terça-feira, 12 de maio de 2009
Saidão de bandidos em Brasília é usado para traficar drogas
Saidão
Cerco em pista movimentada
Agentes da Polícia Civil fortemente armados interceptam ônibus de presos que voltavam para a Papuda, perto da Ponte JK. Especialistas em segurança questionam a operação
Motoristas que passavam pela via expressa que dá acesso à Ponte JK, sentido Plano Piloto – Lago Sul, na manhã de ontem, foram surpreendidos com uma cena nada comum na capital do país. Alguns reduziram a velocidade, outros chegaram a frear bruscamente e a parar, receosos. É que logo após o retorno que dá entrada à via, para quem vem da Asa Sul, dezenas de presos vestidos com camisetas brancas estavam sentados na grama, com a cabeça baixa e as mãos na nuca, em sinal de rendição. Ao redor deles, pelo menos 25 policiais civis fortemente armados, muitos deles com fuzis. Especialistas em segurança condenam a ação, que poderia colocar em risco a vida de cidadãos comuns que passavam pelo local.
A movimentação, por volta das 9h de ontem, gerou curiosidade e pânico para alguns motoristas. Um deles chegou a parar o veículo para aguardar que um dos policiais revistasse um dos presos. Havia homens sentados, encostados nas laterais dos ônibus, sendo revistados, e dentro dos veículos, que ficaram parados no acostamento da via, que não foi interditada. A operação do Sistema Penitenciário do Distrito Federal com a Divisão de Operações Especiais (DOE) ocorreu para evitar que condenados — que voltavam ao presídio depois do saidão do Dia das Mães — entrassem na Papuda com drogas.
“Eles costumam entrar com a droga nas cavidades do corpo mas, principalmente, dentro do organismo, após ingerir os papelotes. Tivemos que agir àquela hora e naquele local porque se demorássemos um pouco perderíamos a chance de encontrar a droga. Eles iriam ingerir (o entorpecente) e a operação não seria bem-sucedida”, justificou o delegado Ricardo Viana, do Sistema Prisional do DF.
A ação, no entanto, é questionada por especialistas. Para o professor do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília (UnB) e especialista em segurança pública Lúcio Brito Castelo Branco o local e o horário da operação representaram um risco à sociedade. “A operação foi absurda. Os policiais deveriam esperar o ônibus em um local adequado, que não colocasse em risco a vida das pessoas”, opinou o professor.
O consultor em segurança pública e coronel da reserva da Polícia Militar de São Paulo José Vicente da Silva Filho acredita que a ação da polícia é justificável quando a corporação tem que checar uma denúncia. “A polícia tem que agir, confirmar a denúncia. Mas o problema é como, onde e quando agir. É fato que a polícia não poderia esperar que o ônibus chegasse ao presídio, mas poderia ter desviado a rota para uma via transversal, mais segura. A vida das pessoas é superior em importância ao ato de engolir drogas”, explicou.
Para a delegada Martha Vargas, titular da 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), onde foi registrado o flagrante de tráfico, operações como essas são importantes. “Não é comum esse tipo de flagrante, mas evita situações piores dentro dos presídios”, disse.
[comentário: são esses 'especialistas em segurança pública' assim como os defensores dos 'direitos humanos' - estes sempre esquecem os direitos dos HUMANOS DIREITOS - que dificultam o trabalho da polícia.
A polícia já não é tão presente nem tão eficiente e quando resolve agir tem sempre os que criticam.]
Direito
Os presos receberam o benefício garantido na Lei Federal nº 7.210, que permite aos detentos em regime semiaberto, com bom comportamento e que tenham cumprido pelo menos um sexto da pena possam passar os feriados em casa. Neste, do Dia das Mães, 881 detentos tiveram o direito. E todos deveriam voltar ontem pela manhã ao presídio.
Após uma investigação do serviço de inteligência do Sistema Penitenciário, os policiais souberam que uma quantidade de droga chegaria à Papuda levada pelos presos. Por volta das 9h, minutos depois de dois ônibus, com 180 presos, saírem do ponto de partida, na Rodoviária do Plano Piloto, os policiais apreenderam 88 papelotes de maconha e dois de cocaína. De acordo com o delegado Ricardo Viana, 16 homens passariam por exames para confirmar se tinham ingerido drogas.
Apenas um dos detentos foi autuado por tráfico de drogas. Alguns presos — que não foram identificados pela polícia — se livraram de papelotes. “Eles jogaram para fora do ônibus e no corredor do veículo também. Por isso, não pudemos identificar de quem eram as substâncias”, explicou o delegado Ricardo Viana. Wisly Lopes dos Santos, de 23 anos, condenado a 10 por roubo qualificado e formação de quadrilha, estava com 33 trouxinhas de maconha e foi autuado em flagrante.
O delegado do Sistema Prisional explicou que esta é a segunda operação realizada para evitar que os detentos do saidão levem drogas para o presídio. “No ano passado, no mesmo feriado, apreendemos mais de 400 trouxinhas de maconha e quase 1kg no total de drogas, incluindo cocaína e haxixe. De agora em diante vamos intensificar essas operações. Vamos agir com mais frequência para coibir a entrada de droga na cadeia”, explicou Ricardo Viana.
[comentário: um problema simples de resolver: acabar com essa aberração que é preso ter direito a saidão. Pena é para ser cumprida na íntegra, no máximo em regime semi-aberto mas com o condenado trabalhando e devidamente vigiado.
Agora vejam que um dos flagrados cumpre sentença de 10 anos, por crimes graves e agora, se houver justiça, deverá ser condenado como traficante - dificil convencer alguém que 33 trouxinhas de maconha não caracteriza tráfico.]
