dupla. Vestidos de preto, usaram pistolas nos assassinatos. Armas idênticas às restritas à polícia e às Forças Armadas. As vítimas haviam sido detidas anteriormente por pequenos[pequenos crimes???] crimes, como furtos e porte de drogas. Esses assassinatos também não chegaram a ser investigados em Formosa. A assessoria de comunicação do MPGO informou que os promotores responsáveis pelos casos temem a ação de um grupo de extermínio em nome da diminuição da criminalidade.
Ocorrências crescem
Se for essa a estratégia, ela não tem surtido efeito. Os registros de ocorrências no município se mantêm em alta. Em 2006, foram 4.211. Em 2007, 4.399. O número subiu para 4.603 em 2008. As supostas trocas de tiros entre policiais e moradores também contribuíram para o acréscimo nos assassinatos. Foram 45 em 2007, contra os 48 do ano seguinte — além dos dois casos em que as vítimas sumiram em Formosa e apareceram mortas dias depois em matagais de uma cidade vizinha, onde os crimes foram contabilizados.
Uma das vítimas dos encapuzados tinha 15 anos. O garoto foi visto com vida pela última vez às 21h30 de 5 de novembro de 2008. Vizinhos contam que ele foi encurralado por dois homens de preto em frente a uma mercearia, a 20m de casa. Apontando pistolas para o adolescente, os estranhos o obrigaram a entrar em um Fiat Palio cinza. “Eles mandaram todos saírem da rua. Disseram que quem ficasse também morreria”, conta um dos moradores. Trabalhadores rurais encontraram o menino morto quatro dias depois, com dois tiros na cabeça, em uma área de fazendas em Planaltina de Goiás.
A mãe da vítima, uma diarista de 39 anos, não nega que o filho tinha envolvimento com drogas. “Ele cheirava muita cocaína. Mas fazia mal a ele mesmo. Nunca deu tiro, nunca teve guerra (rixa) com ninguém”, garante. A mulher relata ainda que o filho havia sido abordado várias vezes por PMs. “Meu filho já apanhou muito dos policiais por estar com droga no bolso. Agora, fizeram isso com ele”, diz a mãe, sem esconder a certeza de que militares executaram o filho. Ninguém da família nem amigos ou vizinhos do garoto foram chamados para depor sobre o caso. A mãe nunca soube de investigação.
Seis tiros
Três meses após o assassinato do menino, um vizinho e colega dele morreu de forma semelhante. O crime ocorreu no mesmo local onde o garoto havia sido sequestrado. Os assassinos, dois homens de preto e encapuzados, chegaram em uma moto e mataram a vítima no local, por volta das 19h30 de 28 de fevereiro último. O rapaz de 21 anos, outro usuário de drogas com acusações de roubo, tombou com seis tiros no corpo, disparados de pistolas, segundo testemunhas. Mais uma vez, ninguém foi convocado para depor, e os pais da vítima ficaram sem informações sobre o andamento de alguma investigação.
Nos quatro primeiros meses de 2009, houve 20 assassinatos em Formosa. Os dados, aos quais o Correio teve acesso com exclusividade, são do sistema online da Polícia Civil goiana. As ocorrências de homicídios no município goiano superam a média de cidades do DF com até o triplo da população, como Gama, Taguatinga e Samambaia. Com 300 mil habitantes, Taguatinga, por exemplo, não registra mais de 45 assassinatos em um ano. Com 48 casos em 2009, Formosa tem 90 mil moradores. Rica, por causa da atividade agrícola, era tida como uma das mais tranquilas cidades do Entorno.
Major responde por chacina
A sucessão de mortes cometidas por PMs em supostas trocas de tiros coincide com a troca no comando da corporação em Formosa. Até o major Ricardo Rocha Batista, 35 anos, assumir o cargo, em agosto de 2007, o município não registrava mais que um caso desse tipo por ano. Nem havia presenciado ação de homens encapuzados. Por onde passou, aliás, o major acumulou denúncias de abusos e envolvimento em execuções sumárias. Antes de Formosa, ele esteve em Rio Verde, no sudoeste de Goiás, onde foi subcomandante do batalhão local. Lá, responde à acusação de participar do assassinato de cinco condenados que haviam fugido da cadeia da cidade.
Segundo o MP goiano, o então capitão Ricardo Rocha comandou a chacina em 10 de outubro de 2003, à beira de um córrego. “Lá chegando, dando início ao seu plano mórbido, o capitão determinou que permanecessem no local apenas os policiais do GPT (Grupo de Patrulhamento Tático), afastando do palco do massacre os demais integrantes da Polícia Militar”, escreveram na acusação, formalizada em 19 de abril de 2007, três promotores de Rio Verde.
Ainda de acordo com eles, o capitão e outros PMs dispararam na cabeça e na nuca das vítimas, desarmadas e rendidas. O caso espera julgamento.
