Durante pouco mais de uma hora, os senadores Arthur Virgílio (AM), Sérgio Guerra (PE) e Tasso Jereissati (CE), os três do PSDB, se reuniram ontem com o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, no gabinete do colega Aloisio Mercadante (PT-SP).
- Não posso viajar à China para tentar fechar um grande negócio tendo uma CPI aberta nas minhas costas - ponderou Gabrielli.
Referia-se à CPI da Petrobras cujo requerimento foi assinado por 32 senadores. Bastava o apoio de 27 para que ela fosse instalada.
DEM e os demais partidos aliados do governo combinaram de ouvir antes Gabrielli em uma comissão do Senado para só depois instalar ou não a CPI.
O PSDB ficou de fora do acordo.
"Foi uma conversa de alto nível", comentou Guerra, depois, com um amigo.
A conversa teve alguns momentos azedos.
Os senadores se queixaram da Petrobras que não responde aos seus pedidos de informações. Jereissati disse a Gabrielli que ele se portara com muita arrogância quando esteve no Senado da última vez.
- Se fui arrogante não tive essa intenção - desculpou-se o presidente da Petrobras.
- A CPI não é contra a Petrobras. É a favor. Porque pretende apurar eventuais irregularidades cometidas ali - argumentou Virgílio.
Gabrielli disse que a Petrobrás tem três mil gerentes. E que é sempre possível que algum cometa irregularidades.
- E diretores? Se ficar provado que um deles cometeu irregularidades, cairá?
- Até o presidente pode cair, quanto mais um diretor - respondeu Gabrielli.
Ainda não foi marcada a data para a ida de Gabrielli ao Senado.
[comentário: Em tempo: o PSDB hoje pela manhã exigiu que o requerimento de criação da CPI fosse lido e a CPI está criada. Agora vamos torcer para que apresente resultados.]

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