Cerco em pista movimentada
Agentes da Polícia Civil fortemente armados interceptam ônibus de presos que voltavam para a Papuda, perto da Ponte JK. Especialistas em segurança questionam a operação
Motoristas que passavam pela via expressa que dá acesso à Ponte JK, sentido Plano Piloto – Lago Sul, na manhã de ontem, foram surpreendidos com uma cena nada comum na capital do país. Alguns reduziram a velocidade, outros chegaram a frear bruscamente e a parar, receosos. É que logo após o retorno que dá entrada à via, para quem vem da Asa Sul, dezenas de presos vestidos com camisetas brancas estavam sentados na grama, com a cabeça baixa e as mãos na nuca, em sinal de rendição. Ao redor deles, pelo menos 25 policiais civis fortemente armados, muitos deles com fuzis. Especialistas em segurança condenam a ação, que poderia colocar em risco a vida de cidadãos comuns que passavam pelo local.
A movimentação, por volta das 9h de ontem, gerou curiosidade e pânico para alguns motoristas. Um deles chegou a parar o veículo para aguardar que um dos policiais revistasse um dos presos. Havia homens sentados, encostados nas laterais dos ônibus, sendo revistados, e dentro dos veículos, que ficaram parados no acostamento da via, que não foi interditada. A operação do Sistema Penitenciário do Distrito Federal com a Divisão de Operações Especiais (DOE) ocorreu para evitar que condenados — que voltavam ao presídio depois do saidão do Dia das Mães — entrassem na Papuda com drogas.
“Eles costumam entrar com a droga nas cavidades do corpo mas, principalmente, dentro do organismo, após ingerir os papelotes. Tivemos que agir àquela hora e naquele local porque se demorássemos um pouco perderíamos a chance de encontrar a droga. Eles iriam ingerir (o entorpecente) e a operação não seria bem-sucedida”, justificou o delegado Ricardo Viana, do Sistema Prisional do DF.
A ação, no entanto, é questionada por especialistas. Para o professor do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília (UnB) e especialista em segurança pública Lúcio Brito Castelo Branco o local e o horário da operação representaram um risco à sociedade. “A operação foi absurda. Os policiais deveriam esperar o ônibus em um local adequado, que não colocasse em risco a vida das pessoas”, opinou o professor.
O consultor em segurança pública e coronel da reserva da Polícia Militar de São Paulo José Vicente da Silva Filho acredita que a ação da polícia é justificável quando a corporação tem que checar uma denúncia. “A polícia tem que agir, confirmar a denúncia. Mas o problema é como, onde e quando agir. É fato que a polícia não poderia esperar que o ônibus chegasse ao presídio, mas poderia ter desviado a rota para uma via transversal, mais segura. A vida das pessoas é superior em importância ao ato de engolir drogas”, explicou.
Para a delegada Martha Vargas, titular da 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), onde foi registrado o flagrante de tráfico, operações como essas são importantes. “Não é comum esse tipo de flagrante, mas evita situações piores dentro dos presídios”, disse.
[comentário: são esses 'especialistas em segurança pública' assim como os defensores dos 'direitos humanos' - estes sempre esquecem os direitos dos HUMANOS DIREITOS - que dificultam o trabalho da polícia.
A polícia já não é tão presente nem tão eficiente e quando resolve agir tem sempre os que criticam.]
Direito
Os presos receberam o benefício garantido na Lei Federal nº 7.210, que permite aos detentos em regime semiaberto, com bom comportamento e que tenham cumprido pelo menos um sexto da pena possam passar os feriados em casa. Neste, do Dia das Mães, 881 detentos tiveram o direito. E todos deveriam voltar ontem pela manhã ao presídio.
Após uma investigação do serviço de inteligência do Sistema Penitenciário, os policiais souberam que uma quantidade de droga chegaria à Papuda levada pelos presos. Por volta das 9h, minutos depois de dois ônibus, com 180 presos, saírem do ponto de partida, na Rodoviária do Plano Piloto, os policiais apreenderam 88 papelotes de maconha e dois de cocaína. De acordo com o delegado Ricardo Viana, 16 homens passariam por exames para confirmar se tinham ingerido drogas.
Apenas um dos detentos foi autuado por tráfico de drogas. Alguns presos — que não foram identificados pela polícia — se livraram de papelotes. “Eles jogaram para fora do ônibus e no corredor do veículo também. Por isso, não pudemos identificar de quem eram as substâncias”, explicou o delegado Ricardo Viana. Wisly Lopes dos Santos, de 23 anos, condenado a 10 por roubo qualificado e formação de quadrilha, estava com 33 trouxinhas de maconha e foi autuado em flagrante.
O delegado do Sistema Prisional explicou que esta é a segunda operação realizada para evitar que os detentos do saidão levem drogas para o presídio. “No ano passado, no mesmo feriado, apreendemos mais de 400 trouxinhas de maconha e quase 1kg no total de drogas, incluindo cocaína e haxixe. De agora em diante vamos intensificar essas operações. Vamos agir com mais frequência para coibir a entrada de droga na cadeia”, explicou Ricardo Viana.
[comentário: um problema simples de resolver: acabar com essa aberração que é preso ter direito a saidão. Pena é para ser cumprida na íntegra, no máximo em regime semi-aberto mas com o condenado trabalhando e devidamente vigiado.
Agora vejam que um dos flagrados cumpre sentença de 10 anos, por crimes graves e agora, se houver justiça, deverá ser condenado como traficante - dificil convencer alguém que 33 trouxinhas de maconha não caracteriza tráfico.]
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