Após as mortes dos presos, Ricardo Rocha foi transferido para Goiânia, onde comandou a Rondas Táticas Metropolitanas (Rotam) entre 2003 e 2005. Época em que a PM mais matou na capital do estado. De 6 de março de 2003 a 15 de maio de 2005, foram registrados 117 homicídios em Goiânia cuja autoria é atribuída a PMs, a maioria da Rotam. Das 117 vítimas, 48,7% (57 pessoas) não tinham ficha criminal. Outras 60 (51,3% dos mortos) eram foragidas da Justiça ou acusadas de algum crime. Em meio à investigação do MPGO sobre esses casos, o major voltou a Rio Verde. De lá, seguiu para Formosa. (RA)
Grupo de PMs concentra homicídios
Homens do Grupo de Patrulhamento Tático respondem por maioria dos casos. Comandante tem apoio da cúpula de Segurança de Goiás
As mortes em Formosa em que policiais militares apareceram como autores envolvem praticamente apenas um grupo de seis homens do Grupo de Patrulhamento Tático (GPT). O batalhão da cidade tem 300 militares. Comandante da unidade (16º Batalhão da Polícia Militar de Goiás), o major Ricardo Rocha Batista, 35 anos, assume as mortes em série e apoia os subordinados que mataram em nome de um combate rígido à criminalidade. Alega que elas ajudaram a diminuir a violência na cidade, sem apresentar as estatísticas.
O comandante se gaba, entre outras coisas, de Formosa não ser mais alvo de assaltantes de outras unidades da Federação. “Nenhum bandido do DF, por exemplo, vem para cá mais, como acontecia antes”, ressalta. Em 1º de maio de 2008, um morador de Planaltina morreu baleado por uma equipe do GPT. Ele e outro homem foram perseguidos após serem acusados de roubar e dar tiros em um restaurante às margens da BR-020 (Brasília-Fortaleza), no território de Formosa. Baleados e desarmados, os suspeitos foram colocados em um carro do GPT. Um deles chegou sem vida ao pronto-socorro do Hospital Municipal de Formosa. Um sargento da PM acabou ferido de raspão, sem gravidade. Foi o único dos 15 casos de confrontos na era major Ricardo Rocha em que um PM se feriu. Nenhum morreu.
Sobre as acusações de abusos e crimes por onde passou, o major Ricardo Rocha diz apenas que não foi condenado. Mas reconhece a fama de linha dura. “Não suporto ver o povo reclamando de roubos em comércio como em outras cidades do Entorno. Aqui, não tem dessas coisas”, afirma. Ele destaca ainda os reforços enviados ao batalhão pelo secretário de Segurança Pública de Goiás, Ernesto Roller. “Recebemos 16 viaturas e até um helicóptero, além de 32 câmeras de monitoramento. Agora, temos 38 viaturas. Todo dia, duas equipes do GPT vão para as ruas”, diz Rocha.
O comandante da PM em Formosa não só assume as mortes cometidas pelos comandados como participa diretamente das supostas trocas de tiros. Em uma delas, o major Ricardo Rocha afirmou na delegacia da cidade ter efetuado dois dos três disparos que vitimaram Antônio Borges da Silva, 19 anos, em 28 de setembro de 2008. O rapaz morreu no quintal de casa, às 6h10. Vizinhos contam que ele acordou com quatro militares invadindo a residência pelos fundos e pelo telhado. O jovem morreu com uma bala no pescoço, uma no peito e outra no pé. Foi enterrado com os dois punhos quebrados.
Após os três tiros, Antônio foi colocado em um carro da GPT e levado ao Hospital Municipal de Formosa, onde chegou sem vida. O boletim de ocorrência registrado pelo próprio comandante, no qual não há nenhum morador como testemunha, diz que Ricardo reagiu à chegada dos PMs com tiros, por isso foi baleado. O major apresentou uma arma como sendo da vítima. Mas os peritos, vindos de Luziânia (GO), a 130km de Formosa, só chegaram à cena do crime às 12h, quando o corpo já havia sido retirado.
Os pais admitem que Antônio era viciado em cocaína, mas negam que ele fosse bandido. “Se fosse traficante, meu filho não deixava faltar leite aos dois filhos pequenos”, comenta o pai, um aposentado de 69 anos. Com uma renda de R$ 500 mensais, ele cria os outros seis filhos e os dois netos, de 3 e 4 anos, filhos de Antônio. Segundo o pai, o rapaz morava sozinho em um barraco de três cômodos e vivia de instalação de som automotivo. “Mas o que ganhava gastava com essa droga. Tanto que foi preso com cocaína quando tinha 15 anos. Mas meu filho nunca matou nem roubou. Nem nunca teve arma.”
Uma semana antes de ser morto, Antônio havia sido abordado por uma dupla de PMs na rua de casa. “Ele levou um tapa na cara e gás de pimenta nos olhos”, conta o pai. Junto com outros cinco jovens, Antônio foi deitado no chão e fotografado pelos policiais. “Disseram para todo mundo ouvir que preparavam uma lista de 40 mortos”, completa o aposentado. Nem ele nem os parentes e vizinhos foram convocados a depor sobre a morte. “Ninguém conta nada pra gente”, reclama.
Fonte: Correio Braziliense
[comentário: da leitura da reportagem se conclui que TODOS os mortos em confronto com a Policia Militar de Goiás tinham envolvimento com o crime.
