John Demjanjuk é extraditado dos EUA para Alemanha
O suposto guarda de um campo de concentração nazista John Demjanjuk chegou nesta terça-feira à Alemanha após ser extraditado dos Estados Unidos para enfrentar um processo no qual é acusado de ajudar a matar 29 mil civis - na maioria, judeus - em 1943, no que pode ser o último grande julgamento nazista da Alemanha.
Carros de polícias e ambulâncias cercaram o avião de Demjanjuk assim que ele pousou no aeroporto de Munique, no sul da Alemanha.
Anton Winkler, da promotoria pública de Munique, disse que um médico examinaria o homem de 89 anos e, se ele estivesse em condições de ser transportado, seria levado de imediato para a prisão Stadelheim, perto de Munique. Seus advogados tinham alegado que ele não podia ser deportado por causa de seu precário estado de saúde, já que sofre de problemas na coluna, tem crises renais e precisa de ajuda para caminhar.
Demjanjuk lidera a lista dos 10 suspeitos mais procurados pelo Centro Simon Wiesenthal, e um juiz de Munique expediu um mandado de prisão em março para julgá-lo por supostamente ter ajudado nos assassinatos do campo de concentração Sobibor.
Mais de 60 anos após a Segunda Guerra Mundial e o Holocausto, a cobertura da mídia na Alemanha sobre o caso tem sido restrita, com muitos alemães, especialmente os mais jovens que não viveram a guerra, ávidos por informações sobre o passado nazista.
A extradição marca o fim de uma prolongada batalha pelo aposentado metalúrgico, que havia contestado sua deportação por meses. Nascido na Ucrânia, Demjanjuk nega qualquer participação no Holocausto.
O Centro Simon Wiesenthal saudou a deportação.
- Agora John Demjanjuk vai finalmente enfrentar a Justiça pelos crimes inexprimíveis que ele cometeu durante a Segunda Guerra Mundial, no que será provavelmente o último julgamento de um criminoso de guerra nazista - disse o rabino Marvin Hier em um comunicado.
O Centro afirma que Demjanjuk empurrou homens, mulheres e crianças para as câmaras de gás no centro de Sobibor, numa região que hoje é da Polônia.
- Ele merece ser punido - acrescentou Hier.
Demjanjuk perdeu sua cidadania americana após ter sido acusado em 1970 de ser "Ivan o Terrível", um guarda conhecidamente sádico do campo de concentração Treblinka.
Ele foi extraditado para Israel em 1986, e sentenciado a morte em 1988 após sobreviventes do Holocausto terem o identificado como o guarda de Treblinka. Mas a Suprema Corte de Israel reviu a sentença, após evidências de que outro homem era o provável "Ivan".
Ele reconquistou a cidadania em 1998, mas o Departamento de Justiça dos EUA reviu o caso em 1999, argumentando que ele trabalhou para os nazistas como guarda em três outros campos e escondeu esse fato. Sua cidadania dos EUA foi retirada novamente em 2002.
Fonte - Agências Internacionais - O Globo[comentário: qual o sentido de extraditar, prender e julgar um homem de 89 anoss e que além da idade avançada ainda é acometido por diversas doenças ?
Não pode ser ignorado o fato de que há apenas suposições de ser o prisioneiro um guarda de campo de concentração - in dubio, pro reo.
A tornar ainda mais absurdo as pretensões vingativas há o fato de que John Demjanjuk já foi exxtraditado para Israel e inocentado pela Suprema Corte daquele país.]

0 comentários:
Postar um comentário