Busca de corpos da Guerrilha do Araguaia, cortes de verbas e indicação de comunista para Defesa acuam militares?
Obedecendo à estratégia globalitária programada pelo Diálogo Interamericano de desmoralizar, desmobilizar e desvalorizar as Forças Armadas Brasileiras, para impedir que cumpram o papel de defesa da soberania nacional, o desgoverno revanchista aplica mais um golpe moral e ideológico nos militares.
O Ministério da Defesa ordenou que o comandante do Exército, General Enzo Perri, designe, em 10 dias, quem fará parte de um grupo de trabalho para buscar corpos de desaparecidos da Guerrilha do Araguaia.
O Comandante do EB só vai cumprir a determinação se quiser. O Ministério da Defesa, por princípio constitucional, não tem competência para dizer o que o EB fará ou não neste caso. Só quem poderia dar tal ordem é o Presidente da República. Veja a doutrina correta, relendo: Destinação das Forças Armadas: Autoridade indelegável
Como o chefão em comando Lula da Silva não gosta de se meter em assuntos militares polêmicos, delega, indevida e inconstitucionalmente, a seu subordinado Nelson Jobim uma missão que é indelegável do ponto de vista da carta de 88.
O atual esquema de depreciação do Exército emprega, como agentes conscientes e intermediários, os membros do PC do B – partido cujos guerrilheiros foram derrotados pelas tropas do EB, nos anos 70.
A próxima manobra para deixar os militares descontentes e acuados será a nomeação do deputado federal comunista Aldo Rebello para titular do Ministério da Defesa, em substituição ao Genérico Nelson Jobim, que migraria para a Justiça. Para pavimentar seu caminho, Aldo hoje já é visto até com simpatia por alguns membros da cúpula das Forças Armadas como um “defensor dos Militares” na polêmica questão da Raposa do Sol e da defesa da Amazônia.
A presente missão ordenada para o Exército no Araguaia será localizar, recolher e identificar os corpos de guerrilheiros, militares e agricultores mortos durante os combates entre opositores do regime militar - mobilizados pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB) - e tropas do Exército, no início da década de 70. Não se sabe o número exato dos que morreram durante os conflitos. Na versão do PC do B, pelo menos 58 militantes desapareceram e seus corpos nunca foram localizados. Seus familiares cobram indenização da Comissão de Anistia.
Na missão quase impossível de buscar corpos na selva, o EB terá de vasculhar localidades próximas ao Rio Araguaia, na divisa entre os atuais estados do Pará, Maranhão e Tocantins (então, ainda parte do estado de Goiás). Os trabalhos de busca deverão durar um ano, mas o prazo pode ser ampliado. Os militares terão sua atuação acompanhada por observadores independentes - convidados pelo próprio EB.
Não será surpresa se a Comissão do Exército for obrigada a intimar, para depoimentos oficiais, todos os militares que participaram da Guerrilha do Araguaia. Será mais uma provocação ideológica aos militares. A intenção do Ministério da Defesa é tornar públicas as informações sobre a guerrilha que continuam sob sigilo. O ministério tira proveito de uma decisão do Superior Tribunal de Justiça em setembro de 2007. O STJ considerou que é obrigação da União localizar e resgatar os corpos ainda não encontrados da guerrilha.
Já prejudicado por um corte de 40% no orçamento, com a ordem para procurar os mortos do Araguaia, o EB fica mais uma vez acuado diante das pressões dos seus “inimigos internos” que agem em nome dos grandes interesses globais contra a soberania do Brasil. A sorte é que Aldo Rebello está chegando, para alegria de poucos oficiais “melancias”.[oficiais melancias: verde na casca e vermelho por dentro].
Pretensa motivação
A criação do grupo de trabalho para a “Procura do Araguaia” foi publicada no Diário Oficial da União da última quinta-feira.
O Ministério da Defesa justifica a iniciativa criticando "a limitação dos resultados alcançados nas expedições já realizadas".
O ministério, comandado por Nelson Jobim, reconhece a necessidade de novos trabalhos de campo, com os meios logísticos e necessários.
Metas cobradas
O grupo terá representantes do Exército, dos governos do Pará e do Distrito Federal, além de outros órgãos e entidades a serem indicados pelo Comando do Exército.
O EB terá de apresentar um plano de trabalho com procedimentos e metas a serem adotadas.
Além de apresentar relatórios trimestrais, ao fim de um ano o grupo, deverá elaborar um relatório final sobre os resultados das buscas.
Mais desmoralização
O soldado do Exército Tiago Santos da Silva, de 20 anos, lotado no 23º Batalhão Logístico Pára-quedista, foi preso pela PM quando tentava fugir com um Fox roubado na noite de domingo, no Rio de Janeiro.
É apenas mais um caso de infiltração estratégica de bandidos, promovida pelo tráfico, nas Forças Armadas.
O EB que não consegue se defender dos cortes de verbas impostos pelo Ministério da Defesa e pela equipe econômica, também tem dificuldades para filtrar os recrutas que seleciona para seus quadros.

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