Apesar da reportagem iniciar dizendo que os mortos não eram acusados de delitos graves ou de comandar quadrilha, TODOS ou eram usuários de drogas - o usuário de drogas é o responsável primeiro pelo tráfico de drogas, já que se não houvesse o maconheiro, o viciado, não haveria razão para o tráfico - ou participaram de furtos ou eram fugitivos da prisão - a reportagem não menciona quais os crimes cometidos pelos cinco condenados cuja execução é atribuída a PM.]
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35 comentários:
Dá pra ver que a reportagem é altamente tendenciosa contra o comandante. Conheço bem Formosa pq tenho amigos e parentes lá, e o que se comenta nas ruas é que a cidade nunca esteve tão tranquila. Isso porque os bandidos de outros locais como Planaltina, Valparaíso, Ceilândia, Planaltina de Goiás, etc, nem pensam em ir em Formosa. Não sou a favor de extermínio, mas sou contra a impunidade que reina no Brasil. Querendo ou não, a maior rigidez com os bandidos parece estar funcionando lá...
Acredito que ao fazer essa reportagem houve interesses particulares q levasse o povo a acreditar nessas inverdades, para isso basta sair de Formosa e dar um pulinho em Planaltina de Goiás ou Planaltina -DF. Sou moradora e nunca me senti tão segura como agora. Nós que trabalhamos com a educação e q temos apoio constante deste q vcs tratam de exterminador é q temos q agrade-lo pelo excelente trabalho prestado a nossa comunidade, trabalho este q nunca foi de tanta relevancia. Para q este jornal de renome nacional tome ciencia este "exterminador" foi e reverenciado por esta comunidade que não medirá esforços para q ele continue deixando os bandidos bem longe de nossa cidade e os traficantes distantes de nossas crianças. Ouvir dez pessoas, não reflete os quase 90.000 habitantes que apostam sua segurança em um homem destemido. Este é policial q trabalha dioturnamente em prol de uma cidae tranquila, venham e confiram como nossa cidade é calma!!!
Esta cidade citada com estes indices alarmantes de mortes e que o pior acusa um comandante de ser um exterminador e de estar aqui por ser favorecido por "costas quentes", é muito tranquila sim, graças a competencia deste comandante e de seus superiores que querem o melhor para a população, me desculpe mais a reportagem foi muito tendenciosa contra o comandante. Sei que a ordem paira por aqui o que não vemos há muito em nosso país. Faço um convite a este Excelente Jornal que venham certificar que aqui nos sentimos seguros por termos em nosso meio uma pessoa comprometida com ordem, que luta contra a propagação das drogas e consequentemente meche com muitos tubarões.
Eu acho que o Major Ricardo Rocha deve ter contrariado algum jornalista de renome na imprensa do DF. Porque aqui em Formosa o trabalho deste comandante só angariou elogios da população. Recentemente, cogitava-se substituição de comando no Batalhão Itiquira, houve uma mobilização de comerciantes e pessoas da comunidade com o escopo de impedir a saída deste comandante, o que acabou sensibilizando o secretário Ernesto Roller, cancelando a troca de comando.
Quero ver quando esse assassino frio e calculista (como aqueles que ele diz combater), matar seus filhos, não sem antes torturá-los. Aí quero ver vocês aplaudirem. Seus bárbaros!
Álguem deve ter interesse em prejudicar este major da PM. O trabalho que ele faz é muito importante para a segurança nossa.
Esses adolescentes que diz apenas usuários de drogas já fez muitas vítimas com homicídios e isso a reportagem não falou.
Pode ter certeza que a família que sofre com o bandido não lamenta a sua morte. Não sou a favor de extermínios, mas a lei no País não funciona. Trabalho no DF e vejo a diferença que é a bandidagem entre lá e formosa, corremos risco de assalto o tempo todo, sendo dia ou noite.
É lamentável que a ipunidde esteja solta,isso ninguém nega.Porém,até quando o cidadão comum irá ficar refém da barbárie de bandidos e traficantes nesse país?
Sabemos que o que falta nesse país é a construção de uma sociedade livre da individualidade,respeito as crianças com uma educação e o incentivo a cultura que tire da cabeça de nossos jovens a ganância pelo só ter e incentivá-los a ser,o ser que respeita o próximo e faça da sociedade,essa nossa sociedade viciada pelas drogas,pela violência mais justa,uma vez que vivemos uma anomia social,onde ninguém mais se respeita.
Violência gera violência,já diz o velho e carcomido ditado de nossos avós,no entanto,o cidadão de bem vive tristemente encurralado em suas casas,porque não pode mais sair tranquilo,uma vez que o que impera nas ruas é a lei dos bandidos;não podemos mais confiar a liberdade para os nossos filhos,uma vez que um bando de bárbaros,aliás taxá-los de bárbaros seria uma ofensa,uma vez que pelo menos os bárbaros o eram por uma causa,e não por status de serem valentes como são os bandidos de nossa doente sociedade.
O comentário de um anônimo acima,reclama que aqueles que estão aplaudindo a suposta varredura do comandante Ricardo Rocha,mudaria de opinião caso as ´"vítimas" fossem os seus filhos,ora,ponhamos agora humildemente na pele dos pais no qual foram vítima os seus filhos do traficante,sim,aquele que viciou seu filho ainda pré-adolescente e o enveredou junto com sua família em um caminho sem volta,de quem é o problema agora?Do jovem que fora viciado?Não,mas sim daquele traficantque sentiu-se dono de tão indefesa criança ou adolescente,essa família sim,sente na pele o que é o tamanho do problema que hoje ela enfrenta.
Não estamos aqui a fazer pré-julgamento de ninguém,mas a verdade é que há mais de trinta anos moro nessa cidade,e não vi tanta impunidade de bandidos com agora,a cidade cresceu de forma desordenada por culpa de políticas pública para a população,claro que isso não justifica,pobreza não justifica a pessoa se enveredar pelo crime,hoje a questão é o bandido é mal porque ele simplesmente quer mostrar que é mal e pronto e o cidadão de bem que se dane nesse jogo.
Eu particarmente,ainda dando uma resposta ao anônimo acima mencionado,quero dizer que fui vítma da violência urbana,quando perdi a minha esposa por isanidade de um bandido,no entanto,até agora não recebi a visita de nenhum órgão dos direitos humanos para saber como estou lidando com isso,uma vez que há sete anos.em uma noite de natal minha esposa foi assassinada,isso não em formosa,mas em uma cidade satélite de brasília.Por essa razão,quero dizer ao anÔnimo que minha opinão é,me prove que todos esses que morreram eram pessoas de boa índole,uma vez que muitos aqui nessa cidade sabem o que eles eram,alguns com fichas bemmmmm longa na vida do crime,ora,santo eles não eram,e nem estavam na escola estudando ou na missa assistindo a missa.
Claro que fazer esse tipo de comentário não é fazer apologia a mais violência,no entanto,é lícito comentar que é necessário que as lei criminais em nosso país sejam mais severas,puna de fato,porque o que vemos é um amontoados de presos em cadeias comendo,bebendo,dormindo e onerando o estado,e ainda tem eles tempo de maquinarem rebeliões e ainda se acham vítimas?vìtimas somos nós que pagamos nossos empostos e não estamos vendo resoltado algum...aproveito para terminar e recomendo que O ANÔNIMO faça uma leitura crítica da obra Michel Foucaut entitulada de VIGIA E PUNIR, quem sabe só assim ele ou ela entenda que nós cidadão comuns é que temos que nos unir para pôr um basta nessa violência imposta pelos bandidos...isso resolve,mas da seguinte forma é a de perder o medo e não ficarmos escondidos atrás de cartazes e passeatas pela paz,isso sim enche o égo do bandido e nos rebaixa a mais covarde vítima para a impunidade dos deles para conosco e nossos filhos.
Eu acho que o major Ricardo Rocha confia muito na sorte. Ele tem costas quentes mas é feito de carne e osso. Deus queira que ele não tenha filhos e nem familiares. As suas péssimas ações como policial podem levar pessoas a uma possível vingança e com certeza o alvo sempre é um dos familiares que não devem aprovar os seus atos. Da mesma forma que ele tem o coração ruim, existem pessoas que tem o coração bem pior e são como cobras. Esperam a hora e o tempo certo para dar o bote. E seria uma pena, pois ele é tão jovem. Será que ele nunca se imaginou recebendo um corpo de um dos seu familiares morto por pura vingança? É... Infelizmente ele e ninguém que tem esse tipo de comportamento estão livres de passar por um sofrimentos desses. É bom ele colocar a cabecinha no travesseiro e pensar um pouquinho sobre o assunto.
o negocio e o seguinte eu era morador de formosa e sei arealidade de la antes do major ricardo ir para la quem mandava era os miliantes e traficantes e a qualquer hora que achavam conviniente tirava a vida de alguem, e nao virou estatistica e facil muito facil condenar o major por esta tentando limpar a cidade, porque esses coitadinhos que estao defendendo de pequeno delito ou pequenos furtos nao foram ainda na casa deles furtar drogados e nao deu um tiro em um de seus inocentes familiares,quando estamos do outro lado e facil condenar alguem mas verte a farda e vai para rua para ve como e facil sempre sair de casa sem ter a certeza que volta para a familia kada um escolhe seu caminho, nao dizem quem planta vento clhe tempestade, entao os bandidos colhem o que plantao e nao se intimida em um assalto em tirar a vida de nenhum pai de familia igual fiseram com um dono do mercado do parque da colina em formosa.
Acho que só Deus pode tirar a vida de uma pessoa, mas quando se trata de pessoas de má conduta o correto é tirar a vida, pois pau que nasce torto, morre torto. Só assim poderemos acabar com as atrocidades que andam existindo:drogas, assaltos, sequestro, estupro, pedofilia... Até hoje não ví falar que tenha tirado a vida de um pai de família ou alguma pessoa do bem.
nao concordo com os modos com que a policia age primeiro ela atira depois pede identificaçao tem muitos pais de familia morrendo sem saber o porque.
ELE MATA SIM
SERA QUE TODOS ESTAO ERRADOS E ELE ESTA CORRETO?
ALO 92 FM, QUE PUXA SACO DA POLICIA E AI?
CORREIO BRASILIENSE E REDE RECORD TEM BEM + CREDIBILIDADE DO QUE VCS AI TÁ...
Quando o comandante veio para Formosa o numero de assaltos e homicidios diminuiram significativamente, mas infelizmente há uma inversão de valores na sociedade, e o bandido que mata um pai de familia parece ser mas importante.
