Pesquisa personalizada

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Segundo teste nuclear da Coréia do Norte envolve China Coreia do Norte realiza o segundo teste nuclear e preocupa o mundo

A coisa complica com o segundo teste nuclear realizado pela Coréia do Norte, já que a China interfere

Coreia do Norte realiza o segundo teste nuclear, preocupa o mundo e China exige fim de ações nucleares da Coreia do Norte

O segundo teste nuclear subterrâneo da Coreia do Norte gera protestos e reações diplomáticas

A notícia de que a Coreia do Norte realizou nesta segunda-feira um bem-sucedido novo teste nuclear subterrâneo gerou protestos e reações diplomáticas pelo mundo. Nesta madrugada, Pyongyang confirmou que o país conduziu um teste nuclear abaixo da superfície, momentos depois de sensores geológicos do governo sul-coreano detectarem um tremor ativado artificialmente de Kilju, no nordeste da Coreia do Norte, segundo Lee Dong-Kwan, porta-voz do presidente sul-coreano Lee Myung-bak. Diversos governos demonstraram, preocupação e alguns, como Japão e Coreia do Sul, pediram novas sanções contra o regime norte-coreano.

O anúncio ocorreu momentos depois de sensores geológicos do governo sul-coreano detectarem um tremor ativado artificialmente de Kilju, no nordeste da Coreia do Norte, segundo Lee Dong-Kwan, porta-voz do presidente sul-coreano Lee Myung-bak. O porta-voz acrescentou que funcionários dos serviços de inteligência da Coreia do Sul e dos Estados Unidos estão analisando os dados e monitorando a situação.

O Ministério das Relações Exteriores da China expressou "firme oposição" ao teste. Pequim pediu à Coréi que "não envenene" a situação.

Em reação ao anúncio da Coreia do Norte de que realizou com sucesso um teste nuclear subterrâneo, a China exigiu, nesta segunda-feira (25/5) que o país interrompa todas as ações que possam piorar a situação na região. "A China exige fortemente que a Coreia do Norte mantenha sua promessa de desmantelamento do programa nuclear e interrompa todas as ações que possam piorar a situação", afirmou o Ministério das Relações Exteriores chinês, em comunicado.

A Coreia do Norte anunciou hoje que realizou com sucesso um teste nuclear subterrâneo, semanas depois de ameaçar restabelecer seu programa atômico. A Agência de Notícias Central Coreana, órgão estatal, disse que o teste faz "parte das medidas para sua linha de autodefesa nuclear".

O país já havia realizado um teste nuclear em outubro de 2006 em Kilju, o que provocou sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) e levou cinco países a negociar com o governo norte-coreano um acordo de desarmamento em troca de ajuda. As informações são da Dow Jones.

China e Coreia do Norte são aliadas e a China ocupa uma das cadeiras permanentes do Conselho de Segurança da ONU.

"O governo chinês expressa firme oposição ao teste", disse em nota, afirmando também que Pyongyang deve evitar ações que resultem em mais sanções contra o país.

A Coreia do Norte informou que "realizou com êxito um novo teste nuclear subterrãneo como parte das medidas para fortalecer sua força dissuasiva nuclear para a autodefesa". O regime também disse que o teste tem um nível superior em termos de poder explosivo e tecnologica de controle.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, se disse profundamente preocupado com o teste.

"Estou profundamente preocupado com a notícia do teste nuclear da República Democrática da Coreia. Eu acompanho a situação de perto na região e estou consultando o Conselho de Segurança da ONU, que vai se reunir de emergência hoje em Nova York", afirmou Ban Ki-moon à TV2 dinamarquesa. "Se confirmado, isto constitui uma clara violação da resolução 1718 de 2006 do Conselho de Segurança, que obriga a Coreia do Norte a não realizar testes nucleares."

A agência de noticias estatal russa RIA-Novosti citou um funcionário anônimo do Ministerio de Defesa, que confirmou o teste norte-coreano.

A Coréia do Norte realizou seu primeiro teste nuclear em outubro de 2006, três meses após lançar vários mísseis, entre eles um Taepodong de longo alcance, e isso lhe acarretou sanções e a condenação das Nações Unidas. De acordo com a Coreia do Sul, o teste realizado nesta segunda-feira foi de proporções muito maiores.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, emitiu nesta madrugada um comunicado que diz que as ações norte-coreanas "são um tema de grande preocupação para todas as nações", e uma "ameaça à paz e à segurança nacional".

"Ao atuar em aberto desafio do Conselho de Segurança das Nações Unidas, Coreia do Norte desafia direta e irresponsavelmente a comunidade internacional", disse.

O comportamento da Coreia do Norte aumenta as tensões e prejudica a estabilidade no nordeste da Ásia. Semelhantes provocações só servirão para aprofundar o isolamento da Coreia do Norte".

Obama assegurou que a comunidade internacional deve atuar e anunciou que nos próximos dias os Estados Unidos seguirão trabalhando como o Conselho de Segurança e os países envolvidos em conversações sobre a Coreia do Norte. O teste torna mais séria a tensa a confrontação internacional sobre os programas muclear de mísseis da Coreia do Norte.

- Se a Coreia do Norte realizou um teste nuclear, claramente violaria resoluções do Conselho de Segurança da ONU, Definitivamente não toleraremos - disse o secretário em chefe do gabinete japonês, Takeo Kawarmura, em Tóquio.

Fonte: O Globo, Correio Braziliense, Agências Internacionais

[comentário: a UNR não apoia a corrida armamentista que a Coreia do Norte está realizando, tudo em evidente desmoralização do poder da ONU de coibir os testes e mesmo o programa nuclear daquela país.

Mas, a própria ONU é quem alimenta sua própria desmoralização quando permite que o estado hebreu massacre o povo palestino, bombardeis instalações da ONU e tudo que a Organização das Nações Unidas faz contra Israel são meros e inúteis protestos.

No momento, em que um organismo internacional do porte da ONU adota para situações similares, dois pesos e duas medidas perde toda sua autoridade e moral.]

0 comentários: