quarta-feira, 13 de maio de 2009
Polícia eficiente ou crimes perfeitos?
Faltam investigações para definir se são assassinatos ou confrontos que causam mortes que são atribuídas aos PMs
Assassinatos (???) em Formosa cometidos por PMs não são analisados com profundidade por ausência de efetivo e de equipamento. Em oito anos, caiu de 98 para 48 o número de policiais civis no município goiano
As 15 mortes assumidas por policiais militares e as quatro execuções cometidas por homens encapuzados em Formosa, em menos de um ano e meio, não são investigadas na cidade por falta de pessoal e de equipamento. Enquanto a Secretaria de Segurança Pública de Goiás investiu pesado no batalhão da PM no município distante 79km de Brasília, dobrando o número de carros e até entregando um helicóptero à unidade, a Polícia Civil foi desmantelada. Perdeu metade dos homens.
Nos últimos oito anos, a quantidade de policiais civis diminuiu de 98 para 48. Enquanto em 2001 havia nove delegados no município de 90 mil habitantes, hoje são quatro. Peritos, em 2001 eram três. Hoje, só há um. Como manda a lei, ele trabalha 10 dias no mês. As ocorrências registradas nos demais dias costumam ficar sem perícia, a não ser quando há técnico disponível em Luziânia (GO), a mais de 120km de Formosa. E quando chega algum, devido à distância e ao tempo, a cena do crime já foi desfeita.
Nessas condições, os policiais civis do município admitem não investigar os casos que chegam ao conhecimento deles. “Como em todo o Entorno do DF, a Polícia Civil virou uma polícia administrativa. Os agentes apenas registram ocorrências passadas pela PM e cuidam dos trâmites formais dos inquéritos”, afirma o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Goiás (Sinpol-GO), Silveira Alves de Moura.
Em todo o estado de Goiás, das 150 mil ocorrências registradas anualmente, somente 20 mil viram inquéritos. Desses, apenas 4 mil são remetidos à Justiça e acabam em processo contra os acusados. O levantamento é do Sinpol-GO. Por escassez de juiz e de outros servidores da Justiça, há cerca de 5 mil processos criminais empilhados nos armários e mesas do Fórum de Formosa.
Aposentadorias
O delegado-regional de Formosa, Heraldo Augusco, admite as deficiências, mas está esperançoso quanto a reforços. “Até a minha chegada, tínhamos três delegados. Agora, são quatro e ainda consegui que um delegado de Goiânia faça ao menos um plantão (trabalhe 24 horas seguidas) por mês aqui”, conta. Ele espera ainda reforços de polícias aprovados em concurso público recente. São 612 vagas para todo o estado, mas há 810 pedidos de aposentadoria em andamento. Ou seja, o déficit tende a aumentar.
Por outro lado, o comandante da PM em Formosa, Ricardo Rocha Batista, não esconde a satisfação em relação ao apoio que vem recebendo do secretário de Segurança. “Desde que assumi o batalhão (agosto de 2007), recebemos 21 viaturas e até um helicóptero. Agora, são 38 viaturas”, enumerou, em entrevista ao Correio. Formosa é a terra natal de Ernesto Roller. Deputado estadual, ele pretende se eleger federal com os votos dos conterrâneos. Como ocorre há uma semana, ontem ele também se recusou a falar com o Correio, que desde segunda-feira publica reportagens sobre a matança no município vizinho do DF.
Lotação
O sistema carcerário do município goiano também tem piorado. O presídio inaugurado em junho do ano passado para abrigar até 78 detentos contava com 165 até a semana passada. Em outubro do ano passado, o prédio novo mostrou sua fragilidade. Sete presos fugiram de uma vez durante o banho de sol, pelo teto da Casa de Prisão Provisória, construída para substituir a cadeia pública da cidade do Entorno, que era cenário de fugas e rebeliões constantes.
Diferentemente do prometido pelo secretário de Segurança Pública de Goiás, Ernesto Roller, a cadeia continua em uso e em péssimas condições. Tem 88 detentos. No ano passado, ela e a cadeia de Valparaíso, também no Entorno, ficaram entre as 10 piores do país, de acordo com relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Carcerário da Câmara dos Deputados. As 15 mortes assumidas por policiais militares e as quatro execuções cometidas por homens encapuzados em Formosa, em menos de um ano e meio, não são investigadas na cidade por falta de pessoal e de equipamento. Enquanto a Secretaria de Segurança Pública de Goiás investiu pesado no batalhão da PM no município distante 79km de Brasília, dobrando o número de carros e até entregando um helicóptero à unidade, a Polícia Civil foi desmantelada. Perdeu metade dos homens.