Para o anomimo ai de cima: Posso lhe garantir que a 92 FM conhece bem melhor a realidade da nossa cidade que o correio brasiliense e a rede Record.
Covardia e execuçao, e tirou um pai de familia , trabalhador digno do meio da nossa sociedade, desarmado como foi o proprietario do supermercado do parque colina, e ai o correio Brasiliense nao colocou em destaque essa materia, vcs ja foram visitar afamilia dele ver os filhinhos e esposa do rapaz , aproveita leva os animos que chaman a policia de covardes coloca essa materia , e os ciminosos estao foragidos e ainda estao cometendo crimes tirando vidas dignas ,
Fico muito feliz em existir pessoas como estas, pois so que m já foi vitima de bandidos sem escrupulos e que da valor em policiais assim .... Bato palmas de pé para o major Ricardo rocha,fico muito triste é quando vejo o ministério publico querendo punir um cidadão desses, que com certeza a população se orgulha muito . Vai aí um recado para o ministério publico - No caminho em que vcs vão, punindo quem defende a população,podem ter certeza que em breve teremos as cidades dominadas por usuários de drogas, traficantes, assaltantes, estupradores, e aposto que se deliquentes mexerem com a integridade de alguém de sua família vcs ficarão furiosos querendo justiça, e usarão seus poderes para fazerem justiça. Peço-lues que reflitam sobre seus atos para que nosso futuro não seje comprometido,obrigado .
Esses bandidos tem mesmo é que morrer. Moro em Formosa e apóio a volta do nosso comandante. O Ministério Público Estadual não tem que ficar defendendo assaltantes não. Estão com pena? Então leva pra casa!
Sou comerciante e resido em Formosa, não teve um dia se quer em meu expediente noturno que sofri com a ação de algum assaltante ou bandido, digo isso enquanto Formosa esteve no comando do nosso Major. Antes de sua atuação em nossa cidade, já sofri e presenciei a ação desses delinquentes! Espero q medidas cabíveis sejam tomadas a favor de nossa cidade. Eu aprovo a permanencia do Major Ricardo Rocha!!!
Nos moradores de formosa,rio verde e Goiania temos que ajudar esse ilustre homem que colocou a paz em nossas cidades, pois já afastaram ele do cargo e estao querendo coloca-ló na cadeia , temos que nos manifestar em favor desse grande homem
O Ministério Público de Goiás pediu ontem ao comandante-geral da Polícia Militar, coronel Carlos Antônio Elias, o afastamento do major Ricardo Rocha Batista do comando do 16º Batalhão da Polícia Militar de Formosa. O oficial da PM, segundo destaca o ofício do MP, está sendo investigado por suspeita de envolvimento em homicídio ocorrido recentemente entre os municípios de Flores de Goiás e Alvorada do Norte, com indícios de atuação de grupo de extermínio.
O pedido de afastamento do militar, assinado pelo procurador-geral de Justiça, Eduardo Abdon Moura, foi entregue pessoalmente ao comandante-geral da PM em reunião ontem de manhã. Na ocasião, o coronel Carlos Antônio informou ao procurador-geral e ao coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal do MP, José Carlos Miranda Nery Júnior, que o major já havia sido afastado das funções, providência esta tomada a partir de conversas anteriores com o MP, inclusive nesta segunda-feira.
Além do major, foram afastados das funções e estão à disposição da Corregedoria da PM mais sete policiais militares: o tenente Flávio de Paula Pinto e os sargentos Wanderley Ferreira dos Santos, Gerson Marques Ferreira e Gilson Cardoso dos Santos e os soldados Francisco Emerson Leitão de Oliveira, Ederson Trindade e Lourival Torres Inez e tenente Flávio de Paula Pinto.
Ações também na capital
O ofício do MP relata que documento oriundo da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa aponta a suspeita de que desaparecimentos de suspeitos de roubo de gado na região de Alvorada do Norte tenham conexão com a ação de grupo de extermínio, que seria integrado pelo major e outros dois policiais militares. Entre os casos citados pela Comissão da Assembleia estão os de Pedro Nunes de Brito e do adolescente identificado como Cleiton, vistos pela última vez quando eram colocados em uma viatura do Grupo de Patrulha Tática (GPT), no dia 26 de fevereiro.
