Esse número impressionante também está no Globo. Um levantamento feito pela Corregedoria da PM no Rio, a pedido do jornal, mostra que a corporação expulsou 920 policiais nos últimos dez anos. Só nos primeiros três meses de 2009, foram 51 expulsões – ou seja, mais de uma a cada dois dias. Nesses dez anos, o total de inquéritos abertos para investigar más condutas também é enorme: 2.505. Se a PM do Rio é corrupta, ao menos há um trabalho para que ela deixe de ser ou seja menos.
A cada dois dias, um inquérito policial-militar (IPM) é aberto na PM do Rio e, a cada quatro, um policial é expulso da corporação. Levantamento feito pela Corregedoria de Polícia Militar do Rio, a pedido do GLOBO, revela que a instituição, considerada a que mais pune seus integrantes, expulsou nos últimos dez anos 920 policiais e instaurou 2.505 IPMs. Só nos três primeiros meses deste ano, foram 51 expulsões.
Também no Tribunal de Justiça cresce o número de processos oriundos de Conselhos de Justificação, responsáveis pela expulsão de oficiais. Nos últimos seis meses, foram instaurados seis processos envolvendo dez oficiais, entre eles o tenente-coronel José Carlos Dias Azevedo; o major Fabio Guttman; e o capitão Wellington da Silva Medeiros. Eles são acusados de negociar com o chefe do tráfico da Cidade de Deus a diminuição das operações policiais, em troca de R$ 120 mil por mês.
Dos 85 processos contra oficiais impetrados desde 1987, apenas dez resultaram em demissão. Outros 27 oficiais foram reformados e dois, enviados para a reserva. Para o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, a legislação atual é o maior entrave para a depuração do oficialato. Segundo ele, enquanto os casos dos oficiais têm que ir aos tribunais de Justiça, a expulsão dos praças é julgada administrativamente. Beltrame acredita que a legislação tem que ser mudada.
Fonte: O Globo

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