[comentário: esta é a terceira postagem sobre o assunto e em todas se nota o evidente interesse de ser destacado 'supostos' excessos da PM.
Deve ser ressaltado que apesar do empenho em atribuir falhas à ação da PM-GO o repórter sempre citou que todas as supostas 'vítimas' da PM estavam envolvido com o crime - ou em 'pequenos delitos', ou tráfico de drogas ou mesmo consumo. Fica realmente dificil para o policial antes de abordar um suspeito fazer a análise da periculosidade do elemento, da gravidade dos crimes em que está/esteve envolvido. O suspeito reage e o policial tem que usar a força necessária para controlar a situação.
O repórter também faz ressalvas ao fato de que a PM em Formosa tem um efetivo superior ao da Polícia Civil e que continua crescendo a diferença a favor da corporação militar.
O importante é que o policiamento seja reforçado, o efetivo aumente. Pelo tipo de policiamento que a PM exerce - dando prioridade ao aspecto ostensivo e preventivo - é natural que o efetivo de policiais militares seja bem superior ao de policiais civis, que pela própria natureza exercem mais a função de investigação e polícia judiciária - e n~~ao é praxe nem eficaz se realizar investigação de forma ostensiva.
Finalizo, lembrando que tem sido postado no Blog vários comentários sempre elogiando a ação da PM e do seu comandante em Formosa/GO. Também o Blog recebeu alguns e-mails com o mesmo teor. Apenas uma mensagem foi contrária aos policiais militares e foi firmada por familiar de um dos que morreram em confronto com a PM.
A reportagem também enfatiza as péssimas condições da cadeia de Formosa e até a classifica cxomo uma das piores do país - é inaceitável é que hajam cadeias que sejam classificadas como melhores. Deve merecer classificação de MELHORES são os hotéis e hospitais.
Cadeia tem que ser ruim mesmo. Tem que mostrar ao bandido que for preso a primeira vez que prisão é ruim e assim muitos cuidarão de não dar motivos para voltar a ser preso.
Os DIREITOS dos HUMANOS DIREITOS devem sempre prevalecer sobre os 'direitos humanos' de bandidos.]
Assassinatos (???) em Formosa cometidos por PMs não são analisados com profundidade por ausência de efetivo e de equipamento. Em oito anos, caiu de 98 para 48 o número de policiais civis no município goiano
As 15 mortes assumidas por policiais militares e as quatro execuções cometidas por homens encapuzados em Formosa, em menos de um ano e meio, não são investigadas na cidade por falta de pessoal e de equipamento. Enquanto a Secretaria de Segurança Pública de Goiás investiu pesado no batalhão da PM no município distante 79km de Brasília, dobrando o número de carros e até entregando um helicóptero à unidade, a Polícia Civil foi desmantelada. Perdeu metade dos homens.
Nos últimos oito anos, a quantidade de policiais civis diminuiu de 98 para 48. Enquanto em 2001 havia nove delegados no município de 90 mil habitantes, hoje são quatro. Peritos, em 2001 eram três. Hoje, só há um. Como manda a lei, ele trabalha 10 dias no mês. As ocorrências registradas nos demais dias costumam ficar sem perícia, a não ser quando há técnico disponível em Luziânia (GO), a mais de 120km de Formosa. E quando chega algum, devido à distância e ao tempo, a cena do crime já foi desfeita.
Nessas condições, os policiais civis do município admitem não investigar os casos que chegam ao conhecimento deles. “Como em todo o Entorno do DF, a Polícia Civil virou uma polícia administrativa. Os agentes apenas registram ocorrências passadas pela PM e cuidam dos trâmites formais dos inquéritos”, afirma o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Goiás (Sinpol-GO), Silveira Alves de Moura.
Em todo o estado de Goiás, das 150 mil ocorrências registradas anualmente, somente 20 mil viram inquéritos. Desses, apenas 4 mil são remetidos à Justiça e acabam em processo contra os acusados. O levantamento é do Sinpol-GO. Por escassez de juiz e de outros servidores da Justiça, há cerca de 5 mil processos criminais empilhados nos armários e mesas do Fórum de Formosa.