Além dos fatos recentes no Nordeste goiano, que ainda estão sendo apurados, o procurador-geral destaca no ofício que o oficial responde atualmente a cinco ações penais em tramitação no Judiciário, todas elas por acusação de homicídio - duas ações em Goiânia, duas em Rio Verde e uma em Cachoeira Alta. Também é investigado, juntamente com outros policiais militares, pelo suposto envolvimento em outras duas mortes ocorridas em Goiânia, quando exercia suas funções na capital. (Da Redação)
sou morador de Formosa a 4 anos , e moro no entorno a 15 anos , assim quando me mudei pra Formosa , me lembro bem como estava a segurança da cidade , todos estavam aguardando até a chegada das forças armadas nacionais para ajudarem a combater os crimes na cidade que estavam desordenadamente incontrolavéis , aí aparece alguém que pensa e olha um pouco por nós cidadões formosenses, manda prá cidade um comandante como o major Ricardo Rocha , nossa, em um mês ninguém mais falava em forças armadas , o homem realmente começou a dar jeito na bandidagem da cidade , aí por politicagem alguns políticos por estarem em guerra com o atual sec. de segurança do estado, vem batendo em cima de todas as formas pra tirar nosso sussego , ou seja tirar o homem que está dando uma segurança que a população merece realmente , aí não sei de onde sai tanta reportagem e tantos comentários criticando o major , pois se a gente que mora na cidade ouve dez pessoas falando a respeito , onze são a favor do major pois estava até podendo dormir de janelas abertas e sair de camioneta a diesel a noite aqui na cidade , deixo claro q não estou aqui pra defender e nem acusar nenhum político, e sim pra defender o trabalho do então ex comandante , aí vem uma reportagem dessa falando e colocando as então "vitimas" da PM, de santinhos, coitadinhos , aí fazem intrevista com os pais dos falecidos, voces acham q algum pai vai assumir que um filho é bandido? q isso gente vamos abrir os olhos , dêem uma olhada nesses poucos dias que o major foi afastado o que tem acontecido em nossa cidade , já começou de novo , dois sequestros, um pedindo resgate , e o outro em plena luz do dia pra roubar um carro , e qnts assassinatos já ocorreram , vejam só no fim de semana passado quantos foram registrados , só sei de uma coisa daqui dois meses quero ver essa parte da imprensa, e os politicos que estão
condenando o major , se estarão brigando tanto pela segurança do cidadões que a partir de agora, já estão a mercê dos bândidos , pois a mesma polícia que estava a serviço da segurança da população , agora está muito ocupada fazendo multas aos moradores da cidade no trânsito,e os bandidos na primeira semana da ausencia do major Ricardo Rocha já estão atuando e muito, que tal se ao invés dessa record ,correio braziliense e os politicos que estão por trás de tudo isso ficarem criticando e acusando tanto o major , gastassem o tempo em fazer uma pesquisa séria com a população pra saber se estão ou não aprovando o trabalho do major.
pedro alves disse no brasil a lei que rege e a lei do DINHEIRO que tem dinheiro e defendido mas em formosa chegou um HOMEN que faz a lei que deveria reger nosso pais, eu sou a favor da lei de morte, nao esta lei simple e sim uma lei que todo cidadao poderia usufruir dela todo cidadao tem o direito de errar mas deveria pagar pelo erro, uma vez condenado pagaria sua pena na cadeia como assim pagando suas despesa e nunca o errario trabalhando dia e noite na cadeia depois de cumprida sua condenacao estaria livre, mas depois se errasse denovo sua pena seria dobrada automaticamente ate chegar 30 anos que e a quantia maxima que podemos ficar preso no brasil, por isso que dou meu lovor ao major ricardo rocha, que bandido por ser meu parente nao larga de ser bandido porque ele ataca quaquer um desde que queira assaltar matar roubar etc entao nao tem essa de que o major matou alguem de sua familia¨se¨o major matou o que nao acredito so matou bandido
aquelas que acusam que condena, e verdadeiramente familiares de criminosos ou imprença sensacionalista que deveria preocupar com sua cidade onde seu governador esta preso por corrupçao, isso sim e uma vergonha, os nossos politicos de Goias tem honra tem preocupaçao com nossa sociedade, que trabalha em nosso favor, preocupados com a nossa segurança, quanto ao MP que quando chega nos finais de semana vao passar finais de semana na capital de Goiania Go,sera que verdadeiramente preocupa com a sua segurança cidadao de bem, pai de familia, comerciantes de formosa GO, nao precisamos de jornais de Brasilia pois aqui na nossa cidade , nao precisamos de vcs correio Brasiliense cuidem da sua cidade que ta cheio de corruptos n poder , a prova esta ai n governo de Brasilia Df que estao presos na Policia Federal, e foi vcs ai que escolheram e votaram n seu representante , aqui nao entra e nao aceitamos criminosos , populaçao de Formosa Go nao deixem nossa cidade voltar a ser violenta , pois sou comerciante sou morador e vi a mudança inesplicavel de segurança e o tanto de viaturas nas ruas na nossa cidade, pois nos temos força temos coragem de lutar contra essa banda podre que e bandido e corrupto , e na maioria deles aproximadamente com 80 por cento de envolvimento de criminosos do DF, Formosa Go esta na historia e temos pessoas de bem, pessoas que lutam , que aman a nossa cidade, e aprenderam a amar dano a sua propria vida em risco , parabens PMGO a populaçao estao com vcs , nao sera agora que vamos abandona los. e agora sera que podemos ficar com comercio aberto como ficavamos anteriormente, e agora sera que meus filhos podem brincar nas praças lindas da nossa cidade nas portas de casas , onde anteriormente tinha de 5 6 a 8 rapazes vendendo droga, fazendo uso de entorpecentes nas esquinas nas praças, como a da prefeitura, que hj ta limpa somente juventude se divertindo, e agora p aonde meus filhos podem ir, alem da escola , vai trazer um prejuizo a nos que nao tem preço, que e paz que tinhamos desses criminosos covardes que tiram a vida de um verdadeiro pai de familia ou ente querido, sera que um desses ai que acusa a nossa segurança ja foi la ver a realidade antes, ou enfrentou algum criminoso desses, ou so por informaçao n seus gabinetes com ar condicionado, pois a imprença da outra cidade nem vamos questionar , pois nunca vieram ver a violencia que era antes aqui na nossa linda cidade.
