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quarta-feira, 13 de maio de 2009

Polícia Militar do Rio realiza operação nos morros do Leme PM anuncia uma operação para expulsar o tráfico dos morros do Leme

Secretário Beltrame anuncia que PM realizará operação nos morros do Leme para expulsar o tráfico. Operação idêntica já foi realizada, com êxito, na Cidade de Deus, no Dona Marta e em Realengo

O secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, anunciou nesta terça-feira que as comunidades do Chapéu-Mangueira e Babilônia, no Leme, serão as próximas a ter o policiamento comunitário da Polícia Militar. A polícia pacificadora já foi implantada no morro Santa Marta, em Botafogo, na Cidade de Deus, em Jacarepaguá, e na favela do Batan, em Realengo, na Zona Oeste.

De acordo com Beltrame, o policiamento comunitário deve começar no fim de maio, ou, no máximo, em junho. Ao todo, 50 policiais do Batalhão de Operações Especiais fizeram o mapeamento e o reconhecimento dos morros. Eles estão sendo treinados no Batan, onde o modelo de policiamento foi bem sucedido.

Para os moradores das duas favelas e para seus vizinhos do asfalto, o clima é de expectativa. Segundo o presidente da associação de moradores do bairro, Francisco Neves, todos esperam que a ocupação não só diminua os conflitos na região, mas venha acompanhada de investimentos em infraestrutura e ações sociais.

Na segunda-feira, o Batalhão de Operações Especiais (Bope) prendeu, no Chapéu-Mangueira, um homem com armas pesadas e munição.

Polícia Civil realiza operação policial em favelas da Zona Norte, interdita via e interrompe obras do PACo

Quatro pessoas morreram e 24 pessoas foram detidas, entre eles dois menores e duas mulheres, em operação da Polícia Civil no Complexo de Manguinhos, na Zona Norte do Rio, na manhã desta terça-feira. A Polícia apreendeu 150 quilos de maconha, quatro mil pedras de crack, quarenta motocicletas roubadas, seis carros e 18 armas - entre fuzis e pistolas.

Uma espada de samurai também foi encontrada no paiol de traficantes. Um policial ficou ferido. O tráfego chegou a ficar interditado na Rua Leopoldo Bulhões, em Bonsucesso, e uma obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PACo), do Governo Federal, ficou paralisada. Segundo a Secretaria municipal de Educação, 2.300 crianças ficaram sem aula.

Entre os presos, segundo agentes da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae), está Jorge Elton Santos de Souza, que seria o responsável por cortar os corpos dos bandidos rivais antes de queimá-los na Favela de Manguinhos. Equipes da delegacia prenderam também o segundo homem na hierarquia do tráfico local, conhecido como Rick.

A ação começou no início da manhã, por volta das 6h30m. Uma forte troca de tiros assustou moradores e de acordo com a Secretaria Municipal de Educação, três escolas ficaram sem aulas. O trânsito precisou ser interditado na Rua Leopoldo Bulhões, em Bonsucesso, e o tráfego ficou lento no local. Mais cedo, a via, que funciona em mão única devido as obras do PACo, ficou interditada por 10 minutos. Com o início do tiroteio, os operários interromperam as obras.

De acordo com a polícia, quatro homens, que seriam traficantes, morreram durante confronto. O policial Vagner Rodrigues de Oliveira, de 44 anos, foi baleado no peito (segundo Turnowski, se o policial estivesse com o novo colete da polícia, não haveria ferimento.) O agente foi operado no Hospital Geral de Bonsucesso e não corre risco de vida. Preso acusado de ter feito os disparos contra o agente, Júlio Cesar Paula de Souza, de 22 anos, usava uma metralhadora calibre 9mm.

- O colete mais novo teria evitado que ele fosse atingido. Está disponível, mas ele não usou - disse o chefe de Polícia Civil, Allan Turnowski.

Durante a operação, a polícia recuperou os documentos do policial da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) Antônio Carlos de Andrade Costa, de 52 anos, morto ao reagir a uma tentativa de assalto em Cascadura, no domingo. Entre as motos apreendidas, estava a de um policial da Core que sofrera um sequestro-relâmpago e foi abandonado pelos bandidos nas proximidades do Morro do Juramento.

De acordo com a delegada Márcia Becker, titular DRAE, a ação foi desencadeada a partir de informações de locais onde estavam sendo armazenados drogas e armamentos.

Cerca de 170 policiais da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (DRAE), e de outras unidades especializadas, participaram da ação, nas favelas favelas de Manguinhos, Mandela 1 e 2 e Varginha.

Por: Ana Cláudia Costa

Veja: fotos e vídeo das operações

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