Acerto de contas com a Justiça
Filho reconhece assassino do pai 25 anos após o crime
Para o professor Maurício Araújo, de 40 anos, o prazo para ver Sérgio Luiz da Silva Moraes, de 64, suspeito de matar seu pai, atrás das grades foi o mesmo dado pela Justiça para o cumprimento da pena pelo crime: 25 anos. O acusado cruzou o caminho do filho da vítima na manhã de ontem, em Copacabana, na esquina da Nossa Senhora com a Sá Ferreira.
O professor, após reconhecer Sérgio como o assassino do pai, Hermano Costa Araújo, pediu ajuda a quatro guardas municipais que faziam patrulhamento no local para conduzi-lo até a 13ª DP (Ipanema).
Morto a facadas
Hermano foi assassinado a facadas, em dezembro de 1983, em Ipanema. Aos guardas, Maurício teria dito que o crime ocorrera num bar, durante uma discussão entre o pai, o acusado e um terceiro homem, que estaria em liberdade.
Uma reportagem da época, no entanto, relata que o corpo da vítima foi encontrado num apartamento da Rua Visconde de Pirajá. Num primeiro momento, Sérgio, que moraria com a vítima, é apontado como a pessoa que descobriu o cadáver. E um terceiro morador do imóvel,como o suspeito pela morte.
De acordo com o delegado adjunto da 13ª DP, Gabriel Almeida, havia contra Sérgio dois mandados de prisão expedidos por roubo seguido de morte, ambos do mesmo processo.
— Ele foi condenado a 25 anos pelo crime. A sentença saiu em 1992. O filho e o condenado contam versões diferentes sobre o fato — explica Gabriel Almeida.
Prescrição em três anos
Embora a prescrição para este tipo de crime seja de 20 anos e a morte de Hermano tenha ocorrido há 25, a validade do mandado expedido contra Sérgio não expirou por causa da data da condenação — há 17 anos.
— A sentença interrompe a prescrição — diz o advogado Luiz Carlos da Silva Neto.
Fonte: Casos de polícia e segurança

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