Major Ricardo Rocha, homem firme e duro com a marginalidade, com sua saida do comando da PM de formosa, estamos entregues a merce dos bandidos... os indices de roubo, furto. homicídio e até sequestro, aumentaram, o que fazer. MP vem conversar com os bandidos, quem sabe eles ouvem os senhores e deixão o povo de bem, viver dignamente com segurança. Sem o Major, só Deus para nos Proteger. Major o povo de bem de formosa, agradece por tudo. " Bandido não tem medo de Cadeia".
É preciso que os segmentos representativos de Formosa e região, se reunam o mais breve possível e defendam a PM em Formosa. Que todos possam ir ao Ministério Público em Goiânia e possam expor o bom trabalho desenvolvido pelo Major e seus policiais em Formosa e região. Porque tanta perseguição? Que ouçam o povo de Formosa! Bandidos não podem ter essa força. Se fossem um Cmt desonesto não fariam o mesmo. Vamos defender o Major Rocha que cuidou de todos nós como se fossem sua família.
No Estado de Goiás bandido não se cria. Essa é a realidade aqui, a polícia ainda tem o pulso forte,apesar de pessoas que compoem os MPs e os intitulados Direitos Humanos tentarem através de suas ações exaurirem as forças de tão renomada instituição de combate à criminalidade como a PMGO. Pergunto, Por que em Goiás não há áreas em nenhuma cidade em que a Gloriosa PM não entre, diferentemente do RJ, SP, MG, etc? não precisam responder eu respondo, porque aqui a Polícia ainda se impõe, graças a DEUS, por que se assim não fosse a situação estaria bastante pior, e digo mais, infelizmente, devido essas pessoas que se dizem defensoras dos direitos humanos lutarem inseçantemente no intuito de diminuir o potencial de nossas polícias, fatalmente estaremos camionhando para uma realidade insana, na qual a bandidagem agirá livremente, barbarizando e cometendo atrocidades, e não se assustem senhores e senhoras supostos defensores dos direitos humanos (dos bandidos é claro), se amanhão mesmo Vossas Senhorias, ou mesmo aquelas pessoas que Vcs tanto amam, forem vítimas desses animais aos quais Vcs tanto defendem. Já ouviram falar em cortar na própria carne? Isso estará ocorrendo com vós outros. Aí não adiantará chorar o leite derramado. Pois vcs mesmos criam as brandas leis, vcs mesmos cortam, decepam, dilaceram os braços fortes de nossas polícias que combatem os malfeitores.
A vcs, os meus pêsames, por que com certeza durante o tempo que utilizei para escrever este texto, um ou mais de vcs ou de seus entes queridos tombou(tombaram) nas mãos de barbaros marginais.
fui comandado por este excelente, major e so tenho a elogiar o comando dele por o tempo que aqui esteve, mas agora so nos resta saudades,um dia quem sabe ainda volto a trabalhar com o mesmo,nunca nos deu ordem para matar ninguêm, so nos falava todo dia de manhã, trate o cidadão como cidadão e o bandido como ele merece com firmeza, porque se não ele e que vai tomar conta de tudo na cidade. e assim era feito,"cidadão e cidadão, bandido e bandido".
De todos os homicídeos que foram atribuidos aos policiais, apenas o veterinário que foi encontrado morto em uma cisterna, era um cidadão de bem. Todo restante eram bandidos perigosos. Não entendo como a reportagem diz que Formosa era uma cidade tranquila, sou formosense e trabalho em Formosa, conheço a periferia da cidade e os jovens bandidos. Podem acreditar! sempre houve pistoleiros em Formosa, mas nenhum deles se compara a criminalidade mirin desta cidade. E realmente é verdade, muitos bandidos de Planaltina Go tínham Formosa como área de Lazer. Muitos deles assaltavam formosenses na rua que dá origem a rodovia que liga Formosa a Planaltina. Muitos carros foram roubados e desmanchados ao longo dessa rodovia. O major fez um limpa na cidade e a policia estava matando mesmo. As pessoas que morriam eram perigosos homicidas mirins que, sem nenhum constrangimento eu afirmo: "foram tarde, mas foram". Os três casos que foi citados no blog mesmo, eu conhecia a todos eles, e volto a afirmar: Foram tarde..., Sobre os pais, realmente um dos comentarista aqui ta certo..., qual o pai vai admitir que seu filho teve o que mereceu, nenhum. O correio brasiliense tem que ser mais imparcial, e quanto a estatísticas, é pra isso que existe tratamento de dados. Estatística sem tratamento metodológico adequado só induz mentiras mentiras, é o que chamamos de estatística indutiva, e olha que sou especialista em estatística por instituto federal. Formosa estava assolado pela criminalidade, bandidos jovens faziam o que queriam na cidade. As escolas públicas já estavam ficando iguais as de Brasília, em que o bandido estudante que falta três meses consectivos pergunta para o professor: Qual é minha nota aí rapá? O professor amendrontada responde: é 10, não há dúvida de que é 10. Quando o major Ricardo entrou, nenhum bandidinho aluno voltou a insunuar algo parecido, por um simples motivo. O professor ligava pessoalmente ao major e falava, fulano de tal aqui tentou fazer isso comigo. O major então ia lá e resolvia a situação, ao seu modo, é claro. E toda vez que morria um indivíduo desses, eu vibrava, mais que gol de seleção em copa do mundo. Caiam na real, lugar de poeta é na academia brasileira de letra. Nós temos um mundo com 6 bilhões de habitantes. É muita gente! Não é porque morreu algumas dezenas de bandidinhos, porém perigosíssimos em Formosa que o mundo vai entrar em colapso. Uma coisa é certa, o major é tão odiado em Formosa, que o mesmo será candidato a deputado estadual. Eu aposto com quem quiser que ele vai levar mais de 30mil votos dos poucos mais de 50 mil eleitores que há em Formosa. Então eu pergunto se vocês acham que a população local, única maior interessada no assunto, desaprova a letalidade do major. Eu digo que as mortes contam com o aval de 80% da população. E digo isso por um simples motivo: Muitas pessoas que os próprios cidadãos locais queriam matar, acabaram morrendo na mão do major, ou seja, não houve a necessidade de cidadão local ter que virar bandido pra ver esses indivíduos morrerem.