Aposentadorias
O delegado-regional de Formosa, Heraldo Augusco, admite as deficiências, mas está esperançoso quanto a reforços. “Até a minha chegada, tínhamos três delegados. Agora, são quatro e ainda consegui que um delegado de Goiânia faça ao menos um plantão (trabalhe 24 horas seguidas) por mês aqui”, conta. Ele espera ainda reforços de polícias aprovados em concurso público recente. São 612 vagas para todo o estado, mas há 810 pedidos de aposentadoria em andamento. Ou seja, o déficit tende a aumentar.
Por outro lado, o comandante da PM em Formosa, Ricardo Rocha Batista, não esconde a satisfação em relação ao apoio que vem recebendo do secretário de Segurança. “Desde que assumi o batalhão (agosto de 2007), recebemos 21 viaturas e até um helicóptero. Agora, são 38 viaturas”, enumerou, em entrevista ao Correio. Formosa é a terra natal de Ernesto Roller. Deputado estadual, ele pretende se eleger federal com os votos dos conterrâneos. Como ocorre há uma semana, ontem ele também se recusou a falar com o Correio, que desde segunda-feira publica reportagens sobre a matança no município vizinho do DF.
Lotação
O sistema carcerário do município goiano também tem piorado. O presídio inaugurado em junho do ano passado para abrigar até 78 detentos contava com 165 até a semana passada. Em outubro do ano passado, o prédio novo mostrou sua fragilidade. Sete presos fugiram de uma vez durante o banho de sol, pelo teto da Casa de Prisão Provisória, construída para substituir a cadeia pública da cidade do Entorno, que era cenário de fugas e rebeliões constantes.
Diferentemente do prometido pelo secretário de Segurança Pública de Goiás, Ernesto Roller, a cadeia continua em uso e em péssimas condições. Tem 88 detentos. No ano passado, ela e a cadeia de Valparaíso, também no Entorno, ficaram entre as 10 piores do país, de acordo com relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Carcerário da Câmara dos Deputados. As 15 mortes assumidas por policiais militares e as quatro execuções cometidas por homens encapuzados em Formosa, em menos de um ano e meio, não são investigadas na cidade por falta de pessoal e de equipamento. Enquanto a Secretaria de Segurança Pública de Goiás investiu pesado no batalhão da PM no município distante 79km de Brasília, dobrando o número de carros e até entregando um helicóptero à unidade, a Polícia Civil foi desmantelada. Perdeu metade dos homens.
[comentário: esta é a terceira postagem sobre o assunto e em todas se nota o evidente interesse de ser destacado 'supostos' excessos da PM.
Deve ser ressaltado que apesar do empenho em atribuir falhas à ação da PM-GO o repórter sempre citou que todas as supostas 'vítimas' da PM estavam envolvido com o crime - ou em 'pequenos delitos', ou tráfico de drogas ou mesmo consumo. Fica realmente dificil para o policial antes de abordar um suspeito fazer a análise da periculosidade do elemento, da gravidade dos crimes em que está/esteve envolvido. O suspeito reage e o policial tem que usar a força necessária para controlar a situação.
O repórter também faz ressalvas ao fato de que a PM em Formosa tem um efetivo superior ao da Polícia Civil e que continua crescendo a diferença a favor da corporação militar.
O importante é que o policiamento seja reforçado, o efetivo aumente. Pelo tipo de policiamento que a PM exerce - dando prioridade ao aspecto ostensivo e preventivo - é natural que o efetivo de policiais militares seja bem superior ao de policiais civis, que pela própria natureza exercem mais a função de investigação e polícia judiciária - e n~~ao é praxe nem eficaz se realizar investigação de forma ostensiva.
Finalizo, lembrando que tem sido postado no Blog vários comentários sempre elogiando a ação da PM e do seu comandante em Formosa/GO. Também o Blog recebeu alguns e-mails com o mesmo teor. Apenas uma mensagem foi contrária aos policiais militares e foi firmada por familiar de um dos que morreram em confronto com a PM.
A reportagem também enfatiza as péssimas condições da cadeia de Formosa e até a classifica cxomo uma das piores do país - é inaceitável é que hajam cadeias que sejam classificadas como melhores. Deve merecer classificação de MELHORES são os hotéis e hospitais.
Cadeia tem que ser ruim mesmo. Tem que mostrar ao bandido que for preso a primeira vez que prisão é ruim e assim muitos cuidarão de não dar motivos para voltar a ser preso.
Os DIREITOS dos HUMANOS DIREITOS devem sempre prevalecer sobre os 'direitos humanos' de bandidos.]
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