Bom acho que a solução maior nao seria matar ninguem, existem mais possibilidades de recuperar um cidadão. Não há como deixar de notar a frieza de um homem desse, MAJOR RICARDO ROCHA, ele é mto frio e calculista, digo isso pq o conheço e sei como é. Faço parte de uma familia que como tantas outras tbm foi vitima desse crapula, não digo que a pessoa que desapareceu( acreditamos que ja esta morta) pois ja fazem 3 anos, nao quero dizer que era certa, ~ela fazia muitas coisas erradas sim, mais isto não é motivo para uma pessoa que se diz EVANGELICA tirar a vida dela. Sou de Rio Verde e aqui todos tremem ao ouvir o nome deste homem. Tenho certeza que a unica coisa que queremos é JUSTIÇA !
Sou de Rio Verde e não é o q pensam as pessoas de bem da nossa cidade. O Major é respeitado e idolatrado pelos rioverdenses. Deixou saudade por aqui. E melhor, vai ser deputado pela nossa cidade.
AQUI EM MINAÇU RICARDO ROCHA TEM TODO APOIO, SE DIREITOS HUMANOS E A JUSTIÇA NO BRASIL E DOS LADOS DOS BANDIDOS E PEDOFELOS E VAMOS COLOCAR O MAJOR NELES ,DIREITOS HUMANOS PARA ASSASINOS??? SO NO BRASL.O PAIS , O NINHO DE VAGABUNDOS NÃO É A TOA QUE O DIREITO HUMANOS ESTA AQUI P/ DEFEDE-LOS ,BANDIDO BOM É BANDIDO MORTO, TOLERANCIA ZERO , VOTE MAJOR RICARDO ROCHA 44190
AQUI EM MINAÇU RICARDO ROCHA TEM TODO APOIO, SE DIREITOS HUMANOS E A JUSTIÇA NO BRASIL E DOS LADOS DOS BANDIDOS E PEDOFELOS E VAMOS COLOCAR O MAJOR NELES ,DIREITOS HUMANOS PARA ASSASINOS??? SO NO BRASL.O PAIS , O NINHO DE VAGABUNDOS NÃO É A TOA QUE O DIREITO HUMANOS ESTA AQUI P/ DEFEDE-LOS ,BANDIDO BOM É BANDIDO MORTO, TOLERANCIA ZERO , VOTE MAJOR RICARDO ROCHA 44190
em rio verde estão tentando denegrir a imagem do maj.ricardo rocha dizendo que ele foi preso ele está preso sim mas e na cabeca e no coração dos eleitores, estão com inveja porque vai ser bem votado vamos mostrar com quantos votos se elege um verdadeiro deputado!então em 3 de outubro vote 44190 pois maj.ricardo rocha e a polícia militar de goiãs é rocha sempre.um abraço e até a posse de nosso futuro deputado.
Eu achei uma puta falta de sacanagem prender o sub tenente, pois eu ia propor para ele matar também os políticos que roubam milhoes dos cofres públicos, dinheiro que seria destinado para a construção de escolas, hospitais e creches. Deste modo o pessoal do grupo de exterminio, ops, a nossa honrada polícia militar não mataria apenas preto e pobre.
OS CULPADOS DOS MASSAQUES SAO DO GOVERNO FEDERAL POLICIA DE FORMOSA EXEMPLOS EX VICE DA PRESIDENCIA jose alencar deputada federal ideli salvati ex ministro da saude humberto costa e orgao da abin agencia brasileira de inteligencia ex policiais federais e ladroes de banco!!!!
Torço pela absolvição e pela liberdade do Sr Ricardo Rocha. Ele está sendo injustiçado assim como Tiradentes e tantos outros patriotas. Me entristece saber que tantos brasileiros se deixam influenciar por uma mídia podre e tendenciosa que usa dos seus canais de comunicação para propagar a libertinagem, a imoralidade e a injustiça sob a bandeira dos Direitos Humanos.
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